1. Spirit Fanfics >
  2. First Look >
  3. Fazer isso certo

História First Look - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


oi amigos, senti falta

Capítulo 9 - Fazer isso certo


Seulgi voltou para a sala, me deixando pensativa no chão do banheiro. Quase matei todas as aulas e continuei jogada no mesmo lugar, mas uma hora ou outra alguma das monitoras iria me encontrar. Suspirei e soltei um grunhido irritado ao jogar água no rosto. Deveria encarar mais algum dia de merda que já tinha acontecido para o ano inteiro.

Caminhei a passos lentos até a classe, entrando de forma mais direta ao notar que não tinha professor na sala. Nayeon continuava com a mesma expressão de antes, séria. Optei por colocar os fones e me ausentar do mundo normal, tocava "summer depression" da girl in red. Sibilei alguns trechos e comecei a mexer os pés ansiosamente. A caneta girava nos meus dedos e eu preferi prestar atenção em pensamentos do que nas incessantes mensagens de uma Chaeyoung extremamente apressada.

— E finalmente a hora do almoço! — Um garoto do fundo exclamou, me fazendo perceber que tinha passado um tempo desde que eu me enfiei no mundo que tinha criado na cabeça.

Peguei o lanche comum e me sentei normalmente na mesa, sentindo os olhares julgadores dos meus amigos. Não me importei nada com isso até escutar alguém batendo na mesa e chamando não só a minha atenção como a dos outros alunos em volta, como o trio intocável. Levantei meus olhos em sua direção, na direção de Jackson que sempre era o mais calmo diante de tudo, parecia irritado.

— O que aconteceu? — Questionei um tanto surpresa por sua reação inesperada. Nunca imaginei que o Wang poderia se irritar alguma vez, sempre parecia o mais animado e o mais de bem com a vida.

— O que aconteceu? O que aconteceu é que nem eu e nem os outros aguentamos mais essa merda! Você não é mais a Jeongyeon, é uma cópia barata e egoísta que nem mesmo se tocou o quão afetados estamos por essas mudanças que acontecem. — Disse tudo de uma vez e foi como um soco no meu estômago. Ele tinha razão, a Son nem mesmo comentava conosco sobre a Mina e eu não parava de reclamar e dizer sobre o quão merda a minha vida parecia estar. Mark tentou acalmar os ânimos, mas eu já estava caindo na real, arrependida pelo que havia virado. — Desculpa, já não conseguia mais segurar isso pra mim.

— Tudo bem. Eu só... Só preciso de um tempo. — Minha fome havia passado assim como a minha vontade de continuar na escola. — Sinto muito por tudo que eu causei.

Saí da mesa e fui em direção ao meu armário, me apoiei nele e chorei como não fazia há tempos. Não iria conseguir ficar por muito tempo neste ambiente, ainda mais sabendo que o motivo pelo clima entre os meus amigos estar estranho era a minha culpa e de mais ninguém. Bambam parou na minha frente e eu não me importei, passando e trombando em seu ombro com força. O outro felizmente não fez nada, por isso continuei a passos rápidos até a enfermaria. Inventei qualquer merda e consegui o passe para ir embora, com a consequência de uma ligação pros meus pais que nem ligaram em me liberar. Aumentei o som do fone e não me importei com Needs do Verzache estourando os meus tímpanos.

— Ugh. — Grunhi ao errar pela sexagésima vez a senha do armário, tentei pela última vez e a porta finalmente se abriu, peguei o skate e uma bolsa com a minha carteira e outros pertences, saindo pela porta da frente em seguida.

Remei para o mais longe que podia, não queria entrar em contato com ninguém. Não era drama, eu só não me entendia também e essa porra fodia muito o meu psicológico. Eu sentia sim algo pela Nayeon, talvez por ela ser a minha primeira ou por eu ser demasiada "emocionada". Não queria nunca ter deixado os meus amigos de lado, mas ao decorrer da minha "paixão" pela Im, foi exatamente o que aconteceu. E ainda tinha ela, ela que não me deixava dormir e que sempre me infernizava. Esses sessenta dias foram os mais desgastantes possíveis.

— Finalmente... — Indaguei ao chegar em um lugar afastado, que no caso era uma ponte afastada da parte movimentada da cidade. Me aproximei da ponta e me sentei, balançando os pés enquanto olhava para o rio movimentado. — Seulgi tem razão, eu deveria ter dito algo.

Dei de ombros e de repente um vento frio passou, me fazendo esfregar os braços já cobertos devido a temporada de chuvas que havia iniciado. As nuvens alertavam que iria chover daqui alguns minutos, no entanto, isso não importava mais para mim. Desconectei o fio do celular e deixei que a música ficasse audível para qualquer um que seja. Seafret fazia barulho e eu cantei baixo a letra, fechando os olhos e sentindo algumas gotas pingando na minha bochecha e escorregando pelas laterais. Não demorei muito para me levantar e procurar na bolsa alguma jaqueta extra, quando não a encontrei eu decidi que era hora de ir para casa. Mas assim que estava saindo acabei por esbarrar em um garoto e eu tinha certeza que o conhecia.

— Jimin? — Nós dois já tínhamos brigado bastante quando morávamos na mesma rua, porém isso foi um tempo atrás. Éramos crianças e costumávamos discutir por qualquer coisa. — Achei que tinha ido embora da Coréia do Sul...

— Desculpe, mas quem é você? — Arqueou as sobrancelhas alaranjadas e eu senti a minha bochecha esquentar. Que vergonha do caralho.

— Yoo Jeongyeon, moramos na mesma rua quando pequenos. — Expliquei um pouco menos envergonhada, vendo seu rosto iluminar e um sorriso se abrir.

— Claro! Claro! Como pude me esquecer? — Bateu na própria testa e se aproximou, me abraçando de forma amigável. — Como anda?

— Não muito bem, e você? — Vi que o seu visual tinha mudado bastante, os braços estavam com algumas tatuagens e ele tinha um anel de compromisso.

— Tô na mesma. Comecei a namorar tem algum tempo, mas descobri que ele ama outro. — Seu sorriso iluminado foi trocado por um feição um tanto triste. — Eu estava indo pra casa, quer me acompanhar? Tenho pizza de congelador e cervejas de emergência.

— Sim, te acompanho. Já mora sozinho? Achei que ainda estava no ensino médio. — Voltei a andar com o skate apoiado nos braços e a música rolando, era Lana dessa vez. — E sinto muito por seu namorado.

— Moro sim. Já tenho vinte anos de idade, você sempre foi mais nova. É um trailer mas já te adianto que é meio desorganizado. — Riu e eu o acompanhei. — Tudo bem, eu acho. Taehyung nunca foi um cara de relacionamentos. Foi tudo sexo e tatuagens, nós nos conhecíamos bem na cama, se é que me entende.

— Taehyung... Esse nome não me é estranho. — Pensei alto, mas logo afastei essas indagações. — Sempre pensei que você fosse ser artista, vivia dançando no quintal.

— Até tentei, mas arte não é apreciada nesse país fodido. Minha mãe acabou por me expulsar de casa depois de me ver na cama como o meu professor de dança, o Hoseok. Isso tem uns três anos, mas ainda pega bastante. Peguei um certo trauma de dançar e vim morar por aqui, conheci o Taehyung em um bar e acabamos ficando. Hoje em dia é tudo muito crú e seco. Ele sai por noites e volta como se nada tivesse acontecido. — Foi dando detalhes e eu me lembrei de uma noite tempestuosa quando gritos na casa ao lado foram ouvidos. Nunca imaginei que fosse por isso. — Sei que deve ter pensado no motivo pelo qual não terminei ainda, a coisa é que ainda assim gosto dele. E é uma merda, mas não consigo evitar.

— Amor é foda. — Concluí ao ver uma enorme vila de trailers que serviam de moradia. Não demorou muito e chegamos no que ele morava, era possível ver algumas garrafas de whisky largadas pelo jardim. — Anda bebendo muito?

— Mais do que água, Yoo. — Respondeu enquanto abria a porta e dava espaço para que eu entrasse. — E quais são os motivos da sua tristeza?

— Eu gosto de uma garota que aparentemente gosta de mim, mas está presa em outro relacionamento e os meus amigos não me reconhecem mais. — Declarei ao me sentar em uma poltrona no canto da minúscula sala. — Obrigada.

Agradeci pela garrafa gelada de cerveja, não planejava ficar bêbada e não iria. O gosto péssimo se apossou da minha boca. E ele voltou sem camisa, mostrando o restante de suas tatuagens e o seu abdômen definido.

— Você tá muito mudada, Jeong. E essa situação é complexa mesmo, acho que não deveria ficar presa nela. Já tentou ficar com outra pessoa? — Jimin tinha se sentado bem perto. Eu quase conseguia sentir o seu hálito quente contra a minha boca.

— Jimin, eu- 


Notas Finais


hmkk, será?
e a jeong continua tendo um pau, certo? certo
comenta o que achou e o que espera que vai acontecer


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...