História Five Senses - Norminah - Capítulo 1


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally, Camila, Camren, Dinah, Fifth Harmony, Lauren, Normani, Norminah
Visualizações 71
Palavras 3.990
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


               Haaaaaaaallo Chinckesssss!!!!

● LEIAM AS NOTAS INICIAS POR FAVOOOOR!●

Então, eu tive a idéia e a vontade de escrever Five Senses, desde o ano passado na verdade. O que aconteceu? No início desse ano, eu publiquei o primeiro capítulo e logo depois apaguei a fanfic, por conta do bloqueio de criatividade. Vocês devem estar se perguntando porquê estou de volta e decidi resgatar a fanfic das cinzas. É simples, meu melhor amigo e meu filhote, foi o primeiro pra quem eu contei sobre a idéia da fanfic e ele adorou. Entretanto, quando disse que ia esquecer 5 senses no churrasco e focar em um nova ideia pra uma fanfic q tive, ele ficou feliz pela nova fanfic que viria, mas muito chateado por eu não terminar a antiga. Agora, depois de meses decidi voltar a escrevê-la. Apaguei o primeiro capítulo e o refiz. Espero que gostem.

Sobre a fanfic:


• Terá a Playlist Five Senses. Pela primeira vez,eu fiz uma playlist para uma fanfic. E eu espero que vocês gostem.

• Five Senses tem trailer. Sim! Pensei muito e queria que Five senses tivesse algo diferente de todas as minhas outras fanfic's. Então, conversei com uma norminah shipper, a Kev, e ela fez o trailer. Então, quero agradecer novamente a Kev pelo o trailer. Está incrível!!!!

• Serão cinco capítulos apenas.

• Não haverá hot! Então se está pensando em ler Five Senses na busca de colagem de velcro, batida de bolacha e amolação de tesoura,  já pode para de ler aqui mesmo.

• AVISO IMPORTANTE •


Desde já, recomendo que usem o Kit FIVE SENSES em todos os capítulos:

Bombinha
pacotes de Lenços
Água pra se hidratar
colete a prova de balas/sentimentos

E o mais importante: Leia no chão, pra não ter perigo de ser tombado.

• Dedico Five Senses a pessoa que nunca aceitou que eu desistisse dela e, me obrigou a voltar depois de tanto tempo para refazê-la. Obrigada por não desistir de 5 senses, Kauã! E de todo apoio que você me dá para todas as ideias que tenho, e seus momentos de repreensão quando eu tento desistir das fanfic's ou quero escrever outra, sem atualizar as antigas. Você é o meu amorzinho e sempre vai ser meu filhote. Te amo, desgraça linda da minha vida. Ei, a tua mãe te vende? Bonitão! ♡

                         VAMOS AO CAPÍTULO

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Five Senses - Norminah - Capítulo 1 - Prólogo

Narradora Point Of View

Miami, Flórida

22 de Julho 2018 - Domingo


- Não, Dinah! - Falou Normani assim que notou o olhar travesso da namorada cair sobre si.

A loira se encontra em pé na borda da piscina intercalando sua atenção entre Normani - que está deitada na espreguiçadeira um pouco mais afastada - e seus primos, que foram jogados dentro d'água pela mesma a pouco tempo. Conhecendo muito bem a namorada, Normani sabe que a loira está pensando em alguma traquinagem e provavelmente, acabaria com a negra fazendo companhia aos seus primos.

- Mas eu não estou fazendo nada, amor. - respondeu fingindo inocência, caminhando em passos lentos em direção a espreguiçadeira onde a namorada se encontra.

Ao perceber uma possível "ameça" vindo da mulher, Normani sentou na espreguiçadeira sem tirar os olhos da loira, que mordia o lábio inferior na intenção de segurar a risada. A cada passo dado pela mesma, Normani ficava alerta e pronta para reagir a qualquer movimento. Entretanto, fora surpreendida ao vê-la se aproximar em dois passos longos e rápidos, segurando seus braços e a levando em direção a piscina. Normani tentou se esquivar das mãos de Dinah, mas em um movimento vertiginoso, seus braços envolveram bruscamente a cintura da mais velha, arrastando-a aos poucos até a piscina. Normani se debatia nos braços da companheira, esforçando-se para fugir antes de ser jogada rudemente dentro d'água. Porém, Dinah é forte e está em uma posição melhor que a negra, não existia nada que a mesma pudesse fazer para impedi-la de ser jogada na piscina. A loira começou a empurrar o corpo negro de maneira desajeitada, entretanto, Normani não iria dá o gostinho para namorada de cair na água sozinha. Ao chegarem em frente à borda, levou as mãos até o pescoço da mais alta e a agarrou, resultando em ambas caindo na piscina abraçadas.

Ao chegarem na superfície, Normani ouviu a risada dos familiares e amigos ali presente. Procurou por Dinah e não demorou para encontrá-la caminhando para fora da piscina, desabotoando o short jeans e o retirando com dificuldades. A mesma vestia um biquíni na cor salmão, nos dando a bela visão de suas curvas. Apesar de ser magra, Dinah tem ombros largos e as pernas torneadas, e sua face é definitivamente marcante, inesquecível.

- Agora, faltam apenas Lauren, Camila e Ally. - A loira respondeu entusiasmada e correu para dentro de casa, provavelmente a procura das próximas vítimas.

Normani sorriu ao notar Dinah esfregando as mãos, como se estivesse planejando algo maligno enquanto corria. Ao sair da piscina, suspirou ao fitar suas roupas molhadas, tudo graças a sua adorável namorada. Balançou a cabeça em negação, mas com um sorriso bobo no rosto, no mesmo instante que voltava a se deitar na espreguiçadeira.

Não demorou muito para Dinah aparecer com Ally nos braços, que se debatia como um peixe fora d'água, tentando escapar. Dinah gargalhou ao jogar a pequena na piscina e girou em seus calcanhares para pegar Camila, entretanto, quando estava prestes a sair, percebeu que a cubana segurava seu filho nos braços e Lauren vinha logo atrás, com uma mamadeira nas mãos. A morena de olhos verdes fitou Normani e sorriu, olhando para Dinah de relance e voltando a encarar novamente a negra. 

- Essa garota não tem respeito pelos mais velhos. - A voz aguda de Ally chamou a atenção de todas, que acabaram por rir da baixinha.

Camila sentou ao lado de Normani e estendeu a mão para que a esposa lhe entregasse a mamadeira da filha. Dinah se aproximou da cubana e sentou ao seu lado, brincando com a  afilhada.

- Oi, minha bolinha de gorduras. - Falou Dinah segurando a mãozinha de Alícia. - Quanto mais você cresce, mas fica parecia com sua mãe. 

Sorriu para pequena que estava com a mamadeira na boca e de relance, pode notar Lauren com um sorriso bobo no rosto. E como forma de irritar sua melhor amiga, logo completou.

- Com Camila, é claro. A única coisa que você herdou da lagartixa com anemia, foi o par de esmeraldas - A loira levantou e ficou de frente para Lauren, que fez um gesto com os dedos para a mesma. - Que agressiva, adoro.

- Amor, deixe-a em paz. - Normani se pronunciou séria e Dinah riu. - Vem aqui.

Rapidamente, a loira se aproximou da namorada e se deitou ao seu lado. Suas mãos envolveram a cintura da negra e seus lábios foram em direção ao pescoço exposto de Normani.

- Não tinha alguém melhor para ter como namorada, Mani? - Alfinetou Lauren.

- Então Laur, até tinha.. - Normani provocou, optando por não finalizar a frase, deixando uma Dinah emburrada.

- Você está louca, querida?! - Dinah se afastou do corpo da negra para lançar um olhar assassino em direção a namorada.

- Mas só você está dentro do meu coração delicado. - Completou mordendo o lábio inferior, no mesmo instante que colocava alguns fios dos cachos loiros da namorada, que teimavam ficar em seu rosto, atrás da orelha.

- Ouviu né, Gasparzinha? Ela resumiu em poucas palavras que sou a luz da vida dela. Não foi isso amor?

- Sim. Com certeza! - Abraçou Dinah, que sorria boba e novamente se aconchegou em seus corpo.


Ally POV

- Espera. Europa? - Perguntei com um semblante surpreso. O homem sorriu com a minha reação espantosa e animada, logo assentindo e rindo. - Meu Deus! Shawn, isso é incrível! 

Incrível mesmo será quando eu terminar minha turnê e voltar para Miami, com finalidade de te convencer a escrever uma música comigo e claro, dividir o mesmo palco.  - Arregalei os olhos e ele continuou - Sei que quase tudo que falo é levado na brincadeira e, na maioria das vezes, não é nada relevante. Mas o meu convite para um feat com você, é válido. Espero que um dia realmente acredite nisso e venha para os estúdios comigo. - Shawn respondeu sério, deixando-me sem palavras.

Shawn constantemente me convida para fazer uma parceria com ele, não aceito por acreditar que é apenas ludíbrio do mesmo. 

- Talvez eu aceite. Um dia quem sabe. - Respondi dando de ombros e mudei de assunto, logo depois do homem assentir. - Quando você volta para Miami?

Acho que daqui à algun..

Shawn parou bruscamente o que falava, encarando a tela do notebook com as sobrancelhas coladas e um pequeno sorriso se formando. O próprio tinha a atenção presa em algo que estava acontecendo atrás de mim, deixando-me ainda mais confusa sobre o que estava acontecendo. Por fim, girei meu corpo na cadeira, receosa para fitar o que de tão interessante tinha atrás de mim, ainda fitando Shawn com o canto dos olhos. Ao me virar, entendi o porquê do canadense parar e observar a cena que acontecia próximo a piscina.

Depois de quase morrer afogada, graças a Dinah, sentei em uma mesa na área, onde fica a churrasqueira da casa. Praticamente toda a família Hansen está aqui. E ao aceita o vídeo chamada de Shawn, a tela do notebook estava de frente para a piscina. Não que isso fosse o real motivo de Shawn parar e admirar, na verdade, o mesmo encarava Normani sentanda na borda da piscina, brincando com Alícia. E o que mais lhe chamou atenção fora Dinah entrar dentro d'água e caminhar em direção a namorada e a afilhada. A loira segurava um dos brinquedos da pequena e a mesma parecia se divertir com o que Dinah fazia.

Elas parecem com aqueles casais de comercial de manteiga. Família feliz. - Shawn comentou, ainda com sua atenção focada no casal. Acabei rindo e ele continuou. - Tomara que eu exploda com tanta fofura. 

- Tenho que concordar.

Elas se amam. Quer dizer, sei que isso é algo óbvio, mas elas se amam e digo isso com toda certeza do mundo. Basta olhar nos olhos de cada uma, quando Mani diz que a ama, ela sorri, e se você reparar bem, os olhos de Dinah brilham mais que várias estrelas juntas. Repare nos detalhes, nos carinhos, naquele apelido carinhoso que a Mani detesta, mas Dinah adora usar só para ter a oportunidade de vê-la brava. E digo sem dúvidas, esse tipo de amor é raro. Normani da colo quando o mundo de Dinah cai, e ela? Ela faz questão de ficar ao lado da negra, mesmo a Mani sendo grossa quando está triste. Dinah aguenta, cede, e isso faz a negra se apaixonar um pouco mais cada dia. Elas se pertencem e isso até uma criança vê.

- As pessoas vivem esperando o amor utópico e perfeito, e acabam deixando o imperfeito de lado por achar que não é o suficiente. Essas duas estão aqui para mostrar que o imperfeito pode ser o perfeito que muitos buscam. - Respondi ainda fitando o casal. Sorrindo e voltando a atenção para o homem do outro lado da tela.

Isso é verdade. Espero um dia encontrar um amor assim.

(...)

A tarde não demorou a chegar e isso era algo bom. Pois deixava claro que todo o tempo em família que tivemos, toda a empolgação e as conversas,  nos fez esquecer o tempo. Camila conversa com Lauren, enquanto a última segura a filha nos braços, colocando a mesma para dormir. Ou pelo menos, tenta. Os tios de Dinah conversam e bebem sem preocupações. Os primos e os irmãos da loira continuam a brincar na piscina. Normani se balança na rede e Dinah se encontra dormindo agarrada em seu corpo. Depois de muito aprontar, ela decidiu recarregar as energias. Will, está brincando com nosso filho e eu? bom.. Eu estou analisando novamente a planta da casa que Normani havia me enviado e claro, adiantando o trabalho do dia seguinte. 

Normani e eu trabalhamos juntas. Sou construtora civil e a negra, arquiteta. Nos quatro últimos meses, a mesma comentou diversas vezes que estava com um projeto muito importante a ser discutido e que precisava da minha ajuda. Durante dois meses, não tive nenhuma informação relevante sobre o projeto e nem lembrava mais do mesmo. Para mim, Normani havia desistido de continuar com o tal propósito, até a mesma invadir minha casa com um tubo telescópico em mãos e um sorriso rasgando seu rosto. 

• Ally's Flashback

- Allycat! - ouvi uma voz conhecia ecoar abafada pela minha casa e franzi o cenho, saindo da cozinha e caminhando em direção a sala. 

Ao chegar na porta da cozinha, parei bruscamente, levando a mão até o peito e prendendo a respiração momentaneamente. Normani estava quase entrando na cozinha quando decidi procurá-la, resultando em um quase colidir de corpos. 

- Meu Deus, Mani. Quer me matar?  - resmunguei tentando acalmar meu coração, que batia tão desesperado ao ponto de quase sair pela boca.

- Desculpa Allycat, não queria te assustar.

Respondeu sem jeito e entrou na cozinha, sentando na banqueta do balcão, me observando pegar um copo, encher de água e girar em meus calcanhares, para então, lhe encarar.

- Sem problemas . - dei de ombros. - Tudo bem? 

- An? Ah.. sim!

- Aconteceu alguma coisa? Você está estranha e aparentemente nervosa. - concluí ao observar seus dedos batucar freneticamente na pedra de mármore.

- Não. Quer dizer, sim. - reprimiu os lábios e franziu o cenho, como se estivesse tentando contar algo. - Promete que nada vai contar nada para Dinah? 

- Mas você não me contou nada ainda. - ri baixinho e completei - Não se preocupe, não irei te dedurar para a Dinah. Mas se você tiver feito algo para machucá-la. 

- Não, Ally. Jamais faria algo para magoar ou machucar a DJ. - Normani se apressou em se explicar e interromper um possível desentendimento. - Há dois meses atrás, te procurei para me ajudar com um projeto, lembra?

- Acho que sim. Aquele que nunca aconteceu? - perguntei curiosa, apoiando meus antebraços sobre o balcão e encarando-a.

- Esse mesmo. Sei que pedi sua ajuda e depois não toquei mais no assunto, mas o trabalho estava sugando nós duas e também eu precisava modificar e acrescentar mais alguns detalhes que não tive tempo de por.

Normani suspirou e abriu o tubo telescópio, pegando o projeto e o abrindo. Me afastei e a ajudei colocar o mesmo em cima do balcão. Meus olhos capturaram cada informação e detalhe possível daquele papel.

- Uau! - fora a única coisa que saiu de meus lábios, enquanto continuava a analisar a planta.

- Está bom? Quer dizer, você gostou?

- Normani Kordei perguntando se eu gostei do seu trabalho? - perguntei desconfiada e suspirei - rasga logo, Normani. O que você está me escondendo?

- É que.. Você acha que Dinah irá gostar? Não está muito exagerada? Você sabe, ela é bem contida e não gosta de nada muito chamativo. 

- Calma. A casa é para vocês duas? - Calmamente Normani assentiu e eu pude concluí. - Okay! - Fiquei em silêncio por alguns segundos, ainda fitando o projeto em cima do balcão. Meus olhos apenas caíram sobre a folha a minha frente, pois meu subconsciente estava em outra dimensão.

Normani e Dinah namoram há quatro anos e durante todo esse tempo, ambas não tinham pressa de avançar no relacionamento, na realidade, as decisões de cada escolha tomada pelo bem estar do relacionamento, eram feitas de forma tranquila e com a concordância das duas. Pode parecer bobo, mas para Normani, aquilo seria um grande passo para o seu relacionamento. E tudo precisava sair da forma como planejado.

- Estou tentando raciocinar, mas só consigo pensar que você finalmente decidiu avançar um pouco mais na relação de vocês. Quero dizer, tem algo a mais por trás dessa casa, certo? Ou sou eu criando muitas expectativas?

- Na verdade, sim. É que... bom, eu acho que já passou da hora de pedi-la em casamento. Eu serei tola se deixar a mulher que eu amo esperar ainda mais. Quero tê-la ao meu lado e lutarei por ela como se fosse um foco da vida, porque as pessoas precisam de demonstração de amor pra poder amar. E Dinah me mostrou isso há quatro anos atrás.  - Normani disse com um sorriso bobo no rosto e com as bochechas coradas. 

- Que fofa! - Disse - Mas por quê está preocupada? Acha que Dinah não vai gostar? 

- Eu não sei. Sinto que falta algo.

- Mani, deixa eu te contar uma coisa, que é bem óbvia, mas me parece que você ainda não entendeu. - Encarei a negra a minha frente e finalizei meu raciocínio. - Dinah ama você, até mesmo se você não merecer. Aquela mulher moveria o mundo de lugar só pra te ver sorrir. Ela é estranha  e travessa, mas quando se trata de você, ela se torna uma mulher forte e determinada. Não acredito que você está receosa com sua possível resposta, mesmo sabendo que é o óbvio. E sim, está faltando algo. Um belo anel de noivado e uma negra confiante ajoelha em sua frente, abrindo o coração e demonstrando cada sentimentos guardado pra si, antes de fazer o pedido que vai mudar a vida de ambas.

- Acho que vou precisar de ajuda para escolher a aliança. - Disse com a mão esquerda acariciando sua nuca e um sorriso tímido no rosto.

O projeto do casal já está em andamento e Dinah ainda não desconfiou de nada. Acredito que o mais difícil de todo o planejamento é esconder da loira a surpresa. Dinah é bem observadora e conhece Normani como ninguém, o que dificulta o trabalho da negra. Entretanto, a mesma tem se saído muito bem, pois Dinah nem imagina que a namorada planeja lhe pedir em casamento e que a casa de ambas está quarenta e dois por cento pronta. Normani também visitou algumas joalherias durante o expediente, para a namorada não desconfiar. Apesar do pouco tempo que tinha no intervalo do almoço, a negra conseguiu concluir a missão com sucesso, deixando comigo, a tão esperada e procurada, caixinha aveludada. 

--

26 de Julho 2018

Quinta-feira

Normani POV

Meus olhos a fitavam tentando capturar o máximo de detalhes possíveis de seu rosto. Não que eu fosse capaz de esquecer seus traços, mas admirá-la já fazia parte da minha vida. Seus lábios carnudos e bem desenhados, realçam ainda mais o seu belo rosto. Seu nariz é fofo e adorável, mesmo ela o odiando. É um dos motivos pelo qual nunca deixo de elogiar, tanto por amar cada detalhe de seu corpo, como também lhe fazer enxergar sua beleza, sem procurar defeitos onde não existe.

- Eu não queria me apaixonar, não mesmo. Mas, em algum momento você sorriu, e, puta merda, estragou tudo.

Sussurei baixinho, aproximando minha mão delicadamente em seu rosto, fazendo um leve carinho em sua bochecha. Não sei como, mas a cada dia que se passava, acabava por me tornar mais boba e apaixonada por Dinah. 

- E eu vou te contar um segredo, baixinho.. - Sorri e beijei sua testa - não há ninguém como você. Nem no meu passado, nem mesmo no meu futuro. Você conseguiu calar todos os meus traumas e medos. Todo o passado, agora, é só uma lembrança embaçada e sem graça de uma vida pré-você. Todos os meus fantasmas foram embora. Todas as complicações deu espaço pra essa coisa boba de ser feliz por nada. Dinah, não existe alguém comparado à você, amor e não vai existir, disso eu tenho certeza. Você, que tratou de ocupar todos os espaços que estavam faltando na minha vida, que me fez querer ser uma pessoa melhor, que me faz sorrir sozinha por imaginar como tudo ficou tão simples desde que você chegou e ficou em minha vida. - sussurrei, enquanto meus olhos ainda admiravam seu rosto sereno. 

Dinah se remexeu na cama, se aproximando um pouco mais de meu corpo enquanto soltava resmungos impossíveis de serem entendidos. Minha mão que estava à poucos minutos atrás acariciando seu rosto, agora se encontrava segurando a cabeça da mesma para que eu pudesse colocar meu braço direito abaixo de sua cabeça. Não demorou muito para conseguir deixá-la mais próxima e confortável. Minha mão se perdeu em seus cachos loiros, no mesmo instante que meus lábios foram de encontro encontro a sua testa, depositando um beijo casto que transmitia todo amor, carinho e cuidado que sentia pela mesma. Já estava tarde, não sei ao certo o horário, pois não havia relógios próximos. Mas pela pequena brecha da cortina mal fechada janela de vidro, era possível notar que não estava nem perto do sol nascer. Suspirei e percebi que estava na hora de fechar os olhos por algumas horas, ou não estaria com as energias renovadas para o dia que estava por vim. Dei mais uma rápida olhada em Dinah, para me certificar que a bela loira estava confortável e dormindo como um anjinho, para em seguida, deixar um pequeno sorriso escapar de minha boca e fechar os olhos aos poucos.

Acordei algumas horas depois com Dinah se remexendo em meus braços e acabei por perder o sono. Com cuidado, tentei saí sorrateiramente da cama sem acordá-la e consegui. Me espreguicei, peguei meu celular em cima do criado mudo, abrindo a tela para ver as horas e me certificar que era por volta das quatro horas da manhã. Caminhei até a varanda do quarto e sentei na poltrona. Onde passei a encarar o céu, que aos poucos clareava com o nascer lento do sol.

Enquanto admirava as belas cores ricas e vibrantes preencherem o céu, meus pensamentos me levavam para o passado. Em como eu conseguir reconstruir minha vida, depois de uma baita desilusão amorosa, onde fui a única a sair machucada e sem um pingo de esperanças no amor. Quem diria que hoje, estaria com a mulher mais doce e incrível do mundo. Nem eu mesma consigo acreditar que a conquistei, ou melhor, que ela me conquistou. Aquela Normani cheia de mágoas e fria, já não existe mais, depois de sentir o verdadeiro amor. Hoje percebo que não podemos permitir que ninguém nos traumatize a ponto de termos medo de nos apaixonar por alguém novamente. Tudo está indo melhor do que um dia poderia imaginar. Estou indo muito bem no trabalho, logo pedirei o grande amor da minha vida e a única mulher pela qual meu coração dispara em casamento. E eu não poderia estar mais feliz.

- Amor, o que tá fazendo aí? Nem amanheceu ainda.

Uma voz sonolenta e rouca, tirou-me de meus devaneios. Olhei diretamente para a porta que separava a pequena varanda do quarto, tendo a chance de me apaixonar ainda mais - se possível - pela loira que se encontra sentada na cama, me encarando. Seus cabelos estão bagunçados, seu rosto amassado e inchado, deixando claro que a mesma acabara de acordar. E as mãos coçam levemente os olhos na intenção de 'despertar'. Linda! Dinah descobriu seu corpo e desceu da cama. Ela veio em minha direção descalça, com um moletom vermelho que cobria metade de seu bumbum, uma calcinha preta e com suas mãos na cabeça, amarrando seus cachos loiros em um coque mal feito. Como era possível ela continuar tão linda? Por Deus! Olhei as horas no celular e bom.. Às quatro e vinte da manhã, ela acordou e me viu sentada na varanda.

- Lembra que noite passada seu pai falou que o nascer do sol daqui é diferente de qualquer outro, bem mais cheio de vida, mais exuberante, e tudo mais?

- Sim, eu lembro. Mas por quê isso agora?

Abri os braços, para que ela sentasse comigo e assim que a mesma fez, envolvi meus braços em sua volta. Dinah prontamente beijo minha bochecha e continuou a me encarar.

- Então, só queria me certificar que ele estava falando sobre o tempo e não sobre você.

Respondi admirando seus brilhantes olhos castanhos, que se curvaram quando a mesma sorriu sem graça.

- Ah, sua boba.

Ela me disse inocente, me fazendo um leve carinho no pescoço.

- Já comentei que adoro essa sua carinha de sono, e o timbre da sua voz quando acorda?

Perguntei aproximando meu rosto ao seu, na intenção de beijá-la calmamente, tendo a chance de contemplar suas bochechas adquirirem um tom de rosa forte. Dinah se afastou o suficiente para descansar a cabeça em meu ombro e entrelaçar nossos dedos, ficando ali em silêncio somente assistindo o venusto nascer do sol.

O tempo não demorou nada para passar e quando percebemos, já estava na hora de levantar e irmos trabalhar.

- Amor, você viu as minhas chaves?

Perguntei em um tom de voz alto, somente para que Dinah ouvisse, já que a loira se encontrava no closet, terminando de se arrumar. Meus olhos buscavam pelo pequeno bolo de chaves, que eu acreditei ter colocado em cima do criado mudo, entretanto não capturei nenhum sinal delas.

- Ontem você as jogou em cima do sofá, quando chegamos. Eu as guardei dentro da primeira gaveta do criado mudo, no lado direito.

Sua voz grave e rouca saiu baixa e abafada, por conta da porta do closet se encontrar fechada. Me aproximei do criado mudo e peguei as chaves.

- Encontrei, obrigada! - Respondi por fim, sentando na cama - você quer carona? - Perguntei, mas não recebi resposta. - amor? 

- O Que? - Dinah respondeu e em seguida, apareveu no quarto. 

A mesma veste uma calça jeans justa na cor preta, com uma bota coturno na mesma cor, uma camiseta branca e por cima da peça, uma jaqueta azul. Seus cabelos soltos e ondulados, caídos pelos ombros e uma maquiagem clara, nada muito chamativo, mas sempre realçando ainda mais sua beleza.

- Quer carona? Ou você prefere ir no seu carro?

- Apesar de amar sua companhia, hoje Irei recusar a carona, sinto muito. - Disse com um leve biquinho se formando em sua boca. - Hoje tenho muito trabalho. Dois ensaios importantes para fotografar e combinei de ir ao estúdio com Ariana.

- Tudo bem! Nos vemos mais tarde.

Disse ao me levantar da cama e parar em frente a loira, segurando sua cintura e puxando-a para quebrar qualquer distância que teimava separar nossos corpos. Dinah assentiu e sorriu, se inclinando para selar nossos lábios em um selinho demorado. 

- Te amo. - Disse sorrindo.

-Também te amo - falei e novamente a beijei, antes de caminhar para fora do quarto e seguir para o trabalho.



Notas Finais


Aproveitem o Prólogo, porque o próximo capítulo vai ser de matar.. 😬😬😬💜

Link do trailer: https://youtu.be/OZOmndQJcIU


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