História Fire and the flood - Capítulo 23


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Atena, Frederick Chase, Grover Underwood, Jason Grace, Júniper, Luke Castellan, Percy Jackson, Piper McLean, Rachel Elizabeth Dare, Sally Jackson, Thalia Grace
Tags Drama, Jasiper, Percabeth, Romance, Solangelo, Superação, Violência Doméstica
Visualizações 446
Palavras 3.638
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Helloooooo, Tomatinhos!!!!!! TUDO BEM COM VOCÊS?

Eu sei, eu sei... demorei de novo... mas vejam.... eu não saí totalmente do meu bloqueio. Estou ajustando algumas coisas na fic e, para animar um pouco, terão alguns avanços de tempo para eu encaixar alguns problemas de dia-a-dia das personagens.

Agora, terão muito da Violet, Nico e Will. Justamente por estarem na adolescência e bem, muito acontece nessa fase. Aguardem que terão bastante de Percabeth também... <3

Capítulo 23 - Deixe comigo....


Fanfic / Fanfiction Fire and the flood - Capítulo 23 - Deixe comigo....

No começo da semana.

Thalia saiu do restaurante, focada em conseguir ajudar Annabeth, então, moveu seus palitinhos até conseguir o número de Nico – o que não foi muito difícil, afinal, Percy já o tinha – assim começou a organizar para que nada atrapalhasse o momento a sós de Annabeth e Percy.

Logo ao final do dia, mandou uma mensagem para Nico dizendo o que aconteceria. O garoto, por mais que fosse bem mais novo do que Thalia, tinha uma mentalidade madura o bastante para acompanhar a linha de raciocínio e as entrelinhas do que Thalia queria dizer. O melhor amigo de Violet não se opôs à ideia de chamar a amiga para ficar em sua casa de sexta até domingo, de seu jeito tímido e fechado, até demonstrou animação quanto a oportunidade de ter um programa normal de pré-adolescentes.

Por mais que não fosse de sua personalidade agir como uma adolescente histérica e sair contando para todo mundo uma notícia muito animadora, Thalia não pensou duas vezes ao seguir para casa de seu irmão e sua cunhada para contar seu plano. Então, logo que saiu de seu trabalho, passou numa padaria, comprou algumas coisas para comer e foi direto encontrar com Jason e Piper.

- Thalia!? Que surpresa! – exclamou Piper ao abrir a porta. Visitas assim não eram muito comuns por parte da morena.

- Oi Piper, tudo bem? – disse entrando no apartamento e indo rumo à cozinha.

- Tudo... eu não quero ser chata, mas o que faz aqui? – indaga ainda confusa fechando a porta.

- Eu tive uma conversa com Annabeth hoje e queria contar para alguém... só que queria falar com Jason também porque este assunto envolve o Percy. – Thalia já começara a tirar a comida das sacolas e arrumando a mesa. Piper se apressou para ajudar a cunhada.

- O que você conversou com ela? – Piper tinha medo do que poderia ser.

Thalia deu de ombros. – Nada demais, não precisa ficar nervosa.

- Pipes!? – elas ouvem Jason chamando da porta e depois ele se aproximando da cozinha. – Thalia?

- Nossa, Jason, que recepção calorosa do meu irmão – Thalia ironiza.

- Eu só estou surpreso... – Jason pareceu refletir. – Por que pediu o número do Nico para o Percy?

A morena sorriu travessa e Piper passou as mãos pelo rosto. – Então...

Thalia explicou a ideia que teve mais rápido do que imaginava enquanto comia um pedaço de torta. Jason não demonstrava emoção alguma, ao contrário de Piper que parecia estar numa mistura de ansiedade alegre e nervosismo.  O plano não parecia tão ruim aos olhos de Thalia, seria algo normal que poderia já ter acontecido, contudo, precisava de uma ajudinha.

Percy e Annabeth eram pessoas maravilhosas, mas tinham este pequeno defeito de pensar demais nos outros e esquecerem-se da própria vida.

Depois de ter explicado a história toda, Jason complementou dizendo que concordava com o plano e ainda disse que Percy já estava começando a surtar disfarçadamente no escritório. Pelo visto, na mesma hora, Nico já havia mandado uma mensagem pedindo autorização para que Violet fosse para lá e ele não foi tão lerdo ao perceber que Thalia tinha um dedo nisso, já que não tinham se passado nem 30 minutos desde que ela havia pedido o número do garoto.

- Agora, é com você e Grover começarem a falar com Percy e sei lá, falar para ele aproveitar o momento, relaxar um pouco... essas coisas – Thalia continuou e Jason fez cara de nojo. – O que foi?

- Nós não falamos sobre isso, Thalia – ele disse.

- Não?

- Claro que não... pelo menos eu não falo sobre isso com o Percy.

- Vocês não são amigos? – Thalia parecia confusa.

- Somos, mas conversamos sobre outras coisas, tipo basquete – ele se explica e Piper olha para Thalia como uma cara de “ele não fala de coisas assim nem comigo”.

- Minha nossa... bom, eu já fiz a minha parte falando com a Annie... como eu sei que Grover não se aguenta e vai contar para Júniper, não duvido que Annabeth já esteja recebendo alguma mensagem dela, então minha queria cunhada, faça sua parte. – Thalia sorri.

- Eu nem sei o que falar para ela, Lia... quer dizer, a Annie passou por muita coisa e não faço ideia do tipo de conselho dar a ela, e ela é formada em psicologia, tudo que eu falar não vai ter muita utilidade.

- Confie em mim, Annabeth sabe lidar com o sentimento dos outros, mas o seu próprio não, por mais não pareça. O problema deles não é o sentir em si, mas sim pensar demais nos problemas e não conseguem se desligar do mundo para aproveitarem a companhia um do outro. Com essa coisa toda de insegurança para com a Violet... pelo menos Annabeth está focando no trabalho agora, o que ameniza um pouco, mas nunca se sabe...

Jason e Piper estavam em choque. – Quem é você e o que fez com a Thalia durona?

Comendo um canolli, Thalia responde: - Não acontece com frequência... aproveitem.

 

(...)

 

Na sexta-feira, Annabeth ficou esperando por Percy para que fossem embora juntos. Desde o dia que foi combinado para Violet ir passar o fim de semana na casa de Nico, era possível sentir no ar a ansiedade do casal que pairava pelo ar. Eles ainda não tinham tipo um tempo, realmente, a sós; se não tinha alguém rondando, era um problema e assim, com todo o acúmulo de responsabilidades e preocupações, nem ao menos pensaram em ter um algo mais íntimo. Apenas os dois. Sem dar espaço até mesmo para os pensamentos que não cabiam no contexto.

 

Durante a viagem para a casa, tiveram conversas normais sobre o dia-a-dia, como foi o trabalho, contando sobre seus projetos e sobre suas previsões para o futuro profissional. Annabeth também aproveitou para conferir se estava tudo bem com Violet, mandando mensagens a apoiando em passar um tempo com seus amigos e pedindo para que a garota mandasse algum recado caso acontecesse alguma coisa, independentemente de horário, Annabeth e Percy estariam prontos para socorrê-la. Ambos ainda estavam preocupados com a saúde mental de Violet, era impossível de se não pensar.

Quando chegaram a casa, sentiram aquela sensação estranha do silencio. Havia apenas os dois. Sem mais ninguém. Sem barulhos aleatórios. Sem música de Violet. Sem televisão. Apenas Percy e Annabeth.

- É... parece que estamos sozinhos. – Percy diz suspirando e sorri para Annabeth.

- Estamos... – o coração dela batia incansavelmente. Com Percy estava tendo “primeiras vezes” de coisas que já tinha feito, mas que agora completamente diferentes. Ali existia uma preocupação, um queria cuidar do outro, sentir que estavam bem, salvos... Estava voltando a ter uma vida normal. Uma vida sem tamanhas preocupações.

Percy se aproximou aos poucos e a pegou pela mão, levando-a até a cozinha.

- Vamos agir como num dia normal, okay? – ele dizia tranquilamente. Sabia quais eram as expectativas e como isso mexia com Annabeth. Não forçaria algo que ela não estivesse confortável em fazer. – Jantaremos tranquilamente, depois podemos assistir algum filme... amanhã é sábado, não precisaremos acordar cedo. Se quiser, maratonamos alguma série...

Annabeth sorri. – Você é um amor sabia? – era incrível como ele conseguia acalma-la tão facilmente.

- Sabia – ele ri e ela revira os olhos. – Agora vamos comer porque eu estou morto de fome.

Juntos, preparam o jantar. Cozinharam o macarrão, fizeram molho. Juntos. Era assim que faziam e é assim que eles passam pelas situações. Fizeram o mesmo de sempre. Com tranquilidade, comeram, limparam a sujeira e riram sobre situações embaraçosas que presenciavam no trabalho, com os amigos... riam das histórias que Violet tinha com seus dois amigos. O trio rendia boas memórias engraçadas. Um tão diferente do outro que se completavam. Will trazia a alegria, a leveza. Nico a responsabilidade e a razão. Violet a inocência, o amor puro e belo para com todos que convivessem com ela.

Annabeth teve de se segurar para não mandar mensagem para a garota de novo. Na verdade, ambos, ela e Percy tiveram que tentar dispersar um pouco, afinal, tinham que deixar Violet espairecer um pouco também.

- Thalia teria um ataque de nervos se visse que estamos assistindo filme. – Percy comenta em tom divertido. Eles estavam sentados, abraçados na cama enquanto assistiam um filme aleatório. Annabeth o olhou surpresa. – O que foi? Eu sei que foi ela que “organizou” isso... Nico me ligou minutos depois dela pedir o número dele para perguntar se a Violet poderia passar o final de semana lá.

- Minha nossa... – Annabeth riu, mas sua risada foi morrendo aos poucos. – O que você acha sobre isso?

- Eu não sei – Percy suspirou e olhou para Annabeth. – Talvez ela esteja certa, de que precisamos de um tempo para relaxar e tudo mais, mas... sei que a intenção dela é também que façamos outras coisas... – percebendo que Annabeth hesitava quanto a falar sobre o assunto, Percy complementou: - Não fará diferença alguma, caso não aconteça, Annie. Não me importo de ser hoje, amanhã ou daqui meses... não farei nada que lhe incomode. Posso não saber como é se sentir assim, no entanto, entendo que realmente pode não ser fácil. Só... só confie em mim, tudo bem? – ele sorriu triste e acariciou o rosto de Annabeth. – Eu te amo muito e gostaria de ter uma máquina do tempo e voltar para anos atrás, vir para Nova Iorque e fazer de tudo para que você não se envolvesse com ele, para evitar que você passasse por tudo que passou. Annabeth, toda vez que eu fecho meus olhos e lembro de como você estava da primeira vez que te vi... tudo que eu quero é vê-la bem, agora. Feliz, leve, fazendo o que gosta. Por isso eu peço, peço que me fale quando não estiver se sentindo bem, quando estiver incomodada, quando quiser fazer algum programa maluco e espairecer um pouco... podemos programar alguma viagem.

Segurando as lágrimas que já escapavam de seus olhos, Annabeth segurou o rosto de Percy em suas mãos e o puxou para si. O abraçou com força murmurando agradecimentos, dizendo o quanto o amava e o quanto é grata por tudo que ele fez à ela. Disse que estava tentando superar e que tinha melhoras. Já não era mais a mesma coisa de meses atrás. Afirmou que confia nele, com todas as letras, com todo o sentimento, com todo o seu corpo.

Assim, eles se beijaram e Annabeth se permitiu relaxar. Deixar que as mãos de Percy passeassem pelo seu corpo, deixar que ele a deitasse sobre o colchão da cama. Que a beijasse com paixão, com todo aquele sentimento contido que tinham durante as semanas de preocupação. Os dois respiravam pesadamente, sentindo os corações baterem com velocidade surpreendente. Ele a acariciava nos cabelos, nos ombros, nos braços. Descia pelo tronco...

Dedos como plumas, leves, delicados; como se estivessem polindo um diamante, cuidando de um cristal, desceram ainda mais pelo corpo, passando pelas coxas de Annabeth. Hesitante, ele foi subindo sua camiseta, tocando-lhe a barriga. A loura sentia em seu interior uma briga entre seus sentimentos de amor por Percy e seu conflito de medo para com o passado. Esforçou-se ao máximo para mandar aquele medo para longe. Sabia que ele não faria nada com ela, já havia demonstrado isso de tantas formas... Assim, o permitiu que tirasse sua camiseta.  Percy sorriu alegre ao ver que Annabeth estava mais tranquila e leve. Ele beijou seu pescoço e foi descendo devagar, suave. A deixou que tirasse também sua camiseta e então, pouco a pouco, eles foram se entregando.

As roupas foram ao chão, os corpos suados, de mãos dadas. Amaram-se como ainda não haviam conseguido. Pela primeira vez, em muito tempo, Annabeth sentiu prazer, carinho, paixão, de uma forma completamente diferente. Sentiu uma sensação subindo aos poucos, se elevando, vindo lá de dentro. Não conseguia segurar e deixou que tudo fosse para fora.

(...)

No dia seguinte. Annabeth acordou e sentiu os braços de Percy a sua volta. Com cuidado para não acorda-lo, girou para ficar de frente com ele e levantou o rosto para olhar para aquele que agora amava ainda mais do que poderia imaginar. Os cabelos negros emaranhados, o rosto sereno e descansado. Respirava calmamente. Lembrava-se de cada momento da noite passada, cada segundo, cada suspiro... Todas as palavras de carinho, abraços, apertos. Como os olhos verdes claros de Percy ficaram escurecidos e como o sorriso leve brotava em seus lábios quando seus olhares se encontravam. 

 

Seu estômago doía de tanta fome... Então tentou se esquivar de Percy, para ver o horário e ir preparar o café da manhã. Ao bater os olhos no relógio do criado mudo, Annabeth deu pulo e foi puxando as cobertas, colocando seu pijama que jazia ao chão.

 

- Hm, Annie... – Percy resmunga puxando o cobertor.

- Levante, Percy! Já passa das 12:00!

- E o que tem? Venha, deite aqui comigo, depois a gente vê o que faz... – ele diz levantando os braços preguiçosamente e chamando por Annabeth.

- Não me lembro de você ser tão preguiçoso assim – a mulher diz prendendo os cabelos.

- Digamos que gastei bastante da minha energia ontem – sorri malicioso. – E estamos sozinhos aqui... Não precisa se preocupar em fazer café da manhã. Tenho certeza que até mesmo a Violet está dormindo ainda. Venha...

Annabeth suspira. – Estou morrendo de fome, vou comer sozinha, então...

 

Ela sai do quarto e segue rumo à cozinha... Ao fundo, ouve Percy resmungando e saindo da cama para colocar uma roupa. Assim como nos outros finais de semana, Annabeth pega os ingredientes para fazer panquecas. Enquanto colocava os ovos e leite na tigela, sentiu os braços de Percy a rodeando na cintura e depois a respiração dele em seu pescoço.

- Bom dia, para você também – ele resmunga depositando beijos na nuca de Annabeth.

- Bom dia... é que eu, realmente, estou com fome... – responde tentando se concentrar na receita.

- Tudo bem. – Percy parou de falar por um segundo, pensando, e delicadamente, tirou a colher da mão de Annabeth e a girou devagar, a colocando frente a frente com ele. Seu olhar era de preocupação.

- O que foi? – A loura pergunta confusa.

- Você está bem?

- Estou, Percy... – responde tranquilamente...

- Não te machuquei, não é? – seu olhar era de preocupação pura.

- Nem um pouquinho. – Annabeth responde com um sorriso e coloca as mãos no rosto de Percy e o puxa para um selinho. – Você é maravilhoso, sabia? Eu não podia estar mais feliz...

Ele sorri levemente aliviado e a abraça.

- Te amo... – ele sussurra.

- Também te amo...

 

(...)

 

Violet dormiu no meio de algum filme e só se lembrou disso ao acordar no dia seguinte, com a luz do sol em seu rosto e com metade do seu corpo descoberto porque Nico puxou boa parte dos cobertores para si e parecia uma borboleta num casulo. Do outro lado, Will já estava acordado, com o celular em mãos e resmungando.

- Bom dia – Violet diz com a voz rouca e apertando os olhos.

- Bom tarde, você quer dizer... – Will ri. - Já são quase duas da tarde.

- Mentira! Por que não me acordou? – ela se senta bruscamente.

- Não achei que seria necessário. Nós fomos dormir tarde e achei melhor deixá-los dormir. Eu que sou acostumado a acordar cedo.

Violet passa as mãos no rosto. – O senhor e a senhora Di Ângelo devem estar bravos...

- Que nada... Na verdade, Perséfone que não me deixou acordar vocês dois. Ela é bem mais legal do que parece. Até tomou café da manhã comigo. 

- Falando nisso, estou com fome. – a garota resmunga passando a mão na barriga.

- Vamos acordar o Nico e então procuramos alguma coisa pra comer... Os pais dele saíram para fazer alguma coisa que não me falaram...

 

Os dois amigos se olharam maliciosamente e, ao contarem até três, pularam em Nico que dormia pesadamente.

 

- Meu Deus do céu. Vocês têm noção do quão pesados são? – Nico resmunga.

- Que grosseria, Nico. Violet parece um passarinho e eu tenho o melhor corpo que já poderia ver em toda a sua vida.

Violet gargalha. – Não exagere, Will. Talvez daqui uns anos, mas por enquanto, você está mais para palito de dentes.

Nico gargalha. – Obrigada, Violet, por mostrar algumas verdades por aqui.

 

Cruzando os braços ofendido, Will se levantou reclamando e dizendo o quanto injustos eram seus amigos e Violet levantou-se também para que Nico saísse de baixo das cobertas.

 - Acho que machucamos o ego dele – Nico comentou observando o amigo indo direto para a cozinha.

- Daqui a pouco passa... – ela olha sorrindo para Nico. – Está com dó do Will?

- O que!? Não... – ele responde com a voz fina.

A ruiva ri. O relacionamento dos amigos era ótimo, acontece que Nico nunca falaria algo em favor de Will quando estavam juntos. As farpas trocadas não eram eventuais, raros os dias que passavam sem algum insulto ou resposta seca. Às vezes era preocupante, Violet tinha medo de acontecer alguma briga e eles parassem de se falar.

 

- Você precisa ser um pouco mais gentil com ele, Nico – Violet diz o ajudando a levantar.

- Não comece...

- ‘Tô falando sério. Vocês são meus únicos amigos e queria que, pelo menos, se tratassem com menos coice.

Nico a olha por um momento pensativo e suspira.

- Talvez eu tente, mas sabe como é... é o Will...

Violet ri. – E você esconde sua profunda queda por ele em comentários sarcásticos.

- Eu não tenho uma “queda” por ele. Ah, faça-me o favor. – Nico reclama saindo da sala. – Vamos comer logo.

 

(...)

 

Mais tarde, quando o trio estava novamente de baixo das cobertas assistindo mais uma onda de filmes, Hades e Perséfone chegaram. Não se ocuparam em tirar os olhos das imagens, mesmo sentindo que algo diferente acontecia. Havia barulho de malas sendo arrastadas, Hades respirando forte e Perséfone falava animada.

 

Nico resmunga e aumenta o som da televisão. O barulho aumenta ainda mais e uma segunda voz. O garoto fica tenso e Violet o olha com preocupação e vira-se para trás a fim de ver de quem era aquela voz. A garota era uma versão feminina de Nico, mais alta e incrivelmente linda. Usava um sobretudo verde escuro, botas e cachecol. Parecia uma modelo, aos olhos de Violet. Parecia ter por volta de 20 anos e, ao olhar para o trio sentado, sorrio ainda mais.

 

- Nico, não vai me dar um abraço? – diz colocando as mãos na cintura. O garoto olhou para ela com o olhar cansado.

- Oi, Bianca. – resmunga. Bianca vai andando devagar até chegar perto de seu irmão e se abaixa. Para ficar cara a cara com ele. Enquanto isso, os outros observavam a cena. Will ainda estava como rosto surpreso e sussurrou para Violet: “Ela é a versão feminina e mais bonita de Nico” a ruiva deu-lhe uma cotovelada.

- O que faz aqui? – Nico pergunta sério.

- Esperava uma recepção mais calorosa de você irmãozinho. Estou de férias e vim passar um tempo com você... fiquei com saudades, sabia? – ela estendeu a mão para acariciar o irmão, mas ele desvia e Bianca se assusta.

- Poderia ter ligado mais vezes ou pelo menos mandar uma mensagem, Bianca.

Ela fecha os olhos e respira fundo, depois olha para os dois amigos, sorrindo.  – Vocês devem ser os novos amigos de Nico... meu pai comentou um pouco sobre.

- Eu sou a Violet e esse é o Will – Violet se apresenta e depois aponta para o outro. – Nico falou sobre você. – Violet ignorou o olhar bravo que Nico deu a ela e continuou falando.

 

Querendo sair dali, Nico levanta-se e vai direto para seu quarto enquanto Violet e Bianca conversavam. Sua irmã parecia animada ao ver que conseguira amigos, mas ele não conseguia se livrar da mágoa que ficou quando ela o deixou para ir estudar sem aviso prévio. Sabia que estava tendo um péssimo comportamento, entretanto, havia horas que não conseguia segurar. Resmungou ao ouvir passos atrás de si, e reclamou audivelmente ao perceber que eram passos de Will.

 

- Por que veio atrás de mim? – indagou se virando para ficar de frente com o louro.

- Seu pai pediu para eu vir conversar com você... – que mentira, Will pensou. Ele tinha se oferecido para ir atrás de Nico. O garoto cruzou os braços e semicerrou os olhos.

- Que seja... não quero conversar agora... – ele parou um pouco e respirou. – Vocês podem continuar com o filme, daqui a pouco eu volto. Só preciso pensar um pouco. – e continuou seu caminho até o quarto. Mas Will não o deixou e foi atrás.

- Nico, você não tem que ficar sozinho o tempo inteiro. Quer conversar? – Quando queria alguma coisa, Will fazia uma cara de cachorrinho que caiu da mudança e ninguém conseguia dizer não. Ele também não era a pessoa para quem corria para reclamar da vida. Mas Nico não queria magoa-lo dizendo que preferia conversar com Violet. Pensara a respeito daquilo que a amiga o disse mais cedo.

- Sinceramente, eu não quero conversar, não tenho muito que falar... eu só... ainda estou magoado com a minha irmã. 

Will não fazia ideia do que falar. Seu relacionamento com os irmãos era ótimo, mesmo sentindo um pouco de inveja de Austin quando este era colocado num pedestal de “melhor filho do ano”, ainda assim, nunca tinha sido magoado a este ponto. Então, fez o melhor que podia naquele momento e, mesmo desajeitado, deu um abraço em Nico que, em primeiro momento, tentou se esquivar. Sabia que isso renderia alguns xingamentos mais tarde, mas lidaria com as consequências.

Depois de um tempo, disse: - Se quiser, eu procuro algum defeito na sua irmã pra gente ficar falando mal dela, mas pelo que vi... vai ser um pouco impossível.

Nico soltou o ar. – Cale a boca, Solace


Notas Finais


O QUE ACHARAM, HEIN HEIN?

Comentem e favoritem a fic!!!!!!!! Isso dá aquela motivada maravilhosa e também preciso saber do que estão achando e suas expectativas!

POSTEI UM TEXTO ORIGINAL DEEM UMA OLHADINHA... é meio que uma auto-ajuda. Espero que gostem: https://www.spiritfanfiction.com/historia/ame-13859708

AMO VCS!

Beijinhos azuis e amarelos <3<3<3


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