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História Find me, because i already found you - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Any time, it's time


03/07/2018

Londres, Inglaterra

às 10:42




Os dispersos raios de luz que atravessam as árvores deixava enfim o clima agradável, a ponto de estar quase dormindo ali jogado naquela grama, respirei fundo afim de espantar o sono que me acometia, me apoiei nos cotovelos olhando para Yeonjun que estava deitado lado contrário ao meu. Sua respiração era quase impercetível.

- Ei, dormiu? - sua cabeça balançou de um lado para o outro levemente - sinto que se ficar aqui mais um pouco vou pegar no sono - falei.

- Mas está tão bom aqui.. só mais um minuto e então vamos, ok?

- Hm - concordei e me joguei de volta na grama, olhei para o lado vendo uma das mochilas ficando instigado com o que ela continha, já que a outra sabia muito bem o que.

Após alguns minutos deixei que a curiosidade fosse maior que o bom senso e me sentei a abrindo devagar. Nada demais, todos itens que não podiam ser jogados por uma janela de jeito algum, contudo uma foto em um porta retrato me chamou a atenção. O virei para cima podendo ver um mulher bem jovem e bonita. A julgar pelo seu rosto era com toda a certeza a mãe Yeonjun. Pensei em como as vezes a vida, ou destino que fosse era injusto.

Fechei a mochila voltando a observar Hill, quais seriam as chances dele estar deitado meio a um parque em Londres bem a minha frente se nada tivesse acontecido com sua mãe.

- Está pensando em que? - sua voz me fez voltar a terra já podendo o ver sentado bem a minha frente.

- Me assustou! - exclamei trazendo as mãos para perto do meu corpo.

- Estava no mundo da lua - deu de ombros segurando um riso que bem percebi - então, o que te deixou assim?

- Fome - disse ríspido por cogitar que ele tivesse achado graça do modo que me assustei fácil - estou com fome, é isso - não era de toda mentira, porém não iria mesmo lhe falar o que se passava pela minha cabeça - Deviamos voltar para casa Yeonjun, já deve ser tarde - o vi passar a língua pelo canto do lábio e rir - e o que foi hein?

- Que tal comermos alguma coisa por aqui? O que me diz? - encarei o nada por alguns segundos pensando sobre sua proposta.

- Não seria má ideia, contando que não levasse muito tempo, mas eu tô sem dinheiro então vamos direto pra casa - levantei olhando com tédio para a mochila que teria que carregar.

- Não teria oferecido se estivesse que nem você - também se pôs de pé ainda com seu sorriso em face - batata frita? - perguntou repentino com seus olhos grandes como se tivesse tido um ótimo palpite. Sua cara estava hilária. Lhe dei um arquear de sobrancelhas tentando não transparecer nada que não fosse necessário.

- Eu gosto.. mas não está cedo para algo do tipo? - negou fazendo um gesto com a mão.

- Claro que não, estamos no horário certinho para algo do tipo - me imitou fazendo-me o olhar espantado e com certo desespero.

- Isso quer dizer que está tarde? Não, vamos embora - me agachei pegando a mochila - minha mãe vai me matar e-

- Deixa de ser chato, quis dizer que qualquer hora é hora pra comer batata frita - riu pegando em minha mão me puxando para algum lugar que não sabia onde era pela segunda vez no dia.





(...)




às 08:09




Coloquei o quinto par de tênis dentro daquela mochila que mais parecia para ir escalar o monte Everest, mas Hill jurava que não, contestar? Sem tempo pra isso, sentia uma certa adrenalina correr por minhas veias ao que haviam se passado alguns bons minutos e tudo de certo modo corria bem.

Até o fato das coisas de Yeonjun estarem todas lá, o próprio disse que se surpreendera com o seu quarto intacto, o que na sua visão era muito estranho. Me sentei na calçada um pouco afastado do rumo da janela, não queria voltar para casa com um roxo por ter sido destraído, ou melhor, por culpa de segundos com "planos" malucos.

Para minha surpresa um emaranhado de roupas foi jogado bem a minha frente. As peguei rapidamente desbolando e dobrando, eram muito bonitas e aparentemente caras para serem tratadas de qualquer jeito. Moleque doido. Seria realmente uma pena se o homem tivesse dado um jeito de aniquilar tudo daquele quarto, até com dó dos sapatos eu fiquei.

Suspirei indo pegar um casaco que ficara pendurado no muro, vi Yeonjun andar para lá e para cá dentro do cômodo parecendo desesperado com o que pegava e deixava para trás, até porquê já estava achando que ficaria pesado só os tênis que escolhera, era cômico ver que ele portava um cachecol verde no pescoço, um óculos vermelho na cabeça, e um casaco amarelo que vestia.

Neguei olhando para o lado percebendo que a rua dava a uma avenida, vi a silueta de um homem vindo, gelei imaginando que podia ser o senhor Hill, já que parecia.

- Yeonjun! - chamei em um tom médio - sua atenção se voltou a mim - você pelo menos viu se seu pai está em casa?

- Não, porquê a pergunta? - se debruçou na janela e olhou para onde eu apontei, seus olhos triplicaram de tamanho - vattene da qui! - quase gritou desesperado, mas vendo a minha falta de ação revirou os olhos - da o fora daqui! Me espera na rua de cima, ele pode nem sonhar em te ver aqui!

Com um pouco de esforço joguei aquele negócio gigante nas costas e subi para a rua de cima tentando manter a tranquilidade e não chamar a atenção, parei quase no final dela olhando inquieto para a esquina. Me sentia ansioso, o quão errado poderia dar agora nessa reta final, minha respiração se encontrava um pouco acelerada, mantinha a mochila nas minhas costas para a próxima provável etapa.

Levei a unha do indicador a boca tentando acalmar os ânimos e tentar idealizar que iria dar tudo certo e não o contrário.

E então para um alivio um tanto falho Yeonjun virou a esquina sorrindo, porém correndo feito um louco, não era besta de não entender que era para fazer o mesmo, por mais que a direção em que íamos era o total oposto da que eu morava.

O Hill me alcançou pegando em minha mão me fazendo por pouco não tropeçar nos meus próprios pés.






(...)




às 11:06




- Yeonjun? - chamei ganhando um olhar breve do mais velho que andava a frente - parece que tá todo mundo olhando pra gente... podem estar achando que roubamos algum lugar por conta das mochilas.

- Estou pouco me importando para o que estão pensando ou deduzindo, minha consciência está limpa.

- Ok, mas a minha não. E se denunciam a gente? - perguntei o vendo se virar e abrir a boca - Não Yeonjun, não tá? Como é que você vai explicar que roubou as suas próprias coisas sem se complicar? - interrompi achando que o faria se preocupar nem que fosse um pouco.

- Estou apenas indo passar o verão na casa do meu melhor amigo? - soltou com um ar sagaz acabando com qualquer argumento que poderia formular - deixa de se preocupar com o que os outros pensam, ninguém têm nada a ver com a nossa vida - parou colocando a mão em uma porta qualquer a empurrando e entrando sem nem ao menos dizer algo mais.

Puxei fundo o ar para fazer o mesmo, mal coloquei os olhos dentro do estabelecimento e um cheiro bom de fritura me invadio o olfato, procurei Hill o encontrando já sentado bem despreocupado em uma das várias mesas com o celular em mãos, revirei os olhos resolvendo entrar de uma vez, já que deveria estar parecendo um maluco ali apenas com metade do corpo para dentro. Fui até si a passos rápidos logo largando a mochila ao pé da mesa, me sentei encolhendo o corpo pelo tanto de gente que tinha a volta.

Fiquei quieto e constrangido, o que era um tanto estranho, eu estava estranho, já que sempre fora tivera como característica forte a minha timidez, mas não em tal nível que estava, a presença de Yeonjun me inibia de uma forma bastante questionável para mim. Talvez não fugisse do comum, não o conhecia, de certa forma era compreensível o desconforto que sentia.

- Geralmente você fica desse jeito? - levantei a cabeça um pouco desnorteado, ele nem ao menos desviara o olhar do aparelho em suas mãos - quieto, divagando ou é falta de vontade de conversar comigo? - Conversar o que? E ainda com o nada? Está quase enfiando o celular no olho. Como é tão despojado! - Soobin..?

- O que? Oi? - sua testa franzida denunciava que eu deveria estar o encarando com uma cara no mínimo estranha - Ah, achei que tivéssemos vindo para comer.

-Ok, e o que isso impede de batermos um papo? - indagou.

- Acho que não chegou a perceber, porém não temos nenhum tipo de intimidade, então não vou puxar um "papo" assim do nada, sequer sei fazer isso. E além do mais você estava no celular - completei com medo de ter parecido rude.

- Oh.. bem, esqueço que nem todo mundo tem os níveis de noção um pouco baixos iguais os meus, com certeza se eu fosse você, havia tirado o celular da sua mão e exigido um diálogo, me desculpe - abriu um sorriso lábial deixando o celular de lado e pondo os braços cruzados na mesa, devolvi-lhe o sorriso por míseros segundos.

- Ainda tenho fome.





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