1. Spirit Fanfics >
  2. First >
  3. Conselhos

História First - Capítulo 17


Escrita por:


Notas do Autor


Olá! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Mais um capítulo pronto. Infelizmente é o penúltimo capítulo da nossa história... mas não vamos nos preocupar. Depois dessa virão outras histórias que espero que vocês gostem!

Capítulo 17 - Conselhos


Fanfic / Fanfiction First - Capítulo 17 - Conselhos

 Itachi pov’s on

Assim que entrei em casa, meus pais já me olharam como se soubessem que algo estava acontecendo. Eu disse apenas um olá e fui pro meu quarto. Eu precisava pensar em como falaria com eles sobre isso. Eu quero conselhos, mas pra isso preciso saber como explicar a situação pra receber os conselhos certos. Sasuke também já tinha chegado da escola e estava na sala apenas assistindo TV. Meu irmão não é de muitas palavras desde que se tornou um adolescente e isso às vezes me faz até sentir falta da criança que me pedia pra jogar vídeo-game. Eu tomei um banho calmo enquanto pensava a respeito da proposta que recebi. Seria uma das maiores oportunidades da minha vida e os donos da empresa pareceram bem interessados na minha contratação assim que eu conseguir o diploma, pelo que o diretor me falou. Eu precisaria apenas passar na entrevista e completar os meses de treinamento.

Segundo o que sei sobre eles, são um grupo de empresários que formaram a empresa e dividem os lucros. Dentre os nomes divulgados como donos da empresa estão Yahiko e sua esposa Konan que literalmente fundaram a ideia da empresa junto com Zetsu que tem um irmão gêmeo, se não me engano, mas esse não faz parte da empresa, além de Kakuzu que me parece ser o responsável pela parte financeira e Hidan que é responsável pelo Marketing. A minha função seria como chefe do setor de pesquisa. Eu sei que parece um pouco precoce contratar um recém-formado pra liderar um setor tão importante dentro da empresa, mas acho que a ideia é fazer que os chefes de cada setor cresçam junto com a empresa. Assim que finalizei meu banho, vesti uma roupa confortável e fui até a cozinha onde todos me esperavam pra jantar. Me sentei com eles e minha mãe serviu o jantar. Como sempre a comida estava maravilhosa.

Fugaku: Está tudo bem, filho? (quebrou o silêncio)

Itachi: Acho que sim… (suspirei)

Fugaku: Por que não consigo acreditar nessa resposta? (todos me olharam curiosos, inclusive Sasuke)

Eu vi que não ia conseguir convencê-los que está tudo bem. Eu preciso dos conselhos deles mesmo, então achei melhor contar logo.

Itachi: Eu recebi uma proposta de emprego…

Mikoto: Verdade? (seus olhos brilharam de orgulho)

Itachi: Uma empresa procurou a faculdade pra receber indicações de alunos recém-formados que possam assumir cargos na empresa no início do próximo ano e eu fui selecionado por causa do meu histórico.

Fugaku: Qual a empresa? (estava sério, mas seus olhos transmitiam orgulho)

Itachi: Akatsuki. (meu pai pensou por um minuto tentando se lembrar) É nova no mercado e trabalha com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias.

Fugaku: Me lembrei. (sorriu quase minimamente) Você passará por uma entrevista?

Itachi: Sim… eu só preciso passar por essa entrevista pra conseguir a vaga de chefe do setor de pesquisa… (minha mãe arregalou os olhos) O diretor do campus acha que eu consigo passar facilmente, baseado no meu desempenho.

Fugaku: Esse é o meu garoto. (riu baixo) Você vai chegar longe na sua profissão, eu não tenho dúvidas, mas…

Meu pai me olhou deixando claro que ele sabia que tinha algo me incomodando, apesar dessa notícia boa. Era como se com um único olhar ele dissesse que sabe exatamente o que se passa na minha cabeça e quer me ajudar. Eu suspirei antes de dizer mais alguma coisa e encarei o prato de comida na minha frente.

Mikoto: Qual o problema, filho? (sua voz doce me acalmou)

Itachi: Pra trabalhar com eles eu teria que morar em outra cidade.

Meu pai suspirou pesado do meu lado. Ele, melhor que ninguém, sabe como eu estava me sentindo em relação à Iara, afinal ele também tem a sua ômega e sabe o quanto eles dependem um do outro. Minha mãe pareceu ficar pensativa também, provavelmente imaginando a agonia que a Iara se encontra em pensar que talvez fique muito longe de mim. Meu irmão me olhava confuso.

Sasuke: E qual o problema nisso?

Fugaku: Seu irmão não está mais sozinho, Sasuke…

Mikoto: Iara precisa ficar perto dele e ele dela… (meu irmão olhou pra ela) Você vai entender quando marcar alguém pra você também, querido.

Sasuke continuou me olhando confuso. Parece que ele não entendeu ainda o quanto isso pode nos afetar.

Sasuke: Leva ela com você então. (disse simplista)

Eu fiquei um tempo só olhando o meu irmão. Ele fazia isso parecer tão simples que eu me senti um pouco ingênuo por não ter considerado isso desde o início. Meu pai riu baixo do meu lado depois de um tempo apenas nos observando. Minha mãe o acompanhou enquanto me olhava com o olhar mais sereno que já vi nela.

Fugaku: Acho que você já tem a resposta para as suas dúvidas, Itachi.

Itachi: Um casamento? (senti meu corpo se arrepiar com a ideia de tê-la constantemente do meu lado)

Mikoto: Mas precisa ser feito direito! (se animou) Preparar um noivado, uma festa, a casa pra vocês morarem na nova cidade… (foi se empolgando) Quero ajudá-la a escolher um vestido de noiva!

Fugaku: Calma, ele precisa fazer do jeito deles… (sorriu pra mim)

Eu acabei sorrindo com a ideia. Seria a forma perfeita de nos manter unidos e eu começar a trabalhar na empresa assim que terminasse a faculdade, mas nós teríamos apenas alguns meses de preparação. Pouquíssimos meses. Seria um desafio interessante de se cumprir. Espero que ela queira cumprir comigo.

Contei ao Shisui os meus planos e ele concordou em me ajudar a fazer uma surpresa pra minha querida ômega. Eu prepararia tudo até a casa pra nós dois na cidade onde a empresa ficava. Iara passava os dias pensativa, achando que teria que se separar de mim mais cedo ou mais tarde e eu tive que manter a cabeça fria pra não contar a surpresa a ela e acabar com aquela agonia. Não que eu estivesse gostando de ver ela agoniada, apenas queria que fosse realmente uma surpresa. Conforme os dias iam se passando, eu usava grande parte do meu tempo pra me preparar pra entrevista e preparar o pedido de casamento.

Depois do noivado seriam dias pra nos casarmos e eu sei que isso ia ser muito corrido, mas acho que é da nossa natureza fazer as coisas de forma rápida. Ela me via preparando a entrevista e isso fazia ela se sentir ainda mais agoniada. Ela sempre me perguntava o que íamos fazer com relação à distância, mas eu sempre dava uma desculpa. Conversei com os pais dela longe dela e eles eram meus cúmplices. A acalmavam, mas sem necessariamente contar os meus planos. O pai dela acabou se afeiçoando a mim quando percebeu que eu nem pestanejei quando decidi me casar com a Iara pra mantê-la comigo e cuidar dela. Eu a amo e ele acabou percebendo isso com o passar do tempo e agora confia em mim a felicidade da filha dele.

No dia em questão, pedi ao Shisui que inventasse uma desculpa e a levasse até a praça em que a encontrei quando ela estava prestes a ter o primeiro cio e se envolver comigo pela primeira vez. Naquele momento ela já era minha e eu dela, mas não sabíamos ainda. Eu não sabia qual seria ao certo a reação dela, já que infelizmente não tínhamos passado muito tempo juntos ultimamente, eu estava me preparando pra entrevista, estávamos prestes a ter uma formatura e ela pensava constantemente que teria que se separar de mim. Eu mal posso esperar. Eu estava agitado ultimamente. Além de tudo o que estava acontecendo, ainda tinha um detalhe que eu tenho certeza que ela também notou, mas não se focou naquilo por causa das preocupações que a rodeiam.

Itachi pov’s off

Era sábado. O último sábado antes da nossa formatura. Itachi estava muito ocupado se preparando pra conseguir a vaga na empresa Akatsuki e isso fez que ficássemos um pouco afastados ultimamente. Eu acho que isso é uma forma que o destino nos deu de nos acostumarmos a ficarmos longe um do outro, mas mesmo assim era muito difícil. Eu sou extremamente dependente do meu alfa. Eu o sinto agitado e, de certa forma, animado e isso me deixa muito feliz e orgulhosa dele, mas não diminui a falta que sinto. Eu preciso dele. Não sei se vou aguentar vê-lo morando em outra cidade, tão longe de mim e me deixando pra trás. Eu estava deitada na minha cama nesse momento e acabei deixando algumas lágrimas escorrerem pensando nisso, até que minha mãe abriu a porta do meu quarto calmamente.

Katsumi: Chorando de novo, querida? (suspirou pesarosa)

Eu olhei pra ela depois de dar um suspiro. Eu estava chorando assim com frequência e isso deixa a minha mãe preocupada.

Iara: Vai ficar tudo bem… (forcei um sorrisinho)

Katsumi: Claro que vai. (sorriu pra mim) Aliás, você precisa se arrumar.

Iara: Por quê?

Katsumi: Aquele seu amigo está lá na sala te esperando…

Eu olhei pra ela confusa e surpresa ao mesmo tempo. Isso é algo muito incomum de acontecer.

Iara: O Shisui tá aqui?

Katsumi: Isso, Shisui o nome dele. (riu) Eu tinha me esquecido.

Iara: O que ele veio fazer aqui?

Katsumi: Veio procurar você.

Iara: Por quê? (fiquei ainda mais confusa)

Katsumi: Acho que todos perceberam que você tá um pouco pra baixo… (disse pensativa)

Eu queria pedir pra ela dizer a ele que eu não quero receber visitas ou coisa do tipo, mas se isso acontecesse ele ficaria ainda mais preocupado e tudo ficaria ainda pior. Então eu enxuguei as lágrimas com as costas das mãos, vesti algo mais apresentável, prendi o cabelo (que estava uma bagunça) e desci pra encontrar o Shisui. Ele estava sentado na sala me esperando. Assim que me viu, ele percebeu na hora que eu não estava muito bem e se aproximou de mim com uma expressão que eu não sabia decifrar.

Shisui: Já falei pra parar de chorar, Iara. (disse sério)

Iara: E eu já falei que não adianta me pedir isso.

Shisui: Senhora… (virou-se pra minha mãe) Se importa se eu sequestrar a sua filha por um momento? (brincou)

Iara: O que?

Katsumi: Eu não importo… (riu) Mas o namorado dela deve importar…

Shisui: Eu converso com o Itachi depois. (riu)

Iara: Eu não quero sair! (o olhei indignada)

Shisui: Ah vamos! (insistiu) Eu não vou te deixar em paz enquanto você não vier… Poxa… a gente tá se formando, quero relembrar o passado. (riu de novo)

Iara: Mãe… (pedi ajuda)

Katsumi: Sai um pouco… você precisa se distrair. (sorriu)

Eu suspirei derrotada. Acabei aceitando andar um pouco com ele. Itachi provavelmente vai ficar chateado quando souber disso. Eu fui andando com o Shisui pela cidade, olhando longe e tentando acompanhar os assuntos dele. Eu só conseguia pensar no Itachi e em tudo que aconteceria depois da formatura. Conforme Shisui ia falando do passado eu ia relembrando também cada momento que passei com Itachi, desde o dia que nos conhecemos até a nossa situação atual. Lembrei do meu primeiro cio, que ele me levou pra casa dele e lá nos entendemos… acabei com essa marca no pescoço que agora me faz sentir tanta falta do meu alfa. Quando dei por mim, notei que Shisui me levou até à praça que eu estava quando meu primeiro cio estava quase começando. Senti um leve arrepio pelo corpo lembrando daquilo e depois percebi que Shisui estava a tempo demais calado. Olhei pra ele e vi meu amigo me olhando divertido.

Shisui: Você não ouviu uma palavra se quer do que eu disse não é? (riu)

Iara: Desculpa… (ri sem jeito)

Shisui: Quer conversar um pouco?

Iara: Eu… (respirei fundo) Sinto tanta falta dele… e ele tá aqui… imagina quando ele for pra longe… (senti as lágrimas chegarem aos meus olhos de novo)

Shisui: Não se desespera assim sem saber como tudo vai acontecer.

Iara: Mas eu pergunto pra ele o que vai acontecer e ele me dá respostas vagas… parece que ele não quer resolver essa situação logo… (olhei pro Shisui) Será que ele não quer mais ficar comigo e se arrependeu de ter me marcado?

Shisui: Não chora na minha frente! (me advertiu) E não fala assim, o Itachi ama você.

Iara: Então por que ele ficou tão distante?

Shisui: Posso te perguntar uma coisa?

Iara: Pode. (segurei as lágrimas e olhei pra ele)

Shisui: Se fosse pra você e ele ficarem juntos… você sairia da casa dos seus pais?

Ele me olhava atentamente. Eu podia quase dizer que ele não fez essa pergunta atoa.

Iara: Claro que sim. (falei firme) É uma necessidade ficar com ele e eu não quero ficar longe nunca, nem por um segundo…

Shisui então sorriu calmo e olhou pouco atrás de mim. Eu estranhei um pouco a expressão no rosto dele e olhei na direção que ele olhava. Levei um visível susto quando vi Itachi parado pouco atrás de nós, ocultando a própria presença e olhando diretamente pra mim. Ele usava uma camisa preta, uma calça também preta e tinha as mãos no bolso. Foi instintivo. Minha primeira reação foi correr até ele e o abraçar com força, como se a minha vida dependesse dele. Algumas lágrimas caíram durante o abraço e eu senti ele cheirando o meu pescoço, se dopando com o meu cheiro natural que pertencia completamente a ele. No fim do abraço ele me deu um beijo calmo e limpou algumas lágrimas no meu rosto.

Itachi: Não chora… (sorriu calmo) Eu to aqui…

Iara: Mas você não tá por muito mais tempo… (deixei que tudo o que eu sentia saísse) Eu não vou aguentar se você for embora e me deixar aqui, eu preciso de você.

Itachi então deu uma risada baixinha e me deu um beijo na testa. Depois ficou olhando meus olhos com a expressão mais serena possível. Sua presença me rodeou e eu fui me acalmando, como se o fato de ele estar ali cuidando de mim fizesse qualquer mal estar sumir.

Itachi: Eu também preciso de você. (me deu um selinho) E é por isso que eu quero que se mude comigo…

Iara: Como assim?

Itachi: Quer casar comigo? (perguntou olhando nos meus olhos)

Eu arregalei os olhos e fiquei sem palavras diante dele. Ele tirou do bolso uma caixinha vermelha aveludada e de dentro tirou um anel lindo. Um anel de noivado. Eu olhava pra ele e tentava falar alguma coisa, mas eu estava sem palavras. Depois de tanto tempo achando que ele tinha se arrependido de ficar comigo, eu descubro que ele estava preparando pra me pedir em casamento esse tempo todo.

Shisui: Responde, Iara! (disse de longe e riu em seguida)

Itachi acabou rindo do comentário do primo e depois me olhou ansioso pela minha resposta.

Iara: É claro que eu quero! (o abracei forte de novo)

Ele correspondeu o meu abraço com força, me levantando do chão e me agradecendo por aceitar. Por confiar a ele o resto da minha vida. Eu estava tão feliz que voltei a chorar, mas dessa vez de felicidade. Era como se toda aquela sensação ruim fosse lavada e agora nada mais poderia me abalar. Ele me deu um beijo calmo e cheio de sentimento e depois colocou o anel na minha mão direita, selando nosso noivado. Ele me contou que todo esse tempo estava preparando quase tudo, inclusive que a nossa futura casa já estava pronta, apenas esperando que nos mudássemos. Agora temos uma missão que, sinceramente, é a nossa cara. Preparar uma festa casamento que aconteceria em questão de dias.

Continua...


Notas Finais


Como sempre, eles fazendo tudo rápido demais kkkk o que acham?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...