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História Five Months - Imagine Bang Chan (SKZ) - Capítulo 24


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Notas do Autor


Devido a minha péssima saúde mental, vários trabalhos das aulas onlines e bloqueio criativo, levei esse tempo todo e peço mil desculpas.
Vou estar mudando algumas coisas na fanfic para melhorias

Capítulo 24 - Capítulo 24


"Querido Christopher,

Esse negócio de carta é muito legal, poderia muito bem te mandar por e-mail, mas sempre quis escrever uma carta.

Você deve estar lendo isso no dia da minha viajem pra sabe se lá Deus, certo? Bom, esse é o esperado.

Você sabe que nenhuma cirurgia é 100% segura, né? Eu penso nisso sempre e resolvi te escrever pra que caso algo de ruim aconteça, eu tenha pelo menos me "despedido" de você.

Desde o começo me sentia insegura em relação a você e o que poderia surgir entre nós. Eu poderia ter lutado pra não ter me apaixonado por você, mas seria inútil pois na sua primeira demonstração de afeto eu já me encontrava em uma rua sem saída. 

Sempre que estamos longe eu me pergunto se você sente o mesmo vazio que eu sinto e, consecutivamente, esse pensamento fazia eu me questionar sobre o fato de te deixar triste com minha partida para o além.

A verdade é que eu sentia medo de que cada momento junto a você fosse o último para mim e seu último fosse comigo em um caixão.

Sempre que juntos, sentia necessidade de te deixar alegre e acho que eu conseguia, mas ao te ver chorar pela primeira vez senti uma dor enorme no peito. Como eu iria te manter alegre se eu iria morrer? 

Depois de você me "devolver" sentimentos que já estavam mortos dentro de mim, quis retribuir me mantendo ao seu lado.

Sim, foi a melhor decisão da minha vida. Cada momento com você é simplesmente único. Não consigo imaginar algo que não tenha relação a você e isso só mostra como eu sou completamente feita de você, Chris.

Você tá chorando? Você deve estar lendo isso no dia da minha viajem e caso não esteja eeer... não consigo imaginar algo acontecendo antes da viajem, isso é bom né?!

Caso você esteja chorando, peço que pare porquê chorar da dor de cabeça - grande motivo -.

Eu acho que não tenho mais o que escrever, você sabe que é o amor da minha vida e esse é o propósito da carta.

Eu amo você mais do que possamos imaginar e vou voltar bem ok?! Temos vários filmes pra assistir ainda e não vai ser um bendito câncer que vai nos impedir de assistir a eles juntos.

com amor, eu"        

Não tem como não chorar lendo isso. No "querido Christopher" eu já estava me derramando. 

Sabe se lá Deus o que vai acontecer com ela daqui em diante e o pior é saber que eu não vou conseguir dar apoio por conta da distância. 

Limpo as lágrimas, porém foi inútil já que só de lembrar que estou no quarto dela chorei mais.

Assim que consigo conter o choro, saio do condomínio deles e o síndico já veio para trancar.

Agradeço a ele e vou para frente do portão antes já pedindo um Uber. Fico por poucos minutos esperando-o chegar e já dentro do carro, releio a carta mais algumas vezes. 

Quando chegamos, pago o motorista com um dinheiro que eu nem sabia que tinha e entro em casa já sendo abordado pela minha mãe fazendo trilhões de perguntas. 

- Onde você foi? Você tava chorando, não é? Ela terminou com você? 

- Mãe, podemos conversar amanhã? - digo impaciente e sem nem esperar uma resposta vou pro meu quarto me trancando nele

Ao fechar a porta me jogo na cama e deixo que o colchão confortável relaxe meu corpo e me faça pegar no sono em instantes.

Acordar com barulho é horrível, principalmente quando o "barulho" entra no seu quarto sem permissão e fica dizendo o quão sujo ele está.

- O que você quer Hannah? - bocejo

- Só vim verificar se você estava vivo, já são treze horas - a pequena senta na cama e fica me encarando - A mamãe disse que vocês terminaram - enuncia aparentemente triste com a mentira em que ela deve ter acreditado

- A gente não terminou, ela foi fazer uma cirurgia em outro país - explico

- Por isso parece que você foi atropelado? - questionou

- É, talvez - murmuro

- Vamos sair hoje? Ontem foi meu aniversário e você nem ficou comigo - finge estar chateada

- Tá bom, te levo no mercado - ao perceber que falo sério a garota fecha a cara - Tá com fome? - pergunto me levantando

- Tô - me segue até a cozinha - Pode ser panqueca? - antes de responder vejo se tem os ingredientes necessários 

- Pode - murmuro e então começo o preparo do café da manhã - que deveria ser o almoço -

- Ela... vai ficar bem, não é?! - apoiou a cabeça na mesa 

- Vai, é só uma cirurgia e logo ela volta - é o que eu tenho que por na cabeça o quanto antes

- Então por que você tá assim... acabado? Tá com medo de que algo de errado? - Hannah lê mentes e eu não sabia

- Sim - admito - Eu sei que não posso pensar com negatividade, mas é imprevisível - desembucho

- É bom que vamos sair hoje, assim você se distrai um pouco disso - comenta 

- Hannah, ontem você fez 13 anos ou 25? - pergunto impressionado

Agora sem mais questionamentos, continuo minha obra culinária denominada panqueca.

- Quando estiver pronto me avisa, por favor - pede e vai pra sala se jogando no sofá 

Continuo fazendo a minha melhor e única especialidade que Hannah e eu tanto gostamos.

Aprendi essa receita de tanto ver a minha mãe fazendo quando eu era criança. Depois que peguei o jeito, só tinha panqueca nas refeições.

Fico um tempo vendo o desenho que a Hannah assistia e por pouco não coloco fogo na casa.

- Adoro comer carvão Chris, muito obrigada - debocha

- É isso ou você procura outra coisa pra comer - entrego o prato pra ela - E nem queimou, deixa de ser mal agradecida - resmungo me juntando a ela na mesa 

- Tá comestível - julga

Tomamos o café enquanto assistiamos "A Noiva Cadáver". Na metade do filme coloco a louça suja na piá e deitamos no sofá para terminar de assistir de forma mais confortável. 

- Esse filme é muito bom - comento assim que os créditos começam a passar

- Você acha que ela vai virar borboletas também, né? Por isso você tá todo destruído assim - minha "psicóloga" começou

- Por favor, não vamos falar dela - peço levantando do sofá e procurando meu celular 

- Tá... - muda de canal - Vamos sair agora?

- Eu não quero sair de casa hoje - lembro que deixei o objeto no quarto então caminho até o mesmo

- Você disse que me levaria no mercado - lembra - Me leva pelo menos na lojinha de conveniências perto da minha escola, lá tem coisa legal pra comprar - pede

Assim que pego o aparelho de cima da cama, já sinto-o vibrando. Olho para a tela de bloqueio e vejo algumas mensagens que vinham das amigas da S/N.

Uma parte era se eu sabia onde a menina estava e outra se eu conseguia me comunicar com os pais dela.

Respondo as duas dizendo que ela já tinha ido para outro país e que ela logo estaria bem. Não parece muito convincente, porém não tenho muito o que falar sendo que essa é a situação.

Sem muita opção do que fazer agora, pego uma certa quantia de dinheiro e vou até Hannah. 

- Já está pronta? - a menina estava jogada no sofá

- Dois segundos - sai correndo pro quarto

Navego pelos aplicativos vendo se tinha alguma coisa interessante neles.

- Tô pronta - aparece na sala em questão de segundos

- Foi rápido - digo ao me levantar

Pego a chave do carro em cima da mesa de centro e saímos de casa. 

Foi só abrir a porta que uma chuva forte começou a cair. 

- Vou pegar um guarda-chuva - avisa e vai em busca do objeto 

Espero a menina na porta e assim que ela adentra o veículo tranco a casa. 

Entro correndo no carro - por conta dele estar estacionado fora da garagem - e passo as mãos na roupa na tentativa de seca-lás.

Dou a partida no carro enquanto ligava o rádio.

- Posso escolher uma música? - pediu vendo as que eu tinha no meu celular 

- Pode - respondo

A escolha dela foi "Havana" da Camila Cabello, que é uma ótima música por sinal. Segundos depois estávamos cantando a música em uma harmonia horrível, o que acabou me lembrando do dia do karaokê. 

Entro na rua da loja e procuro um lugar para estacionar. Poucas vagas estavam ocupadas, talvez por conta da chuva forte.

Assim que desligo o motor, saio do carro com o guarda-chuva e vou até a porta do passageiro. Hannah abre a porta e fica colada a mim embaixo do guarda-chuva.

Fomos correndo para a entrada do estabelecimento e antes de entrar, deixo o guarda-chuva fechado e o coloco ao lado da porta.

- Não demora - digo para a pequena - E não pega muita coisa - sem me responder, a garota sai olhando as prateleiras

Decido também ver as coisas que têm na loja pra passar o tempo. Várias coisas realmente chamam a atenção, porém nada aqui passa de capitalismo.

Me aproximo do caixa e fico aguardando ali. A caixa me lembrou alguns traços da S/N como a tonalidade do cabelo e o formato da boca.

- Pronto - a pequenina aparece com algumas coisas em mãos e coloca tudo no balcão 

- Deu ₩6659,08 - a moça avisa

Lhe entrego a quantia exata enquanto a agradecia. Hannah seguidamente faz o mesmo então fomos para fora da loja e a chuva ainda continuava a cair brutalmente. 

Armo o guarda-chuva e deixo a garota no banco do passageiro, ao fechar a porta vou para o lado do motorista e então saímos rumo à nossa casa.

- Você sente falta dela? - questionou do nada

- Por que você gosta de tocar nesse assunto? 

- Só perguntei - murmura

- Claro que eu sinto - e o assunto morre aqui

O caminho de volta foi tranquilo, tanto que pensei que a menina tinha dormido. 

Ao estacionar, saio do carro e correndo chego até a porta, logo depois de destranca-lá entro em casa jogando as chaves na mesa da sala.

Tiro meu tênis e os deixo em qualquer canto para não molhar o chão. Hannah entra e vai pro banheiro a pressa, mas ignoro e vou assistir desenho.

Fico indeciso entre assistir "Barbie Moda e Magia" e "Hotel Transilvânia". Por fim, escolho a segunda opção pois é o filme mais longo.

Quando já ia dar play um grito vindo do banheiro me assusta e fui correndo ver o que era.

- Hannah do céu - digo ao ver a cena 











 


Notas Finais


Desculpas novamente, logo sai o próximo ♡


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