História Find Me - Capítulo 38


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Categorias EXO, Neo Culture Technology (NCT), Red Velvet, SHINee
Personagens Chenle, Doyoung, Haechan, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Jinki Lee (Onew), Jisung, Johnny, Jonghyun Kim, Jungwoo, KiBum "Key" Kim, Kun, Lucas, Mark, Minho Choi, Personagens Originais, RenJun, Taeil, Taemin Lee, Taeyong, Ten, Winwin, Yuta
Tags Exo, Idol, Kpop, Musica, Nct, Nct 2018, Nct Dream, Nct U, Nct127, Shinee
Visualizações 126
Palavras 3.030
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 38 - Finalmente... Mãe


~~Na Yeon~~

 O observei deitado no banco de trás do meu carro, quieto, encolhido, machucado. Jamais diriam que era um garoto saído de uma das maiores empresas de entretenimento do país. Além de chocante e triste, era humilhante; me enojava, me irritava. E acho que foi essa a última vez que aguentei ver um absurdo como esse sendo feito dentro da SM sem fazer nada – aquele CEO irá me escutar e, se necessário, eu levarei essa briga à justiça, à mídia, a qualquer meio que possa me ajudar.

 Na Reum tremia, embora seu corpo estivesse fervendo por conta da febre. Eu tinha o coberto com meu casaco e ligado o ar quente, mas não parecia suficiente. Meu carro estava completamente encharcado, mas não era algo com que eu me preocuparia naquele momento, mesmo me irritando com as gotas escorrendo pela minha cara ou meu sapato molhado congelando meu pé. Pelo espelho eu via que o trainee ainda estava chorando, embora ele tentasse esconder de mim e ser o mais discreto possível.

 Como puderam manda-lo embora sabendo que ele não tinha pra onde ir? E absolutamente sozinho, sem nada, sem um centavo no bolso? Reum me contou que seus planos seriam dormir na rua do orfanato, até conseguir algum lugar para ficar. Dormir na rua, depois de ter dedicado toda sua adolescência às vontades da SM. Parece impensável. É difícil de aceitar que, por baixo dos panos, por baixo do que todos sabem, uma das estratégias da empresa é procurar trainees órfãos, porque eles serão mais baratos e mais fáceis de controlar, porque eles serão descartáveis se necessário, e acabo de descobrir que Na Reum não é o único a ter os documentos alterados pra que esse plano continue.

 Sabem quantas promessas fizeram a esse menino por todos esses anos? Sabem o quanto destruíram suas esperanças? Sabem como acabaram de esmagar o sorriso que ele tinha por pensar em um dia ter a chance de debutar? O quanto ele se esforçou por isso? Ele só queria um espaço, ele cedeu quando o pediram pra ceder, foi rejeitado por seus colegas por ter cedido. E depois foi jogado fora. Eu tentava não fazê-lo, mas sempre caia numa comparação com o meu caso alguns anos atrás. Parece que sempre somos enganados no fim das contas, não é?

 Podia ter sido com meu filho.

 Um pensamento que agravava ainda mais meu ódio. Devem ter feito com ele tantas coisas parecidas às que fizeram a esse menino. É fácil brincar com quem não tem nada, SM? É fácil agir como se fossem dar oportunidades e só tirar sonhos e anos de vida? Mas isso não ficará assim, é mais que uma promessa minha. Apertei o volante, num ponto que logo eu o arrancaria do lugar, sinal da raiva, claro. Voltei o olhar ao transito, eu não conseguia olhar pra Reum daquele jeito por muito tempo.

 Não demoraria muito pra que chegássemos à minha casa e eu ainda teria que voltar pra empresa e conseguir algumas respostas – não que estivesse com pressa para ver a cara daquelas pessoas. Eu teria que acolher Na Reum até que déssemos outro jeito na vida dele, provavelmente com alguma briga jurídica, já que suponho que o CEO seja seu tutor legal e que ele não tenha mais idade pra voltar aos orfanatos. E o que eu faria com ele até lá era um ótimo questionamento. Aliás, minha casa já está basicamente virando um abrigo e isso tem me feito não trabalhar como eu deveria (não que eu realmente me importe).

 Depois de enfrentar alguns bons minutos de transito lento consegui chegar em casa, tudo estava bem silencioso do lado de dentro, ao contrário do exterior com a chuva intensa e barulhenta. Ajudei Na Reum a entrar, além de estar encharcado pela chuva, congelado pelo frio e com febre, ele ainda estava dolorido por conta da briga com Mark. Inclusive, preciso anotar em meus compromissos sobre falar com esse garotinho irritado sobre violência.

 Assim que entramos, a primeira coisa que fiz foi buscar toalhas pra que pudéssemos nos secar. Reum se recusou a molhar meu sofá e insistiu em ficar o tempo todo de pé. Ingenuidade que me fez sorrir, mesmo depois de tudo ele ainda é um garoto cuidadoso e agradecido. Estranhei o fato de tudo estar um silêncio e só então me lembrei que Ten e a Dra. Kang deveriam estar em casa. Procurei pelos dois enquanto Reum se secava, mas não encontrei ninguém. Notei então que na porta do quarto havia sido deixado um pequeno bilhete.

 

“Tentei te ligar, mas não consegui.

Eu precisava voltar, mas não podia deixa-lo sozinho.

Combinei uma primeira visita com uma amiga psicóloga durante a noite – ele tinha comido no almoço e pensei que estaria melhor, mas teve uma crise no meio da tarde e achei melhor procurar por esse atendimento.

Voltamos logo”

 

 O bilhete me lembrava que eu tinha muito a agradecer àquela médica, mas tinha também muito a me preocupar com Ten. Abandonei o bilhete e apenas torci pra que a tal amiga psicóloga pudesse ajudar em alguma coisa. Enviei uma mensagem a Kun avisando sobre ter encontrado Reum e outra a Jung Woo, perguntando se estava tudo bem – minha consciência sobre ele ainda pesava. Voltei para a sala e um grande ponto de interrogação de formou em minha cabeça assim que encarei Na Reum parado no meio do cômodo. O que vou fazer com você?

“Primeiro de tudo, precisa de um banho para aquecer esse corpo” – me aproximei dele outra vez, tirando sua atenção dos detalhes da minha sala – “Espere no banheiro, eu te levo as coisas”

 Reum assentiu e lhe mostrei onde ficava meu banheiro. Ele provavelmente aceitaria todas as minhas ordens sem nem abrir a boca pelos próximos tempos. Triste. Foi quando voltei ao quarto que também me lembrei de que preciso fazer compras, já que não tenho absolutamente nada além de meia dúzia de roupas que eu trouxe pro Ten – peguei uma delas emprestada para Reum e entreguei a ele no banheiro. Teria tantas coisas pra fazer nos próximos dias e teria que acrescentar ‘cuidar de um garoto’ na lista.

 Tentei aumentar a temperatura da casa usando o aquecedor, meu corpo também estava gelado, também precisava de um banho. Mas, antes de arrumar as coisas para meu descanso, fui até a cozinha, imaginando que o trainee estivesse com fome. Eu continuava sem ter muita coisa nos armários, mas por conta da estadia de Ten, tinha arrumado algumas porcarias. Pensei em pegar um pacote qualquer e entregar pra que comesse, mas algo dentro de mim dizia que eu deveria ser mais carinhosa e cuidadosa. Suspirei, sendo derrotada por mim mesma. Okay, eu farei algo mais interessante. Juntei os ingredientes e preparei a melhor receita para um corpo gelado que conhecia – chocolate quente, o mesmo que havia feito pra Taemin naquele dia. A receita dá um pouco de trabalho, mas não serei preguiçosa dessa vez.

 

(...)

 “Gostou?” – parei em sua frente, notando que havia terminado com toda a jarra. Sorri, feliz por ver que tinha conseguido pelo menos distrai-lo por um momento – “É uma receita especialmente minha!”

“Obrigado, noona” – Reum sorriu, me entregando o copo vazio. Eu sabia que meu chocolate quente seria um sucesso outra vez

 Não fazia muito tempo que Ten havia chego com Chae Ri, mas ele foi direto pro quarto e não saiu de lá desde então. A médica disse que os remédios ministrados talvez causassem cansaço, então não insisti pra que ficasse conosco. Eu teria ido à empresa hoje mesmo, mas não quis desviar minha prioridade dos dois meninos que estão na minha casa, pelo menos por hoje eu queria me preocupar só com eles.

 Reum me seguiu por todo canto da casa durante todo o tempo, como se quisesse me retribuir pelo que fiz. Mas, o que mais eu poderia fazer? Deixa-lo pra trás? Já basta o quanto fiz de errado no passado, eu não faria as mesmas besteiras agora também. E, por mais que ele tivesse sofrido um dos piores dias de sua vida, não houve um momento em que xingou, gritou ou se descabelou. Ele sofre sozinho e calado, ainda se achando submisso a qualquer um que faça algo por ele. É triste ver como o tratamento da empresa fez com que ele se tornasse um garoto que se acha tão pequeno.

“Sua febre melhorou” – afirmei, assim que toquei seu rosto de leve. Com certeza havia sido por conta do frio da chuva

“Noona” – me interrompeu, parecendo inseguro com algo. O encarei, esperando que dissesse o que tanto lhe afligia – “Eu não quero atrapalhar, não preciso ficar na sua casa”

“Deixe de ser bobo, menino” – retruquei, percebendo o quanto seria difícil tirar dele a mania de se achar tão desagradável aos outros – “Eu fico sozinha aqui, por que me incomodaria com a sua estadia?”

 Sorri e me levantei, com uma nova ideia em mente. Eu brigaria com o CEO, mas depois. O dia de amanhã será reservado somente a esses dois, eu quero que se sintam melhor depois de tantas confusões, eu quero me distrair um pouco também. Vamos às compras, vamos à sorveteria, vamos ao cinema, qualquer lugar. Eu vou desligar meu celular e esquecer meus compromissos de trabalho, vou fingir que não conheço manager nenhum, CEO nenhum, problema nenhum; e vou passar um tempo comigo e com os meninos. Só isso. Não é tão difícil.

 Observei Ten saindo do quarto, calado como virou costume. Pensei em qual seria o tamanho do meu desafio em tentar tirá-lo de casa no dia seguinte. Na Reum ainda não sabia sobre nada do acontecido e, por mais que eu dissesse que o tailandês estava apenas doente, ele não parecia se convencer. Já Ten parecia nem notar a presença do trainee em casa, ou não queria ter que se preocupar com outra pessoa também. Hoje eu daria tudo que pudesse para descobrir como fazer esse menino melhorar, como afastar dele os sinais deixados pelo pesadelo que o perseguiu. Tão rápido quanto saiu, ele logo voltou para a cama, como se não pudesse fazer mais nada além de permanecer nela. Pensei em ir atrás dele, mas minha campainha tocou.

 Eu não fazia ideia de quem poderia aparecer àquela hora da noite e apenas torci pra que não fosse ninguém criando mais problemas ou alguém da empresa atrás de mim. Desde a hora em que cheguei e avisei a Kun sobre ter encontrado Reum, meu celular permanece desligado e supus que talvez fosse então algum recado importante. Mas Chae Ri tinha acabado de sair, não poderia ser ela, e eu duvido que os outros membros fossem permitidos de vir até minha casa hoje; ou seja, não tinha nenhum real palpite. E, quando abri a porta, notei que era realmente inesperada. Minho e Taemin.

“Posso deixar essa encomenda com você, sunbae?” – Minho disse, em tom de brincadeira. Taemin estava encostado na parede, com uma cara de criança emburrada

“Por que me trouxe aqui?” – o maknae resmungou, numa voz que me dedurou o quanto ele estava... Bêbado?

“Você me atormentou a noite toda dizendo que queria vir pra cá, Lee Taemin” – Minho o repreendeu, fazendo-se de bravo. Dei risada, a cena era um tanto cômica. Taemin resmungou mais alguma palavra indecifrável e foi ignorado por seu hyung que voltou a me encarar – “Ele fica sentimental quando bebe, talvez seja uma ótima hora para reconciliações” – disse, sorrindo.

 Não sabe o quanto é reconfortante poder ter seu apoio, Minho, mesmo que em uma situação um tanto engraçada. Encarei Taemin ainda parado encostado na parede, com a mesma cara emburrada, talvez se arrependendo por ter feito tantos pedidos ao hyung. Eu não imaginaria ter que lidar com meu filho bêbado tão cedo, mas foi uma surpresa simpática, digamos. Posso usar a adesão errônea ao álcool como fato comprovador? Se sim, você é definitivamente meu filho, garotinho.

 Minho o empurrou para dentro da minha casa e se despediu, ainda sorrindo. Até ele achava tudo aquilo engraçado e talvez seu sorriso também tivesse um pouco de alegria, como o meu. O simples fato de saber que ele pedira por mim, mesmo que num momento não tão apropriado, me deixava mais feliz. Reum o observou da sala, curioso com sua presença – e pelo jeito terei que deixar de esconder o meu segredo do trainee.

 “Você tem mais um filho por um acaso?” – Taemin apontou Na Reum, como se estivesse bravo comigo. Ri e neguei. Ele então se sentou ao lado do mais novo, encarando-o de perto e com a mesma cara ‘brava’ – “O que faz na casa da minha mãe?”

“Não seja ciumento, Taeminie” – brinquei, me sentando perto dos dois. O mais estranho, no entanto, era o fato de Reum não parecer nada surpreso com o fato de seu sunbaenim estar na minha casa dizendo-se meu filho – “E não estranhe tudo isso, Reum-ah”

“Eu já sei sobre isso” – retrucou, tão natural que me assustou. Tentei me lembrar de ter contado algo a ele sobre o assunto, mas sequer tive a oportunidade

“Como já sabe?” – questionei, curiosa. O boato se espalhou? Alguém saiu contando que eu tenho um filho? Taemin contou?

“Por causa dos sonhos” – ele respondeu, rindo – “Noona, você gritava o nome dele o tempo todo dizendo que era seu filho”

 Ei, não ria de mim, menino.

 Mas então quer dizer que basicamente o NCT todo sabe sobre minhas atuais descobertas porque continuei tendo meus antigos pesadelos? Oh Na Yeon, você sempre se torna mais estranha com o tempo. Imaginar o quanto eles tinham aguentado de meus berros estranhos me fez ficar com vergonha, mas Reum apenas riu de tudo. Porém, mesmo que eu estivesse com vergonha do acontecido, aquele momento me dava uma boa sensação. Estar em casa, com Taemin, me deixava bem.

“Não vai reclamar como as mães fazem?” – Taemin fez uma pergunta completamente aleatória, me encarando, como se nem tivesse prestado atenção na conversa anterior – “Não vai dizer que eu não devia beber por que faz a saúde?”

“Eu perguntaria se você não tem nenhuma garrafa pra mim, na verdade” – respondi, rindo. Se conforme em ter uma mãe um tanto fora dos eixos padrões, meu filho. Ele riu, mais do que o necessário, na verdade, o que fez o trainee e eu rirmos bastante também – “Ainda temos algumas horas antes de dormir, o que pretendem fazer?” – cortei o silêncio que se seguiu das gargalhadas, sendo encarada pelos dois. Eu não queria remoer traumas ou problemas, eu só queria distraí-los de tudo, e pra isso precisava criar alguma distração – “Topam um filme?”

 Nos decidimos então por uma boa comedia, acho que todos nós precisávamos rir um pouco – não que Taemin já não estivesse rindo de qualquer mera coisa que acontecia ao nosso redor, mas enfim. Depois de muita insistência consegui tirar até mesmo Ten do quarto e, embora ele ficasse quieto e esmagado sozinho na poltrona da sala, já era ótimo conseguir que ele tivesse qualquer outro programa que não deitar na cama. O clima era tão leve que sequer parecia que todas as circunstâncias a nossa volta eram terríveis.

 Refiz meu estoque de chocolate quente, estourei algumas pipocas, separei alguns doces. Ouvi da cozinha os dois em discussões bobas sobre que filme escolher, me preocupei apenas prestar atenção no que preparava no fogão. Levei o colchão, cobertas e travesseiros para a sala, espalhei tudo e fui contra minha antiga mania de limpeza e organização. Por alguns minutos eu consegui ignorar o exterior e sorrir encarando apenas a minha sala, tive uma paz interna quase que inexplicável. Quando observei aquilo tudo e analisei como eu me sentia, notei que, pela primeira vez, eu me sentia mãe de verdade – e confesso que tive que me segurar para não derramar lágrimas por isso.

 O filme começou logo, mesmo com as objeções quase infantis que Taemin fazia por todas as opções dadas por Na Reum. Mesmo que os garotos parecessem estar muito distraídos com o enredo da comédia escolhida, eu não conseguia prestar atenção em mais nada que não fosse cada um deles. O sorriso bobo e motivado por qualquer cena de Taemin, a gargalhada gostosa que Reum pode desenterrar, ou até mesmo o silêncio discreto de Ten. Eu estava inebriada por eles, imersa nas boas sensações que a calma de assistir um filme em casa trazia, anestesiada pelo quanto eu me sentia triplamente mãe.

 Ainda no começo do filme, Taemin me encarou em silêncio. Trocamos olhares por alguns instantes, sem que fosse necessário dizer nada. Acho que ele tinha uma briga consigo mesmo, sobre dever ou não estar fazendo aquilo que fazia – estar na minha casa, agir como se fossemos bons amigos, deixar de lado os remorsos. Mas seu silêncio enquanto olhava em meus olhos era tão importante pra mim quanto suas palavras; me fazia tentar decifrá-lo, criava um diálogo diferente entre nós dois; e, por mais que eu soubesse que sóbrio ele jamais estaria na minha casa, aquele ainda era um momento só nosso.

“Eu ainda não gosto de você” – num desabafo ainda embriagado e quase ‘infantil’, ele interrompeu o silêncio.

 As palavras não pareciam ter intenção de me ferir, mas sim de demonstrar sua atual e natural insegurança. Apenas sorri fraco, sem ter o que responder. Mas, além do que esperava que fossem aquela simples declaração, era também uma forma de justificar o ato seguinte. Ele se deitou em meu colo e entendi então que dizer ‘ainda não gosto de você’ antes queria que se permitiria a se aproximar, mesmo ainda estando com medo, mesmo ainda não sabendo administrar seus sentimentos por mim.

 E se tem algo que a bebida causa é sono, não é, Taeminie? O filme mal tinha começado e ele já estava dormindo em meu colo, completamente confortável e quietinho feito um anjo; nem mesmo as gargalhadas escandalosas de Reum o acordavam. Agora eu tinha permissão para estar com ele, para acaricia-lo, para aninhá-lo durante seu sono. Sem que os outros notassem, dessa vez eu não pude segurar e, no meio da comédia que distraia os olhos de Reum e Ten, deixei que algumas lágrimas escorressem por meu rosto. Eu assistia meu filho em meus braços, da forma que sonhei por tanto tempo. Eu, finalmente, era mãe outra vez. 


Notas Finais


UM CAP SEM PROBLEMAS PRA ALEGRAR O DIA DE VOCÊS RSRSRS <3


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