História FIRE AND BLOOD; interativa - Capítulo 5


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Categorias Mitologia Grega, Mitologia Romana, Olimpo em Guerra, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Demeter, Dionísio, Hades, Hefesto, Hera (Juno), Jano, Personagens Originais, Poseidon, Quíron, Zeus
Tags Acampamento Meio Sangue, Deuses, Interativa, Olimpo, Pegasus, Semideuses, Titas
Visualizações 16
Palavras 825
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


» Finalmente o teaser da Elsa do Acampamento Meio-Sangue, minha princesa de gelo.

» Demorou um tanto, mas a culpa foi a criatividade que travava toda vez que eu ia escrever... Espero que Gostem.

Capítulo 5 - 0.4 - anexélenkti


Encolhida em sua cama no pequeno chalé – que mais parecia um iglu, pois era feito de enormes pedras de gelo – a jovem esperava com ansiedade o momento que voltaria a ver o sol pela manhã. Não gostava da sensação noturna, onde a escuridão dominava todo seu redor e trazia lembranças que preferia guardar no fundo de sua mente.

Noites como aquela eram comuns desde que Blaise havia se afogado no lago. Era assustador, como uma nevasca poderosa, e fazia com que suasse cada vez mais – algo que era completamente incomum, mas poderia ser causado pela febre incessante que carregava nas noites mais sombrias.

— Você precisa parar com isso. — Surgiu a estranha voz em sua cabeça, fazendo com que ela procurasse pelo quarto. — Se permitir que seus medos te dominem, seus poderes vão te matar...

— Blaise? — Gwen perguntou, sentindo que estava ficando paranoica.

Com um sorriso tão brilhante quanto uma manhã ensolarada, o garoto que conquistou o coração gélido da filha de Despina surgiu no local, próximo a cama onde ela estava.

— Floco de neve. — Ele chamou-a por seu apelido, com certo carinho.

— Como você veio parar aqui?

— Não estou fisicamente aqui, você sabe. — Explicou. — Sou apenas um fantasma.

— Semideuses não podem ver fantasmas, exceto se tiverem herdado o dom de seus parentes divinos e...

— Você é filha do inverno, seria impossível. — Completou, sabendo exatamente o que a garota iria dizer a seguir.

— Mas estou concedendo a você minha benção. — Disse uma voz feminina, tão doce como a própria morte.

— Quem é você?

— Melinoe. — Blaise respondeu, ainda sorrindo. — Deusa dos Fantasmas.

— E preciso da sua ajuda.

Gwen encarou primeiramente ao garoto, depois desviou os olhos para a figura pálida que estava ao seu lado que parecia ligeiramente preocupada.

— Como eu posso ajudar?

— Não posso permanecer em seu chalé por muito tempo. — Suspirou a deusa. — Blaise explicará o que está acontecendo, mas... Precisam sair do chalé. Digamos que o tempo pode ficar um pouco instável aqui dentro.

— Minha mãe...? — Questionou temerosa.

Melinoe apenas balançou a cabeça, deixando claro que a deusa do Inverno controlava aquele pequeno chalé como se fosse o próprio templo e, portanto, presenças indevidas poderiam causar algo terrível. Por este motivo, Gwen saltou da cama e encarou o fantasma de Blaise com o coração completamente apertado. Era estranho vê-lo, sem poder tocá-lo. Principalmente daquele jeito, tão bonito quanto ela se lembrava.

— Preciso ir agora. — Informou a deusa. — Lembre-se que deixo a você a minha benção para que possa me ajudar e não como um presente.

Gwen apenas respirou fundo e observou enquanto a imagem feminina transformava-se em escuridão e desaparecia pela noite. Temeu por um segundo que Blaise fosse embora com ela, mas sabia que ele precisava contar algo que assombrava a deusa fúnebre.

— Vamos. — Disse enquanto colocava as mãos para dentro do pijama.

— Você ainda está tremendo. — Ele comentou, sem sair do lugar.

— Está frio aqui. — Justificou.

— Você sempre disse que o frio nunca incomodou.

— Não me faça como uma Elsa. — Retrucou. — Minha vida nunca foi um filme da Disney com final feliz, então ande logo antes que...

— Não tenho medo de sua mãe.

— Todos os deuses a temem, assim como os homens.

— Está parafraseando Quíron.

— Blaise, precisamos sair daqui... — Gwen congelou ao terminar a frase, sentindo um estranho sentimento a dominar.

Ela havia dito a mesma coisa no ano anterior enquanto estavam no lago. Aquela havia sido a última coisa que havia dito a ele antes que... Seu coração disparou, revendo a cena novamente, e a respiração tornou-se irregular.

— Controle-se.

— Não posso.

— Precisa se controlar. — Insistiu.

— Eu não sei como...

Outra vez o medo tomou conta de si e a neve voltou a cair dentro do chalé. Ela pode sentir todos os poderes surgindo juntos para consumi-la, como uma vingança dos deuses... Então Blaise desapareceu no exato momento em que a neve começou a cair com violência e um estranho vento começou a soprar dentro do chalé.

— Pare com isso! — Gritou, tampando os ouvidos enquanto se deixava cair sobre o chão. — Por favor! Blaise, não!

Eu disse que não poderia ficar com o garoto. — Ouviu a voz tão fria quanto distante. — Eu disse que não poderia ficar no acampamento.

— Vá embora!

Eu não quero te machucar, minha criança. — Sussurrou com aquele tom materno que a assustava. — Preciso que venha comigo. Eu posso te proteger do perigo que está por vir.

— Eu disse para me deixar em paz! — Gwen gritava, fazendo com que a neve ficasse cada vez mais forte.

Querida, eu...

— Vá embora, Despina. — Disse uma voz forte, embora fosse feminina e repleta de jovialidade. — Ou irá causar a morte de sua única filha. Além disso, não é permitida sua presença no acampamento.

Tudo que Gwen conseguiu ouvir em seguida, foram xingamentos no mais antigo grego – complexos demais para que compreendessem – e então todo o frio excessivo foi embora. Quando conseguiu forças para levantar-se, deparou-se com aquilo que menos esperava: a garota do pégaso estava caída em seu chalé completamente desacordada.



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