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História Fire On Fire - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oi fanfiqueiros

Demorei eu sei, desculpa por isso.

O capítulo está pequeno mais não perde a importância, prestem atenção nele!

Capítulo 3 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Fire On Fire - Capítulo 3 - Capítulo 2

Aviso: este capítulo contém, palavras impróprias, e violência. 

☁️

°*19 anos atrás*°

°*Hospital, às 06:03.*°

Park Saeron se remexia na maca hospitalar, e gemia pelas fortes contrações em sua barriga.

Jimin iria nascer em breve, e ela devia estar feliz com isso, mais estava preocupada e estressada com dores fortes. Quem diria que ter um filho iria doer tanto?

Saeron sempre fora uma mulher intuitiva, depositava uma grande confiança na sua intuição e dificilmente estava enganada.

E por ser tão intuitiva, ela sentia que algo estava errado, algo daria errado.

Não sabia se Jimin havia escolhido uma boa ou péssima hora para nascer. Sentia medo pelo seu filho, mais não conseguia raciocinar com essas fortes dores lhe tirando o juízo.

Só conseguia pensar que seu amado marido, Mingyu, estava no Japão, e que demoraria algumas horas para chegar, e sem ele ali, naquele momento importante e arriscado, Saeron estava sozinha com Jimin.

Jimin devia vir ao mundo somente no próximo mês, o seu médico e a equipe que ela escolheu a dedo, não estavam disponíveis. Agora ela se encontra em um hospital qualquer, com médicos e enfermeiros desconhecidos, o que é um grande perigo quando se está sobre ameaça.

Só tinha Mina de confiança ali, e Saeron já pensava em confiar a vida do pequeno Jimin a ela, porque sedada, ela não iria conseguir fazer absolutamente nada.

Saeron deu um forte grito doloroso por seus lábios, sentindo a garganta vibrar, enquanto era passada para a cama hospitalar, onde ficaria até a hora do parto. Ela não entendia como Jimin viria tão rápido, e por isso estava desconfiada de tudo e todos.

Saeron passou por todos os procedimentos, desde a checagem dos batimentos cardíacos até o teste do toque, e sentiu seu corpo gelar com a expressão que tomou conta da enfermeira obstetra.

- A quanto tempo você está em trabalho de parto? – a enfermeira questionou com um tom curioso.

- A 30 minutos. – Mina tomou a liberdade de responder, transparecendo a sua preocupação e nervosismo pela voz.

E quando Saeron e Mina viram o casal de enfermeiros tomarem feições assustadas seguidas de olhares preocupados, souberam que algo estava errado.

Muito errado.

- Eu vou constatar o médico. Enquanto isso, o Lee vai aplicar uma anestesia, se você estiver de acordo, e fará algumas perguntas.

- Tudo bem, HÁ! – Saeron jogou a cabeça pra trás com força, e espremeu as mãos se permitindo grunhir de dor.

Aos poucos, sentiu a anestesia fazer efeito no seu corpo, e suspirou em alívio. Respondeu uma série de perguntas do enfermeiro Lee, porque a sua ficha médica ainda não havia chego.

Depois que o enfermeiro fora embora, Saeron se permitiu respirar e organizar seus pensamentos, o que foi esquecido quando ela fitou a expressão carregada de Mina.

Mina era enfermeira obstetra, e sabia tudo sobre partos e bebês. Construiu uma bela amizade com Saeron desde quando foi contratada a auxiliar a gestante, e pelos poucos meses que se conheciam, e a sua clara preocupação dominando seu rosto, Saeron se sentiu aflita. Se sentiria desesperada se não estivesse praticamente dopada.

- Me diga, Mina. Por favor, me diga o que está acontecendo de errado com o meu Jimin. – Suplicou, transbordando lágrimas de preocupação e medo.

- Saeron, só o médico poderá dizer se está tudo bem, mas pelo modo que as coisas estão acontecendo, alguma coisa está errada.

- Eu sei. Mais não consigo pensar em nada. Jogue os fatos Mina, fale o que você acha, por favor. – Saeron pedia como uma mãe desesperada por causa do filho.

- Era pra ele nascer apenas mês que vêm, a sua gravidez estava indo muito bem. Mais você irá parir daqui a algumas horas, e Jimin possa ser prematuro.

- Mas... – disse Saeron em tom de continuidade.

- Mas pelas suas fortes dores, a sua dilatação, e onde Jimin está... – Mina cessou suas falas, como se tivesse medo do que falaria. - ... Só posso pensar em duas coisas: ou alguma coisa aconteceu com Jimin, ou alguém drogou você para adiantar o seu parto. E como Jimin estava muito bem a uma semana atrás, acho que alguém armou para que Jimin nasça hoje.

Depois de ter os fatos jogados na sua cara, Saeron deixou sua mente explodir em hipóteses, suspeitas e incertezas, e com a chegada do médico a notificando de que o seu trabalho de parto estava, de fato, sendo rápido de mais, Saeron obteve a certeza de que alguém estava de olho nela, e em seu bebê.

Para seu alívio Jimin estava bem, mais para seu desespero, viu uma mulher de pele pálida e cabelos castanhos que chegavam em seus ombros, a olhando da porta do quarto que estava aberta, e viu a mulher sumir dali assim que percebeu o olhar de Saeron em si.

Na situação em que se encontrava, Saeron desconfiava até da própria sombra, e aquela mulher não lhe era estranha, já havia visto aqueles olhos castanhos, mais sua mente estava lenta e conturbada.

No momento em que Mina se retirou do quarto, um lapso de memória atravessou a mente de Saeron fazendo seus olhos se alargarem em espanto, e seguidos de medo quando lembrou da mulher que a olhava da porta. Já tinha visto aquela mulher, um dia atrás, quando Mina precisou sair para cuidar de seu filho que teve um contra tempo na escola, e Saeron teve que receber a desing de interiores sozinha.

E essa era a mulher, era a desing de interiores, estava tão grogue que a lembrança só lhe veio agora. A mulher a visitou, lhe instruiu na decoração do quarto de Jimin, lhe mostrando estilos de quartos e móveis.

O que essa mulher fazia aqui? Poderia ser uma grande coincidência, mais seu instinto dizia que não, porque aqueles olhos que um dia atrás estavam tão alegres, hoje estavam sombrios e tenebrosos.

O que aquela mulher teria feito? Ou, o que aquela mulher estava fazendo?

Saeron não sabia, mais tinha certeza que estava nas mãos da pessoa que armou para seu filho vir ao mundo hoje, e temia. A, como temia pela vida de seu precioso Jimin, que ainda nem conhecerá o rosto, mais que já estava ameaçado.

Quis chorar, por apenas cogitar a possibilidade de não poder criar o seu filho, de não poder velo crescer, de não ser a mãe que tanto desejou ser, de Jimin não saber o quanto ela o amava e queria lhe auxiliar em cada passo, e aconselha-lo em cada atitude, queria ver se ele iria herdar a sua personalidade brincalhona e provocadora.

Amava tanto o seu filho e queria tanto que ele pudesse conhecê-la, e ama-la de volta.

Mais temia que esse futuro ficasse apenas na sua cabeça, e não se tornasse realidade.

°*Dias atuais*°

°*Park Jimin*°

°*Em algum lugar, nas ruas de Seul*°

Calma Jimin.

Calma, está tudo bem.

Vai ficar tudo bem.

Eram as frases que eu tentava manter na minha cabeça para não deixar a ansiedade dominar o meu corpo, e o pouco do juízo que me sobrou.

Mais elas pareciam tão inúteis ao som das balas com destinos traçados, a discussão que se seguia no carro, o grito estressado de Tatsuo por estar fracassando em matar os meus homens, e a sensação molhada em minha bochecha pelas lágrimas que insistiam em cair e marcar a máscara preta que envolvia a minha cabeça, me impossibilitando de ver.

Só posso ouvir e sentir.

E falar também... Falar...

- Acho que você está tendo dificuldades, Tatsuo. – digo em tom de deboche para o homem que comanda o meu sequestro. – Que tipo de mafioso é você que não sabe nem organizar um sequestro?

- Cala a sua boca! – disse Tatsuo, no seu tom nervoso. – Porra Hiroshi, mira nessa porra direito. – mandou para um dos caras que ocupam um dos assentos em um dos meus lados.

- Eu tô tentando! – Hiroshi respondeu, nervoso.

- Que mequetrefes. – digo, instigando o clima hostil que nos envolve.

- Cala a boca! – todos os mafiosos que estão no carro, falam em uníssono.

Dou um sorriso sem vida, mesmo que eles não possam ver. Pelo menos o pano preto que envolve a minha cabeça impede que eles vejam as minhas lágrimas incessantes.

Calma Jimin.

Tenha calma.

Não pense nisso agora.

É como gatilho pensar na situação em que me encontro agora, e no que pode acontecer comigo, e eu agradeço pelo som das balas abafarem o meu choro sofrido.

Calma Jimin, respira e continua.

Seguindo a minha própria instrução, eu inspiro com força para depois soltar o ar em uma lufada prolongada, e cessar o meu choro.

E com o meu tom de voz recuperado, digo:

- Sabe, que tipo de cara não faz uma estratégia de fuga para um sequestro?

- Eu juro por Deus que se você não calar a sua boca eu vou estourar a sua cara todinha! – Tatsuo grita.

- Tá bom. – minto.

Ele está visivelmente nervoso, não era pra menos, estão em um território inimigo, e meu pai deve ter colocado todos os homens da máfia atrás de mim.

- Mais sério, você poderia pelo menos ter colocado alguns homens em pontos estratégicos. – Provoco.

Sinto algo duro chocar-se na minha perna, e concluo ser o cabo de alguma metralhadora, antes de grunhir pela dor.

- Ele tem razão. – Um cara sentado no banco a minha direita diz, e deve ter apanhado também pelo sons que se sucedeu depois, e os seus resmungos.

Não posso ver, mais posso sentir como o carro está em alta velocidade, dando a sensação de que estamos voando. As curvas bruscas jogam o meu corpo para os lados, e os sons dos tiros estão ficando distantes e menos frequentes.

Isso não é bom.

Pelo menos para mim, já que os meus sequestradores soltam frases de alívio.

Sinto o carro frear bruscamente, e o meu corpo é jogado para frente de impacto com as cadeiras da frente contra os meus ombros, o que causa uma leve dor em meus ossos, logo um par de mãos me põe sentado de novo.

- Puta que pariu! – A voz do homem à minha direita diz.

- Acelera porra! Vai pelo beco! – É Tatsuo quem profere, acho que foram encurralados

Não consigo respirar em alívio, ou pensar em algo, não tenho certeza de nada então não posso afirmar nada, minha mente está uma bagunça que nem eu posso organizar.

Calma Jimin.

Calma.

O som de explosões é ouvido, o carro parece está passando por um caminho complicado, e os tiros mais uma vez se tornam incessantes.

Com mais uma curva brusca em que meu corpo deslizar pelo banco, não perco a oportunidade de lhes tirar a concentração.

- Olha, acho que vocês tem que me entregar vivo para o chefe de vocês, não é não?

- Se ajei- AA- A voz que eu identifico ser de Hiroshi, grita ao meu lado.

Acho que ele levou um tiro, pois o escuto desesperado ao meu lado, com reclamações pela dor.

Pelo visto, consegui distrair um.

Sinto um golpe forte na maçã de meu rosto, que logo começa arder pela dor e deixa a minha respiração desregulada.

- Cala a sua boca e não tira a nossa concentração! – Hiroshi profere estressado, logo reclamando de dor pelo tiro que lhe custou dor por me agredir.

E mesmo com o corpo doendo, e a respiração falha, eu digo:

- Não tenho culpa se vocês prestam atenção no que eu digo.

- Ora seu-

- Conseguimos! – A voz que eu julgo ser do motorista diz, entusiasmada.

Conseguiram?

Isso significa que...

As comemorações dos homens ao me redor pouco me importam, e agora o som do motor do carro me deixa angustiado, e a falta dos tiros, das explosões, dos gritos de meu homens tentando o meu resgate, gela o meu corpo como um balde água fria, me abala.

Como eles conseguiram despista-los?

Será que desistiram de mim?

Não!

Eles nunca fariam isso.

O bolo na minha garganta é a única coisa que eu tento segurar, porque os meus pensamentos sem freios me machucam com as piores hipóteses.

Eu não faço ideia do que está acontecendo, não faço ideia do que houve para eles me perderem assim, sem mais, nem menos.

Estou perdido.

Estou presos nas mãos de quem eu tanto temi durante a minha vida.

O meu pior pesadelo, se realizou.

Que triste, não?

°*Algum lugar, na zona periférica de Seul*°

Como um animal abatido, deixo que puxem o meu corpo para fora do carro, e ainda com a visão presa na negritude do pano, dou meus passos sem rumo e tristes.

Não a nada que eu possa fazer, nada.

Escuto o som diferente que ecoam de meus passos, e concluo que entramos em algum lugar. Sou direcionado a escadas e sem relutância, passo a subi-las.

Depois de alguns lances de escadas minha mente já está girando e meu corpo clama por uma pausa, o que logo é concebida quando chegamos no piso desejado.

Com certeza estamos em algum apartamento.

Quando paramos, escuto o som de chaves e a movimentação dos homens ao meu redor, logo sou puxado para dentro do apartamento que com poucos passos, me vejo parado mais uma vez, esperando que alguém destranque uma porta. Logo escuto o ranger da porta quando ela é aberta, e o meu corpo sendo empurrado para frente e a máscara sendo arrancada.

A claridade invade os meu olhos que são fechados em resposta, tento me familiarizar com a luz enquanto sinto alguém retirar as algemas de meus pulsos.

Com a visão normal, vejo Tatsuo parado em minha frente com um sorriso presunçoso.

- Espero que goste do seu novo lar. – É o que diz, antes de desviar de mim, que estou em frente a porta do quarto, e sair logo trancando a porta, me aprisionando ali.

Respira Jimin, calma.

Inspirando e expirando fundo, olho ao redor analisando o quarto minúsculo que me jogaram.

As paredes tinham a cor azul claro desbotado, com mofos nos cantos do quarto, a tinta se descascando em algumas paredes. A minha frente, havia uma cama em estado precário encostada a parede que continha uma janela lacrada em cima da cama velha.

O quarto fedia a mofo e estava frio. Havia uma porta a minha direita, e logo saí da entrada do quarto em direção a porta de madeira, também em estado precário.

Quando a abri tive a impressão de que está iria cair, e mesmo com receio tiro a atenção da porta e vejo que está guarda um banheiro de paredes verdes e imundo.

Que nojo!

Eu não vou usar essa porcaria.

Sinto o enjoo me abater só de olhar o estado daquele vaso sanitário, que pouco se ver a cor branca de tão sujo que está. Saio rapidamente do banheiro batendo a porta velha e me arrependendo depois com medo dela se despedaçar ali mesmo.

Paro no centro do quarto e me dirijo ao pé da cama, logo me sentando na mesma e apoiando as minhas costas na parede, trazendo minhas pernas para o meu tronco, abraço meus joelhos por ser a única coisa que posso abraçar, e deixo que a minha cabeça repouse em cima de meus braços.

Quem diria papai, que o Yakuza ia mesmo me pegar, em?

Tendo o pensamento como gatilho, logo as lágrimas se fazem presente e o meu choro sofrido tomar o seu lugar.

Estou preso.

Nas mãos do inimigo.

O que posso fazer agora?

Será que alguém irá vim me resgatar?

Ou, eu estarei mais uma vez sozinho? Como sempre me senti.

A mamãe, como eu queria que a senhora pudesse me ajudar.

°*Contínua no próximo capítulo...*°

☁️

Usem a hashtag da fic no Twitter: #FogonoparquinhoFOF☁️



Notas Finais


Me digam como vocês estão depois desse capítulo, o que vocês acham que vai acontecer? Como e onde os Jikook vão se encontrar?

Eu sei que vocês estão ansiosos pelo encontro dos Jikook, eu também estou. Não falta muito pra esse encontro acontecer :-)

Sobre o próximo capítulo, ele vai estar mais complexo e agitado, e como eu já estou de férias terei tempo o suficiente para escrever, e trarei para vocês no próximo domingo (05/07).

É isso, até a próxima atualização!


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