História Find U Again (FUA) - Camren - Capítulo 1


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Categorias Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane, Fifth Harmony, Harry Styles, Lauren Jauregui, Normani
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
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Palavras 3.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Lírica, Literatura Feminina, Luta, Misticismo, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, Pitelzinhos. Essa possivelmente será minha última fic, então... aproveitem!!! Espero que agrade, pretendo apontar temas importantes, que eu tenha conhecimento, claro, de modo que conscientize vocês de forma positiva. Críticas são muito bem-vindas sempre! Vamos ao início de mais uma história de casal lindo, cheiroso e insuperável, vamos a Camren!
Aguardem o final de The One That Got Away!!!
Bebam água e boa leitura!

Capítulo 1 - Fear? No.


New York, 5:57 am.

Camila realmente não sabia o nome da bela loira que estava ao seu lado naquela manhã de domingo. De novo. Mais uma estranha em mais um dos seus fins de semana agitados. Se levantou com o máximo de cuidado que conseguiu e finalmente se viu livre dos braços da tal mulher. Buscou por suas roupas rapidamente, logo as vestindo; queria ir embora o quanto antes, momentos pós-foda não faziam muito seu tipo.

Era uma vida bem comum para a morena nos últimos anos. Saia com amigos, voltava com alguém, transava com essa pessoa e depois nunca mais a via. Nomes não eram importantes, já foram tantos homens e mulheres que Camila teria sérios problemas de memória caso tentasse lembrar de cada um.

Estava amanhecendo na fria Nova Iorque, os carros já estavam circulando, assim como as pessoas apressadas com seus celulares nas orelhas. Um caos. Camila vestiu seu sobretudo preto, colocou a mão nos bolsos e logo começou a andar. Ela fazia parte do grupo apressado com celulares nas mãos, mas não naquele domingo. Seu plano para ele, o melhor deles, era dormir. Por sorte ou puro azar o prédio da loira desconhecida não era longe do seu, o que a fez se questionar. Ela sempre saia do bairro para "caçar", ou sempre acabava em um motel... por quê estava no apartamento da pobre mulher? Mulher essa que, a essa altura, deve estar muito brava por não ter recebido sequer um "tchau, a foda foi boa."

Camila suspirou e balançou a cabeça, afastando tais pensamentos.

— Bom dia, Rob.— cumprimentou o velho porteiro e seguiu para o elevador sem ao menos esperar a resposta.

O elevador parecia estar brigado com o relógio ou ela estava muito ansiosa pelo seu super dia animado.

— Merda! Vai logo!— disse apertando o botão insistentemente mesmo sabendo que não adiantaria nada. Então percebeu que mais alguém havia solicitado o elevador.

— Oh, bom dia, Cabello!— Martin era seu vizinho animado, aquele de quem ela queria manter muita, muita distância.

— Bom dia, Martin... animado como sempre...— disse a última parte para si, mas não passou despercebida.

— Claro! É melhor que essa tua aura fúnebre que contamina qualquer lugar.— seu tom cortante fez a Latina revirar os olhos.

— Se não gosta não se aproxima, é bem simples. Você sai feliz e eu também, olha que interessante! Até nunca mais.— após a grosseira ela deixou a caixa metálica sem olhar para trás. Seus passos apressados ajudaram muito para que ela estivesse dentro de seu apartamento quase que instantaneamente.

Se encostou contra a porta fechada e olhou em volta. Estava começando a ficar bagunçado e isso não era nada bom. Algumas roupas espalhadas e alguma louça, talvez antiga, sobre a pia da cozinha. Decidiu então limpar aquilo antes que sua colega de quarto visse. Quer dizer, se ela ao menos estivesse ali.

Keana Issartel, era a menina mais doce da antiga vida de Camila que a mesma conseguiu manter por perto. Era bom ter alguém do passado. Porém a menina estava viajando sem previsão de volta, o que deixou Camila um tanto chateada no começo, ficar sozinha era a opção que ela menos curtia.

(...)

— Mas que merda...— resmungou quando escutou a campainha soar. Após arrumar o apartamento ela havia se jogado no sofá e pretendia ficar ali por um bom tempo, mas isso não aconteceria.

— Oi, minha bunduda linda!

— Oi, DJ... o que faz aqui? Sabe, são... oito da manhã.— Camila tentou não soar rude e deu espaço para que Dinah entrasse.

— Ah, você sabe... estava com saudades. E não me importo com a hora, sabe que nessa sua vidinha de balada, pelo incrível que pareça, eu farei de tudo para que seja um inferno.— Dinah sentou-se no sofá e disse calmamente cada palavra.

— Eu... nem estou fazendo tanto.— Camila se defendeu e fechou a porta.

— Você não dormiu em casa.— Dinah disse sem a olhar.

— Como sabe?— Camila perguntou espantada.

— Seus sapatos estão aqui na sala, você nunca os deixa aqui.— Dinah explicou.

— É, apesar de tudo eu gosto das coisas em ordem...— Camila sentou no sofá e logo deitou sua cabeça na perna da amiga.

— Só teve que viver em um chiqueiro por meses, né?— Dinah ganhou um tapa no braço com seu comentário.

— Eu não preciso ouvir isso, ok? E eu não moro sozinha!— Camila protestou.

— Keana não tem que que limpar sua bagunça, Karla! Cadê a vergonha na cara?— Dinah perguntou rindo.

— Foi embora há alguns anos.

— Muitas coisas foram embora há alguns anos e eu posso listá-las: sua bondade, seu carisma...— logo foi interrompida.

— Minha proatividade...

— Nah, você nunca foi tão proativa assim.— Dinah esnobou e Camila revirou os olhos pela segunda vez naquele dia.

— Chee, eu sei muito bem o que houve há anos atrás, e...

— E não quer mudar esse poço amargo que você se tornou?

— Eu não vejo nada demais em ser quem estou sendo.— resmungou um tanto emburrada.

— Esse seu personagem não é legal, Chan. Não digo somente por mim, mas... sentimos falta da sua alegria irritante e contagiante de antes.— Camila fechou os olhos quando Dinah começou um carinho lento em seu cabelo.

— Essa Camila foi embora até para mim, e sinto falta dela também... a questão é que desaprendi a ser assim. Simplesmente não vejo graça nas mesmas coisas.— Camila a olhou, um olhar culpado.

— Tudo bem, pelo menos você ainda toma banho, isso definitivamente te faz ganhar alguns pontos.— Dinah disse indiferente e ganhou uma risada em troca.

— Sabe que amo água, não sabe?— Camila se sentou e soltou um longo suspiro.

— Chan?— encarou Dinah.— Não se culpe... não mais.— a loira pediu.

— Se eu fosse menos estúpida talvez ela ainda estivesse aqui.— Camila sorriu, mas aquele sorriso amargo, doído, culpado.

— Tudo o que te peço é que esqueça ela de uma vez por todas. Move on, baby. Passou, está no passado, pretérito, past... o que mais?— Camila riu novamente.

— Eu já a esqueci, somente não me perdoo. É um lance comigo.— desabafou.

— Pois eu digo: ela sequer lembra da sua existência.— Dinah sabia que aquilo de certa forma quebraria Camila mais um pouco, mas achava que um choque de realidade era bom.

— Uau... obrigada. Sério, me tocou demais.— Camila revirou os olhos e seu tom debochado fez Dinah sorrir.

Ela queria saber se aquilo ainda a atingia e teve sua resposta.

— Vem, vamos dormir.— Dinah se levantou e estava seguindo para o quarto quando Camila a parou:

— Você não tem casa?

— Tenho?

— Por que não dorme lá?

— Porque você está mais carente do que nunca. Me conta, dessa vez você lembra o nome do cara?— Dinah mudou totalmente de assunto e Camila não fez nada a não ser seguir sua amiga.

— Era uma menina, mas nem reparei. Só queria ir embora.— ela disse se aconchegando na cama.

— Pelo menos era apenas uma, já pensou tu descobre um bacanal?— Dinah perguntou rindo e Camila fez o mesmo.

— Nem a melhor orgia me faria feliz, Chee.— a Latina fechou os olhos e suspirou.

— Claro que não, nem viciada em sexo você é, quer dizer, talvez agora seja... mas essa sua saída não é a melhor e você sabe.

— Eu estou mudando ok? Aos poucos mas estou.

— E eu acredito. Mas acreditarei melhor quando se livrar dessa culpa imaginária.— Dinah disse novamente com o intuito de atingir Camila, e conseguiu.

-•-

Miami, 8:36 am.

Lauren acordou radiante naquela segunda, estava sol, muito sol. Depois de tomar seu café, foi pega de surpresa por dois braços.

— Venha comigo a Nova Iorque, é tudo que eu peço.

Lauren sorriu com o pedido e aproveitou aquele abraço que recebia da mulher atrás de si.

— Não posso, linda. Tenho que trabalhar, esqueceu?— se virou e viu o suspiro da menina.

— Se mude comigo. Por favor, Laur! Eu nunca te pedi nada...

— Ah não? Nos conhecemos logo de cara com você pedindo um beijo meu.— respondeu rindo e a viu revirar os olhos.

— Eu estava mais do que bêbada naquela noite e... isso nem vem ao caso! Por favor, peça uma folga daquele lugar, sabe que pode.

— Você é bem persuasiva quando quer, sabia?— bicou rapidamente os lábios dela e se afastou.— Mas eu não posso ainda, devo esperar as férias... ou um breve final de semana.

— Posso me contentar com finais de semana.— sorriu.

— Por que isso tudo?— Lauren se sentou no sofá esperando pela resposta.

— Quero passar um tempo com a minha garota, oras!

— Sua? Não t—

— Não temos nada sério e blábláblá... você é a única que está enrolando essa parte porquê eu... já me sinto completamente sua.— deu de ombros.

— Vou pensar nisso tudo, ok?

— Tudo bem. Eu espero... vou indo, passo aqui mais tarde para me despedir.

— Tudo bem...— sentiu os lábios contra sua bochecha e sorriu.

Lauren permaneceu sentada por mais algum tempo, analisando tudo que estava acontecendo em sua vida, até seu celular tocar.

"Grande Normani!"

"SOS, estou passando ai!"

"Por q"

— Boa...— riu de si mesma ao ver a chamada encerrada.

(...)

Exatos quinze minutos depois a porta era aberta e uma Normani inquieta a atravessava.

— O que ho—

— LAUREN, UMA TRAGÉDIA!

Normani andava pela sala do local com a expressão assustada e estava ofegante.

— Tá, o q—

— EU NÃO VOU SUPORTAR!

— ME DEIXA FALAR!— Lauren gritou e a viu parar.— Porra... me diz, o que houve?— finalmente perguntou e Normani suspirou.

— Querem me mudar de local de trabalho. Uma promoção.

— Isso não é bom?— perguntou confusa.

— Querem que eu vá para Manhattan. Lauren! Jesus... eu ODEIO frio.— Normani disse dramática e se jogou no sofá.

— Esse é o problema?— Lauren perguntou rindo.

— Lauren... para você tanto faz um dia de trinta graus e um de dois, agora, para mim, isso é a definição de caos! Eu preciso manter meu corpo e esse bronzeado incrível que SOMENTE Miami pode oferecer. Minha vida está arruinada!

— Beleza, Drama Queen, é só não aceitar.

— Eu aceitei. EU ACEITEI E ESSE É O PROBLEMA! Quer dizer, eu vou encher o cu de dinheiro, não posso negar... mas porra! Podiam me colocar para trabalhar em um lugar com sol.

— Lá tem sol, besta.

— Tem mais frio do que sol...

Ficaram um tempo no silêncio quando Lauren percebeu que Normani estava a encarando demais.

— Quê?

— Vem comigo?

— O quê?! De jeito nenhum!— negou imediatamente e se levantou.— Eu trabalho, Mani.

— Na mesma empresa que eu! Lauren... por favor. Eu não conheço ninguém lá.

— Dinah... ela mora lá ainda, eu acho.— Lauren disse desconfortável.

— Ah... é isso? Sério?

— Isso...?

— Medo de esbarrar em uma certa Latina do tamanho de um pigmeu... sente-se aqui, me diz o que se passa nessa cabeça de vento.— Normani deu tapinhas no lugar vago ao seu lado no sofá. Lauren prontamente atendeu ao pedido.

— Você não é a única pessoa que me pediu para morar em Nova Iorque hoje.— confessou baixo.

— O que...? Me diz que ela não...— Lauren assentiu.

— Ela quer namorar... e-u não sei sei posso fazer isso estando em Nova Iorque. Você me entende?— perguntou esperançosa e olhou a amiga.

— Hm... sim e não. Tipo, passou...

— Mani, seria uma catástrofe. Eu não sei se quero essa situação.— Lauren encolheu os ombros.

— Laur, eu falo com Dinah às vezes, Camila nem lembra que você existe.— Normani mentiu.

— Hm... então é coisa da minha cabeça?— perguntou.

— Sim, baby. Quero dizer, não podemos saber... mas com certeza vocês são adultas o suficiente.— Normani a puxou para seu colo e continuou.— Podem gostar de se ver depois de todo esse tempo... sem brigas, sem... você sabe.

— Eu poderia vê-la novamente sem brigar, eu acho. Na verdade não, eu quero distância dela. Camila me machucou muito, Mani. Você estava lá.— Lauren a olhou.

— Não significa que ela não saiu machucada também. Não tenho autorização para entrar nesse assunto mas foi difícil para vocês duas, ok?

— Ela é uma idiota egoísta.— Lauren resmungou.

— E você não foi? Por favor, Laur... foi para o seu bem, eu entendo! Todos nós entendemos, até Camila deve entender, só não seja hipócrita, essa não é você.

— Ela me chamou de tempo perdido.— tentou argumentar.

— E você a xingou de nomes inexistentes. Não seja criança agora. Vocês duas vão perder a vida em função do medo de se encontrar sem querer? É isso?— Normani parou o carinho que fazia no cabelo de Lauren.

— Eu não tenho medo de encontrar ela.

— Então venha a Nova Iorque comigo.

— Não posso. Tenho uma vida aqui.— Lauren se sentou.

— Você tem absolutamente nada aqui, apenas isso. De qualquer jeito eu irei, assinei aquela merda de contrato.

Lauren riu da revolta de Normani e apenas ficou em silêncio.

— Acha que fui muito dura com Camila?— perguntou alguns minutos depois.

— Vocês duas foram... como posso dizer... desnecessárias. Mas vejamos... você tinham sei lá, dezessete anos?

— Dezoito.

— Então... um grão de arroz parece ter o tamanho de uma tsunami quando não se é maduro, e vocês tiveram que lidar com um assunto delicado.

— Eu era madura o suficiente.— Lauren resmungou novamente.

— Teria feito o que fez hoje em dia?— Normani perguntou.

— Claro que não, foi desneces...— Lauren a olhou.— Ok, entendi.

— Ainda acha que era madura?

— Tá, um pouco madura.

Normani riu e meneou a cabeça para os lados.

— Você não presta e eu tenho que ir.— Normani fez menção para se levantar.

— Mas já?!— Lauren impediu que ela se levantasse.

— Você não tem que ir trabalhar?

— Merda! Estou atrasada.— Lauren pulou do sofá e correu para o quarto.

— Eu te levo, coisa chata.— Normani a seguiu.— Eu serei sua chefe, posso te mudar para Manhattan comigo.— Normani disse sorrindo.— O quê? Sabe que te amo.

— Também te amo, Mani! Amo muito.— Lauren debochou enquanto tentava abotoar sua camisa.

— Vai logo, bunda branca. Tempo é tudo que não temos.— Normani a apressou rindo e logo deixou o quarto.

New York, 9:40 am.

Dois meses depois

Lauren finalmente colocou os pés no chão depois de algumas horas de voo, horas muito chatas.

— Vamos entrar e procurar as nossas malas.— Normani avisou e começaram a andar.

O ar frio lhe invadia o nariz de modo que um certo incômodo surgisse. Estava muito frio.

— Caralho... não estamos no verão?— Lauren perguntou e Normani deu uma risada.

— Eu estou odiando.— confessou.— Ali.— apontou.— Vamos pegar as coisas e partimos direto para o hotel, não tive tempo de procurar nada.— explicou.

— Tudo bem, você nem tinha tanto tempo assim para procurar...

— Eu senti esse deboche ai, viu? Dois meses jamais seriam suficientes para achar um lugar que estivesse a nossa altura.— Normani falou arrogante e saiu empinando o nariz. Lauren riu da atitude da amiga e balançou a cabeça de forma negativa. Pegou sua bagagem e seguiu a negra pelo aeroporto.

-•-

— Porra, Ke! Que surpresa!— Camila pulou nos braços da amiga após abrir a porta.

— Oi, Mila... que saudade!— Keana apertou a Latina em seus braços sorrindo.

— Cara, eu já estava indo atrás de você pelo mundo.

Keana riu e Camila finalmente a deixou entrar.

— Eu falo sério! Quase procurei outra colega de quarto.— fechou a porta.

— Não se atreva! Nossa, eu expulsaria ela sem pensar duas vezes.

— Que bom que me ama...— Camila falou rindo.— Me conte, como foi?

— Eu conheci uma pessoa... acho que estou apaixonada. Quer dizer, eu não acho, tenho certeza mais do que absoluta.— Keana desandou a falar enquanto retirava seus saltos.

— Como ela é?

— Pensa numa pessoa branca? E os olhos... deus! São os mais lindos que já vi. Nos conhecemos em Miami.— sentou e continuou falando como uma adolescente.

Camila sentiu seu corpo enrijecer, Miami parecia ser um passado muito distante.

— E... o que mais?

— O cabelo é um contraste perfeito com a pele, eu mencionei os olhos?! São perfeitamente verdes, e... hipnotizantes, e... ai amiga, eu estou muito apaixonada!— Keana se deitou com um sorriso de orelha a orelha.

Não podia ser... não era Lauren. Embora as semelhanças...

— Depois conto mais! Amanhã quem sabe ela não está aqui? Longa história, já volto.— Keana de levantou se supetão antes que Camila conseguisse perguntar mais alguma coisa.

— Não pode ser...— riu sozinha.— Não pode...

-•-

— E a sua não oficial namorada?— Normani apareceu usando um belo roupão e Lauren se sentou após um suspiro.

— Vou ligar para ela ainda hoje... certeza que vai querer sair amanhã.

— Pois faça isso! Eu vou resgatar minhas amizades.— Normani saiu rindo do quarto.

Lauren sabia que aquilo significava uma coisa: Dinah.

-•-

— Calma, Camila! Me conta...

Camila ofegava tentando inutilmente puxar o ar e Dinah alisava suas costas tentando a acalmar.

— Keana...— puxou o ar.— Ela está namorando...

— Ui, isso não é bom?

— Todas as características me lembram unicamente uma pessoa...— Camila soltou o ar e a olhou.— Lauren.

Dinah começou a rir, Camila só podia estar brincando.

— Ela não conhece a Laur? Nem por fotos?— Camila negou.— Ok... você por acaso pensou em perguntar o nome?

— Ela saiu antes que eu conseguisse voltar a pensar.

— Tá, eu...— foram interrompidas pelo celular de Dinah, que logo atendeu.

"MANI?!"

Após dez minutos de ligação Dinah apareceu agitada e feliz.

— Normani vai morar aqui!— se conteve para não gritar.— MILA! ME AJUDA!— o que não deu muito certo.

— Calma, você só gosta dela há tipo... alguns anos. Nada demais.— Camila deu de ombros brincando e viu Dinah revirar os olhos.— Tudo bem, eu te ajudo.

— Ela quer nos ver... vamos sair hoje. Volte para o seu apartamento e se arrume.— Dinah a levantou do sofá.

— Mas...

— Vai, vai, vai.— Dinah a empurrou rindo para fora do apartamento e fechou a porta.

— Doida...— Camila riu e apertou o botão do elevador.

(...)

— Ei, tenho um encontro com uma amiga... quer vir?— Keana levantou a cabeça para ver Camila e negou.

— Vou sair com meus pais hoje, nem posso... mas amanhã com certeza sairemos juntas.— garantiu sorrindo.

— Okay... te vejo depois.— Camila decidiu não adquirir mais informações sobra a namorada da amiga já que não estava minimamente preparada caso fosse, de fato, Lauren.

-•-

— Não disse? Ela quer sair amanhã... comigo e algumas amigas.— Lauren entrou no quarto de Normani e se jogou na cama.

— Por que não a pede em namoro logo?— perguntou enquanto se arrumava.

— E-u não sei...

— Medo?

— Sempre... não sei.

— Sabe que o difícil já passou, não sabe?— Normani de virou e Lauren assentiu.

— Não posso evitar.

— Tá, depois eu te dou um puxão de orelha, agora vou sair com Dinah.— disse animada.— Não quer me acompanhar?

— Não!— Lauren disse quase imediatamente.— Quer dizer, estou cansada.— bocejou.

— Que desculpa mais esfarrapada... se vira ai, não sei que horas volto.— Normani jogou um beijo no ar e deixou o quarto. Lauren sentiu seu celular vibrar.

"Topa sair agora?"

-•-

— MANI! QUE SAUDADE, MORENA!— Dinah colidiu seu corpo contra o de Normani em um abraço apertado e desengonçado, mas com muito carinho.

— Eu digo o mesmo, DJ! No começo fiquei brava por ter que vir, mas agora... vejo que não teria lugar melhor.— Normani falou sorrindo e logo notou Camila um pouco atrás.— Olha quem continua tímida!— brincou.

— Oi, Mani...— Camila sentiu seu corpo ser puxado para um abraço bem semelhante ao anterior e sorriu.

— Vamos aproveitar esse encontro?— Dinah perguntou.

— Vamos! É uma pena que está faltando pessoas... problema delas.— Dinah riu da frase de Normani e Camila percebeu uma coisa: naquela noite ela seria a definição de ficar de vela, ou viraria a própria tocha olímpica.

— Sozinha?— se virou rapidamente e deu de cara com um homem alto e bem bonito.

Talvez não fosse ficar tão de vela assim.

— Não mais, eu acho.— ela o puxou pela mão para a pista. Era hora de entrar em ação.


Notas Finais


É isso por agora. Estou com um computador novo, vai ser melhor para formatar.
COMENTEM, PITELZINHOS!


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