História Físico-Química - Capítulo 6


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Dimitri Belikov, Rosemarie "Rose" Hathaway
Tags Romitri
Visualizações 39
Palavras 1.508
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Capítulo 5


-Então está decidido? Três dias em Nova York. Estou acompanhando a programação do American Museum of Natural History, acredito que vamos conseguir fazer uma boa excursão.- Karp fala animada mostrando o planejamento inicial.

Esse era o assunto que ela tanto queria falar algumas semanas atrás. Estávamos fazendo pesquisas de bons museus para nossa área de naturais. Acredito que eu seja um louca por aceitar isso logo no meu segundo ano em um colégio, mas é a Karp. Ela é ótima e sei que no fim vai dar tudo certo.

-Ótimo.- sorrio junto a ela. -Terminar as pesquisas por hotéis, arrumar o material de aula e apresentar a Alberta e Kirova.

Ela olha para o relógio em seu pulso e suspira arrumando as folhas com nosso esboço.

-O nosso horário de almoço já está acabando.

-Bem, pelo menos foi útil.- me acomodo preguiçosamente na cadeira.

Braços envolvem meus ombros e o cheiro de cigarro chega às minhas narinas.

-É mesmo? Sonya, você conseguiu convencer a Rose a me dar uma chance?- pergunta animado. Fecho os olhos balançando a cabeça em exaspero e começo minha tentativa de me livrar dos braços dele.

-Isso não é assunto meu, Adrian.- Karp responde risonha.

-Então, Rose?

-Dá pra me soltar?- reclamo e olho ao redor da sala. Meus olhos encontram os de Dimitri.

Essas últimas duas semanas continuamos as aulas, ele era bom, não foi à toa que se tornou professor. Começamos a revezar as caronas para a universidade. Ele apenas era na dele. E cada dia que passava, minha curiosidade por ele aumentava.

Tento dar um sorriso, um cumprimento de longe. Ele apenas acena e sai do meu campo de visão. Se deu aquela fisgada de leve no peito? Nãaaao... É claro que não.

-Vai me soltar ou não?- começo com uma entonação irritada. -Estamos trabalhando, Adrian.

-Na verdade horário de almoço.- me corrige folgando os braços.

-Tanto faz, isso aqui é uma escola.- me despeço de Sonya e vou para a minha sala.

Termino de arrumar as mesas. Condutibilidade de sais em meio aquoso. Assunto do dia. Parece legal? É porque realmente é. Ascender uma lâmpada com um dos fios deixando a carga passar pela água com sal para ascender uma lâmpada. Apenas com a ajuda de uma bateria de carro.

No ano passado, a aula correu bem. Foi incrível ver os rostos concentrados se transformarem em algo como felicidade e admiração. Aquilo era a prática. A mesma prática que me chamou atenção e fixava tão bem o assunto. A parte visual e auditiva é importante, mas já percebeu que depois de fazer um experimento fixa melhor?

Isso me instigava. Me deixava quase eufórica a cada novidade feita. E é esse sentimento que tento passar.

Uma das turmas entram na sala após o sinal tocar. Depois de ensinar sais, explico a experiência.

-Quanto maior a concentração de sal na água, maior será a intensidade do brilho da lâmpada.- concluo deixando que os alunos tentem o experimento. Observo a turma e tiro algumas dúvidas, até que sinto o cheiro forte de cloro.

Espera, esse cheiro não era para estar aqui.

Olho entre as bancadas. Foco na mistura borbulhante expandindo gás de cloro. Droga!

-Peguem suas coisas e saiam da sala o mais rápido possível.- minha voz sai firme e começo tentar tirar os cabos de contato com a bateria.

Os alunos passam ao meu entorno como uma manada de elefantes, agoniados para sair e o único resultado do meu esforço, até então, foi quase queimar o meu dedo ou levar um choque. Desisto dessa ideia e sigo para as janelas colocando os braços, tentando respirar através do pano do guarda-pó. Que se dane o ar-condicionado ligado.

Sinto um alívio extremo quando a última janela é aberta. Pego minha bolsa e quando vou tentar pegar no chão o controle do ar-condicionado para desliga-lo. Agacho-me rapidamente e ouço um tecido ser rasgado.

Ho merda!

Levanto totalmente envergonhada. Mesmo estando sozinha, minha calça jeans rasgou ao meio. Sabe aquela costura vertical no meio da bunda? Pois é, justamente nesse lugar. Respiro fundo, consigo o meu intuito inicial e saio da sala.

-O que está acontecendo?- Alberta pergunta apreensiva assim que fecho a porta.

-Os cabos de ambos os polos dentro da água.- começo apressada. -Mesa três, lado direito sentido quadro bancadas.

-Para onde você vai?- me pergunta confusa quando passo direto por ela.

-Preciso ir ao banheiro.- puxo a gola do guarda-pó que rasga como uma folha de papel. -E uma passada em casa.

Ela não diz nada, apenas fica com os olhos um pouco mais abertos que o comum. Quando estou para virar para o corredor ouço a voz de Alberta, já recomposta:

-Quem senta na mesa três do lado direito?

[...]

Sabe essa história de que é só passar o shampoo no cabelo e adeus cloro? Furada! Você tira o superficial, mas não os que começam a se lugar com os fios. Por isso, fiquei dez minutos com o cabelo de molho na pia do banheiro feminino. Acho que a parte mais legal do dia foram as caras das garotas que entravam. Em uma escala de dez a zero, qual o grau de estranheza de ver sua professora com o cabelo molhado dentro da pia do banheiro da escola?

Melhor eu não saber...

Passo em casa apressada. Tomo um banho rápido e, por precaução, pego uma roupa extra. Nem que seja para ficar esquecida no fundo do carro. Acho que eu nunca refleti essa necessidade sendo uma professora de química. Agora está mais do que claro a funcionalidade de algo assim. A Lissa teria orgulho de mim, já minha mãe estaria próximo à “É bom mesmo.”

Consigo dar aula para a outra turma, e advinha? Sou chamada diretamente à coordenação. Explicar à Alberta o que aconteceu foi o de menos, o foda seria encontrar os pais daqueles garotos. Sim, dois garotos querendo aprontar sem fazer ideia do risco que colocou a sala inteira.

-Antes de entrar lá, posso fazer uma ligação?- pergunto quando saímos da sala dela.

-Claro. Seja rápida.

-Obrigada.- me afasto dando um leve sorriso.

Disco o número de Dimitri. Aula hoje está fora de questão.

-Alô?- ouço a voz dele.

-Oi, eu queria avisar que hoje não vai dar para ter aula com você.- falo um tom baixo. -Tive um imprevisto.

-Eu soube do incidente.

Oh!

-Bem... Podemos marcar para outro dia?- pergunto um tanto envergonhada.

-Dimitri, vai querer alguma ajuda?

A voz de Natasha ressoa distante no telefone. Sinto meu peito pesar. O que Dimitri está fazendo com ela?

-Não, obrigado.- responde, para mim o som sai abafado. -Rose, tenho que desligar. Nos falamos depois.

-Claro.

Desligo a chamada e vou em direção à sala de Kirova. A cena que encontro é de dois pais com as feições fechadas. Acredito que a situação não seja das melhores. Angustiada, tomo meu lugar.

-Como pôde deixar algo assim acontecer? Mexer com substâncias que podem ser nocivas em sala de aula!- um dos pais exclama depois que Alberta me apresenta.

-Olhe bem, não há nada de nocivo em sal e água. Isso apenas ocorreu pois os filhos de vocês não seguiram as minhas instruções.- tento responder calmamente, odeio essa parte do trabalho e a pilha de e-mails reclamando sobre problemas no ensino.

-E como permitiu que isso ocorresse?- uma mãe começa a se exaltar. -Isso é irresponsabilidade!

Meu corpo começa a tremer. Eu não fiz nada de errado. Nada.

-Senhora Phillips, não há falha da educadora.- Alberta se põe em minha defesa. -A indisciplina veio dos alunos em questão. Esse é um experimento bastante comum, qualquer um poderia fazer. O fato é: eles têm reclamações, incluindo bagunça.- Alberta vira-se para mim e pergunta: -Está com o guarda-pó fácil?

Pego-o em minha bolsa e entrego a Alberta. Ela passa uma parte do tecido para a mãe e continua.

-Puxe o pano.- ela puxa e o pano se desfaz. Os fios que compunham a roupa ficaram frágeis. Os pais abrem mais os olhos em direção a Alberta. -Isso foi o que aconteceu com o pano que a professora Rosemeire usava. O que não podiam ter causado?

Os ombros dos meninos se encolhem. Eles estavam calados e olhando para baixo o tempo todo.

-Já que estamos esclarecidos,- Kirova prossegue. -Além de duas semanas de detenção, gostaria que Rose passasse um trabalho para que eles sobre o assunto em questão.- a diretora tenta parecer apaziguadora. -Rose...- me incentiva.

Solto um pigarro antes de continuar, acho minha voz enquanto controlo meu tremor.

-Quero um trabalho manuscrito de como conseguir gás de cloro a partir do Cloreto de Sódio em meio aquoso e a utilização dessa mesma substância na produção de armas químicas.

Apenas vejo os olhos arregalados dos garotos em minha direção.

-Todos de acordo, acho que o assunto aqui está encerrado.- Kirova finaliza a reunião.

Depois de agradecer a Kirova e -em especial- a Alberta, vou para casa. Dirijo no automático. O dia fervilhando em minha mente e o aperto no peito que parece não passar. Céus! Eu só quero deitar e terminar logo esse dia.


Notas Finais


Deixem o favorito e comentem o que acharam! Me deem um feedback do capítulo.
Beijos da raposa!


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