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História First Time (MarkHyuck) - Capítulo 1


Escrita por: VelvetKeyR

Notas do Autor


Olá, comecei essa fanfic há alguns meses e cheguei até mesmo a postá-la aqui, mas por não achar que ela estava ficando do jeito que eu queria acabei apagando. Agora, com mais ideias na cabeça, consertei algumas coisas e espero que você gostem.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Nameless Boy


Fanfic / Fanfiction First Time (MarkHyuck) - Capítulo 1 - Nameless Boy

Janeiro de 2021

Sábado 00:27

 

As luzes piscavam sem parar e mudavam de cor enquanto seguiam o ritmo da música, azul, rosa, roxo, verde. Todo o ambiente tornava-se monocromático e meu corpo se movimentava quase que involuntariamente, se eu fechasse meus olhos podia sentir o calor dos corpos de todos que dançavam em minha volta naquela pista, a bebida com certeza já estava fazendo efeito. Eu estava sozinho, completamente sozinho, mas isso não importava, afinal facilitava o encontro de uma companhia para passar uma única noite e provavelmente nunca mais vê-la. Não era comum da minha parte sair para beber sem meus amigos, no entanto nesse dia em especial eu precisava disso, nem me dei conta do quanto bebi, só sei que as luzes ficaram bem mais interessantes depois que o efeito do álcool surgiu.

 

Um pouco próximo a mim, dançava um rapaz que logo cativou a minha atenção, ele era um pouco mais alto que eu, seu cabelo aparentava ser bem macio e seu sorriso me fez querer sorrir de volta assim que pousei meus olhos sobre sua figura. Dificilmente eu me impressionava com alguém na balada, mas esse garoto tinha algo diferente, ele dançava de uma forma hipnotizante, era simplesmente impossível ignorar a sua presença. Reparei que ele retrucou o olhar, assim, tentei disfarçar rapidamente fechando os olhos retornando a dançar, e ignorando tudo e todos que estavam em minha volta, nada mais importava, apenas a música que tocava e meu corpo que se mexia conforme o ritmo.

 

Quando abri meus olhos e voltei a realidade, percebi que o garoto estava agora mais perto de mim e dançando enquanto me encarava firmemente, definitivamente eu não estava doido, ele estava flertando comigo.

 

“Não tenho nada a perder” pensei em minha mente.

 

Nossos corpos se movimentavam em sincronia com a batida, cada vez mais colados, ele sorria timidamente e eu, um pouco mais ousado, não perdi tempo em finalmente colocar uma de minhas mãos em seu ombro e perguntar em seu ouvido:

 

-Está sozinho?

 

-Sim.-Ele respondeu ainda sorrindo.

 

-Quer ir para outro lugar!?-Perguntei um pouco mais alto por causa da música.

 

-Vamos!

 

Saímos da festa correndo de mãos dadas para não correr o risco de nos perdemos na multidão, pelas ruas escuras sob um clima frio da madrugada, dávamos gargalhadas enquanto esvaziávamos uma única garrafa de bebida que trouxemos conosco. Finalmente, cansados de rir e correr, paramos sobre uma ponte e ficamos observando a água do rio. Com a iluminação dos postes, pude ver melhor o rosto daquele estranho que estava comigo e ele era realmente muito bonito, aparentava ter mais ou menos a mesma idade que eu e por mais que eu não o conhecesse, transmitia um sentimento de tranquilidade em mim.

 

-Não acredito que bebeu mais da metade da garrafa sozinho.-O rapaz estranho disse rindo e virou a garrafa mostrando que estava vazia.

 

-Foi mal, eu teria deixado um pouco mais para você, mas não resisti.-Caí na gargalhada, eu estava claramente bêbado.

 

-Ei, qual o seu nome?-Ele perguntou.

 

-Lee Donghyuck.-Respondi pensando por quanto tempo iria resistir ficar sem beijar aquele garoto.-Mas pode me chamar de Haechan.

 

-Certo.-Ele mordeu os lábios pensativo.-Quer fazer o que…

 

-Quer ir para minha casa?-O interrompi por um impulso.

 

Ele deu um sorriso meio travesso e fez sinal positivo com a cabeça.

Mal entramos em meu apartamento e começamos a nos beijar freneticamente, era como se fizesse séculos que eu não sentia o calor dos lábios de alguém. Ele segurava forte em minha nuca e eu passava as minha mãos pelo seu corpo bem definido, estava impossível me conter, talvez o álcool tivesse potencializado o fogo que eu estava sentindo, mas sinceramente aquele garoto sabia muito bem o que estava fazendo.

 

Só havia uma coisa que eu não contava: eu ainda era virgem. Bom, não era o fim do mundo ser virgem e eu gostaria muito de “perder” logo a virgindade, mas nunca tinha achado alguém a altura para fazer acontecer tal coisa. 

Já sem camisa, ele foi desabotoando minha blusa enquanto beijava meu pescoço.

 

-Tem certeza de que quer fazer isso?-Ele perguntou enquanto desabotoava o último botão.

 

-Sim! Por que ainda está perguntando!?-Falei impaciente.

 

-Você não parece estar muito bem.-Ele disse sorrindo, mas sua voz continha um tom de preocupação.

 

Pior que era verdade. Eu estava enxergando tudo dobrado, havia bebido demais naquela noite e normalmente quando bebo fico extremamente vermelho.

 

-Sou apenas um virgem querendo se divertir um pouco, está tudo bem, vamos!-Falei meio embolado.

 

-Você é virgem?-Ele disse ainda em cima de mim.

 

-Sim…

 

-E tem certeza que quer perder a virgindade nesse estado?

 

-Eu estou ótimo!-Comecei a rir sem parar.-Sempre imaginei que minha primeira vez seria inesquecível, quero lembrar de tudo, do rosto da pessoa, dos toques, dos beijos…-Voltei a rir novamente, estava totalmente tonto.

 

-Eu gostaria que você se lembrasse de mim.-Ele disse com um sorriso dócil.

 

Acordei com uma forte dor de cabeça e o clarão do sol praticamente me cegando. Levantei-me da cama e vi minhas peças de roupa jogadas pelo chão, eu estava apenas de roupa íntima e reparei que estava completamente sozinho.

Não lembrava direito o que tinha acontecido na noite anterior, lembrava apenas de alguns flashs e na maioria deles o rapaz bonito e cativante da balada estava.

Andei um pouco pelo quarto e vi que tinha um preservativo semi aberto no chão, o que me deixou um pouco frustrado.

 

Não acredito que tive minha primeira vez e nem ao menos me lembro.”

 

Procurei se o garoto tinha deixado algum sinal, um bilhete, um número de celular, mas ele não tinha deixado absolutamente nenhum rastro de que já esteve ali.

 

Ele deu no pé e nem se despediu” falei enquanto olhava em volta.

 

Tentando lembrar  dos acontecimentos da madrugada me toquei de um fato extremamente importante: eu não sabia o nome dele.

 

 

 


Notas Finais


Obrigada por ler :)


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