História Fix me - Capítulo 14


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Categorias 5 Seconds Of Summer, Madison Beer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Madison Beer, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5sos, Madison Beer, Romance
Visualizações 79
Palavras 2.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hi bitches. EU SEI. eu falei que eu ia postar de tarde ou à noite, mas a madrugada sempre é meu melhor horário. Aliás, tenho uma question para vocês ( to muito bilíngue hoje, eu sei ), o que vocês acham de eu fazer um capítulo com o Luke narrando? Por favor comentem o que vocês acham

Capítulo 14 - Broken pieces


Fanfic / Fanfiction Fix me - Capítulo 14 - Broken pieces

Cruzei meus braços quando o vento soprou forte e levou meus cabelos juntos. Entrei na garagem com esperança de encontrar ou o carro ou a moto de Luke lá, mas nenhum dos dois estavam ali.

Havia passado um mês desde meu encontro com Calum e agora acho podemos nos chamar de “namorados”. Quer dizer, Calum me apresentou para sua família eu o apresentei para o meu pai e o pessoal da concessionária, o que equivale a família para mim.

Luke e eu andamos meio distantes e toda vez que tento conversar, ele é bem vago quanto suas respostas. A maioria das vezes quando ele não está no hospital e papai está com Jullie no hospital ( que aliás vai ter alta nesse domingo ), ele e Charlotte praticamente estão transando no meu sofá da sala. O sofá que eu como cereal e assisto home&health. Nada higiênico, ele tem o próprio quarto.

Talvez ninguém estar em casa é uma boa coisa, porque aí eu tenho um tempo sozinha só para mim. Mas é que Luke nunca está por perto e isso me incomoda mais do que eu gostaria de admitir, quer dizer, ele sempre está fisicamente perto, mas só fisicamente.

Desbloqueei a tela do meu celular que marcava 20:30. Enquanto eu colocava cereal na tigela, ouvi o barulho da moto do Luke e depois um estrondo, como se ela tivesse caído.

Corri para a porta da frente e quando eu a abri, vi Luke tentando sair de baixo da moto. Corri até ele e levantei a moto de cima dele, que agradeceu com um murmuro.

Me agachei ao seu lado, procurando algum sinal de machucado em seu rosto.

-Você está bem? 

Tentei o ajudar a levantar, mas ele recusou minha ajuda jogando o braço para trás, como se quisesse que eu não o tocasse. Franzi a testa. Qual era o seu problema? 

Quando Luke finalmente se levantou, pude vir hematoma vermelho no seu olho direito e um corte no canto do seu lábio.

-Luke! O que aconteceu? 

Ele não respondeu, era como se ele estivesse me ignorando. Me levantei do chão e quando ficamos cara a cara, percebi o cheiro forte que ele transmitia. Ele estava bêbado.

-Você andou de moto nesse estado!?- gritei. 

Ele estava de brincadeira comigo, ele poderia ter sofrido um puta de um acidente.

-Como se você ligasse.- ele disse cambaleando até dentro de casa.

Apertei o passo até alcançá-lo tentando subir as escadas.

O segurei antes de quase tomar um tombo. Coloquei seu braço ao redor do meu pescoço e o ajudei a subir, o levando até o meu quarto.

O joguei na minha cama.

-Me deixa em paz!- ele disse enrolado.

Quando ele ia se levantar, encostei minha mão no seu peito sem fazer força nenhuma, mas foi o suficiente para ele não levantar.

-Por favor, Luke. Por favor, me deixa cuidar de você. 

Ele murmurou alguma coisa, mas não se levantou.

Corri até o meu banheiro. Tampei o ralo da banheira e liguei o chuveiro na água fria. Era o que faziam nos filmes e livres, não é? Talvez aquilo funcionasse.

Peguei Luke da cama e o puxei até o banheiro onde a banheira tinha começado a encher com a água do chuveiro.

-Eu tirar sua blusa, tudo bem?

Ele assentiu. 

Tirei sua blusa e a coloquei em cima da pia. 

Não tirei suas calças, talvez ele fosse se sentir desconfortável se tivesse tolamente consciente. Eu me sentia desconfortável e provavelmente iria me sentir desconfortável também se fosse eu ali invés dele.

O ajudei a entrar na banheira, mas assim que a água quente começou a se chocar contra a pele nua das suas costas e seus pés sentirem o frio da água acumulada na banheira, ele tentou sair.

-Luke! Não! Você precisa ficar um pouco aí para melhorar.

Mas Luke não queria me ouvir, não aquela hora. 

Pensei em não tirar a minha blusa para aquilo, mas não adiantaria se eu a estivesse usando. “É como biquíni, Maddy”, pensei.

Prendi a respiração por um segundo como se aquilo fosse diminuir a sensação de mil agulhas se chocando contra a minha pele com aquela água fria e entrei ali com Luke. 

-Está muito frio, Maddy... Por favor...

O abracei com força, em uma tentativa de que com os nossos corpos bem juntos, calor humano fosse ajudar.

-Tá tudo bem, eu to aqui.

A água grudava a minha calça na minha pele, mas o frio não era mais insuportável.

Luke parou de tentar se debater e sua respiração ficou mais leve, ele me abraçava agora também.

Alguns minutos se passaram e banheira agora estava praticamente cheia. Desliguei o chuveiro e sentei na banheira, puxando Luke junto comigo.

Eu estava deitada na banheira e Luke tinha a cabeça apoiada no meu peito, enquanto eu passava meus dedos pelo seus cabelos, tentando o acalmar ainda mais.

-Eles me chamaram para testemunhar, Maddy. 

Eu sabia o que aquilo significava. Sabia que Luke não teria escolha a não ser ir, caso contrário fariam o que fizeram com sua mãe, ou até mesmo pior.

-Vai ficar tudo bem, Luke. 

-E se não ficar? E se não estiver? 

-Tudo bem também. Tudo bem não ficar ou não estar bem. Eu estou aqui, lembra? Eu posso lutar por você.

Lembrei do que Jullie disse sobre minha mãe não poder lutar por ela. De algum jeito, minha mãe falhou com Jullie e eu não estava pronta apara fazer isso com Luke.

Alguns minutos se passaram e saímos da banheira. O enrolei em uma toalha, a única ali no meu banheiro. Enquanto meus lábios e minhas mãos tremiam, tentei o secar o máximo possível. 

-Espere aqui que vou trazer suas roupas, ok? Enquanto isso, tire toda sua roupa de baixo.

Sai do banheiro correndo e fui até o quarto do Luke. Fui até o seu armário e a peguei suas roupas.

Corri de volta para o meu quarto e bati na porta do banheiro, abri apenas o suficiente para eu poder entregar as roupas para Luke.

Enquanto ele se trocava, fui até a meu armário e tirei de lá meu pijama, minha calcinha e um sutiã. Me troquei o mais rápido possível antes que Luke saísse do banheiro e quando eu terminava de subir a minha calça de moletom, ele saiu do banheiro.

Seus lábios ainda estavam sangrando, então cheguei mais perto para limpá-los com a minha manga.

Eu podia sentir os olhos de Luke em mim enquanto eu olhava para seus lábios. Era o momento perfeito para dar tudo errado.

Luke levantou o meu rosto e colocou a mão gelada na minha bochecha. 

-Quem fez isso com você? Quem te machucou?-sussurrei, desviando meu olhar para o hematoma ao redor do seu olho.

-Você, Maddy.

Senti meu corpo amolecer com suas palavras, como se eu fosse a gelatina da cantina da escola.

-Me fala que você não me ama, Maddy. Me fala que você não sente o mesmo que eu sinto. Me fala que seus olhos não procuram os meus em um quarto lotado. Me fala que nossos corpos não se atraem um pelo outro como ímãs. Me fala que de todos os lugares, os meus braços são o último lugar que você pensa em ficar. Por favor, Maddy. Me fala isso, porque aí eu sigo em frente. Me fala isso que eu desisto de nós e nunca mais volto a te incomodar. Maddy, me fala que você não me ama.

Olhei para os olhos azuis de Luke e tentei dizer que não o amava. Tentei dizer que não o amava, porque eu sabia que seria melhor para nós dois, eu sabia que eu não o machucaria e não machucaria Calum. Mas eu não conseguia. Eu não conseguia dizer que eu não o amava, porque não era verdade. Talvez fosse a maior mentira que eu contaria, tão grande que se quer conseguia passar pela minha boca.

-Maddy, por favor...

-Eu não posso. 

-Por que?-Luke gritou. 

Acho que nós dois estávamos cansados daquilo. Nós dois estávamos cansados de fingir que não sentimos tudo aquilo um pelo outro. Estávamos cansados de ignorar aquela montanha de sentimentos na nossa frente; era exaustivo. 

-Porque eu estaria mentindo, Luke!- gritei de volta, mas mais alto.- Eu não posso, porque eu não consigo! 

-Então porque estamos aqui?! 

-Porque você nos colocou aqui! Você ficava me afastando e eu cansei correr atrás de você. 

Senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. 

-Puta merda, Hemmings! Todo mundo podia ver que eu estava apaixonada por você e você ignorou isso.- disse apontando para o meu peito. 

Luke passou as mãos pelos cabelos. Pensei que ele fosse gritar de volta, mas ele simplesmente saiu do quarto. Ele realmente havia simplesmente saído do quarto? Corri em sua direção, sentindo as lágrimas escorrerem rápido pelas minhas bochechas.

-Você simplesmente vai sair quando eu estou falando com você?!

Luke pegava alguma coisa dentro do armário.

-Não é o que você sempre faz?- ele disse colocando alguma coisa no bolso do moletom e virando de volta para mim.

-Não ouse dizer isso, Luke.- disse apontando para seu rosto.- Não ouse dizer isso. Você sabe que é mentira!

-Não! Não é! 

Lá estávamos nós de novo gritando um com o outro. Como chegamos aqui? 

-Mas tudo bem, né? Porque você tem o Calum. 

-Cala a boca! Você veio com essa porra de papinho para cima de mim falando que eu e Calum daríamos bem e eu encarei isso como você me dispensando, como qualquer outra pessoa.

Luke passou reto por mim, saindo novamente do quarto. Era isso. Ele continuava jogando as bombas e eu tinha que simplesmente desviar. Corri atrás dele enquanto ele descia apressadamente as escadas, no final de contas eu sempre corria atrás de Luke Hemmings.

-Não vire a costas para mim! 

Uma parede parecia separar Luke e eu, tudo que eu falava parecia não chegar a ele. Mas chegava, a parede estava dentro dele.

Ele abriu a porta. A chuva corria forte e batia na casa como se a fosse derrubar. Luke colocou o capuz e, sem olhar para trás, foi até sua moto.

Fui atrás dele correndo. A chuva estava tão forte que os primeiros segundos ali fora foram o suficiente para me molhar inteirinha. O que era lágrima e o que era chuva? 

-Luke, você não pode andar de moto agora. Olha o seu estado e a tempestade! Por favor... Por favor, você vai se machucar.

Ele não me ouviu e naquele ponto, eu já deveria estar acostumada. 

Luke acelerou a moto e saiu como se não deixasse nada para trás. E lá estava eu. Com certeza o último cenário que eu poderia imaginar. A tempestade caia em cima de mim, mas ela não se comparava com a que Luke havia criado no meu peito. Nenhuma tempestade se comparava com a de sentimentos que Luke causava no meu peito. Meu coração doía e eu estava com frio, mas Luke não estava mais ali para nos aquecermos. Talvez não fosse nosso destino. Talvez não importa quantos planos fizéssemos, o destino sempre iria nos separar. 

Um dia li que há dois tipos de amor, o amor da sua vida e o amor para sua vida. Luke era o amor da minha vida, mas talvez não fosse o amor para minha vida e quanto a isso, não acho que eu poderia fazer nada a respeito.

 

 

Mesmo com o tanto de cobertor que eu usava, meu corpo ainda parecia uma pedra de gelo. Não tentei ligar para Luke, mas chorava encolhida no escuro do meu quarto. Depois de algumas horas ou minutos, não sei bem dizer, porque o tempo parecia se arrastar, a porta do meu quarto abriu. A luz do corredor iluminou a sua silhueta, mas eu não conseguia enxergar seu rosto. De qualquer jeito, eu sabia quem era. 

Luke fechou a porta e veio em minha direção, deitando ao meu lado na cama. 

Fiquei com medo de o tocar e estragar tudo de novo, então só prestei atenção em sua respiração lenta para me certificar que ele estava de fato ali. Aquilo significava o que? Ele não estava com mais raiva de mim? 

Luke puxou a minha cintura, nos aproximando. O frio passou. Era o tipo de frio que não passaria com cobertas. Enrolei a minha perna em sua cintura e apoiei a cabeça em seu peito que subia e descia. 

-Eu te amo, Maddy. 

Senti as lágrimas começarem a escorrer de novo. 

Eu sonhava com Luke me dizendo isso quando eu era pequena e sempre imaginei que o sentimento de ouvir aquelas palavras seria tão significante que não caberia no peito. Mas doeu. Ouvir Luke dizendo aquilo doeu mais que qualquer outra coisa, era uma dor que eu não conseguia comparar com nada.

-E é por isso que eu preciso deixar você ir.

Fechei os olhos enquanto as lágrimas caíam. O abracei mais forte, o abracei como se nossos corpos estivessem caindo de um prédio de 20 andares. A sensação era a mesma, parecia que estávamos caindo sem apoio nenhum. 

Luke beijou o topo da minha cabeça e senti uma lágrima escorrendo pela minha testa. Foi aí que eu entendi o quanto nós machucávamos um ao outro. 


Notas Finais


Não se esquecem de responder à pergunta do começo e espero que tenham amado♥️
Ps: Eu vou viajar amanhã então talvez não tenha capítulo amanhã mas vou tentar.
Pss: por causa da viagem, talvez seja mais difícil para ter tempo de escrever, mas vou fazer de tudo


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