História Find You - Capítulo 23


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Categorias Justin Bieber, Sabrina Carpenter
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Amigos, Amor, Belieber, Drama, Fama, Família, Fandom, Fanfic, Justin Bieber, Musica, Purpose, Sabrina Carpenter
Visualizações 262
Palavras 2.567
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - You're not that person anymore. And that's okay.


P.O.V. Sadie Karter

- E então? - Pattie pergunta, tirando uma assadeira de s'mores do forno.

Levanto o olhar do pote de cookies.

Eu estou a entrada no balcão da cozinha de Justin; um pote de biscoito no colo, camiseta simples, shorts jeans, o cabelo preso num rabo de cavalo com uns fios que já se soltaram.

- O quê? - Questiono.

Pattie agora está cortando os s'mores da assadeira em quadradinhos; ela tira o doce com ajuda de um fundo falso e olha para mim.

- A formatura, querida. A faculdade e os planos para o futuro. Quais são?

Penso um pouco antes de dizer que, na verdade, não há planos. Ou há. E que talvez eles sejam um ano sabático cheio de aprendizado através da experiência da vida. Mas ela me interrompe.

- Você sabe... Dependendo do que for, ou qualquer faculdade que você queira entrar, pode contar com nossa ajuda para a parte financeira, né?

- Pattie, acho que não tem faculdade.

Ela olhou para mim, os olhos azuis me observando.

- O quê? Nenhuma faculdade te aceitou? Impossível!

- Não, não, é que... - Fecho o pote de biscoitos, pulando do balcão. - Eu sinto que não, entende? Eu só tenho 17 anos e... Talvez não seja a hora de tomar uma decisão tão importante que vai tomar conta de 4 anos da minha vida.

Ela pareceu pensar por um momento. Largou os s'mores e começou a fazer pipoca.

- Sabe, Sadie... Eu não tive nada disso. Nada dessa oportunidade. Quando eu tinha a sua idade, Justin estava nascendo. Isso, depois de ouvir uma dúzia de pessoas me dizerem para abortar. Não foi nada bom para a mim. Imagine! 16 anos e ter que ouvir que eu deveria abortar. Eu tive que largar tudo por causa dele. Me esforçava para manter tudo e não perder a força, enquanto cuidava de uma criança. Meus pais me ajudaram muito, é claro. Eu não pûde ir estudar. É claro, eu não voltaria no tempo e faria as coisas diferentes. Mas, durante todo aquela fase louca de criar Justin e manter um lar, cheguei a pensar em voltar à estudar. Mas não o fiz. Meu coração me disse que não era a hora. Que, se talvez eu fizesse isso, não fosse a mãe que talvez eu deveria ser para Justin. E eu segui meu coração. E olhe onde estou agora...

Continuei quieta, vendo ela mexer com o milho cru na panela, nadando em uma colher de manteiga.

- O que estou querendo dizer é... - Ela aponta a colher de pau para mim, antes de voltar os olhos para a panela. - Siga o seu coração. Mesmo que ele pareça apontar para o lado errado. Nós conseguimos ver o que está ao nosso alcance no momento, mas e o que não está? O que estará ao nosso alcance depois que nós nos esforçamos um pouco mais para ver o outro lado do muro? Nós apenas saberemos quando chegarmos lá.

Ela sorriu, e piscou para mim. Colocou a tampa sobre a panela. E fiquei observando o milho estourar.

• • •

Todos estavam reunidos na sala de estar. A televisão estava ligada na aba de pesquisas da Netflix. As crianças riam e brincavam de guerra de travesseiros. Havia colchões espalhados no chão, e os adolescentes-praticamente-adultos entraram na brincadeira das crianças.

Justin havia me confidenciado algumas coisas sobre a sua primeira sessão com o psicológo. Ele disse que havia se sentido bem confortável no espaço em si, mas ainda era difícil falar. Pattie havia pesquisado bastante, assim como Scooter, e ambos haviam optado pela psicoterapia, para Justin ter algum com que pudesse conversar e falar sobre o que quer que ele estivesse sentindo.

Justin ainda me confidenciou como eles haviam comparado a vida de Justin como um filme que todo mundo havia assistindo há muito tempo, e por inteiro, mas como ele - Justin -, só havia pegado a... cena e pós-créditos. E como isso era frustrando para o pequeno Drew.

- Vamos assistir os seus filmes. - Sugeri.

- O que? - Justin falou, olhando para a água da piscina. Nós estávamos na borda dela quando eu dei a ideia, ontem.

- Vamos assistir os seus filmes. Never Say Never. Believe Movie. Vamos. Você tem uma infinidade de coisas para aprender com eles.

Justin sorriu olhando para mim, mas eu não sabia como traduzir aquele sorriso, não sabia o que tirar dele. Os olhos brilhando...

E aqui estávamos. Prontos para assistir os dois filmes. Todo mundo concordou com a sugestão, de cara.

- Shhhhhh. Sem muita bagunça, vocês. A cada está arrumada. - Pattie disse.

Entrei na sala, acompanhando-a. Eu segurava a tigela de pipocas, e ela segurava a travessa com os s'mores, cortados devidamentes.

As crianças se acomodaram em alguns colchões, os pequenos olho nos de várias cores diferentes fitando os dois focos de guloseimas.

Nós estavamos num número considerável de pessoas, mais de 10 ao todo, então Yael estava na cozinha, fazendo mais pipocas; havia mais s'mores no forno.

Me sentei entre Justin e Ryan. Christian estava jogado aos meus pés, e Jazzy estava deitada no sofá logo atrás de mim.

- Hummm, pode passando isso aí. - Christian disse, se jogando em cima das minhas pernas para colocar a mão dentro do balde de pipocas.

- Não seja mal educado. - Falei, esquivando o pote de seu alcance, que foi tomado das minhas mãos por Ryan.

- Ah, deixa disso. É chato ter que ficar mantendo a pose. Já basta na frente das câmeras. - Ryan diz, enchendo uma das mãos.

- Vocês são uns brutamontes... - Falo, tomando o balde de volta e oferecendo a Justin. - Tá vendo, o Justin é educado.

- O Justin não é educado nada. Você que fica protegendo ele demais. - Ryan diz, fazendo uma cara de folgado.

- Ah, você bem que queria, né Ryan? - Justin diz, me abraçando por trás, tacando uma pipoca na testa do mais velho. - Ter alguém pra te proteger assim...

- Cala a boca. - Ryan murmura, nem olhando para nós.

- Ele está com inveja. - Justin diz, entre risos.

- Ou ciúmes... - Christian murmura.

- O que? - Pergunto, rindo.

- Vocês são dois metidos. - Ryan diz, tomando o pote de pipoca de nós, e eu nem ligo, me esforçando para alcançar a travessa de s'mores.

- Ryan é invejoso. - Justin diz, e Christian concorda, rindo.

No fundo, estou rindo também. É uma bela tarde. O dia está bonito. Eu passei para ver a Rosie no hospital mais cedo, e ela estava bem, com as bochechas quase coradas. Justin está com a saúde 100%, e tem, no momento, um dos braços nos meus ombros. Eu me sinto bem feliz.

- Vamos assistir o filme. - Jaxon grita, pulando em um dos sofás, ao lado de Allie.

- Jaxon, sem pular aí. - Pattie adverte, entrando na sala com algumas bebidas. Yael vem logo atrás com mais comida.

No final, nos acomodamos todos: Pattie, Yael, Christian, Ryan, Justin, Jaxon, Jazzy, Allie, Jagger para ver o filme. Scooter está fora, trabalhando, e Jeremy também está fora, resolvendo algumas coisas pessoais. Allison provavelmente está em casa com seus filhos, ou então trabalhando. Chelsey está no Canadá - as crianças vieram passar o final de semana por aqui, mas voltam amanhã para casa para completarem algumas aulas antes das férias de verão, quando voltam para passar os três meses por aqui. Algumas pessoas não estão presente, e não vão estar sempre, mas nós conseguimos nos aconchegar entre si, e o clima continua confortável como se estivéssemos em mais de 30.

Pattie procura o controle da Tv, e inicia o filme. Começamos... Bem, começamos do início, então Never Say Never é o primeiro. As primeiras cenas sempre me deixam ansiosa. Os e-mails, depois os links, os vídeos do YouTube, até chegar no vídeo de Justin. Então o show no Madison Square Garden - o primeiro deles. É como se estivesse acontecendo tudo de novo, e eu me sinto ansiosa e feliz, pronta para reviver momentos que fizeram todos nós muito felizes.

• • •

Todo mundo assiste o primeiro filme juntos, mas a sala vai ficando cada vez mais vazia conforme o tempo passa. Depois da primeira metade do Believe Movie, Yael sai da sala porque Levi acorda, mas Jagger está dormindo, então ela leva o mais velho para descansar na cama e acaba ficando no segundo andar mesmo. Pattie também se despede de nós em certo momento, dizendo que iria descansar um pouco antes do jantar. As crianças vão dormindo aos poucos. Ficamos apenas nós - os grandes - assistindo o resto do Believe Movie. Mas em certo momento, Christian dorme também, e eu acabo pegando no sono antes do filme acabar.

Quando acordo, a Tv está ligada, ainda na Netflix, lançando uma luz branca e fria sobre nós, já que a lu da sala está desligada. Christian continua roncando aos meus pés, e Ryan dorme ao meu lado esquerdo, de costas para mim, mas o meu lado direito está vago. Isso me deixa um pouco desesperada. É horrível perder Justin de vista, principalmente depois de tudo que aconteceu e nós termos quase perdido ele de verdade.

Me enrolo em umaante que está ali por cima, por que está escuro lá fora, e eu sinto frio ao levantar do colchão e me esforçar para não sair pisando nas costelas dos meninos.

Vou até a cozinha primeiro, que está escura e vazia. O mesmo no escritório, na sala de jantar, e na sala de jogos das crianças, que fica no primeiro andar. Paro no pé da escada, me perguntando se Justin decidiu ir dormir no próprio quarto e na própria cama, mas não subo. Tento encontrar algum ruído que indique uma Tv ou um chuveiro ligado, mas nada.

Continuo vagando pelo primeiro andar sozinha, com frio e descalça. E talvez um pouco com medo. Ao checar o celular, percebo que já passa das 8 horas, e a casa está escura e fria. Então, sim. Com medo.

Volto à sala de jantar e abro a porta de correr, que dá vista para o jardim, e saio da casa. A área da piscina está iluminada, mas Justin não está ali. Ele está à alguns metros depois, numa área logo abaixo da varanda de seu quarto, onde tem um jardim e algumas cadeiras de balanço almofadadas.

- Justin... - Digo num tom baixo, tentando não assustá-lo.

Ele está de costas para mim, mas se vira ao me ouvir, dando um sorriso.

- Algum problema? - Pergunto, e ele nega, apenas balançando a cabeça.

Me aproximo, e ele abre um espaço no grande balanço, como num convite para me sentar ao seu lado, que faço, jogando a manta por cima de nós dois.

- Está tudo bem? - Pergunto, num sussurro. - Você não gostou de ter assistido aos filmes?

- Não, eu gostei, eu gostei. Eu só vim pra cá pra, sei lá... Botar a cabeça em ordem. Pensar em tudo que eu havia visto.

- Desculpe por ter dormido antes do segundo filme acabar.

Ele dá um sorriso, dando um beijo no topo da minha cabeça em seguida.

- Está tudo bem. - Responde.

- Mesmo? Você não parece muito bem. Não quero que se sinta mal por algo que viu ou alguma coisa do tipo e...

- Sadie, está tudo bem, calma. - Ele diz, me interrompendo. - Está tudo bem, sweetie. Eu não teria porque me sentir mal, teria? Aconteceu. Foram momentos da minha vida. O fato de eu não me lembrar deles corretamente não muda isso.

- Eu sei, é só que... Você não parece bem. - Respondo, observando-o.

Ele respira fundo. Eu continuo olhando para ele, para seu rosto. Eu sempre fui atraída por Justin por causa de tudo - de sua música, de seu talento, de sua vida. Ele havia conquistado cada um de nós com alguma coisa em específico. Mas eu sempre achei a beleza dele algo de tirar o fôlego. Penso nisso até ele voltar a falar.

- Eu vi tantas coisas legais naqueles filmes. Shows, entrevistas, coisas que eu não sabia sobre mim mesmo e que talvez vocês não me contassem porque não fosse tão importantes ou vocês não se lembrassem, do mesmo jeito que eu não me lembro. Coisas incríveis, coisas incríveis mesmo. Mas ainda fico mal com o fato de não lembrar daquilo, sabe? Tipo, não parece que aconteceram comigo, e isso meio que me chateia.

Fico em silêncio por alguns segundos.

Às vezes, sinto que devo ser corajosa por Justin. Eu não sou corajosa a todo momento. Para ser sincera, eu quase nunca sou. Sou uma menina de um metro e meio com o mínimo de coragem. Mas, às vezes, eu sentia que devia ser corajosa, por ele e para ele.

- Olhe para mim. - Seguro seu rosto com uma das mãos, forçando-o a olhar para mim, mas de uma certa forma delicada. - Eu amo você. Talvez eu não tenha te dito isso em todos esses meses. Mas eu amo você. E sei que está com medo. Sei que está confuso e sei que está chateado. Mas... Tudo que já aconteceu, no fundo, nada daquilo tem importância, Justin. Já aconteceram, já passou, já foi. A gente só quer mostrar o caminho que você já trilhou, para que você saiba o caminho que você ainda quer trilhar. A gente mostra tudo isso para você, porque queremos mostrá-lo tudo que você já fez, tudo que você já disse, tudo que você não devia ter feito e não deve fazer de novo. A gente mostra o que aconteceu com você, as coisas que você disse, as coisas que você conquistou, por onde você passou, por onde você devia ter passado, para você saber quem era a pessoa que você costumava ser. Mas no fundo, nada disso importa. Você não é mais aquela pessoa. Você não é mais aquele Justin. Tem uma espaço muito grande entre quem você costumava ser e quem você agora. Nós continuamos te amando. Mas você ainda precisa entender que não há mais motivo para olhar para trás. Você não precisa ser aquela pessoa. Você não era aquela pessoa quando acordou naquele quarto de UTI depois de mais de um mês desacordado. E nós não culpamos você por aquilo. Mas você precisa olhar para frente. Você não precisa saber muito quem você foi, você só precisa saber quem você quer ser. Então não importa se parece que tudo aquilo aconteceu com outra pessoa. Porque essa é a verdade.

Ele me observa por alguns segundos, o rosto sem expressão, os olhos castanho-claros me encarando quase fazendo meu corpo pegar fogo. E então ele se inclina sobre mim, e repousa a cabeça no meu peito, puxando a manta e cobrindo nós dois. Ele enrola os braços na minha cintura e fecho os olhos, então passa pela minha cabeça que talvez seja a vez dele dormir, aqui, no meu colo. Passo os braços pelos seus ombros e vejo ele fechar os olhos.

Depois de alguns minutos, quando acho que ele já dormiu, Justin me chama.

- Sadie?

- Sim?

- Qual você acha que é o propósito de cada um de nós na vida?

Penso um pouco.

- Bem, eu não sei. Qual você acha que deve ser o meu?

- Eu não sei. Talvez você seja o meu anjo da guarda. - Ele diz, soltando um leve riso, antes de embarcar num sono profundo.


Notas Finais


rindo de nervoso pq aqui o capítulo teve q ter um nome diferente.


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