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História First Love - Tododeku Clichê - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capítulo pra vocês. Me empolguei um pouco escrevendo ele e ficou maior do que os outros ahsuashau. Espero que gostem e desculpem qualquer erro. ♡

Capítulo 4 - Four.


Ao ouvir a batida do sinal indicando o fim das aulas, Midoriya suspira aliviado. Finalmente ele poderia ir para casa e surtar enquanto pensa na tarde que passará com Todoroki.   

O esverdeado levanta-se apressado de seu lugar, porém, antes que saia, escuta o bicolor chamando-o. Izuku então, aguarda o garoto enquanto o observa se aproximar. Provavelmente ele apenas combinaria sobre onde se encontrariam.   

“Tomara que seja em um lugar cheio de gente, se não eu surto.” – ele pensa e solta um suspiro em seguida.   

– A Uraraka falou comigo sobre você estar precisando de ajuda em física. Se der para você, a gente podia ir na biblioteca hoje mesmo. – Todoroki fala quando alcança o esverdeado.   

– Qualquer lugar está bom, eu não quero te incomodar. – Midoriya fala constrangido enquanto sorri timidamente.   

– Midoriya, você nunca me incomodaria. – o bicolor fala lentamente, enquanto observa atento as reações de Izuku, que fica vermelho e olha bobo para Todoroki, que sorri ao perceber que o pequeno ficou envergonhado.   

– Eu vou te passar meu número para o caso de acontecer algum imprevisto, ok? – Izuku faz que sim com a cabeça e estende seu celular para o bicolor, que lhe passa o dele para que possam anotar seus respectivos números.   

– Então, que horas nos encontramos? Qualquer horário está bom para mim. – Todoroki fala enquanto lhe devolve o celular.   

– Umas 14:00? – Midoriya fala pensativo. 

– Parece ótimo para mim. Até mais tarde então, Midoriya. – ele fala e começa a se afastar do pequeno.   

Izuku observa atento Todoroki se dirigindo até à saída da escola. Ao perdê-lo de vista, olha para o número do bicolor com animação e incredulidade. Ele lembraria de agradecer à Uraraka depois.

♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡  

Já em casa, Midoriya andava de um lado para o outro pensando qual roupa usaria.   

– Se eu for arrumado demais vai ser estranho, mas se for muito desarrumado ele vai achar que não ligo. O que eu faço? – ele suspira alto e senta na cama enquanto cruza os braços. – Eu nem deveria estar assim, nem é um encontro oficial. É só para estudar. – ele fala enquanto tenta se acalmar. O pequeno então deita-se em sua cama e fica olhando o teto. Estava tão distraído que quase não sentiu seu celular vibrando embaixo de si. Olhando para a tela, ele percebe que era uma ligação de Shinsou.  

– Shin, me ajuda. Eu estou surtando aqui. – o pequeno fala rapidamente ao atender o celular.   

Midoriya escuta o amigo soltar uma leve risada e faz um bico.

– Não ri, me ajuda Shin.

– Desculpe. Eu te liguei porque sabia que você estaria assim. - Izuku suspira enquanto ouve atentamente o amigo – Mas relaxa. Não precisa se arrumar todo para que o Todoroki goste de você. Eu sei que esse discurso é clichê, mas é a verdade. Ele deve gostar de quem você é, Izu. Então, se arruma do jeito que você geralmente sai, fica cheiroso e vá ficar com esse homem, entendeu? 

Midoriya começa a rir e sente que um peso saiu de suas costas. Shinsou era um anjo e era grato todos os dias por tê-lo conhecido.   

– Não vou exatamente ficar com ele, sabe. Só vamos estudar. – ele fala bobo enquanto sorri.   

– Você me entendeu. Agora vai se arrumar.   

– Sim, senhor. – o pequeno fala alegre. – Obrigado Shin. Se não fosse você, eu estaria surtando agora.   

– Eu também amo você. Depois quero que me conte tudo o que aconteceu, ok?   

– Pode deixar. – Midoriya fala e em seguida encerra a ligação. 

O pequeno começa a se arrumar e em seguida prepara o material que levaria. Saindo de seu quarto, encontra sua mãe no sofá, que o olha interrogativa.   

– Vou estudar com um amigo na biblioteca mãe, volto mais tarde. – fala enquanto beija a testa de sua mãe.   

– Ah, o Shinsou? Chama ele para vim aqui, faz um tempo que não vem.   

– Não mãe, é um aluno novo da minha turma. – Izuku fica com as bochechas levemente vermelhas ao responder Inko.   

– Ah, sei. – ela olha curiosa para o filho e então sorri. – Tudo bem, tome cuidado e qualquer coisa me liga.   

Midoriya faz que sim com a cabeça, então sai de casa e suspira fundo. Enquanto segue seu caminho até o local combinado, o pequeno sente que seu nervosismo, que havia passado após conversar com Shinsou, estava voltando e ele tinha a sensação de que seu coração ia sair pela boca à qualquer momento. Ele tenta pensar em coisas aleatórias que o distraíssem, como o episódio do último anime que havia assistido e realmente funciona. Por um momento. Até ele encontrar Todoroki parado na porta da biblioteca o aguardando. Então, toda sua tentativa de acalmar-se cai por terra e ele sente que poderia desmaiar ali mesmo.   

“Eu vou tentar tratar ele apenas como um amigo. Assim, eu não vou parecer um idiota na frente dele pelo menos. “ – o pequeno pensa enquanto aproxima-se do bicolor. “Por que eu não pensei nisso antes, essa foi a melhor ideia que eu já tive em relação a tudo isso. Tanta coisa poderia ter sido evitada. Eu..” – seus pensamentos são interrompidos pela voz do bicolor, que olhava-o curioso.   

– Midoriya, vamos entrar?   

– Sim, Todoroki-kun, desculpe. – ele sorri e então entram na biblioteca. – Faz muito tempo que está me esperando?   

– Na verdade não, eu cheguei alguns minutos antes de você.   

Eles encontram uma mesa disponível e logo sentam-se. Todoroki começa a explicar o conteúdo para o esverdeado, que o olhava atentamente, absorvendo cada palavra.   

– Você entendeu tudo o que eu expliquei? Tem alguma dúvida? – o bicolor pergunta, fazendo com Izuku o olhasse pensativo.   

– Na verdade, entendi tudo sim. Primeira vez que alguém me explica algo de física e eu entendo tudo. – Midoriya fala sorrindo radiante, o que acaba deixando Todoroki levemente vermelho.  

– Então.. – o bicolor solta um pigarro e se abaixa para pegar sua mochila e Izuku o olha sem entender. Logo, ele percebe que Shouto está tirando algumas folhas de dentro da bolsa.

– O que é isso, Todoroki-kun? – o pequeno fala curioso enquanto observa as folhas.   

– Eu peguei alguns exercícios de física para você. Já que entendeu tudo, agora pode resolver.   

Izuku faz um bico olhando desanimado para Todoroki, que começa a rir.

– Sua risada é bonita, você deveria rir com mais frequência, Todoroki-kun. – Midoriya fala sorrindo radiante.   

Todoroki fica extremamente vermelho e Midoriya apenas abaixa a cabeça e começa a resolver os exercícios enquanto sorri.   

As horas rapidamente passaram e ao terminar de resolver a lista, o pequeno a entregou para o bicolor corrigi-la. Ele observava atento enquanto o outro conferia tudo o que ele havia feito. Passados alguns minutos, Todoroki sorri.   

– O que? Eu errei tudo não foi? – pergunta temeroso.   

– Não, você acertou quase todas. Parabéns, Midoriya. – ele fala sorrindo.   

O pequeno sente que poderia explodir de tanta alegria e sorri vagarosamente. Porém, em sua euforia ele não percebe o olhar intenso de Shouto em si. Ele então vira para o bicolor e fala animado: – Todoroki-kun, vamos em algum lugar. Eu estou morrendo de fome.   

Shouto sorri com a animação do esverdeado e começa a arrumar seu material.   

– Claro. Onde você quiser.   

Então, eles saem da biblioteca e passam em uma lanchonete que havia ali por perto. Midoriya estava extremamente animado, contando como nunca havia conseguido acertar tantas questões de física e Todoroki apenas ria baixo da empolgação do pequeno e ficava vermelho com os comentários do outro que eram relacionados a si. A conversa então, logo se estende para os gostos de cada um, que passam um longo tempo falando de livros, animes, séries, suas cores preferidas, o que gostavam de comer. Falaram sobre praticamente tudo.   

Ao saírem da lanchonete, Midoriya vira-se curioso para Todoroki.   

– Todoroki-kun. – o pequeno fala pensativo – Como você conheceu o Kacchan? É que eu o conheço desde pequeno e ele nunca me falou de você.   

– Quando éramos crianças, eu acabei me mudando para a casa ao lado da dele. Na época eu não era muito de falar com ninguém e não tinha amigo nenhum. Com o tempo, as nossas famílias ficarem bastante próximas e eu sempre ia à casa dele. Então, nós acabamos virando amigos. – ele respira fundo e continua – Ele não deve ter falado porque quando nós tínhamos uns 13 anos, eu tive que ir para a Alemanha por causa do trabalho dos meus pais. Eles foram transferidos para lá e eu fui junto. Na época o Katsuki ficou bem chateado, afinal nós fomos praticamente criado juntos. Mas durante esses três anos que estive fora, ele sempre manteve contato comigo. Eu fui para a UA só por causa dele. – Todoroki sorri e olha para Izuku, que o observava atento.  

– Entendi. – o pequeno fala pensativo. – Quando éramos mais novos eu sempre me preocupava com ele, porque na maioria das vezes o Kacchan afastava as pessoas que o queriam por perto.   

–Aquela agressividade toda é fachada. Ele é uma das pessoas mais sensíveis que eu já conheci, além de ser um ótimo amigo e sempre me ajuda quando preciso.   

Midoriya ri e encara o bicolor admirado.   

– Sua casa fica aqui perto? Quer uma carona? Meu motorista pode nos levar até lá. 

– Não precisa, não quero incomodar. – Izuku fala constrangido.   

– Eu insisto. – ele tira seu celular e diz para alguém o local onde estavam, então encerra a chamada e se vira para o pequeno. – Logo ele estará aqui. 

– Tudo bem. – Izuku senta em um banco que havia por perto e o bicolor senta ao seu lado, logo em seguida.   

– Obrigado por hoje Todoroki-kun. Eu realmente fiquei feliz em finalmente ter entendido física, desse jeito vou ter sempre que recorrer à você quando não entender algo. – o pequeno fala, enquanto sorri vagarosamente.   

– Midoriya, você pode me procurar sempre que quiser, não somente para assuntos relacionados à escola. Pode ser para qualquer coisa. Ficarei feliz em te ajudar no que for. – ele fala enquanto estende a mão e acaricia os cabelos esverdeados de Izuku.

O pequeno então, fica extremamente vermelho e sorri timidamente. Quando ia respondê-lo, o motorista chega e eles levantam-se. Depois de passar seu endereço, Midoriya senta-se ao lado de Shouto e se distrai olhando a paisagem passar pelo vidro do carro. Ele não percebe que Todoroki o observava atentamente, gravando cada mínimo detalhe seu.   

Logo, chegam à casa do pequeno que ao descer, agradece à Todoroki e ao motorista. Entrando em casa, ele encosta-se na porta e não consegue conter o enorme sorriso que espalhou-se em seu rosto e sente seu coração quentinho. Ainda não conseguia acreditar que tivera uma conversa normal com o bicolor sem que surtasse. Amanhã teria muita coisa para contar para seus amigos e definitivamente tinha que agradecer à Uraraka pelo o que ela havia feito. 



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