História First Time - Capítulo 15


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Categorias 5 Seconds Of Summer, Bangtan Boys (BTS)
Personagens Calum Hood, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Luke Hemmings, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys, Bts, First Time, Fluffy, Sugatears, Taehyung
Visualizações 1.279
Palavras 4.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, oi gente.
Primeiramente peço desculpas pela demora. Não é pra me apedrejar antes de ler o capítulo, ok?

Obrigada por todo feedback do capítulo anterior e eu queria dizer que JÁ SOMOS 700+

First Time continua crescendo, assim como meu amor por cada pessoa que continua me acompanhando e me desejando melhoras.

Bem, sem mais delongas. Vamos lá!

Capítulo 15 - Primeira perda de sanidade


Fanfic / Fanfiction First Time - Capítulo 15 - Primeira perda de sanidade

Bati! — Taehyung grita, pelo que me parece ser a quinta vez na noite, jogando suas cartas em cima do colchão.

Jogo a sequência de cartas que seguro em minha mão sobre a cama, com uma expressão totalmente derrotada. Na verdade, Taehyung é o único que parece satisfeito, porque recolhe tanto as minhas cartas quanto as suas, embaralhando as mesmas e pronto para começar um novo jogo.

— Vamos mais uma? — pergunta, com o baralho já devidamente organizado em suas mãos.

— Não, chega! Tô cansada. — Bufo, deixando meu corpo descansar sobre o colchão.

— Cansada de perder, só se for — ele comenta, cheio de graça.

— Sim, porque eu não estava com a mínima vontade de jogar e você praticamente me obrigou. Francamente Taehyung, quando você disse que tinha uma ideia eu achei que faríamos alguma coisa legal.

E assim que termino de completar minha frase, me arrependo. Um sorriso extremamente sacana surge nos lábios do mesmo, que deixa o baralho de lado para se aproximar de mim.

— Ah, que safada!

Viro minha face, evitando encarar seu rosto, porque sei que vou ceder se ele se aproximar mais. Taehyung tem se mostrado extremamente perigoso para minha sanidade mental ultimamente, e não sei se isso é bom ou ruim, porque ao mesmo tempo em que eu quero, mais do que tudo, me jogar de cabeça, a outra parte fica na defensiva.

— Dá um tempo, ‘tá? Eu estava me referindo a alguma coisa mais produtiva do que jogar cartas pelo resto da noite.

— Eu sei de uma coisa bem mais produtiva do que jogar cartas pelo resto da noite. — Um sorriso lascivo escapa de seus lábios.

Há-há, muito engraçado. Só se eu tiver perdido totalmente minha sanidade mental.

— Eu nem disse nada. — Ele ergue os braços, num sinal de rendimento.

— Vem cá, já não tá na sua hora?

— Hora do quê? — Franze o cenho, confuso.

— De ir embora, do que mais?

— Caramba, você está me expulsando? — Ele parece chocado, abrindo a boca.

— Sim, estou. Era pra você me trazer, não pra ficar fazendo hora aqui.

— Mas você precisa de uma companhia, eu sou um homem honrado e jamais deixaria que você ficasse sozinha — começa, levando uma mão ao peito de forma teatral.

— Eu não vou ficar sozinha, idiota. Calum e Luke estão vindo pra cá. — Rolo os olhos.

— Não, eles não estão. — Boceja, de forma entediada. — Por que você acha que eles estavam tão arrumados? Pra levar seus coroas? Eles estão indo para a balada.

Fico em silêncio por alguns segundos, chocada. Me admiro por não ter pensado nisso antes, mas Luke e Calum estavam arrumados e ainda por cima insistiram para que eu não fosse junto. Estava bem óbvio que não queriam que minha última bebedeira se repetisse, e que eu viesse a acordar na cama ao lado de um desconhecido outra vez.

— Aqueles... — Faço uma pausa, pensando no que dizer. — Safados! Ugh!

— Eu até agradeço, sabe? — Tae começa, num tom cheio de graça. — Agora estamos aqui juntos, no nosso ninho de amor.

— Sai fora, Taehyung. — Empurro seu corpo, mas não consigo esconder meu riso. Esse garoto era um total sem noção.

— Você adora fingir que não quer, né? Me despreza, me enche de patadas, mas depois fica toda boba me olhando.

— Você tem demência? — digo, negando com a cabeça. — Você deve estar com muito sono mesmo, vai pra casa dormir, 'tá até delirando...

— Tem razão! — Ele sorri, se jogando de vez na minha cama. — Acho que vou dormir por aqui mesmo.

Abro bem meus olhos, apavorada. Taehyung parecia sério, e logo puxa as cobertas arrumadas da minha cama e se enfia debaixo delas. Permaneço sentada, o encarando como se aquilo fosse algum tipo de brincadeira.

— O que você tá fazendo? — solto, indignada.

— Dormindo? — responde em um tom óbvio. — Você deveria fazer o mesmo.

Rio, incrédula.

— Isso é algum tipo de brincadeira? 

Ele vira seu corpo, olhando pra mim. Uma das mãos que estava por baixo da coberta sai, segurando minha cintura e me empurrando para que eu deitasse. Suas duas mãos me agarraram, e logo, eu estava deitada ao seu lado, com suas mãos geladas em minha cintura e seu corpo por trás do meu.

— Taehyung. — Suspiro, fraca demais quando ele começa a distribuir beijos por minha nuca.

Shhhh.... vamos dormir, bonitinha — ele sussurra, deixando um último beijo em minha nuca e se afastando um pouco.

Permaneço em silêncio, esperando que ele faça algo a mais. Eu queria, queria muito, mesmo que fingisse o contrário. Mas Taehyung não faz nada, ele leva uma das mãos até as pontas do meu cabelo e passeia os dedos por ali, e o ato é tão leve e sútil que me faz bocejar.

...

— Você vai acordá-los? Vai mesmo estragar esse momento histórico?

Shhh... Eu preciso.

— Mas eles estão dormindo juntos. Em paz. Você vai acordar os dois mesmo?

— Tem razão, preciso me certificar de guardar esse momento antes que acordem e comecem a brigar.

E nós próximos segundos um flash forte atinge meu rosto. Coço os olhos, piscando três vezes antes de finalmente abri-los e dar de cara com Luke e Calum no meu quarto.

Por que todo mundo gosta de me fotografar ultimamente?

— O que...

— Thomas nasceu! — Luke solta, empolgado, apontando o celular na minha cara.

— Tira isso daqui — resmungo, sonolenta.

Taehyung está ao meu lado, dormindo com quase todas as cobertas para si, enquanto eu ainda pareço um urso inchado, acordando de uma hibernação. 

— Meu Deus! — Finalmente acordo do meu estado de coma matinal, puxando o celular das mãos de Luke e encarando a foto do bebê. — Ohh, meu Deus, o Thomas nasceu! Que coisinha mais linda — meu tom sai alto e empolgado enquanto observo a foto do bebê. 

— Quem?

A voz rouca e arrastada de Taehyung surge ao meu lado, e não posso evitar de sentir um arrepio ao olhar pro lado e encarar aqueles olhinhos puxados e sua carinha de sono. Seus cabelos castanhos estão por todas as partes do rosto, e ele usa a mão para arrastá-los para o lado, me fazendo praticamente esquecer do que acontece ao redor.

Por que ele tem que ser maravilhosamente lindo acordando, com o rosto marcadinho e os olhinhos pesados de sono? Fora aquela voz sexy e rouca, e o fato de que está sem camisa e... Espera aí! Quando foi que ele tirou a camisa?

— Por que você está sem camisa? — pergunto rápido. 

— Oh céus, isso parece um flashback. Você pelo menos lembra meu nome? — pergunta, estalando os dedos na minha frente como se eu fosse uma criança de cinco anos.

— Sim, idiota, eu lembro. Por que está sem camisa?

— Ah, eu te disse que acordassem iriam discutir! — Calum interrompe, dando um soco em um dos braços de Luke.

— Fiquei com calor — Tae me responde, dando os ombros antes de se sentar na cama. Ai. — O que está acontecendo? — ele pergunta, lançando um olhar curioso para Luke e Calum.

— Meu sobrinho nasceu — tomo a frente, praticamente enfiando o celular na cara dele como Luke fez comigo. Estava empolgada com a notícia de que Jack era papai. — Ele não é lindo?

Taehyung toma o celular da minha mão, coçando os olhos antes de analisar bem a foto.

— Ele parece um joelho — diz, me entregando o celular de volta.

Encaro seu rosto, perplexa demais pra respondê-lo. Calum e Luke parecem achar graça de sua honestidade, porque desatam em risos segundos depois.

— Ah é? — Levanto, com as mãos na cintura. — Pode sair daqui, seu troglodita que fala mal de bebês! — Puxo as cobertas de seu corpo, quase me arrependendo quando tenho uma visão completa de seu tronco nu. 

Calma Malia, mantenha a postura! Não vai adiantar nada brigar com ele para babar logo depois.

— Eu disse joelho, é? — Ele solta um riso sem graça, mas posso sentir um tom debochado em sua voz. 

— Disse.

— Mas eu quis dizer um joelho muito lindinho, aqueles que a gente passa creme hidratante, sabe? Joelhos são bonitos também...

Rolo os olhos, não acreditando em sua cara de pau. Decido desistir de tirá-lo dali, devolvendo o celular para Luke.

— Vou tomar um banho e depois vou ligar pra mamãe e tentar fazer uma chamada de vídeo — informo. — E vocês? 

— Eu vou dormir, oras — meu irmão rebate.

— Eu também. — Calum dá os ombros.

— Espera... Vocês vão dormir juntos? — pergunto, com um sorriso sapeca nos lábios. A convivência com Taehyung tem me tornado outra pessoa.

— Cara, você já escovou os dentes? Vai procurar o que fazer! — Luke empurra minha cabeça, me fazendo rir.

Logo os dois estão deixando o meu quarto, ambos resmungando da minha pergunta. Taehyung parece ter voltado ao seu estado de coma, e eu abro a porta do banheiro para me lavar.

Mal termino de passar água no rosto, levando a mão para alcançar a toalha de rosto quando vejo Taehyung me encarando pelo reflexo do espelho. Solto um grito, fazendo com que o mesmo se desmanche em risadas.

— Você me assustou! Desgraçado! — praguejo, atirando a toalha de rosto em sua direção. 

— Eu nem fiz nada, só estava parado esperando minha vez de me lavar. — Ele pega a toalha antes que ela atinja seu rosto, entrando no banheiro e se posicionando atrás de mim. O espaço entre nós é pequeno, por isso quase me jogo contra a pia do banheiro para não entrar em contato com ele. — Você tem umas escova de dentes pra mim? — Ele aproxima o rosto do meu ouvido.

— Q-Que? Claro que não! Por que eu teria uma escova pra você aqui?

— Não sei, namoradas não têm escovas para os namorados em suas casas? — graceja, me fazendo bufar. 

— Escova com os dedos, querido — respondo, me virando e desviando de seu corpo para voltar para o quarto. — E seja rápido, quero tomar banho em cinco minutos. 

Me sento na cama, ligando meu celular a apreciando as fotos que mamãe me mandou do meu sobrinho. A porta do banheiro está aberta, e às vezes desvio meu olhar do celular para apreciar as costas nuas de Taehyung quando ele se inclina para cuspir a espuma da pasta na pia.

Meu corpo esquenta, porque minha imaginação fértil projeta minhas unhas arranhando suas costas lisas e largas. Mordo os lábios, tensa, decidindo responder as mensagens da minha mãe e tentar me distrair de qualquer tipo de pensamento que envolva Taehyung e suas costas. 

— Você tem camisinha de menta aqui? Meu Deus!

Essa é minha deixa para largar o celular e sair correndo na direção do banheiro, onde Taehyung está com as gavetas abertas e segurando uma camisinha de menta com um olhar incrédulo.

— Larga isso onde achou, idiota! — Tomo o preservativo de suas mãos, enfiando na gaveta e fechando a mesma com força. 

— Ah, você está envergonhada? — Seus olhos me analisam. Ele tem um semblante zombeteiro no rosto. — Menta, huh?

— Sai, Taehyung. — Empurro seu peito, constrangida. Minhas mãos geladas quase tomam um choque com a pele quente dele, e me sinto pior do que antes quando ele percebe que estou tensa. — Tenho que tomar banho — solto, num fio de voz.

— Que coincidência! Eu também! — exclama, aproximando o corpo de mim.

— Estou falando sério idiota. — Dou passos pra trás, esperando que ele saia para que eu possa finalmente respirar em paz.

Mas ele não sai.

E droga, ele está me encarando de uma forma intensa, e me pergunto se é possível que alguém tenha tamanha dualidade. Taehyung parece uma fera agora, e eu pareço pequena e frágil, como uma presa.

Pisco, e quando abro os olhos seu rosto está praticamente colado ao meu.

— Eu também estou — sopra contra meu rosto.

É ridículo tentar resistir, eu sei. É estúpido fingir que não quero beijá-lo como se minha vida dependesse disso, porque, nesse momento, minha vida realmente depende disso. Então eu deixo todas as consequências futuras de lado e me agarro a ele, com força e vontade de corresponder o beijo que ele inicia. A pele dele está queimando, e quando passo meus braços por seus ombros nus, sinto meu corpo ferver quase tanto quando o seu.

Não conto quantos minutos se passam desde que começamos a nos beijar contra os azulejos do banheiro, mas o beijo fica mais rápido e selvagem com o tempo. As mãos grandes de Taehyung apertam minha cintura, e minhas unhas começam a arranhar seus ombros quando sinto-o se pressionar mais contra mim. Abro uma das pernas, na esperança de sentir mais, e ele corresponde minhas expectativas, grudando mais uma vez seu quadril contra o meu.

Ai  meu Deus. 

Ai. Meu. Deus.

Eu vou morrer. E vou morrer muito feliz, satisfeita e excitada. Eu posso senti-lo perfeitamente contra mim, e  para agravar o estado do meu corpo — que já não era mais 71% composto por água, e sim 100% — as  mãos de Taehyung subiram para minhas costelas, e seus beijos descem para meu pescoço, me fazendo gemer abafado. Ele pausa os beijos molhados, me encarando de um jeito sacana.

—  O que foi? — questiono, ainda afobada. Minhas unhas cravam em suas costas, e ele resmunga na hora. O arfar sofrido que sai de sua boca me faz tremer. 

— Se você continuar assim, não sei o que vai acontecer, bonitinha — diz, respirando fundo.

— Assim como? — pergunto, abrindo um sorriso provocativo e cravando minhas unhas com mais força em suas costas.

— Assim. — Ele morde os lábios com força, e eu observo a cena vidrada.

Por que essa criatura tem que ser tão bonita? Não é justo! Eu admito, admito mesmo, baixando todo meu orgulho, que eu quero Taehyung. E eu quero de milhares de jeitos, mas no momento, sendo mais específica, o quero dentro de mim.

— Se você não voltar a me beijar, não sei o que vai acontecer — murmuro contra sua boca, e suas mãos agarram meu cabelo em resposta, me trazendo para perto.

Satisfação. Essa é a palavra para definir tudo. Minhas mãos descem por suas costas, apertando, arranhado, apalpando. Taehyung, em troca, decide chupar minha clavícula, recebendo uma série de resmungos e gemidos reprimidos. Não é preciso que eu lhe diga para que ele perceba que encontrou um ponto fraco.

Quero ir mais longe, mas suas mãos não tomam nenhum tipo de gesto ousado, então eu decido testá-lo. Me empurro contra seu corpo, descendo as mãos para o cós de suas calças e o trazendo pra mim. Minha ato parece ter surtido efeito, porque ele se torna um pouco mais agressivo quando suga minha pele outra vez.

Isso com certeza vai deixar marcas. Mas quem se importa? Eu não. 

Sentir o volume dele contra mim só agrava meu estado, me deixa molhada. Dessa vez minha excitação não pode ser aliviada em um chuveiro, porque preciso de Taehyung dentro de mim nesse exato momento. 

E, 'tá legal, eu sei que qualquer garota no meu lugar preferia transar em uma cama espaçosa ao invés de um banheiro apertado. E eu sei que o tempo seria curto, mas eu não me importava com nada disso, porque eu o queria mesmo, poderia ser em qualquer lugar, eu não me importava. 

— Aquele banho ainda 'tá de pé? — empurro seu rosto, vendo um sorriso safado nascer em seus lábios.

— Malia, Malia...

Finjo não ouvir, apenas me afasto de seu corpo e abro o vidro do box. Minhas roupas vão embora antes mesmo que ele entre, exceto pela calcinha. E recebo uma série de risos da parte dele quando ele percebe a estampa de ursinhos nela.

— Eu não podia pedir por algo mais sexy — diz, encarando meu corpo e molhando os lábios. — Sempre me perguntei como você ficaria em uma dessas, bonitinha.

— E agora, o que você acha? — Viro meu rosto, apenas para encara-lo por cima dos ombros. 

— Acho que a realidade superou minhas expectativas.

Sorrio, ligando o chuveiro e sendo recebida pela água quente. Me viro para ele, que continua do lado de fora, me encarando com um sorriso de canto.

— Você não vem? — pergunto, confusa.

— Pode apostar que vou. — Ri alto. — Mas antes, vou te fazer um pedido, vire-se e feche os olhos.

— Taehyung...

— Por favor? — pede, com um sorrisinho fofo que contraria toda a escuridão que ele tem nos olhos.

Acabo cedendo, me virando e fechando os olhos. O barulho da água quente caindo abafa um pouco os sons de fora do box, mas posso reconhecer o som de suas calças caindo no chão. Mordo o lábio com força, tentando não me virar e atacá-lo, e só alguns segundos depois eu o sinto atrás de mim, fechando o vidro do box.

— Vira pra cá — ele diz, rouco.

Suspiro, me virando e encarando seu rosto. É difícil não olhar pra baixo, mas eu me esforço pra manter o contato visual intenso que ele troca comigo. Eu nunca o vi dessa forma, selvagem e mandão. Ele soa sexy, e parece que vai me devorar a qualquer segundo. Eu espero que me devore.

— E agora? — questiono em um sussurro.

— Eu adorei essa belezura que você está vestindo, então eu estive pensando se você não me daria a honra e tiraria. Me dê de presente.

Não contenho um riso, cheio de ansiedade.

— Seu desejo é uma ordem. — Deslizo a peça por minhas pernas, tirando a calcinha e entregando pra ele.

— Ah, eu realmente amei isso — ele exclama, sorrindo feito um canalha. — Mas acho que não vou poder agradecer o presente agora, tenho outras coisas em mente.

Sua mão agarra minha cintura, e eu sinto seu corpo me empurrar contra a parede gelada. Agarro seus cabelos, puxando-o para um beijo antes de senti-lo levantar minha perna direita. Ao  contrário do que penso, ele não vai direto ao ponto, ele se ajoelha, me deixando nervosa ao perceber o que ele vai fazer.

— Taehyung... Você

— Shh... — Uma de suas mãos passeia por minha perna, e eu tenho que fazer um grande esforço para sustentar meu peso ao sentir seus dedos ali. — Fique quietinha, bonitinha.

Sem muita escolha, eu suspiro. A água desce pelo meu peito, molhando meu corpo todo e o de Taehyung também.  Seus cabelos estão encharcados, mas ele não parece se importar com nada disso, apenas aproxima os dedos lentamente para perto de mim.

— Mas que droga, Taehyung!

Ele leva seu olhar até mim, e vê-lo daquele ângulo é totalmente insano. 

— O que foi que você disse? Eu não consigo te ouvir muito bem aqui embaixo

— Idiota! — grunhi, e antes que pudesse raciocinar, ele estava me beijando .

Jogo minha cabeça contra a parede com força, segurando um grito ao sentir sua língua quente passeando de forma profona dentro de mim. As mãos dele seguram minhas pernas com força, e acho que essa é a única coisa que me faz permanecer de pé, porque meu corpo todo enfraquece.

A água quente bate contra suas costas, e o som obsceno que sua boca faz contra mim não me deixa pensar direito. Eu quero gritar, mas sei que não posso, por isso acabo machucando meus lábios, tamanha é a força com quê os mordo. Taehyung segura uma das minhas mãos, enroscando em seu cabelo e depois voltando a segurar minhas pernas.

Eu já estava a ponto de explodir, mas tudo piorou quando ele usou uma das mãos para me massagear. Os movimentos circulares me fizeram soltar um gemido um pouco alto, e ele parou o que estava fazendo para me jogar um olhar divertido.

— Tudo bem aí, bonitinha?

Eu não respondo, apenas puxo seus cabelos e levo sua boca de encontro com meus quadris. Ele ri sonoramente, deixando selares castos por ali e se afastando.

— O-O que você 'tá fazendo? — pergunto, ofegante.

Ele não responde, apenas aproxima seu corpo do meu e segura minha perna outra vez. Eu respiro alto, excitada demais para controlar a ansiedade que toma conta. Eu o quero dentro de mim, e eu o quero muito

Ele aproxima o rosto do meu, e na primeira oportunidade que tenho eu capturo seus lábios. Arfo quando o sinto lá embaixo, me provocando enquanto encosta apenas uma parte do seu comprimento em mim.

— Posso? — murmura, enterrando a cabeça no meu ombro. 

— Deve — rebato rápido, ansiosa.

Uma de suas mãos o guia seu para dentro de mim, e fecho meus olhos, jogando a cabeça contra a parede quando o sinto. Se sua mão não segurasse minha cintura com força, eu estaria no chão.

— Droga, Taehyung — sussurro, puxando seus cabelos com força. 

Ele tem um sorriso lascivo, feição de quem está adorando meu estado. A mão na cintura me aperta ainda mais forte, e ele enconsta sua testa na minha.

— Você dizia...? — provoca, se enfiando com uma lentidão absurda dentro de mim.

— Agora não é uma boa hora pra me provocar — sussurro, entrecortado. — Por favor, vai rápido. 

— Você está pedindo por favor? — ele testa, saindo de dentro logo em seguida. Choramingo, arranhado sua nuca. 

— Estou. Por favor, Taehyung, eu preciso que você vá mais rápido. 

Ele faz o que eu peço, me invadindo com força e velocidade. Escoro minha cabeça na parede, e ele aproveita para enterrar o rosto entre meus seios, chupando e mordiscado o local. A água fervendo continua caindo por nossos corpos, e eu arranho suas costas com toda vontade do mundo, me certificando de mostrar o quão excitada estou.

O tempo que segue é gasto com seu ritmo fundo e forte. Taehyung apalpando todos os lugares possíveis do meu corpo, grunhindo grave e rouco no meu ouvido. Seus quadris batem contra os meus e o som é obsceno demais. Eu sinto quando ele se afunda em mim, milimetricamente, e sou capaz de sentir cada centímetro me preencher de maneira deliciosa. Tento buscar sua boca e nos embrenhamos em um beijo cheio de afobação e desejo.

Estou trêmula, com um formigamento por todo meu corpo. Taehyung me suspende, prendendo minhas duas pernas ao redor de seus quadris e se afundando em mim. Ele segura minha cintura, me fazendo rebolar contra ele, e eu grito quando meu ponto principal é atingido. Não consigo segurar um gemido alto quando isso acontece. 

Tae...

— Huh?

— Assim. Continua assim, por favor — choramingo.

— Você está vindo? — pergunta, repetindo o movimento.

Não consigo responder, desesperada pelo atrito que ele está me causando. Ele me preenche com profundidade, continua a me ajudar a mover meus quadris, e logo me pego agarrando seus cabelos com mais força ainda e chamando seu nome. O orgasmo vem de forma avassaladora, me fazendo morder os lábios e mesmo com a água caindo por nossos corpos, eu ainda consigo sentir algumas lágrimas escorrendo.

Ele beija meu pescoço de forma carinhosa quando percebe o que aconteceu, e continua a se mover, mas agora de forma lenta. Suas mãos ainda me seguram, me impedindo de cair. Ele morde meu ombro e eu o sinto vibrar dentro de mim, grunhindo alto antes de estocar mais uma vez com força.

Não sei como ele continua me segurando, mas eu permaneço em seus braços por alguns minutos. Quando consigo me estabilizar, ele se afasta, abrindo o vidro do box.

— O que está fazendo? — pergunto, espiando-o pelo vidro embaçado.

— Jogando a camisinha fora — responde. Ele bate no vidro, e eu limpo o vapor apenas para encarar seu sorriso sapeca. — Será que se eu jogar no vazo vai entupir também?

— Vai se foder! — resmungo, assistindo-o rir de mim.

Logo ele abre a porta novamente, se enfiando do meu lado. Ele parece feliz, e eu deveria estar também, — não só por ter transado depois de tanto tempo — mas há algo me impedindo. E sim, essa é uma maldita hora para pensar no que acabei de fazer ou me arrepender, mas a verdade é que eu não sei o que acontecerá a partir daqui.

— Ei, bonitinha, será que dá pra chegar um pouquinho mais pra lá?

Suspiro, abrindo os olhos.

— A água não está pegando em você? — pergunto.

— Não é isso, é que você está pisando na minha mais nova peça rara de colecionador — graceja.

Olho para meus pés, vendo que estou pisando em cima da minha calcinha de ursinhos. Semicerro meus olhos para o garoto em minha frente, enquanto o mesmo cai na risada.

— Francamente...

— Sabe, eu deveria ter inovado com ela. — Ele leva uma das mãos ao queixo, se afastando assim que pega a calcinha do chão. — Dá próxima vez eu vou te amarrar ou te vendar com ela, ao invés de ver estrelas você vai ver ursinhos. — Ele ri, me fazendo rolar os olhos.

— Me devolve isso, idiota. — Estendo a mão. — Espera... você disse próxima vez?

Pela primeira vez eu o vejo ficar sem graça, como se não houvesse se dado conta do que havia dito. Ele fica sério, e algo dentro de mim se angustia. Era uma piada, Malia. Outra piadinha boba.

— Bonitinha — chama, com a voz mais baixa.

— Hm?

— Nós podemos fazer isso. — Ele me fita, sério. — Não é segredo pra ninguém que... — ele dá uma pausa, tomando fôlego. 

— Que...? — Fico ansiosa.

— Que você está completamente caidinha por mim — solta, com um sorriso sapeca nos lábios. Bato em seu peito, enquanto ele ri. 

— Seu animal!

— E que eu tenho uma queda enorme por você e seu gosto peculiar para calcinhas.

Por mais que eu tente permanecer séria, não consigo. Acompanho seu riso bobo, leve e brincalhão. Taehyung tem algo de outro mundo dentro dele, uma leveza e uma forma única de viver a vida.

— Então... — ele continua. — A gente podia tipo... tentar? — Arqueia a sobrancelha, sugestivo. 

— Você está sugerindo que a gente fique?

— Sim, eu estou.

Suspiro, um pouco surpresa. Claro que discutir relações com Taehyung debaixo do chuveiro logo após um sexo maravilhoso não era a escolha mais sábia do mundo, mas eu estava surpresa com sua proposta. Surpresa e confusa. 

— Será que nós podemos tomar banho primeiro? — pergunto, suspirando.

— Claro, podemos. Tsc... E você ainda disse que não tomaria banho comigo.

— Ugh, se você não calar essa boca e não tomar banho quieto eu vou chutar o seu pinto.

— Você acabou de dizer pinto?

...

— Mas o que diabos você está procurando?

Me viro, um pouco irritada. Faz cerca de cinco minutos que Taehyung está tateando todo o quarto, procurando por algo que não sei. Ele já está devidamente vestido, com as chaves do carro na mão e o celular no bolso, logo não consigo pensar no que ele está procurando. 

Assim que faço minha pergunta, ele se ajoelha perto da cama, apoiando uma mão no joelho e me encarando com os lábios comprimidos. Está segurando um sorriso, enquanto eu continuo o encarando confusa.

— Sua sanidade mental.

— Huh? — Franzo o cenho, ainda não entendendo a situação. 

— Não está por aqui... Já estou ficando preocupado, você me disse que só aconteceria algo entre a gente caso perdesse totalmente a sanidade mental. Então estou procurando por ela.

Cruzo os braços, o encarando desacreditada.

— Você ficou por cinco minutos fingindo estar procurando algo apenas para fazer uma piada? Inacreditável!

— Sim, eu fiquei. Obrigado. — Ele parece muito orgulhoso de si mesmo, gargalhando. — Essa foi ótima, não foi?

— Só idiotas riem das próprias piadas.

— Já vi você rindo das próprias piadas — rebate, com um sorrisinho esperto.

— Você quer morrer? — ameaço, semicerrando meus olhos em sua direção. — Aliás, já era pra ter ido embora. 'Tá fazendo hora aqui por quê?

— Você disse que a gente ia conversar depois sobre, huh... Nós.

Concordo, caminhando em direção a cama e me sentando ali. Taehyung se escora na parede, numa postura relaxada enquanto me encara.

— Tudo bem, nós realmente podemos fazer isso funcionar — solto, hesitante. — Só precisamos estabelecer algumas regrinhas...

— Regrinhas? Bonitinha, estamos falando de algum contrato ou sobre nós?

— Sobre nós, é claro. Mas ah, Taehyung, isso envolve você e com você nada é simples! A gente precisa impor algumas regras, porque pode dar tudo errado e...

— Deus, você está sendo psicótica! 

O encaro, brava.

— Está vendo? Você não sabe cooperar com nada! 

 — Ok, ok, diga as suas regras. — Rola os olhos, entediado.














Notas Finais


Primeiramente: USEM CAMISINHA, CRIANÇAS.

E AHHHH, FIRST TIME GANHOU UM TRAILER. ASSISTAM E ME DIGAM O QUE ACHARAM??

https://youtu.be/YXjqRBCiy7A

Quero agradecer a linda da @miyushu que fez esse trailer e ainda deu voz pra Malia. Te amo miyu <3


Sigam meu perfil @sugatears

Beijinhos. Até a próxima!


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