História Fireworks; - Sycaro - Capítulo 7


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Notas do Autor


São 3h da manhã, mas vou postar essa hr mesmo 🤪

Boa leitura

[ esse minino é o saiko ok ]

Capítulo 7 - - Seven;


Fanfic / Fanfiction Fireworks; - Sycaro - Capítulo 7 - - Seven;

Ycaro — O que?

Saiko — É, por que não fugimos juntos? A gente odeia a porra desse lugar, podíamos recomeçar uma vida.. Juntos — Levantou-se, animado, encarando o loiro, sorrindo em seguida

Ycaro — Está falando sério? — Perguntou, surpreso

Saiko — Sim. Quer dizer, eu meio que já estava planejando fugir daqui, mas não seria um problema se você viesse junto — Desviou o olhar, envegonhado

Ycaro — Mas pra onde nós iríamos? Quero dizer-

Saiko — Bom, eu estava pensando em pegar o trem e ir pra uma cidade próxima, e ficar lá até ter dinheiro pra conseguir viajar pra outro lugar... Nós poderíamos tentar!

Ycaro — Temos amigos aqui, eu não quero perdê-los, Rodrigo, eu.. Eu não sei. — Suspirou, também tentando ter equilíbrio para ficar em pé, já que ainda estava de patins, indo pra mais perto do amigo

Saiko — Eu comprei um celular novo, e ainda não usei ele, eu daria esse novo número pra eles e ainda manteríamos contato. Eu sei que não parece uma boa ideia fugir, mas também não é uma boa ideia ficar, nossos pais vão foder com tudo se continuarmos aqui. E eu nem quero pensar em você perto daquele filho da puta que sua mãe chama de namorado... Por favor, fuja comigo — Pediu, em um tom manhoso, segurando a mão de Ycaro, distribuindo um beijo rápido ali, deixando loiro envergonhado

Ycaro — C-como eu sei que você não iria me abandonar no meio do caminho? — Perguntou, sentindo suas bochechas vermelhas, pelo ato de Ximenes

Saiko — Acha mesmo que eu te abandonaria? Pensei que confiasse em mim — Desviou o olhar — Olha, não vou te forçar a ir, se não quiser ir, pode ficar, mas se ficar, ao menos, tome cuidado. Depois que o festival acabar, eu vou ir pra estação de trem, e vou embora, e se mudar de ideia, pode vir comigo. Apenas pense sobre isso, ok?

Ycaro — Certo... — Murmurou, baixo

Saiko — Ah, mudando de assunto, quero te mostrar uma coisa! — Sorriu — Espera, vou buscar minha bicicleta — Disse, correndo indo pegar o ‘veículo’, que estava perto da porta de sua casa

O loiro o observou atentamente, trazendo a bicicleta pra perto de si, o deixando confuso. O mais alto, logo subiu na bicicleta, pedindo pro mesmo subir na garupa, e apesar de confuso, apenas obedeceu ao pedido do mais velho.

Assim que Rodrigo começou o trajeto pra só Deus sabe onde, uma brisa gostosa começou a atingir seu rosto, lhe dando uma sensação boa, que pra si, era uma falsa sensação de paz.

Ycaro — Pra onde estamos indo? — Perguntou, curioso

Saiko — É segredo

Ycaro — Segredo? — Arqueoou a sobrancelha, confuso — Um segredo, claro — Sorriu, rindo em seguida do próprio pensamento que acabara de ter

Saiko — Vou fazer a curva, se segura — Alertou o outro

Antes de virar, sentiu um braço de Ycaro rodeando sua cintura, segurando sua camisa, sentiu-se levemente envergonhado — por algum motivo — mas preferiu ignorar a vergonha e fez a curva da melhor maneira que pôde. Assim que percebeu que estavam mais próximo, passando a pedalar mais rápido, freiando de maneira um pouco bruta assim que chegaram, fazendo Ycaro bater em si

Ycaro — Puta que pariu, Saiko

Saiko — Desculpa, foi sem querer — Riu baixo

Por um momento esqueceu que o outro estava de patins, e saiu da bicicleta, já que achou que o mais baixo conseguiria ter o apoio para descer da garupa. E como isso não foi possível, Gabryel se desequilibrou, mas Ximenes o segurou antes que fosse ao chão. E assim seus olhos se encontraram, e Barbosa lembrou-se da primeira vez que o viu, relembrando que havia o achado bonito desde aquele momento

Ycaro — Talvez devesse parar de ficar só me olhando e devia me beijar de uma vez — Sorriu, tirando Saiko de seus pensamentos

Saiko — E eu posso? — Sorriu de volta

Ycaro — Sempre que quiser, querido — Respondeu, praticamente se jogando no moreno, colocando seus braços em volta do pescoço do mesmo, selando seus lábios em seguida

Por um momento Rodrigo ficou sem reação, mas logo retribuiu o beijo, colocando suas mãos ao redor da cintura do loiro, trazendo o mesmo pra mais perto. Ximenes pediu passagem com a língua e Ycaro sem demora, cedeu.

Saiko já havia imaginado como seria beijar o loiro, mas na vida real parecia melhor ainda. Era viciante, de certo modo.

Se separaram pela falta de ar, e se encararam por alguns breves segundos, ofegantes e com as bochechas vermelhas pela pouca vergonha. Gabryel logo sorriu abobado, lhe abraçando em seguida, escondendo seu rosto no peito do mais alto. E seu abraço logo foi retribuído

Saiko — Eu realmente gosto de te ver todo envergonhado, mas também gosto bastante quando você toma atitude — Murmurou, sorridente

Ycaro — Eu tava com medo de ter te beijado e você não sentir a mesma coisa..

Saiko — Eu não retribui antes por causa do André.. — Respondeu baixinho — Eu ainda quero te mostrar uma coisa, vem, tira esses patins — Disse, desfazendo o abraço

Gabryel retirou seus patins e pegou seus tênis — que antes havia botado dentro da sua mochila mesmo, e os calçou em seguida.

Saiko — Pode deixar teus patins e tua mochila aí mesmo, quase ninguém vem aqui, então não vão roubar não

Ycaro — Que Deus te ouça — Encarou o garoto, levantando-se e deixando suas coisas perto da bicicleta de Barbosa — Então, o que queria me mostrar?

Rodrigo não disse nada, só se aproximou mais de Carlos e lhe pegou no colo — estilo noiva —, dando-lhe um pequeno susto. Seus braços rodearam de maneira rápida o pescoço do garoto, tentando ter um apoio — digamos assim.

Ycaro — Pelo amor de Deus, é a segunda vez que tu faz isso, tu vai me tacar aonde agora? — Perguntou, ouvindo o outro rir enquanto os direcionava pra um tipo de campo

Saiko — Tu vai gostar. Prometo. — Sorriu, encarando o loiro

Andaram mais um pouquinho — e Rodrigo ainda estava com o loiro no colo. E finalmente haviam chegado em um vasto campo cheio de flores coloridas, uma bela paisagem, na realidade.

Assim que olhou para o mais baixo, conseguiu ver um brilho em seus olhos, que o deixou com um sorriso no rosto. Colocou o mesmo no chão novamente, vendo que o mesmo ainda parecia admirado pelo campo

Saiko — Quando eu encontrei esse lugar, me lembrei que tu tinha me dito sobre amar muito flores, e que um dia gostaria muito de visitar um campo cheio de flores coloridas e bonitas — Sorriu ainda mais

Ycaro — Isso é tão lindo que nem parece real — Disse com animação na voz, se virando para encarar Barbosa — Eu realmente fico surpreso por você se lembrar dessas coisas que eu te falo — Sorriu

Saiko — Eu tenho uma memória boa — Riu

Ycaro — Aliás, como achou esse lugar? — Tombou a cabeça pro lado um pouco, sempre adorável na visão de Saiko

Saiko — Vim aqui quando era criança, e depois de um tempo, reecontrei o caminho pra cá de novo, e esperei a gente se encontrar pra eu poder te mostrar, só que eu sempre acabava esquecendo — Deu de ombros — Vem — Disse puxando o outro pra ‘dentro’ do campo

Ycaro soltou uma risada — adorável —, estava claramente animado com aquilo, por mais simples que fosse, pra si era algo realmente incrível.

Um vento um tanto que forte apareceu, fazendo seu cabelo voar e ficar bagunçado, mas aquilo era sua última preocupação no momento. Ainda estava segurando a mão do outro, mas a soltou, se abaixando e indo sentir o cheiro das flores que se encontravam ali, e Rodrigo ainda olhava pro mesmo, digamos que.. Admirando sua beleza.

Saiko — Bom, já que não vou estar aqui quando o baile de fim de ano acontecer.. — Disse, estendendo uma mão para o loiro, fazendo este lhe encarar — Quer dançar comigo?

Ycaro — Dançar..? Mas eu não sei dançar.. Digo, nunca fui pra esses bailes de fim de ano, nem mesmo quando eu namorava — Comentou envergonhado, desviando o olhar do mais alto

Saiko — Não tem problema, eu também não sei dançar direito, mas o que importa é a intenção, né? — Sorriu, fazendo Carlos retribuir o sorriso

Em seguida, segurou na mão do ‘amigo’ e levantou-se, encarando-o, ainda com um sorriso no rosto

Ycaro — Nesse caso, eu adoraria dançar com você.

Ximenes abriu um enorme sorriso de felicidade. E o trouxe mais pra perto de si, coisa que deixou o outro um pouco envergonhado, mas não estava reclamando de nada.

Começaram a dançar do jeito mais desajeitado possível, e tudo que podia se ouvir era risadas dos dois, e as vezes um ‘ai’ — pelo fato de um as vezes acabar pisando no pé do outro —. Uma situação idiota, mas que ficaria guardado como uma lembrança importante.

Saiko ergueu seus braços, com a intenção de fazer o loiro dar um giro, mas não deu tão certo já que o mesmo tropeçou em seus próprios pés e acabou caindo, e puxou Barbosa pro chão também.

Soltaram risadas altas novamente.

Gabryel deitou-se na grama, passando a encarar o céu que agora possuía belíssimas estrelas. Rodrigo fez o mesmo e deitou-se bem próximo do loiro. Uns minutos de silêncio se estabeleceram ali, mas o clima ainda estava agradável, uma das coisas que Ycaro gostava era como a companhia do ‘amigo’ era agradável, mesmo quando os dois não tinham mais nada para falar.

Saiko — Quando eu voltar pra cá um dia, eu quero muito vir aqui de novo contigo — Comentou, e Carlos passou a encará-lo

Ycaro — Está mesmo decidido que quer ir? — Perguntou, com um tom triste, que não passou despercebido por Ximenes

Saiko — Olha, eu não vejo mais esperança aqui. — Suspirou — Eu até estava querendo ficar por causa da minha mãe, mas nem ela mais está do meu lado. Ela tem me batido e me tratado de um jeito tão ruim quanto meu pai... Eu realmente não quero ficar num lugar onde eu não me sinta amado, na real, tudo era ruim antes mesmo de eu me assumir. Mesmo que antes eu fosse o “orgulho do papai”— Disse, fazendo aspas com os dedos, virando seu corpo para o lado, encarando totalmente o mais baixo

Ycaro — Entendo.. — Suspirou, também virando seu corpo para o lado, ficando cara a cara com Saiko — Eu só não entendo por que sua família te odeia só por causa da sua sexualidade. Você teve o amor deles e agora eles só te dão.. Ódio..

Saiko — É. O pior é que não posso fazer nada. Mas e você? Você também teve uma infância ruim ou algo assim?

Ycaro — Sim, de certo modo. Eu nunca sequer ouvi da minha mãe coisas como ‘eu te amo’, ou ‘eu tenho orgulho de você’...

Saiko — Uou, sério?! — Exclamou, surpreso — Sua mãe te trata mal ou..?

Ycaro — Ah, na verdade não. Ela sempre me tratou.. Normal, digamos assim. Mas teve uma época em que ela foi dispensada por um namorado com quem ela teve um relacionamento de uns dois anos, e ela passou a beber demais todos os dias, e começou a.. Falar coisas que na magoaram.

Saiko — Quer falar sobre? — Perguntou, preocupado

Ycaro — Não, não — Sorriu fraco — Isso é coisa do passado, não gosto de lembrar disso de qualquer maneira.. Enfim... Você podia me prometer uma coisa?

Saiko — O que?

Ycaro — Se você for embora, e eu não for com você, promete que vai voltar?

Saiko — Prometo. Prometo que vou voltar só pra te ver — Sorriu — Aliás, pode me prometer algo também? Quer dizer, isso pode ser meio impossível mas.. Por favor, promete que não vai se apaixonar por mais ninguém se você ficar aqui?

Ycaro — Claro que prometo — Riu — Eu prometo que eu vou esperar por você até o fim.


Notas Finais


Até a próxima 💕

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