História Fio vermelho - Capítulo 3


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Fumikage Tokoyami, Iida Tenya, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Mina Ashido, Minoru Mineta, Momo Yaoyorozu, Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Stain, Uraraka Ochako (Uravity), Yagi Toshinori (All Might)
Visualizações 29
Palavras 1.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nem sei se tem alguém lendo essa história mas cá estou eu novamente. Demorei muito pra escrever esse capítulo porquê eu demoro mesmo para escrever essas coisas, nem sei se ficou bom mas é isto.
Se quiserem comentar qualque coisa como: elogio, crítica, dicas. Podem ficar a vontade.

Capítulo 3 - Um porto seguro


Por um momento foi como se as pessoas não existisse mais nesse mundo, era apenas ele e Ochako. Ela ainda estava no chão, o sangue continuava a sair de seus pulsos mas era algo surreal, logo o sangue estava inundando todo o banheiro como se fosse jorrado de uma torneira aberta, Bakugou logo se viu prestes a se afogar no líquido vermelho. Momo foi quem trouxe Bakugou para o mundo real quando ela o empurrou para abrir caminho e se aproximar de Uraraka, a morena logo começou a fazer algumas gaze para tentar estancar o sangramento.

─ Ta saindo muito sangue mas ela ainda está corada, quer dizer que  não fez isso a muito tempo. Temos tempo de levá-la a um hospital. ─ Momo falava com uma calma impressionante, claro que ela estava em pânico e sabia que em minutos sua a amiga ia acabar morrendo mas ela precisava manter a calma para que todos não acabem entrando em pânico. Iida logo apareceu e pegou Ochako no colo, claro que de todas as opções ele com certeza seria a forma mais rápida de levar Ochako para um hospital.

─ Bakugou? ─ Kirishima fala ao tocar no ombro do loiro. Como se tivesse acordado de um transe Bakugou olha para Kirishima com uma cara de interrogação. ─ Vamos, nós vamos para o hospital. Você também vem, né? ─ Nesse momento Bakugou olha para os lados e percebe que Iida não está mais ali, então ele apenas acena positivamente e começa a seguir os outros.


Duas semanas depois


Bakugou se encontrava em seu escritório a pedido de Best Jeanist que havia solicitado uma reunião com o mesmo. Apesar de no começo Bakugou não ter gostado muito de seu primeiro estágio na agência do Best, ao longo do  tempo Tsunagu se tornou um uma espécie de mentor para o loiro e ele até ajudou Bakugou no início de sua carreira como herói.

O homem de cabelos arrumados estava sentado enquanto seu ex pupilo caminha de um lado para o outro, claramente preocupado.

─ Qual o sentido disso? Aquela coisa apareceu somente para matar o Deku? ─ O tom de voz do loiro já estava alterado, ele não conseguiu entender a lógica do que tinha acontecido. Desde de que Deku morreu todos esperavam que o vilão cujo ninguém tinha algum tipo de informação aparecesse para ir atrás de outros heróis mas isso não aconteceu, ele simplesmente sumiu do mapa apenas deixando um rastro de caos para trás.

─ A criminalidade de fato está pior do que antes, mais uma vez nós depositamos nossas esperanças em apenas um herói e agora que ele se foi os vilões voltam à tona como se não tivesse punição, mas não existe ligação nenhuma com uma outra suposta liga dos vilões ou com o próprio vilão que matou Deku.  ─ Best explicava mais um vez sobre as informações que obteve, a impressão que ambos tinham era que aquele que matou Deku tinha somente este propósito, mas depois do fim da liga dos vilões quem poderia ter tamanho poder? E era isso que os dois ali naquela sala se perguntavam. ─ Pelo menos você tem mais confiança da população, ao menos comparado a Endeavor naquela época. ─ Aqueles foram tempos difíceis e é difícil não associar uma situação a outra, claro que com suas notáveis diferenças. ─ Mudando um pouco de assunto ─ Beast fala enquanto observa Bakugou sentar na cadeira do outro lado da mesma, o outro o olhava com um olhar interrogativo já se perguntando sobre o que ele falaria agora. ─ Eu soube da Ochako-sama, bem triste uma heroína como ela está nessas condições, com as coisas do jeito que estão nós precisamos mais do que nunca de alguém como ela.─

Bakugou não viu mais a Ochako desde do acontecido na casa dela, mas soube pelo Kirishima que ela saiu do hospital a uma semana e que está fazendo terapia, aparentemente ela está com depressão.  ─ Sabe, você poderia ir vê-la. Eu imagino que Deku a essa altura já estaria fazendo o possível e o impossível para ajudar a sua viúva. ─  Best se ajeita na cadeira enquanto observa a feição do loiro mudar sua expressão de neutra para uma irritadiça ─ Olha eu não tô comparado vocês. Só que você agora é o herói número um, além de que você também era amigo dele, então acho que é meio que sua obrigação ao menos ver se ela vai ficar bem. ─ Bakugou sabia que ele tinha razão, ele devia isso ao Izuku e além do mais ele tem certeza que Deku não deixaria ninguém desamparado, não como Bakugou está fazendo com a Ochako mas para ele a coisa vai muito além do que querer ajudar.

─ Bom, eu preciso ir embora. ─ Anunciou Beast já se levantando da cadeira, Bakugou acenou positivamente e observou enquanto observa ele sair por sua porta.

Algumas horas depois, um pouco longe dali se encontra uma mulher tentando fazer o próprio jantar enquanto um outra tentava convencê-la do contrário. ─ Uraraka-sama, não precisa disso deixa que eu mesma faço, a senhora deveria estar descansando. ─ A mulher falava preocupada, desde do incidente sua patroa vem tentando melhorar mas ela ainda não deixa de se preocupar sem contar que tem um carinho de mãe pela jovem e por isso as vezes pode exagerar um pouco em seus cuidados.

─ Aleera, não exagere pois eu só vou fazer um okonomiyaki, é simples nada que vá me pôr em risco. Além do mais eu tenho que que retornar a minha rotina, começando pelo os pequenos hábitos e isso são palavras da minha terapeuta.─  A castanha abre um grande sorriso para a mulher e depois vira às costas e começar a andar em direção a geladeira para pegar os ingredientes, nesse momento ambas a mulheres escutam a campainha, a mais velha sai da cozinha para poder atender a porta enquanto o Ochako continua ali colhendo os ingredientes para a sua refeição.

─ Ela está na cozinha? ─ Aquela voz faz Ochako parar de cortar os legumes e querer sair dali o mais rápido possível. Desde do incidente ela ficou com muita vergonha pelo que tentou fazer e por isso evitava alguns de seus amigos, principalmente o loiro que agora se direcionava para sua cozinha. Ela não entendia o porquê dele está ali agora, justo agora que ela está indo tão bem em sua recuperação, Ochako temia ver o loiro pois ele era a memória viva de Izuku, ver Bakugou era como se a qualquer momento o Izuku fosse aparecer também. Antes que o loiro chegasse na cozinha ela se abaixou atrás do balcão e abraçou seus joelhos e fechou os olhos, ela esperava que se ele não a visse ali iria procurar em outra lugar e aí ela poderia correr e se trancar no seu quarto. ─ O que você ta fazendo ai? Não está se escondendo de mim está ?─  A voz grave invade seus ouvidos e Ochako pressiona suas pálpebras antes de abrir os olhos e olhar para o homem em pé. Fazia meses que ela não via o loiro, eles nunca se falaram muito já que nunca foram próximos, ela se arrisca dizer que só tinha contato com ele porque o mesmo era próximo de Izuku e só por isso, embora ela sempre soubesse que nutre fortes sentimentos pelo loiro, só nunca soube entender se eram bons ou ruins ─ O que você quer? ─ Fala de uma forma rápida enquanto se levanta do chão ficando em pé na frente dele. A mulher não queria ser rude, nem está em condições de ser mas sua vontade de ter qualquer tipo de conversa com ele é mínima, não exatamente por ele mas sim ela que tem certeza que pode desabar em lágrimas a qualquer momento e ela não quer fazer isso na frente de Bakugou, já basta o ocorrido de duas semanas atrás.

Por outro lado Bakugou estava surpreso em ver a garota tão “bem” quer dizer para alguém que tentou suicídio a pouco tempo ela parecia estar bem, isso fez Bakugou suspirar aliviado ignorando o fato que a garota aparentemente não o querer ali. ─ Isso é jeito de falar com quem salvou sua vida, cara de lua? ─ Um sorriso ladino brota nos lábios de Bakugou ao ver a cara emburrada que ela, parecia até uma criança mimada mas se bem que ele desconfie que nos últimos anos ela tenha sido mesmo mimada. ─ De qualquer forma eu só vim ver se você está bem. ─ Bakugou dá de ombros  e já começa a caminhar para fora da cozinha, ele não tinha mais nada para fazer ali, já tinha visto que ela está bem, então poderia ir sem ter muitas preocupações.

─ Obrigada ─ A voz de Ochako era baixa e Bakugou quase não a ouviu mas se virou para olhar a feição da garota enquanto falava com ele ─ Se você não fosse um puta de um estressado e estivesse arrombado a minha porta, eu agora estaria morta e acredite eu não quero morrer, eu não queria morrer naquele dia. Eu só… só queria não sentir mas aquela dor, eu tava desesperada. ─  Não teve um dia se quer que ela não se sentisse culpada pelo ocorrido, ela sabia que aquilo que fez também decepcionaria muito o Izuku e por isso ela se arrependeu logo no momento que em que viu o sangue escorrer pelos seus pulsos. E lá se tinha ido a idéia de tentar não chorar na frente de Bakugou, ela decidiu não ficar ali, ignorar a presença do loiro e correr para seu quarto mas ao passar por ele ela faz algo diferente. Envolve seus braços ao redor de Bakugou e pousou sua cabeça na altura do peito do maior, Ochako nunca faria aquilo mas naquele momento ela só precisava de um abraço, um ombro para chorar. ─ Bakugou, quando alguém abraça você o certo é abraçar de volta. ─ Foi nesse que ele se tocou e viu o que estava acontecendo e naquele momento ele se sentiu como na escola outra vez, aquele mesmo sentimento que o atormentou durante sua adolescência estava de volta mas no fundo Bakugou sabia que ele nunca tinha ido embora apenas aceitou que nunca seria recíproco. Então Bakugou envolveu seus braços envolta do corpo da menor.  ─ Está tudo bem agora, eu estou aqui. ─





Notas Finais


Não sei quando postarei o próximo capítulo pois tenho que terminar uma outra história mas prometo que sairá o mais breve possível.


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