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História Find Me in You - Woosan - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


enfim, estou aqui
pfv n me matem
eu sei que prometi voltar na quarta mas kk adivinha

eu postei outra história dos woosan (link nas finais), fiquei tão empolgada com ela que esqueci de atualizar aqui mas eu volte ok?

esse capítulo é a calmaria antes da tempestade então aproveitem kkkkk
boa leitura

Capítulo 4 - Amar como antes


         

 — Que história é essa de casamento? 

San mudou o foco de Seonghwa para a porta da cozinha, onde Wooyoung e Yeosang estavam parados. Demorou para processar a frase proferida pelo namorado, mas quando finalmente assimilou as coisas franziu as sobrancelhas se perguntando como ele tinha descoberto. Não precisou de muito mais que a expressão de Yeosang para saber que tinha sido ele. 

— O médico–

— Pediu para ir com calma? — Wooyoung o interrompeu. Os nós de seus dedos já estavam brancos, tamanha a força com que apertava a camisa social em suas mãos. — Certo. Mas já faz uma semana, San, e você não me contou absolutamente nada. — aumentou o tom de voz, jogando o tecido branco no chão. — Você ia esperar o dia anterior pra me contar? 

— Eu esperava que você se lembrasse. — San se levantou da cadeira, caminhando na direção do Jung. O ato serviu de gatilho pra Seonghwa se mover e sair da cozinha puxando Yeosang junto com ele. 

— Você só se lembra de meias frases do médico? — perguntou, o rosto voltando ao tom natural e deixando o vermelho para trás. — Se lembra que ele falou que a volta da minha memória era incerta? E se eu nunca voltasse a lembrar? 

— Então eu adiaria até que você voltasse a me amar como antes. — foi sincero, deixando Wooyoung sem o que dizer. 

Voltar a o amar como antes. Chegava a ser dolorido falar aquela frase daquela maneira. Sabia que o processo não seria fácil, ainda mais se quisesse se casar com ele como antes, e por isso evitava falar daquele jeito. Mas também era difícil para San ter toda a sua vida estruturada desmoronando em frente aos seus olhos. 

Tinham evoluído bastante nos últimos sete dias. Já dormiam na mesma cama, por insistência de Wooyoung, e ele já o chamava de San normalmente, sem precisar do sufixo "ssi". Mas ainda eram meros amigos, não noivos a ponto de se casar. 

— Quando é? — Wooyoung perguntou de repente e San arqueou as sobrancelhas em dúvida. — Quando é o casamento? 

— Daqui a quatro semanas. — respondeu e Wooyoung perdeu o ar. Ele esperava algo como "no próximo inverno" ou "daqui cinco meses", não aquela resposta. 

— Ah. — Wooyoung disse, dando a volta em San e se sentando à mesa de madeira na cozinha. Estava surpreso, não havia propósito em fingir. 

— Você está bem? — San perguntou ainda de pé no mesmo lugar. 

— Só preciso de tempo — disse ele. — Só preciso de um tempo pra digerir… pra digerir tudo. 

— Você não precisa se explicar. — San suspirou. — Sei que pode não ajudar muito, mas quer ir a um lugar comigo? 

— Agora? — ele levantou a cabeça para encarar o namorado que deu de ombros. — Eu ainda estou de pijamas. 

— Você pode se trocar, eu espero. — San disse e Wooyoung assentiu, se levantando da cadeira e sumindo escada à cima. — Kang Yeosang! — chamou, assim que o namorado sumiu de vista. Uma cabeça loira pendeu para fora do quarto de hóspedes, com um sorriso fraco no rosto. — Será que você poderia me explicar o que aconteceu? 

— Eu juro que foi sem querer. — levantou os braços, como se estivesse se entregando à um assalto. 

— Isso não explica nada.

— Ele pegou a camisa que vivia dizendo que ia usar no casamento de vocês, por um momento eu esqueci… de tudo. Acabei perguntando se ele ia mesmo usar aquela camisa. — respondeu, curvando os lábios. 

San revirou os olhos, se lembrando da bendita camisa que Wooyoung jogou no chão minutos antes. Pegou-a e deixou em cima da mesa, sem responder nem uma palavra para o Kang que esperava ao menos uma confirmação de que tinha entendido. 

Wooyoung desceu pouco tempo depois, já pronto para ir aonde quer que San pretendesse o levar. 

— Não deixem ninguém entrar. — San pediu aos amigos antes de puxar Wooyoung para fora de casa. 

Entraram no carro e ficaram alguns minutos na estrada até chegarem em um prédio em forma de cubo no centro da cidade. Era bonito por fora, com detalhes em lilás e azul claro, além de ter um bonito jardim de entrada. 

Wooyoung, que passou a viagem toda em silêncio, sentiu o peito se encher de um sentimento que ele não conhecia ao ver aquela estrutura que lhe era estranhamente familiar. 

San segurou sua mão, levando-o pelo caminho de pedras brancas que levavam até a entrada. A porta dupla era de vidro e por ela era possível ver uma recepção recuada, nos mesmos tons dos detalhes do lado de fora. Em cima da porta, a frase "salão de festas" estava talhada em dourado e ao lado números para contato pintados no mesmo tom. 

Eles entraram e o barulho da porta chamou a atenção de uma moça muito bem vestida sentada em uma mesa branca. Ela sorriu para eles, parando de digitar no computador para lhes dar a devida atenção. 

— Bom dia, os senhores têm um horário marcado? — ela perguntou e Wooyoung imediatamente olhou para San, esperando sua resposta. 

— Na verdade não. Temos um dia agendado para um evento, só viemos dar uma olhada no espaço. — San respondeu e a moça confirmou com a cabeça. 

— Vou precisar dos seus nomes. 

— Choi San e Jung Wooyoung. — ele disse. A mulher vasculhou uma agenda vermelha em busca do nome dito e sorriu gentilmente ao encontrar. 

— Venham, vou os acompanhar. — ela se levantou, seguindo até o fim do corredor com o casal ao seu encalço. — Ontem tivemos um evento, infelizmente a equipe de limpeza ainda não chegou então está tudo uma bagunça, mas tem como ter noção de espaço. 

Os três passaram por outra porta e saíram em um amplo salão, Wooyoung achava até que maior que a casa em que morava com sua mãe antes, com janelas que chegavam ao teto e um enorme lustre prateado. 

Wooyoung sentia os pés grudarem no piso sujo, mas tampouco se importou com isso, apenas se preocupando em admirar o ambiente. No final do salão havia outra porta que dava acesso à um bonito jardim. 

San se afastou e soltou sua mão, que Wooyoung nem se lembrava de estar segurando, e sentou em um montinho de cadeiras de plástico no canto do salão, como uma criança faria. O Jung o seguiu com o olhar. 

— Nós vamos nos casar aqui? — Wooyoung perguntou, se sentindo minúsculo em um espaço tão grande. San negou. 

— Vamos nos casar na praia. Você sempre quis assim. — respondeu. O Jung deu de ombros. Realmente sempre idealizou seu casamento na praia, com os pés descalços e um terno simples, aproveitando o cheiro de maresia e o vento trazendo todo o sal do mar. — Aqui vai ser a festa. 

— Nós chamamos a Coréia inteira pro nosso casamento? — perguntou, analisando as paredes com molduras vazias. San riu com a ideia. 

— Quase isso. 

— É um espaço bem grande. 

— E eu já perdi as contas de quantas vezes você disse isso desde que achamos esse lugar. — Wooyoung sorriu. 

— Eu não menti em nenhuma delas. 

— É do tamanho do meu amor por você. — agiu como se estivesse atuando em uma peça, arrancando uma gargalhada alta do Jung. 

— Você é tão besta. — respondeu.

Achava que não, mas as borboletas em seu estômago não paravam de lhe dizer que estava voltando a ser uma garotinha apaixonada quando San saiu de onde estava para o puxar para um abraço. 

— Eu prometo te contar tudo a partir de agora. — ele disse contra seu pescoço e Wooyoung sentiu um arrepia percorrer seu corpo. — Mas não só com palavras. — se afastou, segurando em sua mão outra vez. — Vem, a gente tem outro lugar pra ir. 



×



— Vamos, Woo. A gente já está quase lá agora — falou San, olhando para trás. — E isso significa que estamos a uns quarenta segundos do destino. Menos, se você parar de enrolar. 

Wooyoung mostrou o dedo do meio para o Choi enquanto subia os degraus praticamente infinitos que saíam da parte baixa da cidade. San estava na frente, impaciente, enquanto ele ia mais devagar. 

Por fim, Wooyoung alcançou San no topo da escada. 

— Até que enfim! — disse San. — Achei que ia desistir no meio do caminho. 

— Eu devia ter feito você me carregar até aqui em cima. 

— Eu faria sem problemas. — disse e Wooyoung revirou os olhos. 

— Aonde vamos? 

— Na sorveteria. 

— Você me fez subir até aqui pra irmos em uma sorveteria? — perguntou frustrado. San deu de ombros. 

— Vai valer a pena. Vem. — e mais uma vez no dia, lá estava Wooyoung sendo puxado para um lugar desconhecido. 

Quando chegaram, os dois foram direto ao balcão para escolher os sorvetes. San já sabia que sabor ia querer. Ele sorriu para Wooyoung. 

— Aposto que sei o que vai pedir. Chocolate com menta. 

Wooyoung encolheu os ombros. 

— E daí? Chocolate com menta é o melhor sabor do mundo. 

— É claro que não! — disse San. — Flocos é muito melhor. Chocolate com menta é muito sem graça. 

Wooyoung deu de ombros e os dois pediram os sorvetes. Se sentaram em uma mesa perto da janela, de onde dava para ver toda a cidade e o mar no horizonte. Realmente valeu a pena ter ido ali apenas para tomar sorvete. 

— Eu tirei umas fotos suas na rua. Em algumas você parece querer morrer de tanto andar. — ele disse, passando as imagens na tela do celular. 

— Não só pareço como queria. — Wooyoung riu, se inclinando por cima do braço de San para poder ver as fotos. — Espera, volta ali. — pediu assim que San passou por uma foto dele se desculpando com uma senhora. — Meu Deus eu quase joguei o saco de pão inteiro dela no lixo. Que idiota. O que ela falou mesmo? 

— Pombos sagrados! O que é que você está fazendo? — disse San com uma voz fina. Wooyoung deu risada. — Só não entendi o porquê dos pombos. 

— O pão era pra eles. — os dois se encararam em silêncio por alguns segundos antes de rirem o suficiente para o estômago doer. 

Quando pararam, pararam de frente um para o outro. De repente Wooyoung sentiu sua mão fraquejar e a colher caiu dentro do copinho de sorvete — não que ele se importasse no momento. Se deixou vencer pelo impulso de cortar a distância restante entre eles e beijar seus lábios. 

Apesar de serem namorados, San se assustou com a atitude por um tempo, mas em questão de segundos se entregou ao momento mais esperado da sua semana. 

Beijar San era agradável. Um agradável do tipo suave, como deitar por baixo de várias cobertas em um dia frio com um livro e uma caneca de chocolate quente. Era o tipo de coisa que você podia fazer sem enjoar, sem se sentir entediado ou incomodado e com certeza havia acabado de entrar para a lista de coisas favoritas no mundo para Wooyoung. 

Se afastou, olhando para o sorvete, tentando achar palavras suficientes para explicar o que tinha acontecido. 

— Eu sinto muito. 

— Não sinta. — de repente os dedos de San estavam em seu queixo, obrigando-o a olhar para cima. — Nós somos namorados, eu não fiquei incomodado e nós já fizemos bem mais do que isso. — Wooyoung arregalou os olhos, estapeando o braço de San pela informação desnecessária. 

Passaram quase uma hora na sorveteria, ignorando o fato de que se beijaram e conversando normalmente. Só naquela conversa, Wooyoung descobriu mais do que a semana inteira. Coisas como: ele tinha acabado de se formar em design e já estava trabalhando para uma grande revista local, San virou dono da empresa em que trabalhava não por sangue, mas por afinidade com o antigo dono que não tinha herdeiros e em seu testamento colocou o nome do Choi, e eles estavam juntos desde os dezoito anos. 

Apesar de não serem coisas extremamente reveladoras, elas davam conforto para o Jung, que já se sentia mais inserido em sua própria vida. 

— Por que você me trouxe aqui afinal? — Wooyoung perguntou. Empurrou o pote onde antes estava o sorvete para longe do corpo. 

— Além da vista ser muito bonita — disse San. — Foi em uma sorveteria como essa que eu te pedi em namoro seis anos atrás. 

Wooyoung sorriu. Agora entendia porque aquele lugar era tão especial. 

— Nós esperamos tanto assim pra nos casar? 

— Éramos muito novos e nós dois nunca vimos uma necessidade real em nos casar. Você sempre achou que uma cerimônia gigantesca era uma perda imensa de dinheiro, considerando que o nosso relacionamento continuaria o mesmo só–

— Com o anel na outra mão. — Wooyoung e San disseram juntos e o Choi sorriu. — Isso. Você se lembra? 

— Não exatamente, mas essa frase me é familiar. — abaixou a cabeça, apoiando-a no ombro do outro. — Obrigado. — disse e quando San ficou em silêncio percebeu que ele não tinha entendido o motivo. — Por se esforçar tanto por mim. 

— Eu me esforçaria muito mais se precisasse. — afagou o cabelo despenteado de Wooyoung com uma mão. — Ainda tem disposição pra ir em mais um lugar? — mesmo querendo dizer que não, o Jung assentiu. 




× 



Wooyoung se sentia como uma criança de novo, caminhando pela faixa de areia estreita perto do calçadão. O ar estava pesado com o cheiro de cachorro-quente e pipoca caramelizada e com os gritos das crianças. O mar ondulava à distância e o azul vivo refletia a luz do sol. 

Areia molhada se prendia entre seus dedos dos pés e o cabelo balançava com o vento. Não havia nuvens e o céu estava claro e azul, mas ele tremia caminhando tão próximo da água.

San estava ao seu lado, andando enquanto olhava para os pés como se esperasse o momento certo para enlouquecer e pular no mar gelado. Wooyoung só não esperava que ele realmente estivesse cogitando essa ideia. 

— Você deveria entrar. — Wooyoung ouviu-o aconselhar, mesmo que tivesse que se esforçar para ouvir por causa da distância. Negou com a cabeça. 

— Se quiser me matar congelado vai ter que arranjar um jeito que eu não tenha que me voluntariar pra isso. — disse e viu o sorriso bonito de San adornar seu rosto. Teria um ataque cardíaco ali mesmo se ele continuasse sorrindo daquele jeito. 

— Não me faça ir buscar você. — ameaçou e o outro arqueou uma das sobrancelhas, duvidando. 

San não precisou de maior incentivo para correr com dificuldade para fora da água e ir atrás de Wooyoung que já tinha disparado na frente. Os dois correram alguns metros, mas o Jung não contava que suas pernas estivessem tão fracas depois de subir tantas escadas e fraquejou ao ponto de cair de joelhos na areia. 

O Choi o puxou pelo braço, o fazendo ficar de pé de novo apenas para poder abraçar suas pernas e o jogar por cima do ombro como um saco de batatas. 

Conforme iam mar a dentro, Wooyoung sentia sua pele entrar em contato com a água gelada e sabia que se começasse a se debater de qualquer forma acabaria na água então apenas aguentou até que San o jogasse ali. 

— Você é um péssimo namorado. — Wooyoung brincou e San deu de ombros. Sentiu uma quantidade razoável de água ser jogada em seu rosto e viu o Choi sorrir maroto quando abriu os olhos. — Você é um homem morto. 

E assim, ambos começaram uma guerra infantil e divertida de água, por vezes machucando os olhos com o sal excessivo ou sentindo o ouvido entupir de água, mas aquelas eram as menores de suas preocupações.

Quando já estava cansado, Wooyoung abraçou o pescoço de San pedindo por uma trégua. Ficaram abraçados por tanto tempo que só foram perceber o tempo passar quando o sol já tinha se posto e o céu estava escuro. 

— Você não vai precisar adiar o casamento. — disse Wooyoung. 

— O que quer dizer? 

— Que acho que logo vou estar te amando como antes. 



Notas Finais


woosan namora, bjs

aqui o link da outra fanfic que eu fiz
https://www.spiritfanfiction.com/historia/doce-e-amargo-woosan-18540676

tbm fiz uma one seongsang se vcs quiserem tbm rsrs
https://www.spiritfanfiction.com/historia/-bye-18548716

obg por lerem até aqui
até o próximo ihu


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