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História Find The Cure - Fanfic Exo - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


Olá! Lavem as mãos, fiquem dentro de casa, se cuidem, tá?

Boa leitura.❤

Capítulo 14 - Capítulo 14


Narradora on


Ele corria, sem olhar para trás. Sabia que estava sendo seguido, e pedia aos céus por eles não o alcançarem. A respiração lhe faltava, enquanto ele se esforçava para correr o máximo que podia. Estava perdendo as forças, já fazia um período de tempo em que corria, mas ele não podia parar, não podia!


Ele não podia se deixar para ser devorado, estava arrancando forças de onde não tinha, para apenas continuar a correr, um único ato falho poderia o fazer perder a vida.


Enquanto corria, via a paisagem, as árvores pareciam iguais, ele pareceria estar correndo em círculos, mesmo que sempre seguisse em frente.


O preço de deixar de correr por um pequeno segundo, o poderia fazer perder a consciência, para sempre. Enquanto ouvia os gritos, dos seres correndo atrás do mesmo, se apavorava com o pensamento de que provavelmente iriam o alcançar.


Eram pelo menos uns sete, correndo atrás dele, alguns gritavam, e aquilo amedrontava o rapaz. Ele se perguntava o quê poderia ter feito, para simplesmente os encontrar, enquanto andava por ai.


Nunca havia dado de cara com algum infectado, na sua vida toda, pelo menos desde que o surto surgiu. Ele já soava demais, e sentia que cairia a qualquer momento. Era o seu fim, quer dizer, talvez seria.


Outro homem, que passava por alí, ouviu tais gritos, mas se limitava em apenas olhar de longe. Ele não queria por sua vida em risco, apesar de ter uma arma em mãos, não tinha balas o suficiente, para todos aqueles que corriam atrás do rapaz de cabelos negros.


Ele se assustou ao perceber que, conhecia o homem que fugia daqueles infectados, conhecia muito bem, até tinha o dado um tiro, um dia desses. Ele tinha apenas alguns segundos para pensar em algo que afastaria os infectados do homem em sua frente.


Sacando sua arma, apontou para a perna de um dos infectados, que estava mais a frente dos outros, logo dando um tiro, vendo a besta cair, gritando. Com tal ato, ele fez com que os outros que estivesse atrás, caíssem junto com o quê tinha levado o tiro. Ele rapidamente saiu dos arbustos…


- Vamos, não temos tempo! - Chamou o rapaz, enquanto observava que as coisas já estavam começando a levantar.


Usando as forças que o restavam, o jovem chinês, de cabelos negros correu até onde o homem com a arma estava. Eles correm mais um pouco, e se esconderam. Felizmente, conseguiram despistar os infectados, que ainda corriam pela floresta, em busca de vítimas.


- Toma! - Estendeu uma garrafa com água, água essa que havia acabado de pegar, em um rio próximo dalí.


Ele se sentia feliz, acabava de encontrar um companheiro, quando pensava a ter sobrevivido sozinho do acidente. Aliviado por encontrar um de seus companheiros, ele estava sorrindo, seu sorriso mal cabia em seu rosto, e acabou por soltar uma pequena risada.


- Do quê está rindo? - Perguntou, após beber uma boa quantidade de água, quase deixando a garrafa vazia.


- Vivo, você está vivo! - Sem cerimônias, partiu para um abraço. Ele já não se limitava mais, o homem de cabelos castanhos chorava, não queria, mas chorava.


- Estou… - Mesmo confuso, retribuiu o abraço, também estava feliz por ter o encontrado, eles pelo menos agora tinham um ao outro.


- Não sabe o quanto me deixa feliz! - Se desvenciliando do abraço, ele chorava e ria ao mesmo tempo.


- Também estou, mesmo que tenha me dado um tiro, fico feliz em te ver, Jongdae. - Ainda se recordava daquilo. Já não havia mais mágoas, apenas tinha falado aquilo em uma tentativa de o provocar.


- Mas você não esquece, não é? - Enxugou suas lágrimas, ainda rindo.


- E os outros?


O riso de Jong se deu por fim, ao ouvir a pergunta de Yixing. Onde estavam os outros? Ele definitivamente não sabia, mas era uma dúvida que gostaria de saber a resposta. Apoiando suas costas em uma árvore, suspirou lentamente, olhando para algum ponto dali.


- Eu não sei. Quando acordei, estava sozinho. E você? Por que aqueles infectados estavam atrás de ti?

- Eu também acordei sozinho. Estava morrendo de sede, então tomei coragem para procurar água. Enquanto estava perambulando por aí, dei de cara com aquele grupo, e cara! Eu passei uns 30 minutos correndo por essa floresta, e eles não desgrdaram de mim nem por um instante!

- Por 30 minutos? Tem certeza? - questionou desconfiado.

- basicamente.

Jongdae se questionava, "Seguiram correndo atrás dele, por trinta minutos?"

- Um dos… Um dos infectados, era um senhor de idade?

- Não deu para observar muito bem, mas parece que sim, por q…

Yixing cortou sua própria fala, ao pensar o mesmo que Jongdae. Teoricamente senhores de idade, quase idosos, não teriam disposição para sair correndo assim, como um jogador de futebol correndo atrás da bola, daquele jeito, sendo a bola o Yixing.

Aquele vírus de certo era estranho, muito estranho. Consegui fazer com que pessoas praticamente idosas conseguissem corer como um jogador de futebol, transformava os humanos em praticamente bestas, sedentas por carne, o quê mais poderiamos esperar?

- Deu de cara com sete, e ainda está vivo? - Afim de cortar o clima que havia se instalado, Jongdae falou.

- Já levei um tiro, e ainda estou vivo. - Jongdae deu um pequeno soco, no ombro de Yixing, que sorriu em resposta.

- Para, cara!


Narradora off


Já está anoitecendo, e eu continuo no mesmo lugar, mas pelo menos já não estava com um ferro atravessando minha coxa, e isso já era um começo. Devo admitir que doeu, e doeu muito puxar aquele ferro de uma vez, mas pelo estou livre de mais um problema.


Felizmente, haviam água e comidas em minha bolsa, e devo dizer que me surpreendi ao vê-la intacta.


- Vamos sobreviver. - Disse para mim mesma, eu estava ficando louca? Falando sozinha? Talvez. Mas aquilo era o de menos.


Retirei um salgadinho da mochila, me saboreando dele logo em seguida, enquanto olhava para o céu. Poxa! Havia me esquecido do quão bonito era, ver aquelas estrelas, enfim havia tido um pequeno momento de "paz", ao me deitar e observa-las.


Quer saber de uma coisa? Eu quero ir pra minha casa, quero o colo de minha mãe, quero poder conversar com ela, e saber que não poderia fazer isso, estava sendo uma grande merda. Eu quero poder voltar, e ver que tudo está normal, e não a coisa caótica que tudo se tornou.


Será que entramos em extinção? E se nós formos os únicos sobreviventes? Pensar nessa possibilidade me deixa com uma sensação estranha, como se algo não estivesse certo, e realmente não estava. E Jun? Como será que o desgracado, vulgo Junmyeon, está? Por favor que ele esteja vivo, quero poder dizer umas na cara dele quando voltar.


Eu nem por um único momento, deixei de pensar em meus companheiros. "Será que já comeram?" "Estão machucados?" Dúvidas como essas apareciam de minuto em minuto. A minha vontade era de sair por aí, a procura deles, mas tinha plena convicção de que não conseguiria ir muito longe.


A única coisa que me restava era suspirar, olhar para os céus e pedir para que amanhã, quando acordar, que eu esteja em uma condição melhor, que dê pelo menos para me locomover, afinal não poderia ficar aqui por muito tempo.


Enquanto olhava para o céu, me perguntava "O quê merda eu tô fazendo?", esperava uma resposta, mesmo sabendo que não a teria. Nunca me imaginei passando por tal coisa. Dizem que " Para tudo tem sua primeira vez", e falando sério? Essa era uma "primeira vez" que eu com certeza não queria ter passado. Ser mandada em uma missão suicída, quase perder um amigo, ter um acidente de avião, e por fim, acabar sozinha em uma floresta desconhecida, aí é foda, viu?!


Minha perna já não doia tanto, eu a tinha enfaixado ela, sorte minha que havia lembrado dos kits de primeiros socorros, agradeço a minha memória uma hora dessas.


Me pergunto se a missão valerá a pena, e se só eu tiver sobrevivido? Por Deus, que eu esteja errada! Não sei se conseguiria fazer tal coisa sozinha. Me pego pensando no tal garoto, que eu já havia esquecido o nome, mas sabia que começava com "C". Será que ele também está vivo? Ou então fez a mesma burrada de Yixing, ao ir nos procurar? Pensando bem que estamos demorando demais para o encontrar, mas também não temos culpa do avião ter caído. É confuso, mas é a nossa realidade, infelizmente.


E sobre as informações dele? Por que tão vagas? Apenas o nome e a idade, aquilo não me convenceu. Poderiam ter feito isso por conta da pressa? Por que perderam o sinal conosco logo após? Caramba, tantas dúvidas! Odeio pensar tanto desse jeito, fico inquieta demais!

Um bico se formou em meus lábios, em desgosto, ele teria que ser a cura, passar por tudo isso, para quando chegarmos lá ser tudo uma fachada, seria muita sacanagem!

Já estava me preparando para dormir, logo após de pegar um pano para o fazer de travesseiro, mas fui interrompida, por um som. Sem pestanejar, nem me lembrando de minha coxa, engatinhei até onde o rádio estava, ouvindo um barulho.

- Alô, Alô! - Dizia eufórica, uma alegria me consumiu, ao perceber que provavelmente alguém havia sobrevivido. - Câmbio!

- Havena?


Havena off


Ele respirava pesadamente, enquanto ouvia passos arrastados do lado de fora daquela sala. Ele nem se assustava mais, a porta estava trancada, e naquela sala só sua respiração era ouvida. Estava com fome, com sede, e não tinha nada ali para o alimentar, ele se contentava em apenas esperar. Ele se perguntava quando iriam chegar, quando iriam o tirar dali, ele sabia que não duraria mais tanto tempo. Eles teriam que chegar logo, ou a "cura" não existiria mais.


Notas Finais


Como eu disse antes, se cuidem, ok? Obrigada por ler, até o próximo capítulo. ❤


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