História First - Capítulo 1


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Anos 80, Bnior, Bnyoung, Crossdresser, First Time, Got7, Jaebeom, Jinbeom, Jinyoung, Jj Project, Jjp, Jjproject, Kpopperatrevida, Pwp
Visualizações 121
Palavras 5.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaaaa queridxs
Como vão?!?
Vim aqui dar início a outra arte
Espero que gostem

Alguns avisos:

• A fic tem 7 capítulos (não se iludam, é 7 mesmo, já tá tudo esquematizado 😆);

• Se passa nos anos oitenta;

• Tem crossdresser. Sempre quis escrever uma fic assim, então aqui está minha oportunidade perfeita. A fic não é voltada para isso, só alguns capítulos irá aparecer;

• Sexo e putaria como sempre

Hihihi


Buenas leitura!!!

Capítulo 1 - CAP 1 - Warm


Fanfic / Fanfiction First - Capítulo 1 - CAP 1 - Warm

Os últimos dias do inverno davam o seu adeus, mas deixando bem marcado sua estadia com seu frio não tão bem aceito aos moradores da pequena cidade de Busan, que pediam aos céus pela chegada da primavera.

Os fazendeiros se viravam como podiam para manter o gado aquecido e o solo protegido das geadas nenhum pouco gentis que os assolavam. 

Havia dois jovens na pequena cidade que cresceram juntos, tornando-se inseparáveis. A amizade que ambos tinham era algo bem visto pelos pais, que aprovavam a boa convivência, já que as duas famílias eram produtoras, e quando ambos conquistassem suas próprias famílias e tivessem seus filhos, os nomes Park e Im seriam bem conhecidos por todos, pela amizade, os negócios bem sucedidos e lealdade.

Os moradores estavam festejando o fim do inverno, assim como, a chegada do próximo ano, mesmo que este fosse demorar mais alguns meses. Todavia, todos estavam ansiosos. O ano seguinte, seria o ano dedicado a votações eleitorais e sempre que isso acontecia, deixava todos muito eufóricos e cheios de expectativas para se candidatarem e, claro, votarem.

Contudo, para duas pessoas aquilo não era algo tão importante. Viver a década de oitenta em um lugar tão pequeno parecia sufocar ambos os jovens que mais queriam fugir daquele lugar, do que permanecerem nele.

Jinyoung era o mais novo, uma diferença pequena de meses, mas que lhe custava mais respeito ao Im, que sempre que podia, caçoava de si e exigia que fosse chamado de hyung sempre, algo que às vezes irritava Jinyoung, mas também, nunca se pôs contra a ordem do outro. Até gostava de chamá-lo daquela forma. Gostava mais do que podia sustentar.

— Hyung… você não foi na aula de novo! — Falou em tom irritado. 

Mesmo que soubesse que o Im não ligava nenhum pouco para os estudos, não deixava de se preocupar com o futuro do melhor amigo.

— Yah, Jinyoungie… eu tive que ajudar meu pai na fazenda. 

— Seu pai tem que entender que você precisa terminar os estudos. Você está no último ano! 

— Você sabe que ele nem liga pra isso. — Disse calmo, virando de lado e fitando o acastanhado.

— Mas eu ligo. Trouxe a matéria para você. Vê se copia direito. 

Jaebeom sorriu. Gostava do fato do outro sempre se importar consigo e estar ali sempre disposto a lhe ajudar, mesmo que às vezes, aquela insistência do amigo em relação aos estudos lhe irritasse de certo modo, afinal, também não ligava muito para a escola, sendo que seu destino já estava traçado. Seria um fazendeiro como o pai, seguindo a tradição da família Im. Cuidaria da plantação de arroz e do gado, como foi ensinado a fazer. Logo depois, iria se casar com alguma moça que seu pai arrumaria para si e, então, daria a ele os netos que tanto queriam. Sua mãe ficaria feliz, assim como, todos da família. Não via motivos para continuar indo todos os dias à escola, estudar coisas que não iria usar em nada em sua vida. E nem ao menos entendia o porquê Jinyoung se dedicava tanto também, afinal, ele também teria que assumir a fazenda de hortaliças dos pais dele, seguindo os caminhos já estabelecidos.

— Você vai no meu aniversário, não é? — Ouviu o tom mais baixo, levando o olhar um pouco mais acima e notando o outro olhando fixo para o céu.

Estavam na caminhonete que Jaebeom era acostumado a levar o feno para os estábulos. Sempre que podia, pegava Jinyoung na casa dele e saíam estrada a fora para ficarem em silêncio e longe daquilo que nenhum dos dois gostavam.

As obrigações.

— Claro que eu vou! Não perco por nada a torta maravilhosa da senhora Park! 

— Você é um interesseiro! — Estapeou-o levemente, fazendo Jaebeom rir.

— Só estou falando a verdade, Jinyoungie. — Disse sorrateiro, levantando o tronco e ficando por cima do amigo. — Me diz o que você quer de presente.

— Eu não quero nada. Só quero que você vá na festa e depois, como toda tradição do aniversário de Park Jinyoung, leve o seu pijama mais brega para a gente passar a noite jogando alguma coisa. Provável que eu ganhe jogos novos. — O sorriso era estampado no rosto e fazia o Im sorrir junto.

— Meu pijama é muito sedutor, entendeu?! 

— Ah, sim. Você deveria colocar fora aquela camisa de patinhos!

— Yah! Você não fale da minha camisa de patinhos! 

— Jaebeom! — Gritou, logo caindo na gargalhada com as cócegas que ganhou pelo corpo.

O moreno ria de si e ficou sobre seu corpo durante alguns instantes, até que lhe deu sossego, tirando as mãos de si. Estavam próximos o bastante para sentirem as respirações um do outro colidirem em suas peles. Jinyoung sentia-se tentado ao outro, se ajeitando melhor para poder o fitar como bem quisesse.

— A-acho melhor a gente ir. Já está tarde. — Jaebeom fora rápido ao sair de cima do Park, fazendo ele se sentir um tanto deslocado com a situação.

Jaebeom lhe ajudou a descer da caçamba da caminhonete e, logo ambos já se encontravam dentro dela e seguiam de volta para suas casas. O silêncio perpetuou pelo caminho, mas em ambos não era algo desconfortável. A música tocava baixinho no rádio. Uma melodia que Jinyoung acompanhava com seu tom sussurrado e que fazia Jaebeom ficar inquieto.

De fato, havia alguns meses que vinham se mostrando diferentes um com o outro, mas nada que alterasse na amizade que tinham. Ambos sentiam sempre a necessidade de estarem um com o outro; de se tocarem mais. Algo simples, mas que relaxava ambos. Os abraços duravam mais, assim como, as conversas que ultrapassavam a madrugada adentro.

— Vê se amanhã vai na aula! — Jinyoung fechou a porta da caminhonete, se escorando na mesma.

— Pode deixar, senhor Park. Eu irei ao abate. — Sorriu irônico, fazendo o acastanhado revirar os olhos, mas sem perder o sorriso contente nos lábios.

— Ótimo, então me pega amanhã? Não quero ir naquele ônibus. — Os olhinhos brilhavam em súplica, e Jaebeom não poderia negar nada diante deles.

— Depois o interesseiro sou eu, né?! 

— Uma troca justa, certo? — Deu uma piscadela, logo se despedindo do outro.

Jaebeom ainda ficou ali, por alguns instantes, mordendo o lábio conforme via Jinyoung caminhar até a porta. Céus, desde quando aquele garoto tinha adquirido um corpo tão… tão perfeito? 

A forma como ele andava e fazia a bunda mexer de um lado para o outro mexia com os hormônios do Im, que pedia aos céus por misericórdia por ficar encarando o acastanhado tempo demais. Não deveria agir de tal modo, tampouco, ficar quente com aquela visão. Jinyoung era seu melhor amigo, deveria o olhar como tal.

Apertou o volante, dando ré e indo para sua casa. Detestava aquela parte do seu dia. Chegar naquele lugar era uma tortura para si. Na realidade, aquela cidade ao todo era uma tortura. Todas as pessoas dali, cresciam, viviam e morriam… mofavam naquele lugar. E as que saíam, eram vistas como malucas, mas Jaebeom sempre as achou corajosas e com uma visão de mundo diferente da de todos aqueles moradores.

As melhores partes do seu dia, era quando estava com Jinyoung, até mesmo quando estava na escola, pois assim não precisava ficar ouvindo os quereres do seu pai e nem o ver se gabando aos outros produtores sobre como a fazendo e os negócios iam bem. Merda, ninguém precisava ficar sabendo daquilo. Era nitidamente bem estampado, já que seus pais amavam mostrar o que tinham e não tinham aos outros.

Naquela noite, tomou seu banho, logo depois foi jantar e teve que aturar seu pai falando sobre as plantações e sobre a compra de mais algumas terras. Também ouviu sua mãe falar do cabelo de alguma vizinha, assim como, a roupa dela e sua irmã, pedia mais algum vestido que Jaebeom já havia perdido as contas de quantos ela já tinha no seu guarda-roupas. Por fim, comeu rápido, louco para ir ao seu quarto e permanecer no silêncio daquele ambiente. Silêncio não era a palavra correta, já que o rádio estava ligado e dele, mais uma música das suas preferidas tocava.

Às vezes, Jaebeom queria ter coragem o suficiente para entrar naquela caminhonete, ligar o rádio na sua estação favorita e apenas acelerar. Ou talvez, subir na moto que usava para ajudar a mandar o gado para o pasto e sumir. Sumir enquanto a poeira de uma estrada qualquer era levantada e nunca mais poder olhar para trás.

Era bom a sensação de liberdade, Jaebeom sabia e sonhava com ela. Sonhava também, com o aperto ao redor do seu corpo, conforme acelerava a moto e a risada gostosa se fazia presente em seus ouvidos.

Se fugisse, com toda certeza, Jinyoung estaria consigo. Porque de fato, não existia Im Jaebeom sem Park Jinyoung.


[...]


As duas semanas que antecediam o aniversário do Park haviam  passado rápidas demais e Jinyoung agradecia aos céus, porque se tinha algo que gostava de fazer, isso era comemorar o seu aniversário.

Gostava de juntar seu grupinho de amigos e deixar todos unidos em um só lugar para, então, se divertirem, contarem piadas ruins e falarem sobre a vida. Seus pais eram outros que amavam a casa cheia e faziam as melhores comidas para aquela data.

Pela manhã, acordou cedo para ir à aula. Foi recebido com um belo café e presentes dos pais. Era o filho único e sempre foi muito mimado pelos dois. Agradeceu gentilmente, cheio de expectativas. Amava presentes e sempre ficava ansioso com eles, mesmo que não os pedisse.

Ganhou uma coleção de livros que havia pedido ao seu pai, da última vez que foi a capital levar as hortaliças. Não havia pensado que o mais velho se lembraria do seu pedido, até porque, aqueles livros não eram para as disciplinas escolares e sim, para seu hobby que era a leitura.

Estava mais que radiante. De fato, aniversário sempre foi uma data importante para si e nunca negou o quanto amava comemorar. Jinyoung amava festas, o barulho das risadas e conversas paralelas, o calor humano. Por ser filho único, sempre se sentiu muito sozinho. Sua mãe sempre quis outro filho, todavia, por questões de saúde não pode ter mais. Então sempre foi somente Jinyoung e seus pais sabiam o quanto ele se sentia sozinho. Decidiram que em todas as datas comemorativas que existisse, em nenhuma delas, passariam sozinhos. Agradeciam aos céus por Jinyoung ter pego gosto pela coisa e, assim, a solidão que preenchia o coração do pobre Park fora aos poucos sendo trocada por novas sensações.

A primavera deixava tudo mais harmonioso na visão de Jinyoung. Ele amava a estação de um jeito absurdo e quando todos os convidados foram embora, pode suspirar devidamente alegre e cheio de energia.

— Não sei como você consegue ficar tão eufórico com esse tanto de gente na sua casa. — Ouviu, assim que entrou no quarto com o Im e o mesmo se jogou sobre sua cama.

— Eu gosto quando todos que eu amo estão perto de mim comemorando algo. Deixe de ser rabugento! — Jogou uma camisa sua no outro.

— Só você mesmo pra fazer algo desse tipo. Só de pensar eu já canso.

— Você é muito preguiçoso. — Dizia enquanto se livrava da sua roupa, sem perceber que tinha o olhar atento de Jaebeom sobre si.

— Eu trabalho o dia todo, ‘tá legal? — Ficou sobre os cotovelos, admirando a bela curva que o aniversariante tinha na região das costas e o quão bela ela ficava ao se perder pela bunda. 

— ‘Tá legal, senhor trabalhador. — Falou por fim, debochando conforme colocava uma blusa grande para dormir. — Vai logo trocar de roupa para dormir. Vou pegar o seu colchão. — Virou-se, notando os olhos alheios sobre si.

— Você é muito mandão. 

— E você, desobediente. Vai logo.

Jaebeom segurou a vontade de responder ao outro, enquanto o via rir de si. Caminhou até onde havia deixado sua mochila e pegou seu pijama, o vestindo ali mesmo. Jinyoung arrumava o colchão que dormiria e não deixou de o olhar nenhum segundo naquele momento.

Se sentia em uma verdadeira guerra consigo mesmo. Não conseguia entender o porquê se sentia daquela forma diante dele. Eram dois homens e não deveria ter qualquer pensamento sem pudor com o Park. Faz dias, meses que aquele garoto atormentava seus sonhos. Não era certo o que vinha pensando em fazer com ele, e nem sabia de onde vinha tanta imaginação. Nem sequer havia beijado alguém para se sentir tão quente perto de alguém como se sentia com o amigo.

— Jaebeom! Acorda, Terra chamando! — O estalo em frente ao seu rosto lhe fez piscar os olhos rapidamente. — ‘Tá em que mundo, uh?

— Em nenhum mundo! — Jaebeom falou rápido, buscando não transparecer suas paranóias e divagações nem um pouco castas com o outro.

O Park deu ombros para o alívio do Im, logo ambos se juntaram em cima da cama, iniciando um jogo novo ao qual Jinyoung havia ganhado de presente. Permaneceram ali, entre risadas contidas e algumas reclamações do moreno, que choramingava por estar perdendo pela milésima vez para o amigo.

Jaebeom foi o primeiro a bocejar, já alegando seu sono e o quanto não aguentaria mais se continuasse. Jinyoung o conhecia bem o suficiente para saber a adoração que o melhor amigo tinha com o sono, então tratou logo de dizer sobre uma última partida e, assim, a fizeram. Deixou o outro ganhar e não controlou o sorriso faceiro nos lábios cheios ao notar a felicidade alheia. Gostava do sorriso do de Jaebeom mais do que podia suportar.

— O que você está fazendo? — Perguntou, vendo Jaebeom se aconchegar em sua cama, deitado e tapado até a cintura.

— Fazendo como nos velhos tempos em que dividíamos a cama ou você não lembra?

— Lembro, mas isso já faz muito tempo, nós dois crescemos ou você não percebeu isso?

— Yah, Jinyoungie! Só vou ficar um pouco aqui, nada demais. — Falou manhoso, fazendo Jinyoung revirar os olhos, mas ceder a manha do outro.

Deitou-se, arrumando a coberta em si estava entre o Im e a parede que continha seus desenhos, levemente apertado ou só eram coisas da sua cabeça. Jinyoung sentia-se estranho naquela situação. As costas do outro estavam coladas nas suas e de algum modo, aquilo deixava-lhe ansioso por algo. Jaebeom não estava diferente. Estava com os olhos fechados, mas não deixava de pensar nos segundos atrás, com Jinyoung tão próximo de si. Estava louco, só poderia. Não havia outra explicação para aquilo.

Quando sentiu Jinyoung se mexer, fechou os olhos mais fortemente, pedindo pelo sono logo, antes que fizesse algo que há tempos queria.

— Jaebeommie… — O apelido sussurrado bem baixinho lhe fez arrepiar dos pés a cabeça.

Demorou algum tempo para virar e ficar de frente ao outro, que mantinha o lábio preso entre os dentes.

— O que foi? — Soou no mesmo tom que ele.

— Você acha que o Yugyeom e a Wendy fazem um belo casal? — Jaebeom não entendia o porquê daquela pergunta, mas sabia que ela não era a real questão que Jinyoung queria.

Haviam ficado um pouco estranho um com o outro desde a hora em que viram o casal de amigos aos amassos perto da roda d’água.

— Acho que sim, né. Se não fazem, pelo menos estão bem animados. — Fez o outro rir consigo, e um silêncio após aquilo se instalou, todavia, logo foi quebrado pelo Park, outra vez.

— Você já beijou alguém, hyung? — Jinyoung carregava muita expectativa e um brilho de curiosidade no olhar.

— Nã-não… e você? 

— Também não. — Seus olhos não saíam do Im, assim como os do outro estavam presos em si.

— Você… — Pigarreou. — Vai beijar alguém? Ouvi a Jiah dizer que queria ficar com você.

— Meus pais gostam dela e são amigos dos pais dela. Provável que vão empurrar eu para ela e vice versa. — Sorriu ameno, voltando a morder o lábio.

— Você não me respondeu… vai beijar alguém?

Jinyoung balançou a cabeça em negação. Aquilo foi um aval para o Im se aproximar lentamente. Estavam mais próximos um do outro, como tantas outras vezes já ficaram. 

O silêncio que se instalou, apenas contribuía para agitar mais os corações, assim como, deixar o ambiente mais tenso aos dois que se fitavam com tanta expectativa. Jinyoung não tirava os olhos do Im, enquanto o mesmo apenas fitava sua boca.

Jaebeom arrastava a mão para debaixo da coberta, enquanto se aproximava mais do amigo. O Park arrepiou-se quando sentiu o calor da pele do outro na ponta dos dedos. Olhou Jinyoung nos olhos, procurando alguma negação vinda da parte dele, mas tudo o que tinha era ansiedade, como um pedido mudo para que continuasse. Roçou a ponta do nariz na bochecha alheia, apertando de leve a mão na cintura do garoto.

Ouviu o ofegar alheio quando ousou sua mão para dentro da cueca do mais novo, esfregando os dedos pela extensão.

— Você está molhado… — Falou rouco, sobre o pescoço dele ao sentir o membro alheio com pré-gozo.

Jinyoung sentia-se vulnerável com o carinho e doido por deixar aquilo acontecer. Mordeu o lábio mais uma vez, sentindo Jaebeom massagear a si calmamente. Moveu o quadril de encontro a mão áspera do outro, com vergonha e sem nenhuma experiência enquanto deixava seu rosto escondido na curvatura do pescoço do Im. Ousou o morder levemente, quando o sentiu apertar sua glande, fazendo-o revirar os olhos com a sensação.

Jaebeom suspirou pesado em sua pele, lhe arrepiando por inteiro. Sentiu o moreno pegar sua mão e a levar até a intimidade dele. Jinyoung adentrou a mão na calça e cueca, segurando com firmeza o pau duro e melado de gozo. Sentiu-se mais quente com aquilo. 

Começou com movimentos lentos, como os que o outro fazia em si. Respirava mais pesado, assim como Jaebeom, enquanto ambos se masturbavam. Os movimentos foram ficando mais rápidos e precisos, fazendo ambos gemerem baixinho no ouvido um do outro.

Jaebeom parou os movimentos em Jinyoung, o fazendo gemer em desgosto. Levou suas mãos até suas calças, livrando-se dela e da cueca, logo depois, fazendo Jinyoung também tirar a que usava. Estavam apenas com as partes de cima, tapados pela coberta. 

O Im se aproximou mais, colando ambos os corpos e se esfregando no corpo bem delineado do melhor amigo. Jinyoung se movia lentamente, procurando por alívio, mas aproveitando cada sensação que sentia. Gemeu mais alto quando Jaebeom segurou seu falo, logo o masturbando junto ao dele. Era a melhor sensação que já pode sentir na pele. Céus, como aquilo era bom.

— Shiii… não faz barulho, Nyeongie. — Sussurrou rente a boca carnuda, aumentando mais os movimentos e deixando Jinyoung ensandecido com o pedido absurdo.

— E-eu não con-consigo… ahh… — Jogou a cabeça para trás, tendo os sentidos alterados com as carícias ganhas. 

Jaebeom sabia que o outro não conseguiria se conter, tampouco fazia questão de tentar. Então, o puxou para si, colando sua boca na do outro. Moveu seus lábios sobre os alheios, gostando de ser prontamente respondido pelo outro. Ambos não tinham experiência com nada daquilo. Tudo que sabiam, era o que os amigos contavam de suas aventuras e do que viam em algum programa de TV altas horas da madrugada.

Os lábios eram maltratados, mordidos e levemente puxados, causando a ambos espasmos pelo corpo. Jinyoung lambeu os lábios finos do Im, aprofundando o beijo com a coragem que tinha no fundo do peito. Ousou pôr sua língua e a enroscar com a do outro. Jaebeom pegou por baixo de sua coxa, a colocando sobre a cintura, friccionando os corpos mais ainda, enquanto era beijado.

Gemeram um na boca do outro, se calando quando atingiram o orgasmo junto, sentindo-se em outra órbita com os espasmos sentidos e os arrepios nas nucas. Céus, aquela tinha sido a maior loucura que haviam feito, tão boa e gostosa de se fazer.

— A gente… — Começou o mais novo.

— Não pode… contar a ninguém. — Jaebeom completou ofegante, enquanto Jinyoung deitava ao seu lado.

— Va-vai ser nosso segredo… e, também não… 

— Não pode mais se repetir.

— Isso! Está completamente certo. Foi loucura fazer... — Jinyoung soou rápido.

— Completamente loucura. E-eu vou… vou para o colchão… é, é melhor.

— Sim, é melhor você ir.

Jaebeom se levantou, pegando sua calça e a vestindo. Viu Jinyoung virar de costas para si e aquilo foi o suficiente para ir deitar onde o outro havia arrumado para si.

Naquela noite, não conseguiu dormir devidamente sem acordar de tempos em tempos, suado e ofegante com as lembranças dos sonhos.


[...]


Na manhã seguinte, Jinyoung acordou junto com o cacarejar das galinhas, espreguiçando-se do modo que podia. Aos poucos, recobrou os sentidos, sentando sobre a cama lentamente. Olhou para o lado e viu o colchão encostado em sua cômoda, a coberta e travesseiro dados ao Im estavam sobre a poltrona. Lembrou-se do que fizeram, sentindo o rosto queimar em pura vergonha. Não tinha ideia de como se olhariam novamente no rosto, tampouco, o que falaria ao amigo. No entanto, sequer conseguia se arrepender. Fechou os olhos, voltando a afundar o rosto no travesseiro, lembrando dos toques quentes e de como sua pele fervia com os estímulos de Jaebeom em si. Céus, aquilo fora tão bom que Jinyoung se recusava a simplesmente esquecer.

Ouviu o chamar da sua mãe e a respondeu com preguiça. A porta fora aberta e revelou a bela mulher de fios tão negros quanto o céu a noite.

— Levanta querido, já está tarde. — Pediu carinhosa, abrindo a cortina e fazendo Jinyoung reclamar com a claridade mais forte em seu rosto.

— Cadê o Jaebeom?

— Foi com o seu pai até a feira comprar algumas coisas. — Pegou a coberta e travesseiro na poltrona, os guardando no lugar certo. — Se arrume e venha me ajudar a fazer o almoço.

— Almoço?

— Sim! Que horas você acha que são mocinho?

— Ah! — Exclamou preguiçoso, fazendo a mais velha rir de si.

— Arrume-se.

Jinyoung balançou a cabeça, esperando a mulher sair do quarto para assim, descer da cama. Usava só a parte de cima do pijama e não conseguiu segurar o riso nervoso ao lembrar do porquê se encontrava de tal forma.

Correu para o banheiro, tomando um bom banho e fazendo sua higiene, para logo depois vestir uma roupa leve e confortável. Caminhou até a cozinha, encontrando sua mãe e mais uma das moças que ajudavam a manter a fazenda organizada.

Seus pais tinham poucos empregados, mas os que tinham valiam por muitos e Jinyoung sempre foi muito apegado a eles. 

Não demorou muito para escutar o que sua mãe queria que fizesse, logo se prontificando a cortar os legumes e lavar bem as verduras. A mais velha adorava cozinhar e sempre fazia excelentes pratos. Jinyoung aprendia muito com ela, todavia, não era como se a cozinha fosse sua grande paixão. Acreditava que sabia o suficiente para sobreviver.

Pela janela da cozinha, viu quando a caminhonete do seu pai estacionou. Sentiu o corpo agitar quando ouviu a voz do Im, todavia, logo foi chamado por seu pai para que ajudasse com algo.

Secou as mãos rapidamente e correu para fora em direção aos dois. Não soube disfarçar o olhar quando viu Jaebeom sem camisa, segurando o saco de ração no ombro. 

— Filho, pegue isso e leve para sua mãe. — Piscou rapidamente, pegando as sacolas que foram alcançadas. 

— ‘Tá pesado. — Reclamou quando as pegou, fazendo biquinho e tal ação fez os dois homens rirem de si.

— A princesinha não sabe mesmo o que é algo pesado. — Jaebeom lhe disse em pura provocação, passando por si e levando o olhar desconcertado do Park junto.

Jinyoung sentia-se quente quando era chamado daquela maneira. Tentou recobrar os sentidos, logo entrando e levando as sacolas até sua mãe. Voltou seus afazeres na cozinha, sempre ficando atento à janela no qual podia ter a visão do Im arrumando as estopas junto com seu pai.

Via as meninas da fazenda ao redor dele, sentindo certo ciúme por aquilo. 

— Tão assanhadas! — Murmurou baixo.

— O que você disse? — Sua mãe lhe perguntou, mexendo o ensopado de legumes.

— Disse que está quente. — Engoliu seco, limpando o suor da testa.

— Está mesmo. Você está suando muito, querido. Vá tomar um banho na cachoeira. A comida vai demorar ainda. Eu mando Jaebeom te chamar.

— Ah… o-okay… eu vou porque não aguento mais. — Sorriu agradecido.

— Vá. Tome cuidado, em?!

— Pode deixar. — Deu um beijo na bochecha da mais velha, saindo da cozinha um tanto desatento.

Nem se deu conta quando esbarrou em alguém, só então, sentindo a pele aquecer com o aperto em seu braço.

— Olha por onde anda, Jinyoungie… — O tom era divertido, fazendo Jinyoung morder o lábio não contendo o olhar descarado sobre o corpo suado e bem malhado pelo trabalho árduo.

— Vo-você que deveria olhar. — Engoliu seco, tentando desviar o olhar dos olhos felinos.

Céus, Jaebeom ficava gostoso demais com os cabelos suados e colados na testa.

— Vim pegar um copo d’água. ‘Tá muito quente lá fora… 

— É… ‘tá bem… bem quente. — Disse rápido, tentando passar pelo outro, contudo fora segurado.

— Espera. — Jaebeom lhe puxou sutilmente, colando ambos os corpos. — Sobre o que aconteceu ontem… aquilo que a gente fez… 

— Você fez. — Corrigiu nervoso, sentindo o corpo tremer.

— Só eu? — Arqueou as sobrancelhas.

— S-só você… 

— Não é disso que eu me lembro. — Encostou Jinyoung contra a parede o fazendo arfar baixinho. 

— Jaebeom… para com isso. — Pediu sôfrego, fechando os olhos e apertando as pernas uma na outra.

— Você segurou isso e fez bem gostoso, sabia? — Pôs a mão do outro sobre o pau. 

Jinyoung puxou o ar com força, tentando não se deixar abalar por aquele momento. Não conhecia aquele lado do Im, no entanto, não era como se não estivesse adorando. 

— Quem começou foi você. Você é o culpado. — Se esquivou, puxando a mão e saindo de perto do Im.

Tentava raciocinar, mas o calor que sentia era algo avassalador e perturbava tudo dentro de si. Correu até a cachoeira, sentindo que o corpo mais do que nunca precisava esfriar. Jaebeom ousado daquele jeito só lhe deixava mais a vontade para deixar alguém dentro de si despertar.

Livrou-se da camisa e da bermuda, pulando na água um tanto fria, mas boa o suficiente para lhe deixar mais leve. Nadou o quanto pode e aguentou, até que decidiu ficar pelas pedra, com o corpo deitado enquanto era banhado pelas ondas leves que batiam em seu corpo.

Não sabia quanto tempo estava ali, mas levantou o tronco quando ouviu o barulho de algo caindo na água. Seus olhos vagaram por todo o canto e logo que o corpo do moreno emergiu próximo a si, parecia que a água estava pegando fogo.

— O que você está fazendo aqui?

— Sua mãe pediu para eu te chamar para o almoço.

— Ah, então vamos. — Tentou se levantar, porém Jaebeom o fez voltar.

— Ainda não está pronto… decidi vir apenas para nadarmos um pouco, como fazíamos antes. Como nos velhos tempos.

— Jaebeom… — Murmurou baixo e demorou uns bons minutos até ceder para o outro.

Imergiu junto do Im, buscando ficar mais próximo de onde a água caía. Eram poucas as pessoas que iam naquele local e acabou sendo algo apenas de Jinyoung e Jaebeom.

O acastanhado estava tranquilo naquele momento, Jaebeom não havia feito nenhuma investida até ali e estava agindo como o amigo que sempre foi, todavia, aquilo não durou muito. Logo Jinyoung sentiu a aproximação sorrateira, sendo surpreendido quando Jaebeom lhe puxou para trás de onde a água caía.

— Jae… 

— Shii… deixa eu te beijar, uh? — Roçou os lábios sobre os do amigo, sentindo cada vez mais vontade de os tomar para si.

Jinyoung ofegou com o aperto em sua cintura, ficando doido com a forma que Jaebeom levava as coisas mesmo sendo tão inexperiente como era.

— Alguém vai ver… — Murmurou baixo.

— Ninguém vai encontrar a gente aqui. É nosso lugar secreto, esqueceu?

— Minha mãe sabe que estamos aqui. — Alertou.

— Ela não está aqui. — Puxou mais o corpo para si, resvalando a mão até a bunda do garoto e a apertando com êxito.

Jinyoung gemeu surpreso e rendido com o toque mais bruto, logo tendo a boca invadida pela língua do moreno. Levou as mãos até os ombros largos, apertando-os para logo depois arranhá-los e causar arrepios deliciosos em Jaebeom.

Não conteve o gemido manhoso quando sentiu seu cabelo ser puxado em meio ao beijo afoito e a mão do outro em sua bunda a apertando sem nenhuma delicadeza. 

— Jaebeomie… a ge-gente precisa voltar. — Jogou o pescoço para trás em puro êxtase. 

— Você me deixou duro, Jinyoung! — Disse entredentes, voltando a beijar o garoto com urgência.

Jinyoung devolvia da mesma forma, totalmente imprudente e desesperado por cada toque que ganhava.

Saíram da água a muito custo. Jinyoung tentava recuperar o fôlego enquanto sentia o olhar quente de Jaebeom sobre si.

— Para de me olhar! — Pediu, sentindo o corpo reagir com aquilo. 

— Yah! Eu não consigo. Você é gostoso demais, Jinyoung, puta merda! 

Jaebeom não viu o sorriso que dançou nos lábios avermelhados e inchados. Jinyoung não negava o quanto gostava de ser elogiado e se era um elogio vindo do Im, céus, nada lhe conteria.

— Va-vamos voltar. — Falou baixo, colocando sua blusa e virando para Jaebeom.

— Você fica mais gostoso assim, sabia?

— Jaebeom, para com isso.. — Sussurrou, sentindo o corpo tremer com a aproximação do outro.

— Um dia, além de foder essa sua bunda, eu vou foder essas suas coxas pra você nunca mais se esquecer de mim, princesinha. — Falou baixinho ao pé do ouvido do Park, o deixando inteiramente arrepiado e excitado. — Enquanto isso não acontecer, seremos melhores amigos como sempre.

Jaebeom piscou para si, lhe deixando inerte naquele olhar ousado e cheio de malícia.

Céus, aquele moreno iria lhe enlouquecer por completo.


Notas Finais


é isso aí gente
essa fanfic era para ser só um capítulo de muitos anos atrás
E eu escrevi casa cena pensamento em um momento ápice, só que ficou gigante sksksksk

Aí eu peguei esses momentos ápices e dividi em sete capítulos.
Faz tempo q eu tenho isso e só tava me culpando por não postar pq tinha q atualizar outras coisas, todavia, postei pq sim
Skskss

Entonces, até a próxima loucura hihihi


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