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História Fire on Fire - Capítulo 22


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Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 22 - Tudo está bem


Draco POV

– Você precisa comer – Harry estava sentado na ponta da cama, tentando me persuadir a me alimentar. Uma bandeja com algumas comidas leves estava entre nós, mas eu não sentia vontade alguma de comer – vamos, a enfermeira já te deu uma poção para fortalecer o estômago, você já pode começar a comer.

Eu percebi que ele não ia desistir fácil, e sabia que estava insistindo para o meu próprio bem. Descruzei os braço, suspirei, e peguei o pote de mingau. Dei risada quando vi que ele se animou.

– Você é um enfermeiro muito insistente sabia? – ele sorriu e se esticou para me beijar, tomando cuidado para não derrubar nada.

– Viu? Não é tão ruim! – eu tentava engolir o mingau, e ele estava se esforçando para me deixar animado. Mas só dele estar ali comigo, já era todo incentivo que eu precisava – eu vou tomar um banho rapidinho, qualquer coisa me grita. Vou deixar a porta entre aberta, ok?

– Sim senhor. – ele me deu mais um beijinho e foi rindo para o banheiro. Eu ainda me sentia meio debilitado, mas saber que ele estaria bem ali do lado, completamente nu, com a água escorrendo em cada pedacinho de pele, fez uma parte bem específica do meu corpo se agitar. "Controle-se, Malfoy! Vocês estão juntos há menos de um dia! Pior, vocês estão em um hospital! Merlin!" pensei comigo mesmo, tentando manter o foco. Mas a vontade real era descer dessa cama e entrar no chuveiro com ele.

Eu nem percebi que, enquanto devaneava sobre o corpo molhado de Harry, comi o pote inteiro de mingau. Isso pareceu despertar a minha fome, e eu acabei comendo umas torradas, e tomando um copão de suco.

– Eu falei que você só precisava começar a comer para a fome voltar com tudo – ele estava saindo do banheiro secando os cabelos, só de calça, sem camisa, enquanto eu terminava o suco. A bandeja já estava quase vazia à minha frente. "Na verdade, o incentivo foi imaginar seu corpo nu". Nossa, eu precisava acalmar esses pensamentos, mas mal percebi que deixei meu olhar vagar livremente pelo peitoral dele. Ele pareceu perceber, e ficou vermelho, indo vestir a camiseta.

– Merlin, Harry. Como eu pude ficar tanto tempo assim, sem você? – aparentemente precisava controlar não só meus pensamentos, mas minha boca também – Ahn... quer dizer... – me senti corar, e ele veio rindo até a cama. Tirou a bandeja, e se sentou na minha frente, me puxando para um beijo apaixonado.

– Eu me pergunto isso toda hora – ele disse baixo, contra o meu ouvido, me fazendo arrepiar. Deslizei as mãos pelos ombros dele, enquanto ele apertava minha cintura, e nós voltávamos a nos beijar, dessa vez com mais intensidade. Nos sobressaltamos quando ouvimos alguém pigarrear, e nos separamos.

– Mãe! – Eu me sentia quente de tanta vergonha, e Harry parecia que queria sumir dali, ficando em pé todo torto, tentando ajeitar a própria roupa no lugar.

Minha mãe estava rindo na porta, e então eu vi que tinha mais alguém com ela.

– Maya! – as duas entraram no quarto, abraçaram Harry e depois me abraçaram. Minha mãe ficou por muitos segundos abraçada a mim, e eu percebi que ela chorava, ao ouvir as fungadas baixinhas – Mãe, está tudo bem. Eu estou bem! – tentei acalmá-la, e ela se afastou do abraço para me olhar.

– Eu sei, meu amor. Mas eu tive muito medo de perder você. Graças aos céus essa maldita confusão acabou – ela secou as próprias lágrimas.

– Você nos assustou, menino Draco. E agora finalmente eu posso saber seu nome real – Maya sorria para mim – Não foi fácil encontrar você. Ainda bem que você falava demais da sua mãe, e do jovem Harry aqui.

– É verdade, tudo que a Maya mais ouviu nesses dias foram frases com "minha mãe" e "o amor da minha vida". Com variações para "o cara por quem eu sou apaixonado". – todos nós demos risada, e Harry estava sorrindo radiante.

Elas ficaram um bom tempo por ali, conversando com a gente, e, assim que saíram, Pansy, Ginny e Zabini entraram no quarto.

– Hei! – sorri ao ver meus dois melhores amigos ali. Zabini correu até a cama, e quase me esmagou em um abraço. Eu quis rir do olhar enciumado de Harry, mas estava espantado demais pela demonstração exagerada de afeto do meu amigo. Ele nunca demonstrava afeto. Olhei para Pansy, que entendeu o que eu estava pensando.

– Ele está todo emotivo. Ontem deu um surto querendo ir até Azkaban matar a Bulstrode com as próprias mãos, e nós sofremos para tirar a ideia da cabeça dele – ela revirou os olhos, ao mesmo tempo que meu amigo se afastava e se recompunha.

– Eu ainda não desisti. E não espere mais demonstrações como essa. – ele voltou a assumir o ar arrogante e impaciente de sempre – agora que sei que você está bem, e que finalmente tem o seu Harry, não tenho motivos para me preocupar.

Harry sorriu sem graça, mas eu ainda vi o brilho que passava por seus olhos, sempre que alguém mencionava que nós dois estávamos juntos.

– Então, quem vai me contar o que está acontecendo entre vocês duas? – perguntei, querendo tirar a limpo a história que me corroia de curiosidade. Elas riram, e deram as mãos, entrelaçando os dedos. Harry sentou na beirada da cama, e também foi automático buscar pela mão dele, enquanto ele passava um dos braços pela minha cintura.

– Antes de contar, eu preciso dizer que vocês dois são tão lindos juntos que eu chego a me sentir enjoada, de tanta fofura – Pansy disse sorrindo, e eu sabia que ela estava sendo sincera. Ela odiava coisas melosas. Mas mesmo assim levou um cutucão da Weasley. – Ai, eu estou sendo sincera! – Ginny revirou os olhos.

– Voltando à história. Eu nunca nem tinha reparado na Pansy, na época da escola. Cheguei a me aventurar com algumas garotas, mas achava que era só empolgação da idade. – eu percebi que Harry ouvia com curiosidade, porque arqueou o cenho. Acho que estávamos ouvindo uma história inédita da Weasley, que ninguém sabia até então – Mas ai, no dia que ela apareceu n'A Toca, meses atrás, alguma coisa despertou em mim.

– Eu costumo causar esse efeito nas mulheres – minha amiga piscou um olho, rindo de lado, e desviou de outro cutucão – Eu acabei ficando hipnotizada por ela, porque cara, olha essa mulher? – ela gesticulou confusamente, indicando Ginny, que deu risada – e enviei algumas cartas. Ela se fez de difícil, mas eu já disse que sou irresistível, então nós saímos juntas.

– No meio de toda essa confusão, vocês arrumaram tempo pra sair? – Harry estava boquiaberto.

– Na verdade, eu passei algumas semanas em treinamento, e ela viajou até a Escócia para me encontrar – Ginny contou, olhando apaixonada para minha amiga.

– Então, é que ela também é irresistível – Pansy falou, como se explicasse o óbvio – Quando eu percebi, nós estávamos namorando – ela se virou e deu um beijo rápido em Ginny.

– Meus pais levaram numa boa, minha mãe já adotou Pansy como membro da família Weasley.

– Quando eu poderia imaginar que uma sonserina estaria aos pés de uma grifinória? – Pansy contou, fingindo indignação – aliás, parece que estamos fadados a isso – ela indicou Harry e eu e depois Zabini. Eu olhei curioso para o meu amigo, que bufou e revirou os olhos.

– Você não consegue manter a boca fechada, Parkinson! – ele ficou indignado, se denunciando completamente.

– Carlinhos chamou ele para sair – Harry e eu olhamos chocados para meu amigo, sorrindo abertamente – Já tem duas noites que os dois não se desgrudam – Ginny contou, também sorrindo.

– Merlin, vocês foram feitos um para o outro! Um especialista em Dragões, formado em Trato das Criaturas Mágicas, e um Magizoologista! – eu constatei, e Zabini se deu por vencido, dando um sorrisinho mínimo.

– E eles são lindos juntos – Pansy completou – o sexo deve ser incrível! – ela não esperava pelo cutucão da namorada, que veio com tudo, enquanto nós caiamos na risada, e Zabini voltava a fechar a cara.

– Bom, nós vamos indo. Vamos deixar vocês namorarem – minha amiga era incorrigível. Deu uma piscada para nós, e todos foram se despedindo e saindo do quarto. Harry acompanhou eles até a porta, e tinha acabado de fecha-la, quando alguém bateu.

– Nossa, isso aqui tá movimentado hoje – ele disse, me fazendo rir. Abriu a porta e eram Hermione, Ronald, e, para minha surpresa e choque, o próprio Ministro da Magia.

– Oi! Quim! Tudo bem? – Harry cumprimentou os amigos e o Ministro.

– Sim! Viemos fazer uma visita rápida – Hermione veio até a cama, e me abraçou, me fazendo ficar surpreso e feliz pelo gesto – fico feliz por vê-lo bem, Draco!

Ron pegou na minha mão, e sorriu, meio constrangido.

– Ahn, obrigado por toda ajuda de vocês. – agradeci, e eles sorriram. O ministro também pegou na minha mão, em um cumprimento firme. – Obrigado por ceder esse quarto para nós, ministro.

– Imagine. Harry é um grande amigo, vocês mereciam conforto e privacidade. Já soube que sua recuperação está indo melhor do que os medimagos esperavam – Kingsley sorria, mas eu não conseguia deixar de me sentir nervoso. – Bom, viemos trazer sua varinha, Draco – ele me entregou a varinha, e eu agradeci, feliz em tê-la de volta – E algumas notícias a vocês. Na próxima semana, os criminosos serão julgados, mas a sentença mínima para cada um já é de 30 anos. Bulstrode deve pegar perpétua. Juntamos todas as provas que vocês tinham sobre o caso, e bem, você já está totalmente inocentado, Malfoy. – respirei aliviado, e Harry me abraçou sorrindo tambem, voltando a se sentar do meu lado na cama. – já enviamos toda documentação do caso ao Ministro da Magia Alemão, e você está livre de prestar explicações lá também. Mas continua desligado do Ministério deles. – eu assenti, já esperava por isso. E nem tinha a mínima intenção de voltar para a Alemanha. – Então, eu gostaria de convidá-lo para se juntar à nossa seção de aurores, o que acha? – eu fui pego de surpresa, e fiquei momentaneamente sem reação – Você pode integrar nossa equipe de alquimistas, e continuar sua pesquisa e desenvolvimento do mindlock. O que me diz?

– Eu... claro que eu aceito, ministro! – sorri sem me conter, e Harry me abraçou, sorrindo também – Obrigado! – Kingsley apertou minha mão novamente, disse que em breve me enviaria os formulários de contratação, se despediu e saiu do quarto.

– Nossa, Harry vai ficar insuportável agora, babando por Draco pelos corredores – Ron falou, revirando os olhos, nos fazendo rir, e Hermione deu um beliscão nele – Ai! Mas é verdade! Eu já sofria ouvindo ele todos os dias lamentando a saudade que sentia do Malfoy, do quanto estava apaixonado, Merlin! Se bem que, agora ele vai poder dizer essas coisas melosas pra todo mundo, então vai diminuir a frequência que eu vou precisar escutar.

– Ron! – Harry bradou, indignado.

Eu cai na risada, e Harry corou violentamente. Adorei poder ouvir de outras pessoas o quanto ele gostava de mim.

– Enfim, nós já vamos indo. Até mais tarde. 20h, n'A Toca – Hermione piscou um olho para nós, e eu não entendi bem o que ela quis dizer. Harry pareceu confuso também, mas eles não nos deram tempo para perguntar. Se despediram, saíram e a primeira coisa que nós dois fizemos foi virar um para o outro, já buscando por um beijo. Nossa sincronia estava se mostrando cada vez mais afiada. Mas nós fomos interrompidos, mais uma vez, pela chegada de um medimago. Ele entrou com tudo no quarto, nos sobressaltando, e eu já estava cansando de ser interrompido, principalmente nesses momentos.

– Desculpem, eu sei que hoje o dia começou agitado – ele sorriu para nós, e Harry desceu da cama, meio emburrado – mas o motivo da minha visita vai animá-los. Acabei de assinar sua alta, senhor Malfoy. Vocês já podem ir embora. Os papéis estão na recepção, passem por lá para assinar e pegar as poções que ainda precisa tomar em casa.

Eu sorri abertamente, agradecendo ao medimago, que saiu logo em seguida, mas percebi como Harry ficou meio agitado. 

– Hei... o que foi? – ele começou a juntar nossas coisas, e estava extremamente calado.

– Você... está pensando em ir para a casa da sua mãe? – ele desviou o olhar rapidamente para mim, e eu percebi que eles estava ansioso.

– Eu não sei, nem tinha pensado nisso – fui sincero, porque eu estava feliz em ter alta, mas nem me toquei que não tinha para onde ir.

– Eu estava pensando... que talvez... se você quiser, é claro... meu apartamento é grande... você pode ficar lá... mas só se quiser! – ele hesitou para terminar de falar, e então eu entendi porque ele estava tão agitado e ansioso. Dependendo do que eu decidisse, nós teríamos que morar separados. Mas eu não tinha a menor vontade de ficar longe dele. Pareceria impulsivo, mas nós passamos tanto tempo longe um do outro, que eu não via motivo para não ir morar com ele.

– Harry... – chamei, e ele levantou os olhos para mim. Estiquei os braços, e ele chegou mais perto, se deixando abraçar – eu vou adorar morar com você, se você realmente me quiser como seu roommate – ele sorriu, me puxando para um beijo.

– Não, eu quero você como meu namorado, o que acha? – a pergunta me pegou de surpresa, mas me deixou mais feliz ainda. 

– Eu acho que vou gostar ainda mais – sorri, e nós ficamos um tempo com as testas coladas, os olhos fechados aproveitando aquele momento. 

– Então vamos sair logo daqui. Pelo que eu entendi, devemos estar 20hs n'A Toca – ele deixou um beijo na minha testa, saiu do nosso abraço, e me ajudou a levantar. Nos trocamos, pegamos nossas coisas, e saímos de mãos dadas pelos corredores do hospital.

Todos os enfermeiros, enfermeiras e medimagos sorriam ao passar por nós. Assinamos os documentos de alta na recepção, e seguimos pela rede de flu para a casa do Harry.

– Molly e Andrômeda organizaram a casa toda, depois do ataque da Millicent. Ginny quem me contou – de fato, a casa estava perfeita, como se tivesse acabado de ser reformada, de tão limpa. – Não é uma mansão, como você está acostumado, mas é bem confortável, e espaçosa. Você pode ficar à vontade, agora ela é sua também, e...

– Harry? – ele estava se perdendo nas explicações – eu passei os últimos meses morando nos piores lugares possíveis. O único mais confortável foi a pensão da Maya. E fazem anos que eu não moro na mansão! Não me importo mais com sofisticação, me importo com conforto e segurança. E, bem, onde você estiver eu sei que estarei seguro – ele me abraçou sorrindo, e agora fora do hospital, eu voltei a sentir um aperto em uma parte bem específica do meu corpo. – Eu te amo... – deixei a frase bem perto do ouvido dele, que ofegou baixinho, e apertou os dedos na minha cintura.

– Eu também te amo... – ele respondeu com a voz rouca. Ele deu impulso com as pernas, e me pegou no colo, passando uma mão pelos meus joelhos e a outra nas minhas costas. Eu ofeguei pelo movimento repentino, mas sorri cruzando os braços atrás do pescoço dele – Nós temos algumas horas até termos que sair novamente...

Eu dei risada, e ele caminhou comigo até o quarto dele, me colocando com cuidado no meio da cama. Ele veio para se deitar comigo, e eu impedi seu movimento. Ele olhou curioso para mim, se sentando à minha frente, e eu segui com as mãos por dentro da camisa que ele usava, ansioso por sentir aquele abdômen sob meus dedos. Deslizei a peça para fora do corpo dele, que sorria ladino. Ele fez a mesma coisa comigo, tirando minha camisa, e eu me senti ligeiramente constrangido, pelas finas cicatrizes que agora cobriam meu tórax. Ele pareceu perceber.

– O que foi? Desculpe, eu estou indo rápido demais? Você quer parar? – ele ficou preocupado, levando uma das mãos ao meu rosto.

– Não é isso... eu ainda estou me acostumando, à essas cicatrizes – desviei o olhar do rosto dele, mas ele puxou delicadamente de volta, me fazendo encarar os olhos verdes que me faziam tão bem.

– Você é perfeito, Draco. Os olhos mais incríveis que eu já vi, o cabelo incrivelmente macio, sua pele branquinha, seus ombros salpicados de pintinhas – ele ia dizendo, e deixava um beijo sobre cada parte do meu corpo, conforme ia pontuando. Ele beijou meu pescoço, depois meus ombros, e me empurrou levemente para deitar, enquanto se colocava sobre mim, com um dos joelhos entre as minhas pernas – tudo em você é perfeito... seus braços, seu peito – ele começou a beijar meus braços, e voltou para o meu peito, beijando e lambendo  suavemente meus mamilos. Eu já estava enlouquecendo, sentindo uma pressão no baixo ventre – sua cintura... – apertou minha cintura com uma das mãos, enquanto a outra ele deslizava pelo cós da calça que eu estava usando. Senti ele abrir o botão da calça, descendo o zíper devagar, e eu ofeguei em antecipação – está tudo bem? Se você estiver cansado, eu... – ele parou o que fazia, me olhando com preocupação, e eu o interrompi, puxando ele para um longo beijo molhado. Ele sorriu por entre o beijo, e voltou a trabalhar com a mão na minha calça. 

Os dedos ágeis desceram parte da calça, até metade do meu quadril, e a mão voltou a deslizar pela minha barriga, agora passando com os dedos pelo elástico da minha cueca box. Eu só conseguia agradecer pelo longo banho que tinha tomado hoje cedo. Ele se afastou do beijo, e voltou a dar atenção ao meu tórax. Eu percebi que ele beijava cada tracinho de cicatriz, e isso fez meu coração derreter de amor, pelo carinho que ele estava tendo comigo.

Ele desceu mais, chegando à minha barriga, e os dedos entraram pela minha cueca, fazendo um carinho suave na minha ereção, que já pulsava dolorida. Ele puxou meu membro para fora, e olhou rapidamente para baixo, sorrindo safado, me deixando com vergonha.

– Eu disse, tudo em você é perfeito! – eu não consegui me conter, e dei risada junto com ele. Ele desceu minha cueca, e desceu mais ainda minha calça. Não estava preparado para o que ele fez em seguida, lambendo demoradamente todo meu comprimento. Eu ofeguei audivelmente, fechando os olhos, e ele abocanhou minha glande, me fazendo ver estrelas. Manteve uma mão segurando firmemente a base da minha ereção, enquanto descia e subia com a boca pelo restante da extensão, brincando com a língua, deixando bastante saliva escorrer. Eu já estava enlouquecendo, sabia que não demoraria nada para alcançar o ápice, primeiro porque faziam dias que eu mesmo não conseguia me aliviar, e segundo por saber que Harry Potter, o amor da minha vida, estava me chupando como se eu fosse a coisa mais deliciosa que ele já tivesse provado na vida.

Ele desceu a mão que segurava meu membro até meus testículos, deixando carinhos suaves ali, e eu já tinha grudado as duas mãos no cabelo dele, e sabia que estava puxando forte demais, mas não conseguia conter. E ele parecia estar gostando, porque a cada puxão ele deixava um gemido ecoar pela minha ereção. A essa altura, ele estava me engolindo por inteiro, e eu sentia minha glande bater no fundo da garganta dele. Ele intensificou os movimentos, e eu percebi que levou a mão que estava nos meus testículos até a própria ereção, ainda dentro da calça. Só de imaginar como seria o membro dele, eu não aguentei mais.

– Harry! – gemi o nome dele, para alertá-lo, e ele se afastou bem a tempo, enquanto eu gozava em jatos, atingindo o peito dele. Ele sorriu para mim, e eu me ajoelhei na cama, puxando-o para um beijo, enquanto minhas mãos desceram frenéticas para a calça dele, já abrindo os botões e o zíper, puxando o membro dele para fora. Ele me olhou com surpresa, mas eu não dei tempo para ele dizer nada. O empurrei, e ele caiu deitado na cama, e eu mais que depressa abocanhei toda ereção dele. 

Ele gemeu longamente, e desceu toda a calça, empurrando-a para fora do próprio corpo. Eu me deliciei vendo aquele corpo incrível, com o qual eu sonhei tanto tempo, inteiro à minha disposição. Desacelerei os movimentos com a boca, alongando as sensações dele. Fiz ele dobrar as pernas, e soltei seu membro, apenas para lamber longamente meu dedo, adorando ver como os olhos verdes brilharam em expectativa. Voltei a lambê-lo, e o abocanhei mais uma vez, mas dessa vez desci com a mão pelo traseiro redondinho. Merlin, como eu sonhei com esse traseiro. Levei um dos dedos à entrada dele, e fui entrando bem devagar. Ele gemia e arqueava as costas, e eu percebi que estava quase gozando, quando projetou o quadril para a frente, me fazendo penetrá-lo mais fundo com o dedo.

– Draco! – ele me alertou, mas eu intensifiquei os movimento, sugando o membro dele com vontade, movimentando o dedo com força, atingindo sua próstata – Draco! – ele choramingou, e tentou empurrar meu ombro, mas eu grudei a mão na cintura dele, impedindo o movimento, e ele não conseguiu segurar, gozando dentro da minha boca. Eu relaxei a garganta bem a tempo, sorvendo tudo que ele ia soltando, sem engasgar. – Merlin! 

Ele bradou, e eu dei risada, enquanto soltava sua ereção e tirava o dedo de dentro dele. Ele me puxou para deitar em cima dele, iniciando mais um beijo molhado.

– Eu estava sonhando com isso há meses – falei entrecortado, no meio do beijo, e ele sorriu. Tirei a minha calça, que ainda estava pela metade no meu quadril, e me ajeitei sobre ele, que me abraçou. – perdi as contas de quantas vezes imaginei como seu traseiro devia ser, e confesso que superou todas as minhas expectativas. – ele caiu na risada, e eu acabei rindo também. 

– Eu adoro ver como seu bom humor está de volta – eu ergui os olhos para ele, com o cenho franzido, enquanto ele deslizava as mãos pelo meu corpo – durante nossas ligações, eu sabia quando você estava bem por causa do seu bom humor, das piadas ácidas, das tiradas engraçadas. Quando você estava chateado, ou frustrado, você ficava completamente sério. Nada parecia ser capaz de te fazer voltar a sorrir. E esses dias me deixavam ainda mais triste por estarmos longe. Eu queria te abraçar, dizer que ia ficar tudo bem, te ouvir desabafar deitado no meu colo, te beijar, e te ajudar a suavizar toda dor que você estivesse sentindo. 

– Você já me conhece mais do que qualquer pessoa que tenha convivido comigo – senti meus olhos ficarem nublados pelas lágrimas que as palavras dele trouxeram. Eram lágrimas de emoção, e de tanto sentimento que ficou guardado por esses meses de fuga – eu pensei várias vezes, nas últimas semanas mais ainda, em jogar tudo para o alto e vir ficar com você. Já não estava aguentando mais a solidão, a tristeza, o peso de carregar uma culpa que não era minha – eu sentia um peso saindo do meu coração, ao poder finalmente verbalizar tudo que eu havia passado – mas eu sabia que tinha que resistir, até nós termos a solução para todo o caos. De que adiantaria, fugir pra te encontrar, e ter que continuar fugindo depois disso? Eu foquei em tudo que queria viver com você. Nas conversas que teríamos, nos passeios, nas descobertas, nos dias bons, e até nos dias não tão bons assim. Eu me forcei a focar nesse futuro, seguro, saudável, livre. 

– Eu sei que já conversamos sobre isso, mas eu realmente sinto muito pelas horas que você passou em Azkaban – ele brincava com uma mecha da minha franja, colocando atrás da orelha, enrolando nos dedos, enquanto a outra mão subia e descia pelas minhas costas – eu sinto uma dor terrível só de imaginar o quanto você sofreu achando que eu não acreditava mais na sua inocência. 

– Doeu, muito, eu pensei que nunca mais fosse conseguir respirar direito, que nunca mais fosse parar de chorar – fui sincero com ele, desabafando o que eu senti – mas você também sofreu, Harry. Você também foi vítima – ele me olhou com o cenho franzido – Você também acreditou na minha culpa. Mesmo que você estivesse enfeitiçado, eu sei que deve ter doído como um inferno, sentir que tinha sido enganado por mim, que tinha sido usado, me ver machucando o Teddy! 

– Eu estava tão preocupado em salvar você, em ter certeza de que você ficaria bem, que nem lembrei da dor que eu senti quando entrei naquele quarto – os olhos dele demonstraram uma certa tristeza – ela não tinha o direito de fazer o que fez com a gente... – ele apertou o abraço, e eu me estiquei para enfiar o rosto no pescoço dele. – Mas tudo isso só serviu para nos fortalecer ainda mais. Nós já provamos ao universo que podemos passar por uma guerra, anos de distância, uma falsa acusação, varias batalhas, e estamos aqui, finalmente juntos, mostrando que nada pode abalar o que sentimos um pelo outro. 

– Nós vamos fazer de tudo para sermos sempre felizes. Eu sei que todo mundo tem seus dias ruins, mas nesses dias nós vamos estar juntos, apoiando um ao outro, ouvindo os desabafos, vamos comemorar as vitórias, superar os obstáculos. – minha voz saia abafada, e eu pontuava as frases deixando beijinhos o pescoço dele – nada me tira de você mais – ele segurou meu queixo, e me deu um beijo apaixonado.

– Nada – Nós sorrimos cúmplices, tendo a certeza de que estávamos seguros, e finalmente poderíamos viver todo amor que merecíamos.


Notas Finais


Oi! Ai eu não aguento tanta lindeza, pontuada por tanto tesão reprimido desses dois hehehe
A vai ser só assim daqui pra frente, já avisei, to avisando de novo! Só alegria agora, e vai ser lindo porque esses dois merecem! Mas eles são bem conscientes, e tão tratando de cuidar do emocional também! Isso é importante. Eles passaram por muitas situações traumáticas, e sabem que precisam conversar sobre isso, desabafar os sentimentos confusos que sentiram durante os meses separados. Lembrem-se, cuidem sempre do emocional! Não negligenciem nunca seus próprios sentimentos!

E Zabini chegou chegando hein, e já arrumou um Weasley pra chamar de seu!! Como a Pansy mesmo disse, o sexo deve ser lindo 😈! Hehehe

Até amanhã, com mais delicinhas!🧚🏻‍♀️


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