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História First Love - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oi gente. Voltei rsrs
Desculpem o sumiço, estou de férias porém com uma pesquisa da Universidade para adiantar, mas prometo que não vou demorar tanto para o próximo capítulo. Então, sem mais delongas, desejo que façam uma ótima leitura e que gostem desse capítulo . No vemos lá em baixo.

Capítulo 3 - Primeiros Amores são Difíceis de Esquecer


Tudo aconteceu de maneira repentina, porque Baekhyun simplesmente não conseguiu negar Chanyeol. Não conseguiu negar a si mesmo, o que sempre desejou, mas que nunca em um milhão de anos imaginou que aconteceria.


Mas aconteceu. Chanyeol o levou para um quarto daquele elegante hotel onde ocorria a confraternização da editora. Ao entrarem no quarto, Baekhyun não teve tempo para observar como o espaço era, pois logo sentiu os braços de Chanyeol rodearem sua cintura, ao mesmo tempo que os lábios do empresário iam de encontro a pele macia do seu  pescoço branquinho.


Tal ação fez Baekhyun franzir as sobrancelhas em confusão, sentia-se até mesmo um pouco assustado. O Park lhe apertava com vontade, enquanto guiava os corpos na direção da cama, porém antes de sentir a textura do lençol contra a sua pele, Baekhyun foi virado por Chanyeol, ficando de frente para esse.


As mãos ainda estavam em sua cintura fina, mas diferente de antes, os olhares estavam conectados. As respirações se misturavam, pois os rostos estavam a centímetros de distância, próximos como nunca antes. 


Baekhyun sentiu o coração saltitar dentro do peito, ansiou pelo o que poderia acontecer, pelo o que desejava que acontecesse. Seus olhos desceram pelo rosto bonito parando nos lábios cheinhos que tanto admirava quando adolescente, deixando  claro o que queria, porém Chanyeol apenas o jogou contra o colchão macio, indo de encontro a si, enfiando o rosto na curvatura de seu pescoço, beijando, chupando, enquanto tirava sua roupa, peça por peça com agilidade. Chanyeol tinha mãos ágeis, e não poderia ser diferente para quem um dia foi o capitão de basquete do colégio.


Entretanto, mesmo em um momento tão quente, em que o Park tirava sua roupa e beijava cada parte de seu corpo, lhe fazendo suspirar, Baekhyun não conseguia parar de pensar no beijo que lhe foi negado. Por quê Chanyeol estava beijando tudo, menos sua boca ? Aquilo lhe incomodava. No fim das contas, ele transaria com a pessoa que tanto amou, mas nunca a beijaria. Nunca seria realmente íntimo, porque Chanyeol com aquela ação demonstrava que era apenas sexo o que ele queria.Era apenas carnal, por prazer, não tinha nada haver com o coração, ou com possíveis sentimentos. Seria apenas aquela noite. 


Tais pensamentos pareciam sufocar Baekhyun, inundavam sua mente, e deixavam seu coração dilacerado. Não é como se ele ainda fosse aquele adolescente completamente apaixonado, porém, embora tenha passado tanto tempo, ele sentia que ainda era atraído por Chanyeol. Afinal, primeiros amores são difíceis de esquecer. 


Imerso em pensamentos, sequer notou que Chanyeol havia se despido, e que estava se encaixando entre suas pernas. Mas quando as ereções se tocaram pela primeira vez, o Byun foi puxado de volta à realidade. 


Chanyeol seguia beijando seu corpo, tocando cada parte com vontade. Baekhyun tinha quase certeza que no dia seguinte teria algumas marcas espalhadas pelo corpo. Queria tocar o Park, beijar o seu corpo também, mas não podia, estava com as duas mãos imobilizadas acima de sua própria cabeça,  o empresário às segurando com certa força.


Baekhyun fechou os olhos para tentar dissipar aqueles pensamentos sentimentais e se concentrar apenas nas sensações que aquele momento estava lhe causando. Se seria apenas sexo, ele teria que aproveitar também. Porém ao sentir a ereção do Park roçar em sua entrada, o Byun abriu os olhos, meio assustado. O coração disparou. Ele parecia ter pego um choque de realidade, fazendo a ficha cair. Não era um sonho, aquilo estava acontecendo.  Um bolor se formou em sua garganta.


Quando a ereção, pela segunda vez, roçou em sua entrada, Baekhyun se remexeu desconfortável em baixo do empresário. Estava assustado, algo lhe incomodava, e não era o fato de estar prestes a transar com o seu primeiro amor, e também não era a sua primeira vez, muito pelo contrário, estava assustado porque nunca mais fez sexo após sua primeira vez, essa que havia sido há alguns consideráveis anos. 


Se remexeu desconfortável novamente. Chanyeol começou a dar atenção ao seus mamilos e quando a boca de lábios cheinhos sugou com vontade o direito, Baekhyun gemeu arrastado. Pensou que gozaria, estava muito sensível, há muito tempo não era tocado, beijado daquela forma. 


-Chan-yeol - chamou, ofegante.


O empresário o olhou, confuso, porém após observar a expressão desconfortável que Baekhyun fazia, suavizou o olhar, até pareceu preocupado.


-Eu...eu… - estava nervoso.


-Diga. 


-Chanyeol eu não faço isso há algum tempo. - foi direto, de nada adiantaria ficar adiando, tinha que falar. Desviou o Olhar, envergonhado. - Eu não sei se consigo… eu estou … nervoso... sensível. - a última palavra foi sussurrada, as bochechas ficando vermelhas como um tomate. 


Por Deus, nunca imaginou passar por uma situação assim, ainda mais com Park Chanyeol no meio de sua pernas. Mas o que aconteceu em seguida, o surpreendeu de uma forma inexplicável, as palavras de Chanyeol soaram pelo cômodo, invadindo seus ouvidos e o escritor pensou que estava em uma realidade paralela, de tão irreal que pareciam ser. 


-Baek - Chanyeol chamou, tocando com cautela o rosto bonito, fazendo Baekhyun o olhar. - Não precisa se preocupar. - o polegar acariciando a bochecha direita. - Eu não quero que se sinta desconfortável, eu vou cuidar de você. 


O escritor esqueceu de respirar durante os segundos que ouvia as palavras de Chanyeol. Havia preocupação, cuidado... carinho naquelas palavras, no olhar conectado ao seu, no toque singelo na pele de sua bochecha. Baekhyun sentiu o estômago revirar, o coração batia contra o peito tão alto e incontrolável como nunca, sentiu-se leve, imerso no olhar do outro, que apenas balançou a cabeça de forma afirmativa para a pergunta de Chanyeol. 


-Me deixa cuidar de você? 


E Chanyeol cuidou de Baekhyun a noite inteira, o preparou com calma, e também se conectou à ele lentamente, entretanto não o beijou uma vez sequer.


                                   ****


Era uma sexta feira, e Baekhyun encontrava-se sentado em frente a tela  de seu computador. Havia virado a noite, ou seja, estava ali desde quinta feira, se esforçando arduamente para vencer seu bloqueio e escrever. Tudo o que havia conseguido  naquele meio tempo, foram 1000 palavras, e não estava gostando o suficiente, a vontade de apagar crescendo a cada segundo.


O escritor, cansado, começou a passar as mãos pelos cabelos. De repente baixou a tela do computador, fazendo um barulho meio alto, em seguida levantou da cadeira bruscamente, fazendo essa virar para trás. Irritado, jogou-se na cama batendo as pernas e braços contra o colchão. 


-AHHHHHHHHHH - gritou. 


Certamente não era apenas o bloqueio criativo que estava  impedindo-o de escrever. Na verdade o fato de ter transado com o seu primeiro amor também estava quase lhe sufocando, e naquela manhã de sexta feira estava ainda pior. Haviam se passado 7 dias e, como um fantasma destinado a lhe atormentar, Chanyeol não saiu de seus pensamentos em nenhum momento.


O escritor ainda lembrava do pequeno diálogo que tiveram, após o sexo antes de pegarem no sono, ele tinha perguntado para o Park se era ele  que de fato havia comprado a editora, se ele era mesmo o irmão de Yoora, pois ainda não conseguia acreditar que Chanyeol seria o seu chefe. Para o seu azar, a resposta foi positiva. Depois disso não conseguiu dizer mais nada, e o empresário também não se deu ao trabalho de puxar alguma conversa, como já era esperado. Então Baekhyun adormeceu.


Quando acordou, estava sozinho no quarto, apenas  um bilhete de Chanyeol o esperava ao lado, em cima do  criado mudo, no qual ele havia escrito que a noite havia sido ótima. Apenas isso. Nada mais. Àquilo havia o entristecido de uma forma inimaginável. Ele simplesmente havia sido usado, mas não culpava Chanyeol por fazer isso, culpava a si mesmo por permitir, por deixar que sua paixão do passado o controlasse no presente, fazendo com que se entregasse para o Park, mesmo sabendo que seria uma noite apenas. Estava furioso consigo mesmo.


Baekhyun alcançou o travesseiro que estava ao seu lado e colocou sobre o seu rosto, gritando em seguida ainda mais forte. Depois ficou com o travesseiro ali, enquanto respirava fundo, o peito subindo e descendo com força. 


Estava cansado, o corpo meio dolorido por  ficar sentado por quase 20 horas em uma cadeira, levantando apenas para pegar algum lanche. Após alguns segundos em completo silêncio seu corpo pareceu relaxar um pouco,  a tensão saindo através dos gritos de minutos anteriores, a mente sendo levada aos poucos para o mundo dos sonhos. 


Mas de repente o seu celular começou a chamar, a música invadindo seus ouvidos, dissipando sua calmaria, conquistada com muito esforço. Baekhyun não conseguia acreditar. Tirou o travesseiro do rosto, ainda incrédulo, e olhou para o celular que estava em cima do criado mudo. Levantou um pouco o corpo, e pegou o aparelho. Atendeu sem olhar quem era.


-Sim? 


-Baek? Preciso que venha na editora hoje à tarde.


-O quê? Para quê?


-Precisamos finalizar os últimos detalhes para o seu próximo livro. 


-Mas Sehun…


-Mas nada, Baek. É urgente, e eu não posso ir ai dessa vez. Venha às 14 horas, temos que resolver logo.


-Certo. - disse respirando fundo.



Desligou o celular e o jogou ao seu lado na cama. Respirou fundo e fechou os olhos com força. Não acreditava que teria que ir na editora novamente. Certo, era o seu trabalho, ele na verdade amava aquele lugar com todo o coração, embora não fosse tanto lá, pois tudo o que tinha que fazer era escrever, e isso ele fazia em casa, até mesmo os detalhes dos livros muitas das vezes Sehun vinha em seu apartamento para poderem decidirem. 


Baekhyun não entendia por quê Sehun não podia ir em sua casa dessa vez. Por que ele teria que ir na editora justo agora que o Park era o dono ? O medo de revê-lo depois da noite que tiveram começou a revirar seu estômago e entalar em sua garganta. 


Pegou o travesseiro e colocou sobre o rosto, não gritou, só queria esconder a vergonha que estava sentindo de si mesmo. Era um idiota. Ele não merecia o que estava acontecendo, ou talvez merecesse sim, por ser tão inconsequente e impulsivo. 


-Afinal de contas, meu primeiro amor não é tão fácil de esquecer. - falou, o som da voz sendo abafado pelo travesseiro.


                              *****



Baekhyun fez o que Sehun havia peço. Se organizou e saiu de casa indo para a parada de ônibus e, enquanto esperava observou as pessoas ao seu redor, tendo, em certo momento, sua atenção  inteiramente capturada por um cena que considerou absurdamente fofa. 


Uma mãe segurava o filho no colo, enquanto a criança tinha as mãozinhas em torno da maneira. Ele sugava o líquido com vontade, parecia faminto. A mãe acariciava os poucos cabelinhos pretinhos do bebê que, por sua vez, fechava os olhinhos como se tivesse aprovando o carinho. A criança parecia ter nove ou dez meses, estava toda agasalhada devido o clima frio daquela tarde de sexta feira.


O escritor ficou apaixonado, pensou em seu romance em andamento, em tudo que estava escrevendo, com certa dificuldade devido o bloqueio. Imaginou que seus protagonistas pudessem se tornar pais, por quê não? Certo, ele estava escrevendo um romance gay, seu primeiro romance gay, e ele sabia que tinha uma enorme chance de seu projeto sequer ser aceito pela editora, mas ele precisava tentar, além disso ele amava aquela história, tinha muito de si em seu protagonista, não poderia desistir, porque se o fizesse, não estaria desistindo apenas de mais um projeto, estaria desistindo principalmente de si mesmo.


A verdade é que observar aquela cena até o seu ônibus chegar, lhe encheu de ideias, e do fundo do coração, ele queria usá-las em sua história. Queria poder mostrar que pode existir outras configurações de família,  porque no fim das contas não é o sangue que une as pessoas, mas sim o carinho e amor que é construído e regado a cada dia, através da convivência. Um casal homossexual poderia sim formar uma família, e ser muito feliz.



Quando chegasse em casa escreveria tudo o que tinha em mente, tudo o que seu coração transbordava. Perdido em seus pensamentos, quase não percebeu a chegada de seu ônibus, entretanto  a movimentação das outras pessoas lhe tirou do seu pequeno mundinho de escritor. Entrou no ônibus e sentou próximo à janela, pela qual continuou observando a mãe, o bebê e aquela mamadeirinha linda que as mãozinhas cheinhas seguravam. 


Quando o ônibus se afastou o bastante para que não conseguisse mais ver aquela cena, Baekhyun se ajeitou no assento e encostou a cabeça no vidro. Fechou os olhos como se fosse cochilar, mas na verdade, ele só queria tentar imaginar um casal homossexual amamentando um bebê, e depois se divertindo com um bebê. Um sorriso singelo se desenhou no rosto bonito, e até tranquilo naquele momento. 


Baekhyun estava inquieto durante toda a manhã, o coração apertado com a possibilidade de rever Chanyeol, porém a cena da parada de ônibus acalmou e esquentou seu coração de uma forma que ele sequer conseguia explicar. A cena simplesmente era tão fofa que Baekhyun foi  sugado por ela, completamente cativado. 


Àquilo havia feito Baekhyun se esquecer de Park Chanyeol por um tempo, porém assim que sua parada chegou e p escritor desceu do ônibus, quase em frente da editora, ele sentiu o seu sangue esquentar, e as mãos suarem, isso porque o seu coração começou a acelerar. Ele não queria encontrar o Park novamente, mas se isso acontecesse, o que ele faria? Como reagiria? Ele não sabia, na verdade ele tinha medo de que seu corpo o traísse de novo, e que seu coração gritasse mais alto do que a sua razão. Pois foi isso que aconteceu quando ele aceitou transar casualmente com o seu primeiro amor, na última sexta feira. 


Parado, ele parecia preso na confusão em sua mente, entretanto o barulho dos carros passando atrás de si, se tornou um pouco mais alto, o que acabou o tirando do transe. Baekhyun olhou para um lado, depois para o outro, e em seguida encarou a editora. Olhou no relógio, percebendo que faltavam apenas dez minutos para o horário que Sehun havia dito, que era às 14 horas. Por isso, respirou fundo uma última vez e começou a caminhar.


"Eu não vou encontrá-lo" - repetia em sua mente, como se fosse um mantra. 


                      


                      **** 



Chanyeol estava sentado em sua cadeira de rodinhas, virado para a enorme janela olhando a cidade através do vidro, quando alguém bate na porta de sua sala, que ficava no último andar do prédio de sua empresa. Ele virou um pouco o rosto e observou a sua irmã surgir na porta, entrando em seguida. Ela estava chegando de viagem, pois havia viajado no sábado pela manhã, após a confraternização da editora que terminou já na madrugada do sábado.


Ela caminhou em sua direção, com um sorriso doce nos lábios, porém Chanyeol não conseguiu retribuir, a verdade era que ele estava um pouco aéreo, viajando em pensamentos enquanto observava a cidade lá de cima. Yoora se aproximou e o beijou na bochecha, abraçando-o por trás. Chanyeol acariciou suas mãos pequenas, que o rodeavam.


-Olá, irmão? 


-Oi, Yoora. 


-Hm… O que você tem? - ela se afastou um pouco para olhá-lo. - Essa cara, o que houve? - arqueou uma sobrancelha. 


O empresário a olhou, os olhos transparecendo toda a confusão que existia dentro do  coração. A verdade era que não adiantaria mentir para a sua irmã, ela o conhecia mais do que ninguém, e ela era a única que sabia do seu segredo, que sempre soube, que sempre o apoiou e o confortou, principalmente quando era adolescente. Ela sempre foi o seu refúgio, a pessoa para quem corria quando se sentia em tempo de explodir. Ela era a sua confidente. 


-É ele. - disse. 


-Baekhyun? 


-Sim, você tinha razão. É ele. 


Na sexta feira quando Chanyeol voltou da reunião que teve de última hora, Yoora o contou sobre o escritor com o nome de Byun Baekhyun que tinha conhecido na reunião com o pessoal da editora que haviam comprado. O Park se assustou. Não quis acreditar que se tratasse do garoto que costumava lhe observar no colegial. 


Chanyeol sempre contava de Baekhyun para Yoora, porém ela nunca  o tinha visto pessoalmente. Quando o viu pela primeira vez, não soube se era o mesmo de quem seu irmão falava, no entanto ao ouvir o nome, ela lembrou imediatamente. Seu irmão sempre descrevia o garoto como fofo, tímido, alguém que sempre o observava de longe e que participava do clube do livro, alguém que toda semana estava com o rosto enfiado em um livro diferente, e que via seus treinos escondido atrás da arquibancada, tentando não ser descoberto, mas falhando completamente. Byun Baekhyun era o nome que não saia da boca de Park Chanyeol.


E foi aí que Yoora soube. Ela soube através dos olhinhos de Chanyeol, que sempre brilhavam quando ele falava sobre o tal garoto do clube do livro. Ela soube que talvez, só talvez, Chanyeol estivesse se apaixonando pela primeira vez, e por um garoto. Ela não o disse, pois não queria o assustar. Mas depois de um tempo o próprio Chanyeol à disse sobre suas dúvidas, sensações e sentimentos. Mas naquela época faltou coragem para Chanyeol, e Yoora estava preocupada que agora também faltasse. 


Park Chanyeol nunca se aceitou muito bem. No passado porque era um adolescente se descobrindo, inseguro e que sabia que seu pai nunca o apoiaria, tinha receio de contar até mesmo para a mãe com quem tinha maior aproximação. Por isso Yoora foi a única que soube. Por isso seus pais nunca souberam. 


 E agora, depois de ter assumido o negócio da família e ter se tornado um dos maiores empresários dos últimos tempos, parecia ainda mais difícil dele se aceitar. Park Chanyeol estava fadado a fingir namoros com mulheres e no futuro, fingir até mesmo um casamento. Felizmente no momento não estava fingindo nenhum relacionamento. 


Mas talvez um certo reencontro estivesse o deixando maluco, a ponto de o fazer ir contra qualquer rótulo que até ele mesmo se impunha. 


-Chanyeol, você…


-Sim, eu tinha que fazer isso, para ter certeza. 


-O quê pensa em fazer, agora que tem  certeza? Agora que sabe que ele trabalha para você? Que está perto de você?


-Nada. Vou manter distância. - disse, virando o rosto para a janela. O olhar vago.


-Chan, por quê não tenta ? - Yoora perguntou, incomodada com a situação do irmão. 


-Você sabe que não posso. 


-Eu não sei não. Não vejo nada que esteja lhe impedindo. 


-Yoora, meu nome me impede. 


-Chanyeol, você não pode viver assim o resto da vida. 


-E o que posso fazer? - virou o rosto para olhar a irmã de novo. 


-Ser feliz, meu irmão. Feliz. - ela disse, sorrindo e abraçando o irmão. - Eu quero ver você feliz, Chanyeol. 


-Eu sei. - o Park fechou os olhos.


-Você sabe também, que eu sempre vou te apoiar, seja qual for sua decisão. - Yoora disse.


-Obrigado. 


-Não me agradece.- sorriu e beijou a testa do irmão mais novo. - Eu te amo. 


Chanyeol sorriu  aproveitando o carinho da irmã. Sentindo o coração quentinho com aquele aconchego que tanto precisava. 



                          *******



Baekhyun estava dentro do elevador, descendo todos aqueles andares, para poder voltar para casa. Estava planejando escrever assim que chegasse, pois ainda pensava na cena que havia visto na parada de ônibus, e estava tendo um surto de inspiração e ideias.


Estava tranquilo, pois não havia visto Chanyeol todo aquele tempo. Havia resolvido todas as pendências com Sehun. E estava inspirado. 


Saiu do elevador, caminhando em direção a recepção. Leve. O celular vibrou dentro do bolso da calça e então ele pegou para ver do que se tratava. Era uma mensagem de Sehun.


"Baek, esqueci de falar sobre algo importante, temos que nos ver, mas não precisa retornar, eu irei em seu apartamento." 



Baekhyun respirou fundo, não entendia como Sehun havia esquecido algo, pois tinham falado de tantas coisas que era quase impossível ter esquecido algo. Entretanto, gostou do fato de não precisar voltar para a sala de Sehun, poderia ir embora e depois irão resolver . Baekhyun estava cansado, não gostava de reuniões justamente por isso, ficava cansado de passar horas trancado em uma sala. 


Estava meio perdido em pensando sobre isso, que sequer percebeu um par de sapatos sociais se aproximarem de si. Quando botou, eles já estavam bem próximos. Guardou o celular no bolso, e levantou o rosto lentamente. 


O que viu era, de verdade, alguém que não queria ver naquele momento. Alguém que desejou ver pelo uma vez durante aqueles dez anos, mas que naquele momento não queria ver. 


Era Chanyeol, seu primeiro amor. Ele estava parado em sua frente, segurando uma maleta com a mão direita, lhe observando, sério. Ele estava simplesmente lindo. Ele era lindo e Baekhyun nunca negaria isso. Estava com um terno, que ficava perfeito no corpo másculo, definido. O cabelo preto arrumado de forma social, completamente impecável. Ele havia mudado muito, mas para melhor. Chanyeol estava tirando o seu fôlego, ainda mais.  


E Baekhyun esqueceu de respirar naqueles segundos. Ficou tão aéreo que sequer percebeu Chanyeol chamando seu nome. 


-Byun Baekhyun. - disse. 


Chanyeol não teve resposta, porque Baekhyun lhe olhava como se tivesse vendo um príncipe, lhe olhava feito um bobo. O Park sorriu e tocou o ombro do escritor. 


-Baekhyun. - disse. 


O escritor saiu do transe, não por ter escutado o seu nome, mas por sentir a mão de Chanyeol em seu ombro. Olhou para aquela mão grande apertando aquela região do seu corpo, e sentiu as pernas amolecerem. Definitivamente, seu corpo sempre o traía, e seu coração não ficava por baixo, pois ele estava batendo tão alto que o Baekhyun teve medo do empresário escutar. Ele era tão óbvio. 


Park Chanyeol não estava tão diferente, embora soubesse camuflar como ninguém, todas as reações que  tocar em Baekhyun causava em seu corpo. O empresário, após a conversa com a irmã, havia refletido ainda mais, chegando a conclusão de que poderia controlar seja lá o que fosse que estivesse sentindo, e decidiu no fim, que manteria distância de Baekhyun. Seria o melhor a se fazer. Porém, não imaginava que fosse o ver na editora, naquele horário. Eram quase 17 horas. Baekhyun deveria estar em casa, mas o fato dele está na editora, fez cair por terra qualquer certeza de que Chanyeol pudesse controlar alguma coisa. 


Foi absorvido pela aquela imagem de Baekhyun parado, com a cabeça baixa e concentrado em seu próprio celular, e involuntariamente se aproximou. Parou diante o escritor e esperou ser notado, e quando aconteceu sentiu o sangue esquentar e correr por suas veias ainda mais rápido.


Quando os olhos se cruzaram, Chanyeol tentou evitar, mas não conseguiu não tocar Baekhyun. Tocou e queria tocar muito mais. A verdade é que na noite em que ficaram juntos, o Park não sabia se realmente deveria fazer aquilo, mas quando entrou dentro do quarto com o escritor, sentiu a vontade lhe sufocar, uma necessidade lhe consumir. Durante a semana, repassou tudo o que fizeram, várias vezes em sua mente. 


Ao perceber que Baekhyun se sentiu ainda mais nervoso com o toque, afastou a mão, mesmo que seu corpo estivesse o repreendendo. Chamou o nome de Baekhyun pela terceira vez.


-Baekhyun. 


-O-oi. - respondeu, nervoso. 


-Está indo embora? - perguntou. 


Baekhyun levantou o rosto, olhando para Chanyeol, estranhando o fato do empresário ter puxado conversa consigo. 


-Ah! S-sim… - se encararam por alguns segundos.- E-eu tenho que ir. - disse nervoso, já se afastando. 


Chanyeol ouvindo e vendo o que Baekhyun dizia e fazia, sentiu um certo desespero. Não queria se afastar ainda, queria que ele ficasse um pouco mais. Sem saber o que fazer, agiu em um impulso. Segurou o pulso de Baekhyun, o impedindo de ir. O escritor congelou.


-Baekhyun, me passe seu número. 


Na verdade, mesmo confuso, sem certeza de muita coisa, Park Chanyeol tinha a certeza que queria que Baekhyun ficasse, não apenas naquele momento, mas para sempre. Ele não queria se afastar, embora tivesse dito a si mesmo que se manteria distante. Talvez ele tivesse enganado. Talvez o que tivesse dentro de si, não fosse tão controlável como ele imaginou que fosse. 





Notas Finais


Ufa rsrs Então gente, foi isso. Desculpem qualquer erro, e até o próximo capítulo que eu prometo trazer o quanto antes. Beijão amores.


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