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História Fique Comigo! - Capítulo 5


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Notas do Autor


Bolinhos, mais um cap. Espero realmente que gostem!

Pra quem tá perdido com a relação entre o Ryō e o Yama, é o seguinte:
Desde que os pais deles morreram o Ryō tá sendo super protetor e controlador e isso tá sufocando o Yama. Não só isso, como o Yama sabe qual a real intenção do irmão, mas fica triste com as atitudes dele.

Além do mais, Ryō ficou estranho com Rakushi, desde o acidente e enfim, fica todo desconfiado e cheio de paranóias, que não são de tudo sem fundamento, mas....

O restante, vai ser explicado no decorrer da historia, prometo.

Boa leitura!!!!

Capítulo 5 - Que homem!


Fanfic / Fanfiction Fique Comigo! - Capítulo 5 - Que homem!

Haru on:

E o amanhã, que era hoje, chegou!!!! Levanto rapidamente, tomo um banho bem demorado e escovo os dentes. Não vou nem tomar café para não engordar. Pego minha mala, pronta desde ontem as 14:00h e verifico se estar tudo certo.

- Pantufa cor céu, confere. 2 moletons cinza, confere. Blusa branca comprida, confere. 9 cuequinhas pretas, confere. Pijama de panda, confere. Calça jeans preta, aqui. Bota, aqui. Camisa larga, aqui. Jaqueta, aqui e por último e não menos importante, 5 moletons pretos, confere. Maravilha! Pera, não. – Peguei uma neceasse e alguns produtos. – Perfume, brilho labial, hidratante e escova de dentes.  Agora sim!

Bem, estou devidamente pronto. Pego o celular, o fone, o carregador. Calço o sapa tênis e fecho a mala verde limão com limõeszinhos pretos e vou em direção a porta, abrindo e dando de cara com o Copas.

- Que susto! Ah, é você Copas?! – Ele suspira revirando os olhos.

- Essa brincadeira já perdeu a graça. – O olhei confuso dando de ombros.

- O que foi?

- Vim avisar que, se não se apressar, vai perder a hora. Pessoas como ele costumam ser pontuais e você ainda tem que ir para o centro e aguardar em frente a Coffe’s Burck.

- Eu já sei de tudo isso. Eu estava indo, até você aparecer que nem uma assombração.

- Vem, vou te acompanhar até o carro.

Ele saiu andando e eu atrás, paramos na frente da Naitopakku e ele me olhou sério enquanto eu cumprimentava o Kaori, um dos seguranças/motorista, que já estava acostumado com aquele procedimento e quase sempre me levava até os clientes.

- Kaori, o leve em segurança até lá. – Me olhou em seguida. – Tome cuidado. Me mande mensagem sempre que chegar a algum lugar e avise se algo acontecer. Sabe que não queremos vocês machucados, né? – Me olhou meio preocupado, meio pensativo.

- As vezes você parece minha avó e as vezes parece minha mãe. – Eu disse rindo e recebi um pescotapa.

- Falo sério. Agora vá! – Fez sinal com a cabeça para eu entrar no carro e eu fui.

Copas sempre me tratou como alguém da família e eu devo muito a ele, mas isso é outra história, agora estou indo rumo ao meu conto de fadas.

Ryō on:

Daqui a uma hora e meia, Haru deve estar chegando e estou pronto para partir. Ficaremos em uma das coberturas da família, para ter certeza que não seremos atrapalhados por ninguém. Quero ter tempo de falar com ele e explicar a situação, mas é claro que isso só irá acontecer quando acalmarmos o cio dele.

- Yama, está de saída?! – Vi meu irmão mais novo passando distraído pela sala em direção a porta.

- Sim. – Me olhou com um olhar vazio. – Vou ensaiar e tenho aulas de tarde. Boa viagem, oni-san. – Ele se virou saindo meio apressado.

- Evite ficar sozinhos com alfas, enquanto eu estiver longe. – Ele parou abrupto. - Não vou poder proteger você, se algo acontecer enquanto eu estiver fora.

- Está falando da Naomi, do Kirito ou do Rakushi? – Me olhou desdenhoso e pronunciou com certa ironia a frase, principalmente o nome de Rakushi.

- Por que está agindo como uma criança? – O olhei sério. – Não fique sozinho com nenhum deles!

- Eu faço o que bem entender, oni-san. Estou de saída – falou abrindo a porta.

- Não me ignore...- Ele fechou a porta, me fazendo suspirar.

Haru on:

Depois de uns 45 minutos dentro do carro com Kaori, nós chegamos em frente a tal cafeteria. Eu desci e ele me ajudou colocando a mala próximo a mim. Para minha surpresa, já havia um lindo e grande carro branco me aguardando. O motorista me lembrava o Copas, mas era mulato, a ponto de sua pele brilha no sol e tinha uma voz hiper grave, além de ser bem inexpressivo.

- Senhor, Haru. Me chamo, Kechi. Estou responsável por leva-lo até a residência dos Anagawa.

- Nosso, ele é realmente pontual. Prazer, Kechi. Mas pode me chamar só de Haru.

- Kechi. – Kaori se pronunciou – Cuide bem dele. –  após receber uma confirmação muda, me olhou em seguida. – Até breve, Haru!

Kaori, entrou no carro e foi embora e Kechi, pegou minha mala colocando no porta malas, em seguida abrindo a porta traseira para eu entrar e assim o fiz. Assim que me acomodei, Kechi já estava sentado, pondo o cinto e pronto para partirmos.

- Se precisar de algo, basta me pedi.

Ele disse me olhando pelo retrovisor e pegando a pista principal, eu, por minha vez, apenas assenti. Peguei os fones de ouvindo e coloquei no modo aleatório, sentindo o celular vibrar na minha mão.

Mensagem on:

Copas: Onde você está? Disse para me mandar mensagem assim que chegasse a algum lugar.

Haru: Calma, mamãe. Estou bem. Já estou no carro a caminho do cliente.

Copas: Ótimo, mas eu passo as piadas infantis. Fique atento. Estarei aguardando notícias.

Haru: Certo, certo. Diga para Kitory não morrer de saudades minhas antes de eu voltar.

Copas: Se ele não estiver muito ocupado com a Safira ou tratando alguma DST.

Haru: Quem diria que você tem senso de humor.

Mensagem of:

Eu dei uma risada anasalada, encostando a cabeça no vidro e aproveitei para ler algo a mais sobre Ryō. Até pegar no sono...

Uma hora depois, casa dos Anagawa:

Ainda meio sonolento, sinto o automóvel parar e meio desorientado, escuto a voz grave de Kechi, me dizendo que chegamos. Abro os olhos e minha visão se foca no retrovisor, que tinha os olhos negros me encarando de forma indecifrável. Vejo Kechi sair do carro, abrindo a porta para mim e eu saio a batendo, dando de cara com uma mansão classe A. Se estivéssemos nas arábias, essa casa seria um palácio e Ryō Anagawa um sultão, pronto a me por em seu Harem e me fazer sua odalisca e acho que com esse pensamento, não deixei de expressar minha surpresa. Voltando a realidade, vejo minha mala ser retirada do carro também e Kechi, se afastar com ela, ao passo que um velhote, com roupa de pinguim, se aproxima e me encara de cima a baixo, com cara de poucos amigos, misturada com deboche e desprezo.

- Algum problema? - Digo o encarando com um sorriso forçado.

- De maneira alguma, senhor. – Sua voz era rouca e carregada de falsa cortesia. - Me acompanhe por gentileza. – Com um sorriso tão forçado quanto o meu, ele fez um gesto com os braços que indicava que eu o seguisse.

- Passe adiante a falsidade, pinguim de geladeira. – Disse ponto as mãos no bolso, irritadiço.

- Como preferir. – Ele fechou o sorriso falso e começou a andar.

Aí está o motivo, pelo qual odeio serviçais. Seus patrões me olham com desejo e luxuria e me devoram com os olhos, mas eles, dá até arrepios. Cruzes! O som dos seixos sob o sapato, me fizeram voltar a prestar atenção a casa. Um campo enorme, de um verde escuro e repleto de árvores, com um lago ao fundo. Eu toparia participar de um BL aqui.

Adentramos a casa e o velho me olha e diz para eu aguardar. Mas eu praticamente o ignorei. A casa era típica de um filhadaputamente rico intelectual atual.  Os móveis brancos como a neve, os detalhes amadeirados e dourados e o piso de madeira genuína, que brilhava mais que minhas pupilas durante o choro em um foco de luz. Atravesso a sala, observando cada detalhe ao meu redor, bem como os quadros, com bordas douradas que parecem terem sido encomendados com o próprio Van Gogh. Chego até o final e uma parede formada apenas de vidraças que revela uma varanda muito bem projetada, no lado direito, um pouco afastado, uma piscina olímpica e varias espreguiçadeiras com guarda sois brancos e um jardim repleto de flores, com um caminho de pedras, que levava a, nada mais, nada menos, que um helicóptero estacionado bem ali.  

- WTF! Por que não virei escritor? Eu devia ter dado valor a escola...

- Senhor, Haru Kyouta?! – Eu o encarei surpreso. – Meu nome é Ryō Anagawa, é um prazer conhece-lo.

- Igualmente! – Dei um sorriso travesso e acho que ele percebeu, pois soltou uma risada anasalada.

 A voz dele era suave e firme ao mesmo tempo e sua fala era formal. É claro, oque esperar de alguém como ele? Um sorriso simpático, sem segunda intenções, montava sua feição perfeita. O cheiro de avelã e amêndoas pairava no ar e o cheiro de natureza contrastava com o homem de cidade a minha frente, com um terno azul marinho, bem alinhado, feito sob medida, que marcava, perfeitamente bem, as coxas torneadas, os braços musculosos e os ombros largos. Eu mordi os lábios e seu olhar, antes sem segundas intenções, o dedurou, mostrando que ele também era um alfa e que transbordava curiosidade. Que homem!


Notas Finais


É isso bolinhos, até amanhã, amores!
Espero que tenham gostado.


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