História Fix You - Capítulo 3


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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Barbara Palvin, Justin Bieber
Visualizações 670
Palavras 2.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


• Olá bebês, estou repostando esse capítulo, e desculpem por eu ter apagado antes. Obrigada pelos comentários e favoritos, estamos quase nos 200 favoritos! ;)

• Desejo uma boa leitura a todos, e quem fez o enem, espero que tirem uma boa nota!! <3

Capítulo 3 - New nanny; (reposted)


 Miami, Flórida. 

23/02/2017

Barbara Palvin ー Point Of View


Acordei ouvindo o som do despertador, mas não tão alto pois eu dormia na cama de cima do beliche que minha irmã e eu dividimos. Bocejei e cocei os olhos, me levantando e descendo as escadas, notando que minha irmã não estava mais na cama, nem no quarto. Fui até o banheiro, e tranquei a porta tirando minhas roupas e o moletom, sempre uso os que tenho para tapar meus braços. Tomei um banho gelado e rápido, e depois escovei os dentes.



 Enxuguei meu corpo, e meu cabelo, abrindo a porta do banheiro e indo até a porta no quarto, a trancando. 


Fui até o guarda roupas, vesti minhas peças intimas, minha calça jeans e peguei um moletom preto com capuz, e calcei meus sapatos. Penteei meus cabelos, e passei um batom escuro nos lábios. Peguei minha bolsa da escola, e abri a porta do quarto, notando o silêncio da casa. Minha mãe deve ter saído, e minha irmã foi pra escola. Jennifer tinha vergonha de mim, então nunca me esperava para ir pra escola e correr o risco de seus amigos a virem comigo em seu carro.



Fui até a cozinha, peguei uma maçã, e saí do apartamento seguindo para o elevador e cliquei no botão. Enquanto ele subiu, peguei meu celular que estava dentro de minha bolsa, vi que eram sete e meia da manhã. Tenho que correr para pegar o ônibus! A porta do elevador abriu, e assim que eu ia entrar, meu corpo travou...era o vizinho.


ー Bom dia. ー sorriu saindo do elevador com sua filha em seu braço, e eu sorri fraco, vendo a garotinha sorri e olha pra mim. 


ー Bom dia, essa que...é sua filha? ー perguntei me aproximando do elevador para que ele não feche. 


ー Sim, a Skylar. ー disse dando um beijo no rosto da criança. Que coisa fofa!


ー Ela é muito bonita... ー falei me aproximando deles, e passando a mão pelos cabelos dela.


ー. Está indo pra escola? ー perguntou e eu assenti. ー É melhor correr, quando eu estava voltando pra cá, tinha um ônibus escola vindo, não sei se é o seu.


ー Obrigada, eu...


ー Oh, quase me esquecia! Eu adorei aqueles bolinhos que você tinha me dado ontem, e quando você chegar, eu vou lhe devolver o prato. ー falou e eu assenti sorrindo e entrando no elevador, nervosa. ー Boa aula. ー desejou para mim, e as portas se fecharam.


Eu estava sentindo um grande frio na barriga, ele sempre falava olhando em meus olhos, e eu não sei como não fiquei como um pimentão. As porta do elevador se abriram e eu corri para fora do prédio, olhando para os lados, e vendo o ônibus se aproximar de onde eu estava. Suspirei aliviada por chegar a tempo, e entrei no ônibus quando as portas se abriram. Sentei em uma das primeiras cadeiras, sozinha, enquanto no fundo do ônibus os alunos cantavam, e conversavam. 


Peguei meus fones, conectei ao celular, e coloquei uma música do Blackbear para tocar. Ao longo do caminho foi tudo tranquilo, mas então o ônibus parou em frente a escola. Respirei fundo e esperei todos descerem e eu desci por último. Passei pelos portões, colocando meu capuz e guardando meu celular e meus fones da bolsa. 



Entrei na escola e fui até meu armário, o abrindo, vendo que tinha palavras e desenhos explícitos/obscenos ali. Peguei meu caderno e fechei o armário, ignorando tudo o que tinha escrito.



ー Olha aí, a vadia Palvin! ー ouvi a voz de Zully, umas das líderes de torcida e também minha colega de sala.


Levantei o olhar, vendo ela e mais três amigas suas. Abaixei a cabeça, e tentei desviar, mas uma delas me puxou, me empurrando me fazendo cair no chão, fazendo grande parte dos alunos que passavam rirem de mim. Elas passaram ao meu lado, rindo, e se foram.


ー Quer ajuda? ー um garoto, moreno, com o cabelo bem arrumado, e dando um sorriso de lado, me estendeu a mão. 


ー Obrigada. ー falei baixo, e segurei em sua mão ficando de pé. 


ー O Steve vai ser o próximo pessoal, a vadia foi rápida. ー ouvi uma voz masculina dizer.


ー Fica na sua, seu babaca. ー Steve disse alto, e eu arregalei os olhos. Ele se meteria em problemas.


ー O que foi que você disse, cara? ー observei o negro se aproximar de nós, com mais cinco amigos.


ー Pra você ficar na sua! ー Steve disse, se aproximando do cara, ambos ficando frente a frente.


Eu só queria falar alguma coisa, mas me mantive quieta.


ー Tá querendo apanhar, seu idiota? ー o cara riu, descruzando os braços, partindo pra cima de Steve.


As pessoas começaram a gritar ao redor, gostando do que viam, mas meu coração batia forte, vendo os dois se socarem. Corri para o mais longe dali, e fui para a minha sala, onde tinha poucas pessoas, controlei minha respiração, me sentando em uma das últimas cadeiras, e escutei o sinal soar.


Ele vai sair machucado por minha culpa...


As pessoas começaram a entrar na sala rindo, e também apontando pra mim, dizendo coisas do tipo “Ele defendeu essa esquisita.” Arregalei os olhos ao ver Steve entrar na sala também, e se sentar na cadeira ao meu lado, sorrindo pra mim, enquanto tinha partes do rosto machucados. 


ー Me desculpe por isso, por favor…ー pedi baixo, ao ver a professora entrar. 


ー Está tudo bem. Eu juro que deixei ele em um estado pior. ー disse me fazendo rir. ー Você não é novata aqui né?


ー Não, estudo aqui há alguns anos, infelizmente.ー falei a última parte mais baixo. ー Seu primeiro dia aqui?


ー Sim, me mudei para cá ano passado, e agora, pela segunda vez estou no terceiro ano. ー disse dando de ombros.


ー Repetiu de ano?


ー Sim, você não? ー neguei ー eu fiquei relaxado demais nos estudos, e bem...você sabe, minhas notas foram caindo, e deu nisso. Mais uma vez aqui. ー disse e eu assenti ー Você ainda não me disse seu nome.


 ー Me chamo Barbara. ー falei, e notei o olhar da professora sobre nós.


ー Não querem compartilhar a conversa de vocês conosco? Deve ser muito importante o que estão falando não? ー ela perguntou, e eu desviei o olhar, olhando para minha mesa. 


ー Me desculpe, não vai acontecer de novo. ー Steve disse, e a professora deu de ombros.



••• 



O sinal tocou, e eu esperei todos saírem como sempre, mas Steve não saiu, e me encarou confuso.


ー Por que esperou todos sairem? ー perguntou, e eu fiquei de pé, pegando meu celular e fones.


ー Gosto de ser a última a sair, e não passar por alguns constrangimentos. ー falei enquanto o via tirar sua jaqueta e guardar em sua bolsa.


ー Está calor, não vai tirar seu casaco? ー perguntou enquanto saímos da sala. 


ー Estou bem assim. ー falei sendo sincera. Não estava calor pra mim.



Andamos juntos até o refeitório, e a partir dali ele se foi, se juntando aos seus amigos. Peguei minha comida, e me sentei em uma mesa afastada das outras. Conectei o fone ao celular, e comecei a ouvir Counting Stars, enquanto via as pessoas circularem pelo refeitório. Uma garota se aproximou de mim, com uma cara de metida...


ー O que você fazia com meu namorado? ー perguntou cruzando os braços.


ー Seu namorado?


ー Sim, o Steve.


ー Nada. ー respondi e ela riu. ー Nós falamos um pouco na sala de aula, mas não foi nada demais. 


ー Não pense que vai tirar alguma casquinha dele, sua esquisita. Você não serve pra ele, quer dizer...você não serve pra ninguém. ー sussurrou a última parte, e o choro ficou preso em minha garganta enquanto a via se distanciar e se sentar ao lado de Steve. 



Abandonei minha comida, e segui para a sala de aula, peguei minha bolsa e saí o mais rápido possível dali. Eu sei que não sou uma pessoa "suficiente" mas estou cansada de ouvir isso sempre. Fui para a arquibancada, que ficava ao redor do campo, onde os garotos jogavam futebol e outras coisas, sentei na última fileira de cima, e fiquei ali por um bom tempo, até ver os garotos entrarem em campo, começando a treinar. 


Fiquei os vendo jogar, ainda com os fones em meu ouvido, e quando eles terminaram, eu levantei e desci os degraus, saindo pelos fundos da escola, mas alguém segurou meu braço, me causando um susto.


ー Ei, esquisita. Está indo para onde? ー um dos jogadores perguntou, e eu me soltei dele, lhe dando as costas e ouvindo sua risada alta. 


Atravessei a rua, e segui caminho para meu apartamento a pé mesmo, não tinha dinheiro para o táxi, então prevejo que irei chegar atrasada em casa. Ao som de Heathens, virei a esquina, e acabei esbarrando em um homem, mas pedi desculpas e segui meu caminho, até chegar em frente ao prédio.




 Passei pela portaria, e fui até o elevador, clicando no botão, e vendo as portas se abrirem, e eu entrei, vendo as portas se fecharem. O elevador subiu e abriu em meu andar, sai de dentro dele, vendo Justin e o síndico conversarem. Justin apenas deu um sorriso pra mim e eu fui até minha porta, mas parei assim que ouvir a conversa deles.


ー Então, eu estou precisando de uma babá. Vou deixar esse cartaz com o senhor e quem aparecer, mande ligarem para esse número. ー ouvi Justin dizer, e eu pude ver o síndico ir embora.


ー Justin? ー chamei ele, e ele se virou para me olhar. ー Você...está precisando de uma babá?


ー Sim. Vou ter que voltar a trabalhar e preciso de alguém para cuidar de minha filha.


ー Eu...posso ser a babá que você procura? ー perguntei e engoli seco, o ouvindo rir.


ー Você? Mas você é muito nova, não teria paciência para cuidar de um criança. Você também ainda estuda. ー disse e eu neguei me aproximando dele.


ー Por favor, eu preciso tanto desse emprego...você não faz a mínima ideia. ー praticamente implorei. ー Por favor, me dê uma chance. Eu juro que você não vai se arrepender! 


ー Tem certeza disso? ー ele perguntou sério, e eu assenti diversas vezes ーOkay, entre. Preciso lhe avisar sobre algumas coisas. 


Meio insegura, entrei em seu apartamento, que não era tão diferente do meu, e logo em seguida ele entrou e fechou a porta, dizendo para eu me senti à vontade. Dei alguns passos e o vi entrar em um cômodo. Aguardei e segundos depois ele voltou com o seu celular em mãos.


ー Espero que não brinque sobre isso. ー falou e eu neguei.


ー Não, eu não irei...o que terei que fazer?


ー Bom, se puder, pode começar daqui a dois dias. ー falou olhando algo em seu celular. ー Eu apenas trabalho a noite, mas não tenho horário para voltar, certo? Então só precisarei de você a noite.


ー Tudo bem, eu posso fazer. ー tentei convencer mais a mim do que a ele. ー O que mais?


ー Depois eu vou te passar listas de algumas coisa sobre Skylar. Ela tem alergia sobre alguns produtos, então deverá tomar cuidado. ー avisou e eu assenti. ー E sobre o valor diariamente pode ser duzentos e cinquenta dólares? ー perguntou e eu arregalei os olhos. 


ー Isso tudo? Não vai lhe fazer falta?


ー Não irá, apenas quero a segurança de minha filha. ー disse e eu sorri fraco assentindo. ー Você poderia me passar o seu telefone? 


ー Para quê?


ー Para caso venha acontecer algum imprevisto eu posso lhe avisar ou vice-versa. ー disse e eu assenti, o vendo estender seu telefone para mim.


Peguei e anotei meu número ali, salvando com meu nome e entreguei pra ele de novo. 


ー Posso fazer uma pergunta? ー perguntei o vendo sorrir. 


ー Já está fazendo. ー brincou.


ー Por que você não está com sua mulher? Digo, a mãe de sua filha. ー falei e vi ele travar o maxilar. ー Me desculpe! Eu apenas fiquei curiosa, não precisa responder. ー me apressei em dizer e ele deu de ombros.


ー Vou pegar seu prato. - disse se afastando entrando em sua cozinha.


Eu queria me bater por ter feito uma pergunta daquelas, que coisa mais idiota! Ela pode ter o deixado, ou...até mesmo ter morrido. Eu não sei o que tenho na cabeça.Vi ele voltar, segurando o prato de vidro que havia trazido com os bolinhos, e eu peguei, dando um sorriso de lado.


ー Muito obrigada por eles, estavam realmente muito bons. ー disse sorrindo e eu agradeci.


Ele me levou até a porta, e fez uma coisa inesperada, me beijou...na bochecha, me deixando nas nuvens, e eu dei as costas, completamente envergonhada. Abri a porta do apartamento, vendo Jennifer de braços cruzados me encarando.


ー O que você tem na cabeça garota? ー perguntou grossa como sempre e eu a ignorei, passando por ela, mas Jennifer puxou meu braço e eu acabei deixando ele cair no chão, vendo-o se despedaçar. ー Eu te fiz uma pergunta.


ー O que foi? Eu não fiz nada! 


ー Eu estou tentando investir no vizinho rico e eu espero que você não se meta no meio. ー falou e eu assenti. ー Não ache que chegará a ter algo com ele, você é um lixo. 


Senti meus olhos marejaram, e quando tentei sair, ela segurou meu braço de novo, me impedindo de ir.


ー Por favor, Jennifer. Não me fala mais nada….


ー O que foi? Não aguenta a verdade? Alguém tem que esfregar nessa sua cara idiota que você não é de nada. ー disse e eu senti lágrimas saírem de meus olhos a todo vapor. ー Só você fica esperta. O vizinho está na minha mira, e não vai ser um lixo feito você que vai o tirar de mim.

Me solteira dela e corri para o nosso quarto, entrando no banheiro e trancando a porta do mesmo, me sentando em cima da privada, e começando a soluçar. Deixo minha bolsa no chão, e me sentei no chão, abrindo a gaveta abaixo da pia, e achando duas lâminas ali, as pegando e arrecadando as mangas de meu casaco, vendo as marcas em meus braços.

Eu tinha prometido pra mim que eu não iria fazer mais isso, mas...dói tanto. Só quero que essa dor pare, que nem seja por alguns minutos.




Notas Finais


Pessoal, quero lembrar que: isso é tudo ficção, tudo bem? Não quero que ninguém tente fazer uma coisa dessas, ou até tirar a própria vida. Você não está sozinho, tem muita gente que te ama e quer ajudar você, então não cometa nenhuma besteira. <3 se estiverem passando por algum momento ruim, estou aqui e talvez eu possa ajudar, podem me chamar na MP. <3

O Steve é o mesmo de Stranger Things. ;)
Espero que tenham gostado do capítulo, pessoal. Se tiver algum erro me perdoem, por favor. E bem vindo leitores novos! <3


Até o próximo capítulo,
Xoxo ltchildren.


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