História Físico-Química - Capítulo 9


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Dimitri Belikov, Rosemarie "Rose" Hathaway
Tags Romitri
Visualizações 105
Palavras 3.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Alguém a fim de ler um texto de qualidade? Acreditem, encontrei um maravilhoso que fiquei de queixo caído com tamanho envolvimento e sentido figurado rebuscado. Ainda me pergunto como ainda está no anonimato. Link no final do capítulo para quem se interessar. Usuário: devoult.

Capítulo 9 - Capítulo 8


 

Duas semanas haviam se passaram juntamente ao aniversário do meu pai. No sábado à tarde, tive que pegar um voo para Nebraska para chegar a tempo da grandiosa festa do Abe Mazur. Se tivesse níveis de exagero no mundo, os mais altos estariam classificados nessa sequência: muito exagero; limite de exagero; exagero ao extremo; exagero absurdo; absurdo elevado ao cubo do exagero; e como não poderia faltar, exagero nível Ibrahim Mazur.

Bem, por aí já se pode imaginar como foi. Da minha parte sem comentários. Cada ano uma inovação. Prefiro não pensar na hipótese de virar um show de horrores, por que para brega já está por um triz.

Se acha que estou brincando, por quê encher o lugar com vasos de mais de um metro de altura com capacidade de mais de mil flores?

Quer saber? Chega de falar disso. Estou indo em direção a mansão da Lissa. Sim, porque uma casa não tem aquele tamanho. Minha amiga marcou um almoço para comemorar a visita de Eddie. Nosso amigo orgulhoso e responsável preferiu ficar em um hotel por essa semana. Fazer o que...

Depois de estacionar e tocar a campainha, a porta se abre e Eddie aparece. Ele continua bonito, como sempre foi: cabelos loiros claros, mas nada daquele amarelo marcante, mais suave. Olhos castanho esverdeado, um tom maravilhoso que é quase hipnotizante. Sua pele clara continuava a mesma, entretanto seus músculos aumentaram.

A advocacia o fez muito bem.

Aperto-o o mais forte que consigo dentro do abraço de urso dele. Havia quase um ano que não nos víamos, mas a saudade era tamanha e o sentimento de familiaridade imenso que parecia que tínhamos nos visto semana passada.

-Continua a mesma.- disse fechando a porta com um dos braços ao redor dos meus ombros.

-E você cada dia mais forte!- comentei cutucando seu abdômen sarado.

-Notou?- pergunta divertido.

-Tem como não?- respondo rindo enquanto ele beija o topo da minha cabeça.

É fraternal.

O sentimento de irmandade é palpável. Ele se aproximou cada vez mais depois que o Mason se foi. Eddie me defendia e me aconselhava de todos os tipos de assuntos possíveis. Como quando eu perguntava sobre qual roupa eu devia usar ou como chegar em um cara. Nesse último quesito, até mesmo a Lissa ele ajudou com o Christian. E veja no que deu, o casal sol e lua unidos desde o terceiro ano do ensino médio.

-Rosie!- Christian grita assim que me vê passar pela porta que dava ao belo jardim.

Pois é, foi só pensar no diabo e o próprio satanás aparece.

-Churrasco?- pergunto vendo-o em frente a grelha com algumas linguiças e massas de hamburguês. -Um cozinheiro pode fazer melhor!- ironizo.

-Foi ideia do seu amigo.- pirraça.

Olho séria para Eddie que dá de ombros pegando uma cerveja da mesa.

-É ótimo para uma reunião de domingo.- ele assegura sorrindo.

-Espero que não ponha fogo em tudo.- me refiro a Christian.

-Estamos ao ar livre.- contesta.

-Os seus talentos piromaníacos surpreendem a qualquer um!- falo sorrindo amavelmente.

-Você não perde uma.- Eddie comenta após uma risada.

-Eu vou colocar sua língua na grelha.- Christian rebate apontando o garfo enorme de dois dentes para mim enquanto abraço Eddie o mais forte que consigo.

-Eu não vou ganhar abraço seu, Rosie?

Viro-me e vejo Adrian. É, ele aprendeu esse apelido ridículo com o Christian. Acho que o único que não foi infectado com isso foi o Eddie.

-Não, hoje estou com o Eddie!- mostro a minha língua para ele e, tarde demais, vejo Dimitri andando atrás dele. Sinto como se o meu chão tivesse desabado.

Mas o que ele está fazendo aqui?

-Uma dessa eu não deixava!- ouço ao fundo Christian incitar. Entretanto, meu corpo está rígido e minha atenção focada no homem a minha frente.

Ele estava com a expressão neutra de sempre. Com calças jeans e um suéter azul marinho por cima de uma blusa branca. O cabelo não tão bem arrumado como de praxe e os óculos davam-no o ar de intelectual. Quero dizer, mais intelectual.

Senti um arrepio subir pela coluna, mas não era pelo frio do outono que se mostrava. Eu estava com um moletom quente com o zíper aberto e as mangas levantadas até os cotovelos. O motivo do tal arrepio, nada mais foi que o fato dos olhos do Dimitri encontrarem os meus.

-Oi...- murmurei para Dimitri que apenas acenou de volta.

Eu estava confusa ainda olhando para ele em silêncio quando Adrian falou:

-Christian, espero que não se importe de eu ter trazido o meu primo.

Primo?

Que droga é essa? Eles são primos?

-Está falando sério?- perguntei ao Adrian com as sobrancelhas fincadas.

-Acha mesmo que eu ia espalhar isso por aí?- me respondeu fingindo-se de ofendido. -Não estou a fim de dividir minhas pretendentes.

-Adrian, eu agradeço por trazê-lo só pelo fato de ter deixado a Rose com essa cara.- fala o Ozera e ainda reclama por ter perdido a oportunidade de registrar.

-Acompanhamentos!- Tasha exclama trazendo duas travessas de comida nas mãos e Dimitri logo se predispõe a ajudar.

Senti meu estômago revirar e a sensação de que algo estava entalado na minha garganta. E não tive muito tempo para pensar no que estava acontecendo quando minha melhor amiga chegou acompanhada de Brett com mais travessas.

-Fiz batatas fritas extras!- Lissa comenta.

-Que bom que lembrou, se não a Rose não deixaria para ninguém.- Eddie comenta divertido apertando mais os seu braço em minha cintura.

Reviro os olhos. Toda a graça que esse almoço poderia ter foi direto para o ralo.

Depois de todos se cumprimentarem, Christian ainda estava preparando o churrasco e sentamos na mesa enquanto a maioria bebia cerveja. As exceções eram eu e Brett com nossos respectivos refrigerantes. Em minha defesa, eu sempre achei a cevada uma droga.

-Então Dimitri, em que trabalha?- Lissa puxa conversa. Borboletinha social em ação. Claro, no bom sentido.

-Sou professor, trabalho na St. Vladimir.- respondeu cordial.

-Ele é um excelente professor de física.- Natasha comenta.

Começo a me perguntar o que ela estava fazendo aqui. Era um almoço entre amigos! Não que eu fosse inimiga declarada da Tasha, mas eu percebi que além da simpatia e de ser legal, ela é aquele tipo de amigo de conveniência. Sabe como é? Quando você está bem é uma maravilha, mas quando você está numa pior ou aparenta ser um risco ela mostra as garras.

-Que interessante...- Lissa olha para mim como se pedisse uma explicação. Apenas fico com cara de paisagem enquanto como algumas batatas que coloquei no meu prato. Ela com certeza ligou todos os pontos.

-Por que está tão quieta?- Eddie sussurra para mim.

-Não é nada.- murmurei enfiando algumas batatas na boca. Não estava com fome, pelo contrário, comia por compulsão mesmo a garganta querendo travar.

-Não confia em mim?- contrapõe apoiando os braços na mesa com a garrafa de cerveja na mão.

-É claro que sim!- respondo ofendida mantendo o tom baixo para que ninguém se metesse em nossa conversa paralela.

-Então, tem algo a ver com aquele cara?- se refere ao Dimitri.

-Não é bem isso...- começo e respiro fundo.

-E o que seria?- insiste dando mais um gole na cerveja.

-Podemos conversar depois?- imploro tentando ao máximo fazer aquela carinha de cachorro pidão.

-Tudo bem, mas eu vou querer saber!- adverte antes de beijar minha cabeça.

Pode parecer estranho, mas por mais que ele seja o Senhor Correto, Eddie sempre me tratou assim. Ele é bastante afetuoso. Bem, pelo menos comigo.

-Como está o andamento do seu escritório?- pergunto mudando de assunto, tentando ao máximo ignorar o restante das pessoas.

-Eu te falei que consegui mais três advogados para trabalhar comigo?- começa animado.

-Quando você me falou ainda eram dois.

-Esqueci de comentar.- ele ri, o som sai anasalado como sempre faz quando esquece algo. -Conseguimos um lugar. Quer ver?

-Claro!- respondo empolgada.

Ele pega o celular e abre na galeria. E como bela intrometida que eu sou, tendo os olhos tão atentos quanto os do meu pai, faço ele parar em uma foto específica.

-Quem é essa?- pergunto abrindo uma foto onde ele estava com uma garota de cabelos castanho claro, pele alva e belos olhos verdes. Olho para ele com um sorriso provocador.

-Uma amiga.

-Amiga, Eddie?- ironizo. -Você mente muito mau!

-Eu estou mentindo?- pergunta com um sorriso que não consegue conter mexendo nas fotos do celular.

-Somos amigos há anos. Você sempre fala uma resposta curta enquanto segura o riso. Sem contar que olha para os lados. E nesse caso, está desviando para o celular!- acuso.

O desgraçado fica com aquele sorriso enquanto mostra as fotos do novo escritório. Não vou negar, o escritório estava realmente lindo.

-... é verdade Rose?- ouvi a voz de Christian.

-O quê?- pergunto confusa tirando os olhos do celular de Eddie.

-Que você vai a um jantar com o Adrian.

-Você está bêbado?- pergunto confusa.

-Eu não, foi ele que falou.- respondeu apontando para Adrian.

-Adrian, você tem certeza que só está fumando cigarro?- pergunto ainda confusa.

-Estou totalmente consciente. Vai sair comigo?- pergunta com seu sorriso cafajeste.

-Nem morta.- respondo e imediatamente Christian dá um tapa nas costas dele.

-Me passa logo os cinquenta dólares.

-Christian!- Lissa exclama irritada.

-O que foi, amor?- pergunta sonso.

-Quantas vezes vou ter que falar pra não fazer isso?- ela reclama.

-Acho que ela é a ONU tentando uma missão de paz.- Eddie comenta humorado.

-Agora não te devo mais nada,- começa Adrian rindo. -você perdeu nessa aposta.

-Como é que é?- Lissa esbraveja.

-Não mais.- comento de volta para Eddie.

-Vamos nos acalmar!- Tasha intercede. Ou devo dizer matriarca?

E então todos se sentaram, se serviram e começaram a comer.

[...]

-Então está fazendo PHD na Montana State University Billings?- Lissa comenta fingindo surpresa. -A Rose está fazendo mestrado lá.

Ho não! Lissa, não faça o que estou pensando!

-Sim.- ele responde.

Apenas isso. Solto o resto do meu hambúrguer. Eu não entendo o porquê de me sentir decepcionada.

-Eddie, você quer mais cerveja?- pergunto ignorando as perguntas que a Lissa fazia para o russo.

-Pode ser.

-Alguém vai querer algo mais para beber?- pergunto me levantando.

-Eu aceito uma cerveja.- Adrian diz gaiato.

-Nem venha!- exclamo de supetão quando ele toma impulso para se levantar.

-Eu só ia te ajudar.- reclama.

-Dispenso.- começo a andar em direção à casa com o copo dentro do prato que usei em uma das mãos.

-Dá uma chance pro cara!- Christian exclama. Essa ladainha para me pirraçar não é de hoje.

Apenas levanto minha mão livre mostrando o dedo do meio sem olhar para trás. O som das risadas quase me contagiou. Quase.

Chego na cozinha. Olho para o resto do hambúrguer no prato. Fico com pena de jogá-lo no lixo, mas sei que não vou conseguir comer mais. Completo minha ação e lavo a louça que sujei.

-Quer conversar?- Eddie aparece no arco que separa a cozinha do resto da casa.

-Não tem o que conversar.- respondo encostando no balcão da cozinha.

-Sabe que pode falar comigo.- ele senta na bancada.

-É só que... Eu não sei...- falo totalmente sincera.

-Você gosta do Dimitri, não é?- ele pergunta.

-Não, eu...- começo olhando para ele, desvio o olhar e respiro fundo. -Talvez, eu não sei...- respondo um tanto nervosa.

-E por que está agindo desse jeito?- pergunta daquela maneira calma. -Conversa com ele, Rose. Você só está afastando o cara.

-Eu não sei. Você sabe, depois do Mason...- me interrompo. Ele sabe muito bem ao que estou me referindo. -Sei que fiquei com outros caras, mas você mesmo viu, ou estavam apenas querendo me levar para cama ou por descobrirem que meu pai tem dinheiro.

-Rose, você é linda, inteligente, uma amiga maravilhosa. Não devia ficar insegura. É o que eu já falei para você, você vai receber nãos e quebrar a cara até achar a pessoa certa. Mas nada disso vai acontecer se você não se arriscar.

Ele olha para mim com expectativa. Sinto uma ardência em meus olhos, apenas aceno tentando controlar a enxurrada de lembranças.

-E aquela garota?- mudo o foco. Vejo meu amigo sorrir.

-Jillian. Estamos saindo, ela é gente boa.- diz enquanto pego as bebidas no refrigerador. -Estou pensando em pedi-la em namoro.

-E o que está esperando?- pergunto sorrindo. Não vou mentir, não estava cem por cento, mas a felicidade do meu amigo se fazia minha. Isso é algo meu, eu sinto isso pelos meus amigos de verdade.

-Eu estava pensando em fazer algo diferente.- comenta.

-A Lissa é boa nessas coisas.- sugiro.

-Eu sei, mas quero sua opinião.

Me senti lisonjeada.

-Tudo bem.- sorrio um pouco sem graça tentando pensar em algo. -Você sabe de algo que ela goste? Ringes de patinação são interessantes!- sugiro e ele começa a rir.

-Sério?

-Claro que você alugaria todo o lugar.- falo revirando os olhos. -Agora, se você colocar um pedido no lugar da comida não dá certo! Escreve a pergunta, mas não tire a comida!

-Tudo bem.- ele se levanta rindo e balançando a cabeça. -Vou pensar bem sobre isso.

Voltamos para a mesa e nos deparamos com a seguinte cena: Tasha estava retirando a louça suja da mesa e Dimitri se oferecendo para ajudar.

Certo que isso é da educação do Dimitri. Me lembro bem de todas as refeições que fizemos juntos, ele sempre se predispôs a ajudar. No entanto, toda essa situação estava me incomodando.

-Rose!- Lissa me chama. -Que bom que chegou, ajuda o Dimitri com os pratos? Tenho que mostrar algo para a Tasha.

-Eu posso ver depois.- a mais velha protesta.

Lissa cochichou algo no ouvido dela que a fez aceitar e seguir com ela para o interior da casa.

-Vamos lá, Rosie.- Ozera começa. -Hora de lavar pratos.

-Aproveita,- comecei enquanto recolhia. -porque quem sempre fica na cozinha é você, servil.

Depois de mais algumas farpas trocadas entre mim e o piromaníaco, sigo acompanhada de Dimitri para dentro da casa.

-Para onde fica a cozinha?- ele pergunta olhando para os lados.

É estranho um homem grande e seguro como ele sem saber para onde ir.

-Por aqui.- falo guiando-o.

-É sempre assim com os seus amigos?- ele quebra o silêncio.

-Assim como?- pergunto confusa.

-Essas richas.- comenta jogando as sobras no lixo.

-Só com o Christian.- comento passando a esponja com sabão nos pratos. -Acho que é um hobbie dele desde o ensino médio.- divago e ele apenas murmura de volta.

Estava um clima diferente entre nós. Certamente minha mente projetando essa ideia.

-Eu nunca imaginaria que você e Adrian são primos.- falo tentando a todo custo quebrar o silêncio incomodo. -Quero dizer, vocês são totalmente opostos...

Totalmente opostos, de personalidade à aparência.

-Nós crescemos separados.- diz o mais sucinto.

Hm... Eu não sei como é isso.

-O quê?- Dimitri pergunta confuso. Droga! Falei em voz alta.

-Só estava pensando, é que eu não sei como é ter parentes de sangue.- respondo ainda lavando os pratos e ele começa a enxugar.

-Ninguém?- pergunta e vejo uma expressão, mínima, em seu rosto.

Bom sinal?

-Eu tenho os meu pais. Mas... são os meus pais...- tento explicar, entretanto, não tenho muito mais a dizer. -E você?

-Eu o quê?- pergunta confuso arqueando as sobrancelhas.

Sinceramente, acho incrível a habilidade dele em se expressar apenas pelo rosto e, independentemente da feição que fizesse, ele ficava lindo de maneiras surpreendentes. O único lado ruim é que ele costuma ser tão imparcial. Me pergunto às vezes se essa expressão neutra não seria como uma máscara.

-Sua família. Você só comentou da sua irmã e seus sobrinhos que moram aqui.- explico me sentindo mal por pedir tais informações. Além do mais, hoje tudo parecia estranho quando se tratava de Dimitri.

-Eu tenho mais duas irmãs. Elas estão na Rússia com minha mãe e minha avó.

Me surpreendo. Ter uma avó viva nessa idade é raro. Por exemplo, eu tenho vinte e três anos e nunca conheci meus avós, nem maternos ou paternos. Eles haviam morrido antes que eu nascesse e por isso nunca dei tanta importância às estórias deles. Como também passei a fingir que estava doente para não ir à escola no dia comemorativo deles. Errado? Eu não sei definir se essa ação realmente era. Eu só me sentia mau em ver todas aquelas crianças fazendo lembrancinhas para os seus velhos enquanto eu não tinha ninguém para entregar.

-Legal.- respondo e ficamos quietos até finalizar nosso intento.

Quando retornamos, Tasha estava de saída com o filho. Brett estava quase arrastando a mãe para ir embora. E como não estávamos com pressa para ir embora, nem mesmo o Dimitri, decidimos acender a fogueira e assar marshmallows jogando conversa fiada. Christian milagrosamente não foi trabalhar e ainda pegou uma garrafa de vinho tinto para acompanhar o clima frio agradável.

Se recusei?

Claro que não. Apenas uma taça. Além do mais, ainda teria que dirigir.

Depois de algumas horas, começamos a nos organizar para sair.

-Vai querer carona ou veio de carro?- pergunto ao Dimitri.

-Vim com o Adrian, não se preocupe.- ele responde.

Estranho, em geral ele aceitaria.

-Dimitri,- Adrian fala chegando perto. -vou chamar o taxi.

-Não tem necessidade.- digo fincando a testa. -Podem vir comigo, eu só preciso deixar o Eddie no hotel.

Dimitri ficou me olhando de uma maneira estranha e Adrian prontamente respondeu:

-Eu aceito, com certeza.- passou o braço desajeitadamente no pescoço do Dimitri. Eles ainda tinha a diferença de alguns centímetros. Logicamente, o russo é o mais alto. -Vai também, primo?

Dimitri acabou cedendo.

-Se aprontar algo te deixo no meio da rua.- ameaço Adrian antes de entrar no carro.

E o resultado? Três homens grandes dentro de um Troller sendo dirigido por uma mulher. O mais anormal do que o clima estranho entre mim e Dimitri foi o Adrian reclamando o quão injusto era a vida por ele não ser o meu vizinho.

-Primo, vou mais vezes na sua casa.- ele parou por um instante antes de fechar a porta traseira por. -Está aceitando colegas de quarto?

A única resposta que ele recebeu foi o silêncio do russo e o Eddie fechando a porta na cara dele quando insistiu.


Notas Finais


O capítulo foi grande comparado ao que costumo escrever. Gostaram?
Se sim, deixem o favorito e não se esqueçam de comentar o que estão achando, suas teorias e expectativas. Posso demorar pra responder, mas saiba que vou.
E quanto as postagens, não tenho nada definido. A coisa está apertando e tenho que me dedicar mais aos estudos. O ENEM já está na porta! Haaaa. Mas vamos que vamos, tenham certeza que vou terminar essa estória!
Beijos da raposa!
https://www.spiritfanfiction.com/historia/se-eu-quiser-te-orbitar-para-sempre-13802549


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