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História Find The Cure - Fanfic Exo - Capítulo 13


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Notas do Autor


Boa leitura. ♡

Capítulo 13 - Capítulo 13


Narradora off

Me sinto pesada, como se estivesse prestes a cair. Me sinto sonolenta, estou com os olhos fechados, mas sinto uma enorme necessidade de os abrir. Eu não morri? Continuo viva? Estou respirando!

Como se eu estivesse travando uma batalha comigo mesma, consegui a vencer, podendo assim abrir meus olhos. Percebendo que, estou sendo segurada pelo cinto, estou praticamente de cabeça para baixo, isso explicaria o motivo de eu sentir como se estivesse prestes a cair.

 Uma dor ardente em minha perna me chama a atenção, e lá estava! Um ferro atravessava minha coxa direita, a dor era gritante, ardente, eu poderia chorar. Mas eu tinha que sair dali, ou melhor, quanto tempo eu passei pendurada alí? Minha cabeça parecia dar voltas, eu estava tonta, e sangue pingava de minha testa, eu estava destruída, mas ainda não estava morta, e isso era o suficiente.

Ao pegar um fio de coragem que me sobrava, pois eu sabia que aquilo iria doer mais do que já estava doendo. Respirei fundo, fechando meus olhos, e soltando o sinto de uma vez. Um grito escapou por meus lábios ao receber o impacto. Uma lágrima escorreu por meu rosto, por tamanha dor, eu respirava rapidamente, e com um pouco mais de força, consegui virar-me de barriga para cima. Por agora, encarava o céu, ele estava nublado, e por mais estranho que pareça - ou não -, me recordei de que, eu não estava sozinha naquele avião, haviam mais cinco pessoas comigo. Respirei fundo novamente, e fiz um pouco de força para me sentar. Me escorei no que deveria ser o avião, e vi que, estava destroçado, só uma parte estava ali, e isso me intrigava. O ferro não era tão grande, mas foi capaz de fazer um belo estrago em minha coxa.

Eu piscava repetidas vezes, tentando enxergar o quê estava em minha frente. Eu sabia que o avião havia caído, mas não sabia onde estava, e nem com quem estava, se é que eu estava com alguém.

Comecei a olhar ao redor, eu estava em algum tipo de floresta. Ao meu redor haviam inúmeros destroços, mas o único ser vivo era eu. Por que? Por que estou viva? Onde estão os outros? Estão vivos? Por Deus, estejam!


Minha vista estava ficando um pouco turva, parecia que a qualquer momento poderia desmaiar. Direcionei meus olhos para a ferida, e vi que, minha coxa estava enxarcada de sangue, porcaria! Provavelmente havia perdido sangue enquanto estava desacordado, eu não sei como ainda estou viva.


Eu não tinha alternativas, estava fraca, sem forças, na floresta, sozinha. Destinada a morrer, sem nem ao menos saber se meus companheiros estavam vivos. Mas o fato que mais me assustava era que, iria morrer, sem ao menos saber se minha família estava a salvo.


- Maldita hora em que aceitei essa missão! - Falava comigo mesma, em um tom baixo. Até minha garganta doia, eu estava com sede, mas alí não havia água para a conter. - O jeito é esperar.


Esperar. Esperar por dois acontecimentos: Alguém me encontrar aqui, de preferência, alguém vivo, ou morrer, lentamente. A mais provável de se acontecer seria a segunda.


Comecei a rir, como se tivesse ouvido uma piada, mas aquilo transparência o meu desespero. Desespero por estar morrendo, por não ter ninguém por mim, por não estar sabendo de nada, por não conseguir fazer nada. Eu me sentia sufocada, como se algo estivesse me asfixiando, eu fui perdendo o ar que me restava. Não! Eu não posso morrer! Tenho que ficar viva! Tenho que achar a cura, achar meus companheiros, eu preciso viver!


- Pensa, pensa, pensa! - repeti diversas vezes, batendo de leve em minha cabeça, e devo dizer que isso havia me ajudado. - Ok, o ferro nem é tão grande assim. - Olhei para o ferimento, vendo o sangue ainda escorrer um pouco.


Poderia parecer loucura, mas aquilo era a minha única alternativa. Mais uma vez, respirei fundo, mantendo a calma, focando meus pensamentos em apenas tirar aquele ferro dali.


                             Havena off


- É só manter a calma, nós já vamos dar um jeito. - tentava passar força ao mais velho, que se contorcia de dor.


- Meu pé está quebrado, Jongin! Como quer que eu mantenha a calma? - Alterou seu tom de voz, levantando sua cabeça, encarando o mais novo.


- Seu pé não está quebrado, mas sim o seu tornozelo. - Apontou para o mesmo. O tornozelo e pé dele estavam inchados, e doíam tanto, mas não tanto quanto como se um ferro tivesse o atravessado.


- Tanto faz, apenas o tire daí! - ordenou, e recebeu um leve tapa no pé, que o fez gritar de dor. - Por que me bateu? Ficou louco? -Segurava sua perna, enquanto em seu rosto se formavam caretas de dor.


- Está reclamando demais, baekhyun. - Foi para mais perto dele, de certa forma, despertando a curiosidade dele, afinal o quê ele iria fazer?


- Nem pense nisso!

- Quer ficar deste jeito? Não poderemos te levar se não puder andar. - Simplificou, colocando a mão sobre a perna do loiro, que urrou. - Vamos, não é para tanto.


- Me deixa quebrar tua perna então!


- Tornozelo.


- Foda-se! - deitou no chão.


Deitou no chão, enquanto esperava o mais velho dar uma olhada em sua fratura. Enquanto isso, revisava as palavras que o mesmo o tinha dito. Ele seria capaz de fazer isso mesmo? O deixar por ele não estar em boas condições? Oh, não! Minseok não seria tão egoísta assim, certo?


Essa dúvida estava o consumindo, e o siléncio que se fazia presente a cada segundo, o fazia criar mil paranóias em sua mente.


- Yah, o quê está fazendo? - Sua curiosidade o fez levantar um pouco a cabeça, vendo que minseok olhava fixamente para um ponto qualquer. - Minseok?


- Ham? O quê? - Já desperto de seus devaneios, encarou Baek. Min engoliu seco, tentando transparecer calma, mesmo que sua feição dissesse o contrário.


Baek o olhou desconfiado, mas resolveu não perguntar algo como: "O quê houve com você?" "O quê houve enquanto não estava na base?". Ele mordia os lábios,tentando conter a vontade de o perguntar. Após um tempo, olhando ao redor, se deu conta de que algo estava faltando alí.


- Onde está Jongin?


- Foi procurar por água. Como você sabe, uma tragédia aconteceu. - Olhou desanimado, para a água - que agora era lama - derramada no chão.


- Sozinho?


- Bom, pelo que eu saiba, só nós três caímos aqui. - suspirou cansado. Se perguntava onde os outros estariam. Sentia falta de todos, mas principalmente de seu melhor amigo, Jong. Era como se o tivessem arrancado mais um pedaço de seu coração, se sentia mal, queria sair por alí e o procurar, mas tinha que cuidar dos outros dois, que também eram seus amigos.


- Em uma floresta? E se tiverem infectados por aí?


- Ele sabe se proteger. - Fazia parecer frio, mas também se preocupava com um dos mais novos, na verdade, ele os julgava como seus filhos. Filhos, um assunto um pouco delicado, que ele fazia total questão de esquecer, a dor que aquele simples substantivo o proporcionava, o fazia querer chorar.


Minseok se virou, ele procurava por algo, e logo acabou por achar, voltando para Baek com um pedaço de pano em suas mãos.


- Provavelmente irá gritar, isso pode chamar atenção, então cubra sua boca com isso. - estendeu sua mão com o pano, na direção de Baek, que insistia em negar com sua cabeça. Min balançava sua cabeça, em um gesto como se estivesse o mandando pegar, coisa que ele não fez. - Baek, não me faça perder a paciência, pegue logo esta bosta!


Mesmo relutante, em um movimento rápido, pegou o pano da mão de minseok, o colocando sobre a boca. Em seus pensamentos, ele iria sentir uma dor avassaladora, e ele definitivamente não queria passar por aquilo.


- Quando chegar no três. - Minseok disse calmo, segurando a perna do loiro, que deu um longo suspiro, se até aquele pequeno movimento o causou dor, imagine quando ele tentar colocar seu tornozelo no lugar? - Um…


Minseok torceu o tornozelo do rapaz de uma vez, e ele gritou, um grito estridente, que foi abafado pelo pano, mas ainda sim se dava para ouvir. Baek caiu no chão de vez, respirando rapidamente, enquanto Min procurava por sua mochila.


- Você… Você disse que seria no três! - de certa forma se sentia traído, ele segurava a perna com força, a mesma que doía, estava doendo mais do quê quando havia quebrado, por incrível que pareça.


- Eu disse? - Se fazendo de desentendido, deu um sorriso cínico, tirando de sua mochila, um pequeno kit de primeiros socorros. - agradeça a Havena, por ter nos lembrado dos kits. - disse sem perceber.


Uma lágrima escorreu pela bochecha de Baek, ao lembrar de que, sua amiga estava desaparecida, e ele nem ao menos sabia se estava viva. Ou melhor, ele não sabia se Yixing, Jongdae e ela estavam vivos, ele apenas sabia de Jongin e Minseok.


- Fique tranquilo, conhece ela melhor do que ninguém, ela está viva. - Tentou animar Baek, que soltou uma pequena risada, como se o tivessem contado uma daquelas piadas ruins.


- Sabe onde estamos? - Mudou de assuntos completamente, queria deixar aquilo de lado, mesmo que apenas por um instante, pois sabia que tais pensamentos retornariam, uma hora ou outra.


- Provavelmente na Coreia.


- Vai pra merda, Minseok!


- Eu só não te bato, porque tá machucado. - A essa altura, Minseok e Baekhyun já tinham se estressado, como na maioria das vezes.


Se enfrentam assim, praticamente toda vez. Os outros já haviam se acostumado com tal coisa, eles eram como duas crianças, que uma hora estavam quase se matando, mas na outra já estavam amigos, por aí se abraçando.


- O quê estão fazendo? - Jongin apareceu, por entre os arbusto dali, com uma mochila em suas mãos, olhando a cena curioso.


Como Jongin era novato naquela equipe, aquela era a primeira missão em que saiam juntos, aquela era a segunda vez que os via se enfrentando, e bom… aquilo não era normal, pelo menos não pra ele.


- Onde você estava?


- Procurando por água. - Ele se deslocou até onde os mais velhos estavam, dando a bolsa para Minseok, se deitando no chão, soltando um suspiro de cansaço.


- O quê houve?


- Sete, encontrei sete deles. Parecem ter sido atraídos pelo barulho.


- Eles foram pra cima de você? - Minseok deu uma breve olhada pelo corpo do rapaz, procurando por ferimentos, e logo uma sensação de alívio se fez presente, ao ver que não tinha nada, ele apenas estava um pouco sujo de terra.


- Não, consegui sair de lá a tempo.


- Temos que nos apressar e sair daqui. - Baek falou ao se levantar.


- Se nem sabemos onde estamos!


- Eu… enquanto estava procurando por água, vi uma espécie de trilha, a saída pode ser por lá.


- Certo, vamos ao amanhecer.


Notas Finais


Será que alguma coisa aconteceu com Yixing e Jongdae? Uiui! Obrigada por ler, até o próximo capítulo. ♡


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