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História Five Years - Capítulo 6


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Notas do Autor


Oi gente ! Quanto tempo não é? Vamos continuar nosso flashback então?

Capítulo 6 - Ressaca de problemas


O silencio e macio calor, fez com que meus olhos abrissem sentindo a leve mistura de fragrâncias, encarei o local, mais um quarto onde eu nem sabia como tinha chegado. Dessa vez era um bem espaçoso, com as paredes em um tom creme que com certeza a luz do por do sol transformaria o ambiente.

Senti uma brisa gélida arrepiar meu corpo, olhando uma porta aberta, que levava para uma pequena varanda, me inclinei mais para frente tentando ver alem de uma cortina que se movia conforme a brisa.

— Já tá acordado? — Ouvi uma voz abafada e sonolenta encarei o dono da respectiva voz, congelando logo em seguida, poderia ser que dormiu com seu amigo loiro e nem ao menos tinha lembrado? — Volta a dormir... — sua voz estava de certa forma manhosa, arrancando um pequeno sorriso meu, movi minha mão para os cabelos loiros que davam um certo destaque a cama escura.

— Eu tenho sono leve... — comentou me puxando novamente para cama — mas deixando claro que eu to morto...

O silencio reinou novamente, encarei o teto, mas minha mente parecia vazia, eu estava vazio, senti a inquietação do loiro que se sentou sem nenhuma vontade, olhando para mim.

— Você é mais interessante do que eu pensei "guaxinim" — comentou levantando da cama completamente pelado, com um sorriso provocativo e satisfeito. Só encarei pegar suas roupas e vesti-las logo em seguida.

Resolvi fazer o mesmo, ouvindo passos preguiçosos, com um cheiro de tabaco. Me virei depois de colocar minha camisa encontrando um moreno alto, olhei para o loiro e voltei meu olhar para o maior ainda confuso.

— Ah talvez você não lembre, mas, ele também participou da nossa "pequena noite" — o loiro comentou meio vagamente — Espero que não se importe.

— Me importar com o que já aconteceu? — soltei uma risada nasal me sentando na cama para amarrar meus tênis. — Só espero que não tenho decepcionado ninguém. — não era bem o que eu queria dizer mas disse, a minha mente queria que eu estivesse bem com aquilo, ilusão.

— Meu nome é Pietro, prazer — finalmente o moreno se pronunciou, sua voz era grave e com certeza meteria medo em qualquer um.

— Rigby — disse estendendo a mão para firmar essa apresentação, ele segurou minha mão e fizemos sorrimos um pro outro — O prazer foi meu, mas eu tenho que ir.

Me despedi dos dois olhando em meu celular, encarando a hora. Sair dali ainda me deu a sensação de estar sendo vigiado, uma paranoia minha...talvez?

O vibrar do meu celular acompanhado do clássico toque me fez atender sem nem verificar quem poderia ser ouvindo uma voz chorosa e mais do que familiar.

— Don?! O que foi?! — era seu irmão, nunca foram tão próximos, mas sempre que precisavam um do outro, estavam ali.

— São os nossos pais de novo....— não conseguia imaginar seu irmão poucos anos mais novo chorar, ele sempre foi alegre e perfeito.

— Eu to indo ai, e se acalma.


[...]


Parei bem em frente a porta, ofegante, já tentando controlar a pequena chama de raiva que estava em um enorme vazio. Arrumei a postura e bati na porta, que foi aberta pela minha mãe, seu rosto estava com um pequeno sorriso, que não era nenhum pouco costumeiro.

— Precisamos conversar... — disse e minha voz saiu mais fria do que pretendia ser, vendo ela dar passagem, entrei em passadas largas — Cadê o papai?

Fui até quarto do Don ouvindo a voz grave e baixa do mesmo, ignorei o "tabus" básicos da educação e entrei no quarto dele, os dois olharam para mim, encarei meu pai com o mesmo olhar, e ele entendeu meu recado.

Agora aqui estamos, reunidos na mesa da cozinha, todos em silêncio.

— Se vão mesmo se divorciar deixem o Don fora disso...— Foi um tiro certeiro, não era de hoje que meus pais não se suportavam, por isso decidi morar no trabalho, e estava obvio que a relação dos dois estava findada ao fracasso. — Vocês não precisam tentar se manter juntos, por causa dos seus filhos...

— Rigby nós não- — ela tentou dar uma desculpa.

— Vocês são assim desde que eu nasci...não neguem — eles me olhavam como dois anjos querendo entender a mente de um adolescente rebelde e confuso. — Não vou deixar vocês fazerem o mesmo com ele...

— Rigby o que quer que a gente faça? — meu pai disse meio receoso, por mais que a resposta fosse obvia ao menos para mim.

— Se divorciem — todos olharam surpresos para mim — mas não vão brigar pelo Don, ele vai morar comigo.

— Mas você nem tem uma casa... — a voz da minha mãe saiu como se ela quisesse me fazer mudar de ideia, sorri mentalmente com a ideia estupida.

— Arranjem uma casa então. Façam o perfeito papel de pais — cruzei meu braço falando com sarcasmo, meu irmão me olhava surpreso — E não venham com essa de que não conseguem, pela mor, vocês fazem tanta coisa com esse dinheiro...só ajam como pais pelo menos uma vez...

Novamente o silêncio, meus pais apenas se encaravam, dei um toque para Don preparar as coisas dele, foi imediatamente para o quarto. Num movimento inesperado, e ousado, meu pai resolveu perder a cabeça.

— Rigby! Não venha agir como o chefe ! Você é só um adolescente alcoolatra! Acha mesmo que é melhor que seu pai?! Ou sua mãe?! O que você sabe?! —ele havia pegado em meus cabelos jogando minha cabeça contra a mesa de mármore branco. — Ponha-se em seu lugar!

— Eu estou pensando no meu irmão! E você?! — gritava enquanto tentava libertar meu cranio das mãos dele — Pensando quando vai fuder sua amante ou próxima esposa?! — Ele levantou meu rosto com tudo seguido de um soco.

— Cala sua boca muleque! — Ele levantou a mão de novo, sendo impedido pela minha mãe. — Sai do caminho mulher! — ele a empurrou para trás a fazendo cambalear.

— Além de "educar" seu filho, agora vai pra cima da mamãe? — ri em deboche — Você ainda acha que tem direito de ficar com o Don?

Ele congelou, me soltando. Me afastei assim que senti sua mão afrouxar, senti algumas dores pelo rosto, a breve silhueta do Don surgindo pelo corredor dos quartos arrastando duas malas com suas coisas — Vamos Don, nossos "pais" vão cuidar de tudo...

 Segui o caminho até o parque em silêncio Don ainda refletia sobre, bem quieto.

— Cara, a quanto tempo não vemos o famoso Don — disse musculoso assim que abriu a porta, ainda lembro quando conheceram o Don, foi meio cômico. Afinal acharam que ele era mais velho do que eu.

— É e ele vai passar um tempo aqui enquanto resolvo um problema. — disse subindo as escadas para o meu quarto deixando as malas do meu irmão no chão, e me joguei de cara na cama.

— parece uma Batcaverna — ouvi Don dizer rindo, a escuridão do quarto, e claro uma clara bagunça.

— Cortesia do Rigby, mas deixa eu limpar isso— me joguei para fora da cama.

— Okay , agora isso foi piada, você limpando algo? — ele ria exageradamente.

— Olha a calúnia, já limpei muita coisa — disse recolhendo as roupas espalhadas no chão, e colocando dentro de um cesto, e organizando alguns livros espalhados, Don limpava o chão com um aspirador em poucos minutos estava arrumado.

— Terminamos — Olhei para o meu celular encontrando algumas mensagens dos meus país, do Fantasmão...do Mordecai?


Notas Finais


Perdoem quaisquer erros não tive tempo para dar uma olhada no texto mas , nos vemos no próximo capítulo com a mensagem de Mordecai kk


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