História Fiore di Firenze - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Arte, Bts, Florença, Flores, Floricultura, Hoseok, Italia, Menção Taekook, Renascimento, Sope, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 40
Palavras 2.078
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


É com orgulho, um pouco de aperto no coração e um sentimento de realização, que venho publicar a parte final de Fiore di Firenze.
O projeto foi muito importante em vários aspectos para mim. Poder dizer que está pronto e finalmente publicado, me enche de alegria.

Espero que este epílogo deixe vocês tão ~soft como fiquei enquanto escrevia.
Vejo vocês nas notas finais. Boa leitura!

Capítulo 5 - Epílogo: In a room full of art, I'd still stare at you


Fanfic / Fanfiction Fiore di Firenze - Capítulo 5 - Epílogo: In a room full of art, I'd still stare at you

As semanas passaram rápido e, antes que pudessem se dar conta, já estavam próximos do recesso de verão. A amizade entre o grupo de estudantes e Yoongi crescia: trocaram telefones, combinaram mais vezes de jantar e saíam para o famoso bar alemão quando completavam outro mêsversário.

Hoseok e Yoongi, no entanto, eram os mais próximos.

O floricultor parecia entrar em outra dimensão quando o assunto era o avermelhado e seu vasto conhecimento da arte florentina. A cada palavra proferida pelo mais novo, Yoongi queria mais, seu interesse não tinha fim. E, mesmo quando já tinham visitado o lugar que pretendiam, ao final do dia, as conversas bobas que trocavam ao caminhar pelas vielas da cidade eram igualmente fascinantes. Hoseok se prendia a cada detalhe do rosto de Yoongi enquanto este prestava atenção em sua fala; seus olhos brilhavam e sua expressão inocente o fazia se assemelhar à uma criança ouvindo um conto de fadas.

Sem nem perceber, queriam a companhia um do outro. Se Yoongi precisava abastecer o carrinho com as flores, chamava Hoseok para o ajudar. Se este precisava visitar o Palazzo Vecchio, era Yoongi quem o acompanhava.

Lá, passaram horas tentando encontrar as inscrições “Cerca Trova” no imenso mural que tinha seus mais de três metros de altura: A Batalha de Marciano, que ficava no Salão dos Quinhentos. Quando Hoseok achou, Yoongi ficou tão feliz que o abraçou pelas costas, enquanto o mais novo apontava o exato local da frase “Busca e Encontrarás”.

- Yoongi, ali, perto do topo do quadro, Vasari pintou as palavras cerca trova em letras miúdas, quase invisíveis. Consegue ver? - Hoseok tentava olhar de relance o rosto do rapaz, e este tinha um sorriso empolgado nos lábios. - Existem várias teorias que tentam explicar por que ele fez isso, mas nenhuma prova conclusiva jamais foi descoberta.

- Isso merece uma comemoração, Seok-ah. Quero dizer, não a falta de provas, e sim o fato de ter achado algo tão pequeno.

- Não foi grande coisa, hyung - disse o avermelhado, rindo.

- Wow! Finalmente vai me respeitar e usar honoríficos? - ironizou num tom brincalhão, se afastando das costas do mais novo.

- Ah, deixa dessa, Yoongi-ah! Você prefere o quê?

- Tem razão, eu só estou enchendo seu saco. Vamos, a gente ainda pode dar uma volta pelos jardins. O que acha?

- Eu adoraria.

Os dois seguiram rumo aos jardins, já era fim de tarde. Os últimos raios de sol pintavam o céu com tons de roxo, laranja e rosa. Ambos os rapazes sabiam apreciar tudo aquilo em silêncio, bastava a companhia um do outro. Naquela hora, tudo que conseguiam ouvir era as respirações serenas se misturando em meio à paz que aquele momento trazia.

- Hoseok, você já andou pela Cerchiata?

- Ainda não, eu sempre me esqueço quando venho aqui.

- Então vamos, para tudo tem uma primeira vez. Você vai adorar! - disse o menor, puxando Hoseok pelo punho.

Yoongi sempre havia considerado La Cerchiata um dos espaços mais tranquilos de Florença. Apontou para Hoseok ver a cerca viva cerrada que margeava o Viottolone. Um pequeno arco de entrada fora aberto no espesso muro vegetal. Era por lá mesmo que os dois iriam entrar, afinal, a entrada estava um pouco distante. Depois dele, uma trilha estreita se estendia a perder de vista - um verdadeiro túnel que corria paralelo ao Viottolone. Era fechado de ambos os lados por duas fileiras de azinheiras podadas, cuidadosamente domadas desde o século XVII para se arquear e se entrelaçar acima do caminho, criando um toldo de folhagens.

- O nome dessa trilha, La Cerchiata, vem desse dossel de árvores curvadas. Eles não foram muito criativos, não é? - Yoongi soltava uma leve risada ao contar a curiosidade óbvia à Hoseok.

- Não mesmo, hyung.

- Hoseok?

- Sim?

- Uh, vamos conversar. Me conte sobre a sua vida antes de vir para cá. Eu sempre tive curiosidade - Yoongi queria ganhar tempo, mas o mais novo pareceu não perceber.

Hoseok, com um sorriso nos lábios, começou a contar para o floricultor, basicamente, tudo. Desde a primeira bicicleta, a primeira nota vermelha. A vez que viajou para Tóquio como presente de aniversário de 15 anos e a dificuldade dos pais para juntar o dinheiro necessário. Contou também da origem de seu fascínio pela arte, assim como seu desejo de te tornar crítico e historiador. Hoseok ainda confessou que já arriscara, muitas vezes, à pintar algumas telas, ou desenhar algumas paisagens. Ele não aprovava, não se achava bom o suficiente, mas Yoongi disse ter certeza de que todas as telas deveriam ser ótimas, já que Hoseok era por si só a mais bela das obras e a mais atraente das pinturas. O floricultor apenas ocultou a última parte.

- E você, Yoongi? Como veio parar aqui? - Hoseok também tinha muita curiosidade no passado do menor. Ao andarem pela extensa Cerchiata, seus braços roçavam. O mais suave dos toques provocava em ambos intensos arrepios, mas nenhum dos dois sabia da reciprocidade. Não ainda.

Yoongi começou a contar seu passado para Hoseok. Contou como seus pais eram diretores de uma grande empresa de telecomunicações e que, quando a sede na Europa já tinha se instalado, o rapaz de fios negros e sua família tiveram de se mudar. Yoongi ainda era uma criança e sua mãe estava grávida. O rapaz teve que se adaptar com o italiano.

Contou que quando tinha seus 9 anos, saía de casa e explorava a cidade. Tinha a incrível capacidade de memorizar os caminhos, de se recordar do nome das vielas e também das Piazzas, então voltar para casa nunca foi um problema muito grande. Quando voltava, contava tudo para seu irmão mais novo, Jihoon, que se encantava com as histórias. Acontece que a empresa para qual seus pais trabalhavam fora comprada por outra, e eles acabaram sendo despedidos. Naquele mês faria um ano e meio. Sua mãe começou a procurar emprego, fazia quatro meses que tinha se recuperado da depressão. Desde então, Yoongi vendia flores para tentar se sustentar, pelo menos, deixando de ser outra despesa para seus pais, já que ainda tinham Jihoon para criar.

- Oh, eu… eu sinto muito, Hyung.

- Não sinta, está tudo bem conosco, conseguimos nos adaptar bem.

- Fico feliz por vocês.

Alguns segundos de silêncio foram precisos para Yoongi tomar coragem. Ele vinha querendo fazer isso há muitas semanas, mas nunca achava o momento apropriado. Acontece que Hoseok o desconsertava e, quando estavam perto um do outro, em sua barriga mil borboletas inventavam de bater asas. E Yoongi sabia que se lírios se tornassem pessoas, haveriam milhões de Hoseoks pelo mundo. O rapaz entendia de flores, então pensar no maior como um lírio gigante o deixava estranhamente confortável: o avermelhado tinha a alma pura e trazia a paz que por tanto tempo não fez companhia à Yoongi.

Ele, no entanto, se considerava uma peônia. Por mais que fosse uma flor grande, suas pétalas delicadas voltadas para o centro lhe conferiam a áurea tímida com a qual o floricultor tanto se identificava.

Hoseok analisava a cena. Estavam no lugar mais calmo que já estivera em sua vida toda. Estar perto de Yoongi era uma sensação única. Aquele hyung de pele branca e cabelos escuros era o motivo de seus ataques de ansiedade repentinos e coração acelerado nas últimas semanas. A serenidade que tinha sempre fora admirada pelo mais novo. Era exatamente como admirar uma obra de arte. Era calmo, sereno, e podia ser interpretado de várias maneiras diferentes.

- Hoseok?

O menor parou de andar. Quando o mais novo percebeu, se virou, dando um passo em direção ao rapaz. Seu coração estava acelerado, mas aquilo já era regra quando o floricultor estava nos planos do dia.

- Sim, hyung.

- Eu... Posso beijar você? - Perguntou, com o clássico sorriso gengival que tanto encantava Hoseok, ainda mais por saber que estes eram direcionados à si.

Eles nunca pensaram que uma única pergunta poderia causar tantas explosões. Era como se pudessem ouvir os fogos de artifício e as fontes dos Jardins espirrando água sincronizadamente como se os jatos fossem dançarinos de um balé, e a grama, o palco. As borboletas de ambas as barrigas foram libertas quando Hoseok, sem nem mesmo responder a pergunta do menor, levou as mãos ao encontro do rosto de Yoongi. Suas bochechas doíam de tanto que sorriam.

Quando seus lábios se tocaram, desesperadamente, Hoseok queria gritar. Gritar e rir. Rir de tão feliz que estava. De tão bom que aquele momento era. Da vontade absurda de brigar com Cronos e obrigá-lo a fazer daquele momento, infinito.

Yoongi correspondeu o selar. Ficou surpreso com a maciez dos lábios do mais novo e sorriu contra a boca do mesmo. Hoseok juntou suas testas após se afastar delicadamente dos lábios rosados do menor. Eles se olhavam profundamente.

- Você pode me beijar quando quiser, Yoongi. Eu farei o mesmo - o floricultor só sabia gargalhar de felicidade. - O que foi, hyung? - Hoseok não podia evitar de acompanhar as risadas.

- Eu estou feliz, Hobi - disse, abraçando o pescoço do maior.

- Vem aqui. Vamos deitar no gramado - o avermelhado disse, puxando Yoongi pelo braço.

Começaram a correr feito duas crianças, rindo e tropeçando pelo caminho em seus próprios pés. Ao encontrarem um espaço vazio, Hoseok deitou e pediu para Yoongi se deitar no sentido oposto, com a cabeça ao seu lado. Ficaram olhando o Sol ceder lugar à Lua e às estrelas. Em breve teriam de sair dali, mas ainda tinham alguns minutos. Tempo suficiente para tornar aquele momento o melhor se suas vidas.

- Yoongi.

O menor virou seu rosto, enxergando Hoseok de cabeça para baixo.

- O que foi?

- Eu queria que soubesse uma coisa - ao abrir um daqueles sorrisos que eram capazes de derreter Hoseok, Yoongi grunhiu como quem pede para continuar. O avermelhado voltou seu olhar para o céu novamente. - Eu queria que soubesse que mesmo estando ambos em um lugar repleto de obras de arte, eu teria olhos apenas para você.

O floricultor sentiu seu interior aquecer. Aquelas eram sem dúvidas as palavras mais bonitas que alguém já havia lhe dito. Ele queria chorar, mas sua vontade de sorrir e rir do beijo estilo homem-aranha que dariam naquele instante era bem maior. Ambos pareciam explodir de felicidade.

- Hoseok-ah, Você é meu lírio favorito.

- Você passa muito tempo com flores, hyung.


 

Na volta de casa, ambos andavam de mãos dadas.

- Hoseok.

- Oi, hyung.

- Uh, o que nós somos agora?

E, no ápice de sua espontaneidade, Hoseok se virou para o menor:

- Yoongi-ah - o floricultor subiu seu olhar ao do rapaz. - Quer ser meu namorado? Te prometo que vou levá-lo em todos os museus de todos os lugares do mundo - o menor sentiu um arrepio e borboletas batiam asas e seu estômago. Ele concluiu que era felicidade, e não a deixaria escapar.

- É uma proposta tentadora, Hoseok - admitiu em meio à gargalhadas.

- O que me diz?

- Todos os museus?

Hoseok gargalhou, assentindo. Yoongi era adorável.

- Sabe, Seok-ah, eu tenho uma condição.

Como se já soubesse a proposta que viria a seguir o maior interrompeu o floricultor.

- Sim, hyung. Eu vou te ouvir falar sobre as flores, mas é porque eu realmente gosto. Eu também prometo não achar estranho o fato de conversar com elas e pensar nas pessoas como flores gigantes com base em suas personalidades.

O mais velho riu da forma como Hoseok sabia lê-lo.

- Bem, nesse caso… eu aceito - confirmou, fingindo jogar os cabelos compridos imaginários.

- Você é adorável, Yoongi. Faz tempo que queria te dizer isso.

Selaram seus lábios mais uma vez. Acabar com o espaço entre suas bocas era suficiente para fazer o avermelhado se derreter. Hoseok não sabia o que viria pela frente, mas sabia que Yoongi estaria consigo.

O mais incrível era saber que estava certo desde o primeiro dia que seus olhos pousaram sobre o menor. Era exatamente o que diziam os livros de história: assim como Dante que, ainda criança, havia se apaixonado perdidamente por Beatriz Portinari, naquele lugar perto da Chiesa Santa Margherita dei Cerchi, Hoseok sabia que olhar para Yoongi seria um caminho sem volta. A diferença, no entanto, era que poderiam se amar e aproveitar um ao outro, pois sabiam que o sentimento era recíproco.

E aquilo era tudo o que precisavam.


Notas Finais


A capa do capítulo é o Salão dos Quinhentos. O lugar é lindo, com um pé direito muito alto.
Se possível, pesquisem pela Cerchiata, o cenário parece de filme.
Obrigada por reservar parte de seu tempo para ler Fiore di Firenze, significa o mundo para mim. Estou com outros projetos em mente, espero publicá-los em breve. De qualquer forma, esta aqui sempre será meu xodó, a primeira!

Meu interesse por arte, sua história e, principalmente, pelo renascimento na cidade de Florença só cresceram ao longo do processo de escrita. O maior sonho que consigo imaginar, no momento, é conhecer a Itália.
Espero que eu tenha despertado um pouco de curiosidade sobre todos esses assuntos em vocês.
Mais uma vez, obrigada!
Até mais!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...