História Finding Ourselves - Capítulo 3


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swan Queen
Visualizações 182
Palavras 3.849
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi moresssss
voltei com uma atualização fresquinha. espero que gostem, se divirtam e não esqueçam do feedback que a autora ama!

Capítulo 3 - (Un)pleasant night


Emma Swan

O despertador berrava Thunder em um volume ensurdecedor e me fez acordar num supetão. Abri os olhos tateando a cama a procura do meu celular pra fazer Imagine Dragons parar de gritar pelo auto-falante, mas me arrependi na mesma hora. Os feixes de sol bateram contra a minha retina num soco de nocaute, tapei os olhos e me praguejei por ter esquecido a cortina aberta. 

- Pelo amor de Deus, 9h da manhã em pleno sábado e já tem um sol desse queimando na minha cara - reclamei encarando a tela do celular.

Franzi o rosto tentando fugir da claridade e bufei ao lembrar que não poderia voltar a dormir, porque deveria estar a caminho da agência que me encaminharam pra saber mais sobre o trabalho de hoje a noite. Não tinha encarado nenhum espelho ainda, mas já sabia que um leão dormia na minha cabeça. Meu cabelo era puro nó parecendo campo de briga de gatos, o que me impediu de desembaraçar com os dedos. Levantei tentando desvencilhar do lençol embolado nas pernas e teria levado o capote do dia se não tivesse a cama pra me apoiar. Mesmo depois do banho pós faxina, eu ainda exalava cheiro de produto de limpeza. Pelo menos o processo de mudança já tinha terminado e estava tudo em ordem e no lugar, começando a dar sensação de casa. "Te amo, Ruby" - agradeci e sorri mentalmente porque ninguém em sã consciência tem humor logo cedo pra verbalizar essas coisas. Caminhei até o banheiro esfregando os olhos, deixei meu camisetão pelo caminho e sorri quando senti a água fresca do chuveiro me encharcando da cabeça aos pés. Me permiti relaxar em pé mais alguns minutos até ter que dar as caras na rua.

***

Regina Mills

Despertei com o som de risadas vindo do corredor que julguei ser de Henry e Belle. Olhei no relógio de cabeceira e vi 9h25min piscando em vermelho, havia dormido mais do que de costume. Porém, levando em conta que na última semana não tive uma noite decente sequer de sono, não me permiti reclamar. Toda essa história do meu filho com Emma Swan tirava minha tranquilidade e minha concentração. Me espreguicei antes de sair da cama, ouvi dizer que fazia bem à coluna. Ajeitei meu cabelo com a mão e vesti meu robe grafiti pra seguir aquele som acolhedor que me acordou.

- Bom dia, vejo que estão animados hoje - sorri ao ver Henry se divertindo enquanto ajudava Belle a fazer as panquecas que, segundo ele, eram "as melhores do mundo". Rolei os olhos quanto ouvi isso pela primeira vez e contestei, defendendo meus waffles.

- Senhorita Mills, bom dia! Desculpe, acordamos a senhora? - Belle disse me encarando com os olhos azuis um tanto culpados. Ela sabia que descansar era impossível para mim ultimamente.

- Não se preocupe, querida, não tem problema algum. Já estava na minha hora - a sorri gentilmente, acolhendo meu filho que correu até mim para um abraço apertado. - Bom dia, meu príncipe - beijei o topo da sua cabeça.

- Bom dia, mãe! Estamos fazendo panquecas! E hoje eu não queimei nenhuma! - Levantou os talheres vitorioso com um sorriso que chegava aos olhos, voltando para seu posto de cozinheiro.

- Olha só, que beleza! É o próximo MasterChef! - O aplaudi me sentando na mesa de café preparada - Lembra da rima mágica, não é? - adverti erguendo o cenho.

- Fogão só com supervisão. Eu sei, eu sei! - Imitava meu tom autoritário de um jeito autoral.

- Belle, se eu disser que não adoro sua mesa de café estarei mentindo, - analisei as frutas picadas e o suco natural que ela sempre preparava gentilmente para mim, mesmo não sendo sua tarefa - porém já lhe disse que sábado e domingo são seus dias de descanso, não é mesmo? 

- Já sim, senhorita Mills, - sorriu com doçura - mas eu passaria por esse caminho de qualquer forma para ir ao mercado então pensei em subir e preparar café para vocês - respondeu despejando as panquecas no único prato vazio da mesa.

Belle era um anjo na minha vida, mas eu não abusaria em momento algum de sua boa vontade, como nunca o fiz em 5 anos que a tenho comigo. Sua tarefa se resumia ao Henry em minha ausência, qualquer coisa fora isso era apenas gentileza de sua parte.

- Por favor, querida, já falamos sobre toda essa formalidade que em todos esses anos você não consegue se livrar. Regina, combinado? - A assisti concordar sorrindo - Agora aproveite que está aqui e sente-se para tomar café conosco.

A senhorita French sentou sem muitas delongas, pois sabia que não precisava de receios quanto à nada em minha casa. Me servi de melão e mamão picados, que fez minha manhã junto com o suco de couve com laranja. Henry devorava suas panquecas com mel e calda de chocolate, mesmo eu insistindo toda vez para que ele comesse algo mais saudável.

- E o emprego pra Emma, mãe? Você já conseguiu? - Me perguntou distraído e pude sentir meu café da manhã entalando na minha garganta. Belle me analisava aguardando minha reação.

- Não, meu filho - me limitei a responder e tomei um gole de suco pra descer aquele sapo, não queria estragar meu dia antes mesmo de começar.

- Mas ela não pode ficar desempregada, né mãe? - Disse como se fosse óbvio esparramando mais calda nas suas panquecas.

- Henry, eu aprecio sua bondade, - forcei um sorriso gentil, pois não queria ser rude justo com ele logo cedo - mas isso é assunto de adulto. Swan sabe se virar perfeitamente bem, é adulta e tem seus conhecimentos. Além disso, ela mesma lhe disse que já está trabalhando em alguma coisa, não disse? Pois bem. - Não lhe dei chance de resposta, tomando todo o suco que restava no copo.

- Ah mãe, mas é aquela coisa de vez em quando - insistiu. - Ela não tem emprego fixo aqui, sua empresa é gigante, em algum lugar deve ter espaço pra ela e...- o sangue que subiu em mim falou mais alto que minha calma e o interrompi de supetão, fazendo-o olhar pra mim pela primeira vez nesse assunto.

- Para Emma Swan não tem espaço em lugar nenhum que diga respeito a minha vida, estamos entendidos? - Eu o encarava com o maxilar travado, enquanto sua expressão era uma mistura de susto e surpresa pela minha perda de paciência.

- Henry, meu querido, talvez esse assunto deva ser deixado pra uma outra hora - Belle interveio pela primeira vez, sorrindo gentilmente à ele. A senhorita French raramente se envolvia em assuntos particulares de minha casa, mas nas poucas vezes que isso acontecia, era o que me impedia de perder minha razão. E ela sabia que apenas o nome Emma Swan poderia me tirar do eixo.

Conheço meu filho e sei que ele pensou em responder, porém foi sábio ao escolher o silêncio mesmo sem esconder sua chateação. Apenas assentiu e terminou seu desjejum.

- Pensei de darmos uma volta hoje pelo shopping, o que acha? - Mudei a pauta do assunto, o oferecendo um sorriso que foi retribuído com outro, porém mais fraco - Você vai ganhar seu primeiro terno hoje. Tenho um jantar da empresa à noite e gostaria que você me acompanhasse... - me encarou em uma surpresa feliz, pois seria a primeira vez que eu o levaria à algum evento relacionado a empresa - Se assim você quiser, claro. Se não quiser, vou precisar que fique com Kristin hoje, pois sua avó e sua tia também estarão no jantar...

Kristin era como uma irmã para mim e para Zelena, que muitas vezes era possuída por um ciúmes bobo quanto eu e Kristin nos reuníamos para colocar a conversa em dia. Nos conhecemos na faculdade, e apesar de termos perdido o contato por longos anos, o reencontro aconteceu em uma convenção de empresas há alguns anos atrás. Não demorou para que minha irmã e meu filho criassem um afeto intenso assim como eu. 

- Eu amo ficar com a tia Kristin, mas hoje eu sou um homem de negócios! - Sorria ajustando a gravata imaginária, arrancando uma risada uníssona minha e de Belle.

- Ótimo! Então se apronte enquanto eu organizo por aqui e não demore. - Assisti Henry pular da mesa e correr em direção ao seu quarto, diante de tanta euforia eu decidi não o corrigir naquele momento por não retirar seu prato da mesa - E você, mocinha, - apontei para Belle, que recolhia algumas louças da mesa - vá aproveitar seu final de semana. Eu cuido disso - me levantei para retirar a mesa.

Depois de perguntar cerca de três vezes se eu estava certa de que não queria ajuda, Belle se rendeu e foi embora. Deixei a louça em ordem rapidamente e tomei um banho, estava terminando de me arrumar enquanto Henry me pedia incansavelmente para não demorar. Em meus planos, teríamos um dia divertido e uma noite agradável.

***

Emma Swan

- Aqui, Swan - o homem de terno me estendia por cima da mesa uma pasta com alguns papéis. Havia se apresentado como Hades Germann, chefe da filial de Nova Iorque da Agência de Investigações Particulares. - Aqui tem algumas informações que você precisa saber sobre seu investigado da noite. Fomos contatados por uma empresa de nome confidencial pra descobrir se esse é o cara que eles procuram ou se não passa de uma coincidência - me orientava enquanto eu folheava atentamente tudo que acabei de receber. - Seu nome é Sidney Glass e temos razões para acreditar que a empresa de negócios que oferecerá esse jantar é onde ele trabalha atualmente. E é aí que você entra.

- Então a roupa é de granfino - concluí em voz alta.

- Exato - recostou na poltrona. - Você deve se passar como parte da elite convidada para hoje, assim não será descoberta como detetive. Para tanto, aqui está sua credencial para o evento e seu traje nas medidas informadas pelo arquivo de Boston - me entregou o que julguei ser um vestido pendurado em um cabide e encapado num tecido preto com zíper.

- E o que tal Glass fez? - Eu me atentava a cada detalhe do rosto nas fotos do arquivo, dividindo minha atenção com a resposta de Hades.

- Cinco milhões foram desviados da empresa reclamante - ergui o cenho ao ouvir tantos zeros na mesma frase. - O que cabe a você é descobrir se o dono da mão leve trabalha mesmo nessa empresa, afinal se esse for o caso, ele certamente estará no jantar. Mas não será difícil se as referências que ouvi de você por telefone forem concretas. Se trazer um resultado segunda-feira, o salário é seu. - me sorriu, finalizando educadamente a conversa.

- Moleza - sorri politicamente em resposta, apertando a mão do meu mais novo chefe temporário. - Encontro, fotografo, recolho declarações informais e verdinha na minha conta - assenti satisfeita e me despedi.

Eu era ótima no ramo de investigações. Apesar de não ser minha área de formatura, eu sempre tive um sexto, sétimo, oitavo e nono sentido pra rastrear e é isso que me banca como talento. Entrei no carro e peguei o rumo de casa. Meu estômago roncou e só então lembrei que saí de casa mastigando uma bolacha há muito tempo e sequer almocei depois. Chequei a hora no meu celular, que acusou 13h05. O tempo era mais que tranquilo para chegar em casa, almoçar, tirar um cochilo e me emperequetar toda pro tal jantar, que só começaria às 20hrs. Conferi novamente o nome do lugar que Hades me deu, o salão do evento ficava há 30 minutos da minha casa e a parte boa é que depois do serviço, ainda consigo filar uns bons gorós.

***

Eram 18h45 e eu já estava quase pronta. Não queria me atrasar pra não perder a chegada de nenhum convidado, então antecipei todos os horários. Havia chamado Ruby pra me ajudar na arrumação toda, que só topou diante de uma chantagem pra dormir em casa e saber de tudo assim que eu chegar.

- Ai, eu adoro essas investigações secretas! - Apertava os dentes ansiosa enquanto fechava o zíper do vestido que a agência me deu - E olha esse vestido que ba-fo! - Ruby estava eufórica como se estivesse participando de um episódio de Rizzoli & Isles - Se você não fosse loira, eu te chamaria de Jane Rizzoli agora mesmo! - Eu previa seus comentários.

- Ruby, calma! Eu não vou prender ninguém, só vou checar quem é o cara - eu ria enquanto terminava os ajustes do meu cabelo.

- Ainda assim, é emocionante. Disfarçada, escondida, fingida! - Deu um tapa em meu braço e bateu palmas - Ai, é sensacional. Vou esperar você acordada nem que seja a base de café e pó de guaraná - Ah! Você está absolutamente linda - sorriu satisfeita com a maquiagem que fez em mim e me olhando por completo.

Meu vestido era preto bem acinturado, com alças finas e um decote bem dosado. Dava a impressão de ser daqueles modelos de sereia, mas quando chegava na metade da coxa revelava um rasgo nos 3 panos da saia que ia até os pés, que estavam em um salto também preto com sola vermelha. O echarpe do mesmo tecido me cobria os ombros de um jeito até que delicado. Na bolsa que Ruby insistiu em me fazer levar - porque segundo ela sem uma bolsa decente, eu ficaria exposta como penetra - tinha pedrarias discretas e espalhadas. A maquiagem em tons de preto e prata junto com a trança frouxa embutida de lado finalizavam tudo perfeitamente. Eu estava pronta pro trabalho. Me despedi de Ruby - ainda eufórica -  e chamei um táxi executivo, até porque meu humilde fusca seria a ruína de todo o meu trabalho de disfarce. 

A porta do lugar já era deslumbrante. Um arranjo de luzes e flores discretas dava a entender que aquele pequeno corredor forrado por um tapete preto daria na porta de entrada do salão. Não havia nome de nenhuma empresa aparente, porque rico não faz alarde. Só um banner discreto na lateral da porta, ao qual eu precisava me atentar bem. Desci do carro e fui recebida por um rapaz muito bem vestido como alguns outros que estavam por ali, que ajudavam os convidados na entrada. 

- Por aqui, senhorita - me acompanhou até a entrada. - Bem vinda ao jantar de negócios da Mills Enterprises. Me permite conferir sua credencial?

Instantaneamente arregalei os olhos ao ouvir aquele nome. Mills? Só podia ser brincadeira que fui enviada pra investigar um funcionário da empresa de Regina, só podia ser uma sacanagem bem fodida. Mostrei ao rapaz minha credencial e andei a passos largos até o banner e, pra concretização da minha infelicidade, o logotipo da empresa de Regina estava estampado ao lado de seu sobrenome.

- Puta que pariu, só pode ser sacanagem - praguejei em murmúrio torcendo o rosto. Regina já era muito minha fã, imagina só quando descobrisse que eu tô prestes a jogar o nome da empresa dela na rodinha com um funcionário estelionatário.

Segui contra minha vontade o fluxo discreto de pessoas que adentravam o salão e travei assim que passei pela porta. Era óbvio que ela estaria naquele jantar, mais certo do que qualquer coisa. Aproveitei a luz escura ambiente pra me esconder mais do que deveria e caminhei pelas bordas do salão, analisando cada convidado e rezando pra todos os santos pra não cruzar o olhar com a dona da festa. Pensei em ligar pra Ruby e contar minha desventura, mas eu precisava focar no que estava fazendo. Afinal quanto mais rápido eu conseguisse o que procurava, mais rápido eu iria embora daquele lugar. 

Já havia se passado cerca de uma hora desde que eu havia chegado e as mesas já eram quase totalmente preenchidas por executivos engravatados e executivas em saltos que me doíam os pés só de olhar. Eu segurava uma taça de champanhe, mas não bebi um gole sequer. Estava atenta a todos os movimentos, principalmente nos rostos novos que entravam no salão pela primeira vez. Até aquele momento, não tive rastro nenhum do tal Sidney Glass, mas na dúvida, vez ou outra eu bisbilhotava a foto dele que salvei no celular. Disfarcei meu susto quando ouvi uma voz grave chamar minha atenção.

- Não está sentada em nenhuma mesa? - Me virei pra enxergar um homem alto, barbudo, com um par de olhos azuis e um sorriso convencido - Tem um lugar na minha.

- Eu estou sim, obrigada - pensei em forçar um sorriso, mas lembrei que talvez dele eu poderia ter alguma informação útil. - Você trabalha na Mills? - Questionei atenta.

- Trabalho, mas você eu tenho certeza que não. Afinal, eu me lembraria - sorriu galanteador, mas não invadiu meu espaço. - Está no evento em nome de qual empresa? - Me olhou curioso enquanto bebericava um gole do copo de whisky com gelo que tinha na mão.

- Boston Business Economics - improvisei e recebi um olhar curioso e um tanto intimidador.

- É mesmo? Boston? Não conheço essa empresa, e costumo conhecer bem os envolvidos nesse ramo - fui obrigada a improvisar novamente.

- É uma empresa nova, fundada pela família de um fazendeiro local conhecido. Nosso principal objetivo é a contribuição para o capital com fontes naturais - sorri simpática e fui obrigada a tomar um gole do champanhe que segurava desde o começo do evento.

- Entendi... - deu de ombros - Bom, nos vemos por aí então, senhorita... - disse em tom de pergunta.

- Duray. Emilly Duray - estendi a mão ao rapaz, que depositou um beijo rápido no dorso.

- Killian Jones - se apresentou com um sorriso de lado e seguiu para outra direção.

Não tive tempo de conseguir alguma informação útil pelo inquérito que o tal Killian me fez, então voltei a caminhar pelo evento enquanto tentava recuperar os minutos perdidos. O jantar já estava sendo servido, quando vi uma área reservada um pouco depois do bar. Segui sem hesitar a fim de tentar entrar e descobrir alguma coisa sobre a existência do meu alvo. O espaço parecia reservado à negociações, haviam alguns rostos que eu já tinha visto e outros novos. Foquei em um homem de meia idade que aparentemente atendia às descrições quando uma voz muito, mas muito familiar me chamou a atenção e me fez gelar instantaneamente.

***

Regina Mills

- Meu Deus, olhe pra você! - Cora alisava a gola do terno de Henry - É um rapazinho! Já pode assumir sua cadeira de herança da empresa, o que acha? - Minha mãe sorria orgulhosa do neto, que ajeitava a gravata não mais imaginária e assentia em resposta.

- Eu concordo, está mais do que preparado para ser o homem da família! - Zelena sorriu e ergueu um brinde ao ar, arrancando euforia de Henry.

Eu já havia apresentado meu filho para quase todos os presentes. Eu era uma mãe extremamente orgulhosa, e ver que Henry se sentia bem naquele evento me deus esperanças de que ele desejaria tomar posse de sua cadeira herdada na empresa. Nada me faria mais feliz. Ele estava eufórico, e caminhava igual gente grande no meio dos empresários. Minha mãe e minha irmã não puderam conter a alegria de ver que, pela primeira vez, eu havia levado Henry à um evento. Não era ambiente para criança, que deve brincar e crescer ao invés de ficar entre um mundo tão adulto, mas vez ou outra não faria mal.

- Henry, querido, o jantar está sendo servido. Sente-se para comer alguma coisa, tudo bem? - Apontei para nossa mesa e ele assentiu.

- Regina, ele está um verdadeiro príncipe! - Cora o admirava enquanto sorria ternamente - Ele se enturma melhor com adultos do que com crianças - riu do próprio comentário.

- Concordo, mas ele está muito novo pra entender alguma coisa sobre tudo isso - adverti já imaginando planos precoces de minha mãe para o menino.

- Verdade, mãe - Zelena acenou positivamente depois de tomar outro gole do seu vinho. - Mas que ele está um homenzinho lindo, ele está! 

- Obrigado pela parte que me toca, amor - Killian chegou sorrateiro com um sorriso convencido.

- Não estamos falando de você, belezura - minha irmã respondeu com um sorriso irônico.

- Killian, já estava começando a achar que não viria - o cumprimento politicamente. - Atrasado?

- Jamais, Mills. Inclusive, você está deslumbrante - me analisava da cabeça aos pés e eu sabia exatamente suas intenções. Sorri brevemente com o comentário.

- Igualmente, senhor Jones - não deixei a formalidade e quando vi que Killian estava prestes a encurtar a distância para me sussurrar alguma indecência, intervi. - Trouxe meu filho hoje para o evento, você o viu? - Apontei com o dedo, fazendo-o recuar um tanto surpreso. Se tem uma coisa que eu prezava, era respeito. Principalmente perante meu filho.

- Não havia visto, senhorita Mills - encarou meu filho, que só não rolou os olhos porque eu havia pedido previamente para que isso não acontecesse. Henry nunca simpatizou com Killian, apesar de não fazer nenhuma ideia do que acontecia entre nós. - Olá, rapazinho... - cumprimentou de onde estava com um aceno, retribuído politicamente por meu filho - Bom, então nos vemos por logo, senhorita Mills - piscou sorrateiramente com um sorriso sacana.

- Em breve, senhor Jones - respondi em tom baixo, voltando à minha postura e seriedade. 

Retomei meu assunto com Zelena e Cora, quando ouvi meu filho pronunciar um nome conhecido. Por um momento, achei que eu estivesse ficando louca. Só poderia ser loucura minha.

- Emma? - Henry chamou alto e em tom de surpresa - Emma!

Uma loira estática congelada girou os calcanhares na direção de meu filho. Se ela já era branca, agora deveria estar transparente. Emma Swan estava no jantar. O que Emma Swan fazia no jantar oferecido pela minha empresa? Apertei os olhos afim de descartar qualquer hipótese de loucura de minha parte e andei a passos largos em direção a figura que ficava cada vez mais nítida. Cerrei os punhos e senti meu corpo fervilhar em fúria quando concretizei, sem dúvidas, a presença de Emma Swan.

- O que faz aqui? - Henry correu para um abraço, que mal pôde ser retribuído pelo choque evidente em que Swan se encontrava. Não dei tempo de Emma responder.

- Eu também adoraria saber o que você faz aqui, Emma Swan - me encarou como quem vê uma assombração. Seu queixo caiu a procura de resposta e eu senti meu maxilar travado pelo ódio. A noite, pra mim, acabou ali - Perdeu a língua, Swan? - Me aproximei em tom ameaçador, fazendo Henry recuar.

- Mãe... - foi a última coisa que ouvi do meu filho antes do ódio tomar conta de meus atos.


Notas Finais


É BOLACHA NAO BISCOITO!!!!!! KKDKFJDKF
não resisti. espero que tenham gostado de ler como eu gostei de escrever e saibam: o próximo vai estar um QUEIMA QUENGARAL!!!!!!!!!!
aguardo comentários :)


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