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História Finding the Paradise - Katnic - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


meu DEUS FINALMENTE EU CONSEGUI ESCREVER ESSE CAPÍTULO AAAAAAAAAAA

Mds sem brincadeira, foi um sufoco, por mais que tenha ficado ruim :'D

Boa leitura ❤

Capítulo 15 - De volta ao passado


Fanfic / Fanfiction Finding the Paradise - Katnic - Capítulo 15 - De volta ao passado

  No outro dia, acordei mais do que radiante. Dom ainda dormia levemente do meu lado. Me virei, me acomodando mais ainda nele, sentindo seu cheiro delicioso e beijando seu ombro. Estava sorrindo como se um cabide estivesse ficado na minha boca a noite toda.

  Ele abriu levemente os olhos, e fechou de novo.

  -- Bom dia.

  -- Uhum. - Ele resmungou e se virou, fazendo seu corpo ficar praticamente em cima de mim. Então voltou para o seu lado rapidamente, me afastando dele e enfiando ainda mais embaixo dos lençóis.

  Ergui as sobrancelhas.

  -- Dom?

  Ele pigarreou, seu rosto estava tampado com as mãos. Ele continuava de olhos fechados.

  -- Sim? - Sua voz rouca enviou um arrepio pela minha coluna, principalmente lembrando da noite anterior.

  -- Tudo bem?

  -- Sim. - Repetiu, mas como uma afirmação dessa vez. Então se virou, me olhou de canto e diminuiu o tom da voz quando pediu: - Pode fechar os olhos?

  Eu ri, fazendo que não com a cabeça. Então sorri maliciosamente quando entendi a situação.

  -- Você está com uma ereção matinal, senhor Dominic Sherwood?

  Suas bochechas foram de rosadas para totalmente vermelhas em segundos.

  -- Hã... eu...

  Cheguei perto dele novamente, e toquei seu rosto.

  -- Eu não vou morder Dom... - Eu ri. - A menos que você queira.

  Ele gaguejou novamente outra coisa, mas não dei importância, eu o beijei lentamente e então o abracei, sabendo que isso o tranquilizava.

  -- Não precisamos fazer nada se não quiser. - Isso era óbvio, mas era sempre bom deixar claro. - Estava brincando.

  Depois de alguns segundos veio sua resposta.

  -- Odeio ter tanta vergonha. Deve ser horrível conviver comigo, sempre gaguejando, corando e...

  -- Não. - O silenciei com meu indicador em seus lábios. - Eu amo passar meu tempo com você porque é você.

  -- Com a timidez e tudo? - Sua voz estava um pouco mais baixa.

  -- Com a timidez e tudo. - Assenti, sorrindo e roubando mais um beijo dele.

⏭⏭⏭ 


  Estávamos saindo do motel quando um carro de polícia estacionou num posto relativamente próximo. Eu e Kat congelamos.

  -- Corre. - Sussurrou a ruiva. Ela colocou o capuz da blusa que usava, pois o tempo estava nublado e um pouco frio, e me deu a mão. Eu andei com a cabeça baixada e de mãos dadas com Clary. Ainda bem que o ponto de ônibus era perto do motel.

  Assim que pagamos as passagens e entramos, relaxamos no último banco, como sempre fazíamos. O ônibus estava bem vazio, uma senhora no primeiro banco, dois casais e um grupo pequeno de amigos, pareciam turistas.

  Katherine encostou em mim, tirando o capuz e pegando uma mecha de seu cabelo que se esparramou no meu ombro. A mecha ruiva encaracolada brilhava na luz que vinha de fora, de um céu completamente branco e cheio de nuvens.

  -- Talvez... - Começou ela. - Eu acho que na próxima parada vou comprar tesoura e tinta.

  -- Para fazer uma colagem? - Brinquei, enrolando o cabelo que antes estava no dedo de Clary nos meus próprios dedos.

  Ela riu.

  -- Não, seu besta. - Kat se virou para mim, os olhos verdes brilhantes olhando diretamente para mim. Katherine ainda me deixava sem fôlego. Mesmo depois de... depois de tudo. - Cortar e pintar meu cabelo.

  -- O quê?! - Exclamei, chocado. - Por quê?!
 
  -- Para despistar a polícia, Dom. - Ela sussurrou. - Meu cabelo ruivo chama muita atenção.

  -- Está sugerindo que eu pinte e corte meu cabelo também?

  -- Nãão! - Balançou a cabeça, suas mãos tocaram meu cabelo. - É bonito demais.
 
  -- Digo o mesmo. - Cruzei os braços, Katherine se encostou na janela, com o cenho franzido em confusão. - Seria um crime pintar seu cabelo. Ele é tão... - Olhei para a cascata em bronze que caia pelos ombros de Clary até as costelas. - Seria um crime. - Afirmei novamente.

  Ela sorriu e desviou o olhar para baixo.

  -- Ele é tão laranja e...

  -- E lindo. - Completei. Não deixaria Kat insultar qualquer parte de seu corpo, mesmo que fosse uma que crescesse com facilidade.

  Katherine riu, e então se encostou em mim novamente.

  -- Nada de tesoura e tinta então?

  -- Não. - Balancei a cabeça.

  Kat apenas assentiu, se acomodando no meu peito, puxando as pernas para cima e flexionando o joelho na minha direção.

  Ficamos assim por um tempo até um pensamento vir na minha cabeça. Eu estava sendo tóxico?

  Katherine tinha sugerido pintar e cortar o cabelo pela polícia mas e se... e se fosse algo que ela quissesse mesmo fazer? E eu estava impedindo sua decisão? Sendo alguém que não respeita a outra pessoa em um relacionamento? Não que estivéssemos em um relacionamento, porque não estávamos. Apenas uma amizade. Somente amigos. Só isso. Cada um estava ali pelos seus interesses em um bem maior, fugir da nossa antiga vida e começar do zero.

  Eu jamais me perdoaria se Kat quissesse fazer uma coisa e não fizesse porque eu não aprovava. O cabelo era dela afinal, eu não tinha nada a ver com isso. E continuaria sem ter nada a ver se fossemos um casal.

  -- Kat. - Chamei, cutucando-a levemente.

  -- Hum? - Ela levantou a cabeça. Claramente estava sonolenta. Aprendi que viagens de ônibus a deixavam com sono. Era inevitável.

  -- Se você quiser pintar e cortar o cabelo faça, tá bom? Eu não quero que se sinta imoedida de fazer isso ou... sei lá, por uma opinião minha. Não quero ser esse tipo de pessoa na sua vida. Eu apoio suas decisões.

  A ruiva se sentou ereta e olhou para mim com um sorriso.

  -- Primeiramente, obrigada Dom, por ser um ser amável ao ponto de se importar com o que suas palavras me causam. Segundo, eu não quero pintar ou cortar o cabelo, mas fiquei na dúvida se precisaria, e pensando bem eu acho uma medida drástica demais. E você me ajudou várias vezes a amar mais a minha aparência. Obrigada. - Sua mão tocou gentilmente meu rosto. Então ela se acomodou em mim de novo. - E terceiro, ninguém me impede de fazer o que eu quero.

⏭⏭⏭ 


  Quando chegamos, eu nem acreditei. Era uma cidade grande de verdade. Nunca estive em uma. Era bem difícil de ver prédios, mas aqui... era correria, barulhos, várias pessoas desconhecidas. Eu estava maravilhada como tudo era diferente.

  Saindo dali, fizemos o cadastro para obter o cartão onde pegaríamos o metrô. Nunca tinha andado de metrô antes, estava muito ansiosa.

  -- É péssimo quando você acostuma. - Disse Dominic, olhando os mapas.

  -- Foi mal menino da cidade, mas essa menina do campo aqui está adorando a experiência.

  Ele riu.

  De mãos dadas - de acordo com Dominic era para não se perder de mim - entramos no metrô. Estava bem cheio, então tivemos que ir de pé. Foi divertido me segurar e rir quando Dom quase esbarrou em uma criança quanso o metrô parou e ele não se segurava.

  Saímos e a estação estava com ainda mais gente que na outra. Ainda de mãos dadas, subimos para a rua, Dom olhava em volta, procurando algo.

  Antes de eu perguntar, ele esticou a mão e gritou.

  -- Táxi!

  Para a minha surpresa um dos carros amarelos parou, entramos correndo para não atrapalhar o trânsito, o homem continuava dirigindo emquanto Jace dava o endereço. Então ele voltou parte do trajeto, deu uma volta e continuou.

  Estava absolutamente maravilhada com tudo aquilo. Agarrava a minha mochila e não de Dominic com força enquanto olhava o quão diferente as pessoas se vestiam e se portavam. E tinha tanta gente, e prédios e carros. Era tudo muito bonito, principalmente os prédios.

  Tinha certeza que comecei a babar quando entramos em um bairro com apenas prédios enormes. Achei quw passaríamos direto pelos arranhacéis, porém estava muito enganada. Descemos e o homem cobrou uma fortuna pelo pequeno trajeto. Quando fiz careta, o loiro apenas balançou a cabeça me ajudando a descer rápido de novo.

  -- Aqui é tudo caro desse jeito?

  -- Principalmente nesse bairro. Sim. - Assentiu.

  Achei que iríamos para outra estação de metrô, ou caminharíamos bastante, mas não. Paramos na frente do prédio mais chique que eu já havia visto. Me senti muito mal vestida entrando no saguão enorme e chique. Ali tinha sofás enormes, e pareciam macios e aconchegantes. Um lustre de cristal pendurado no teto, brilhando lindamente. Tinham grandes espelhos, e seis seguranças, pelo que eu podia contar. Tudo ali era decorado em mármore branco, madeira e dourado. Coisas finas e chiquesque eu jamais imaginei ver na vida.

  No balcão, tinha um homem com uniforme, do modo que eu via nos filmes.

  Dom parou ali na frente e falou com ele, o estranho é que ele não precisoumostrar documentos nem nada. O homem até sorriu para ele, e me olhou meio estranho. Talvez por eu estar de legging, sapatos surrados e um moletom cinza manchado. Nem poderia falar do estado do meu cabelo que eu não penteava há semanas. Só não estava pior porque eu tinha lavado no motel.

  -- Seu pai mora aqui? - Sussurrei, encantada. Tinha até um homem para apertar o botão do elevador para a gente.

  Dom o cumprimentou e depois assentiu para mim.

  -- É. Ser CEO facilitou bastante a vida dele. - Não entendi se era alguma tipo de piada, então fiquei quieta na minha.

  Chegamos no andar, eu e Dom agradecemos o moço e o elevador logo se fechou. Não era um hall de apartamentos pequenos, pelo contrário, era gigantesco. Andamos talvez por um minuto inteiro antes de chegar numa porta dupla imensa de madeira escura.

  Dominic engoliu em seco. Parecia nervoso.

  -- Tá tudo bem? - Perguntei.

  -- Não falo com meu pai há três anos. - Ele não olhou para mim enquanto falava, apenas para a porta. Fixamente. - Não sei se continua o mesmo, como vai reagir...

  -- Se for por minha causa eu...

  -- Você fica comigo. - Ele entrelaçou nossos dedos e olhou para mim. Vi algo nos olhos coloridos de Dom que nunca tinha visto. Uma emoção tão palpável que eu apertei nossas mãos e assenti. Via o pedido de não ser deixado sozinho em seus olhos. E eu jamais faria isso.

  Dom ia tocar a campainha, quando a porta se abriu de repente, nos assustando.

  Um homem alto e loiro, com os olhos âmbar, de terno e muito parecido com Dominic arregalou os olhos. Desligando a chamada que fazia pelo celular sem nem mesmo dizer tchau. Parecia chocado.

  Dom deu um sorriso amarelo e triste.

  -- Oi pai.


Notas Finais


Desculpem qualquer errinho, mesmo revisando sempre deixamos passar


Aaaaaaaaa to ansiosa pra essa parte da fic, tá tanto tempo na minha cabeça q eu nem sei por onde começar a escrever 🤡


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