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História Fix You - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Oi amores, voltando depois de quase um ano...
Sinto muito pela demora, muitas coisas se juntaram e a falta de ideias pra essa fanfic se acumulou junto com as inseguranças de começar uma história nova.
Pensei que seria legal continuar de onde paramos ao invés de reescrever a fanfic inteira.
Espero que gostem...
E aos poucos que estão chegando agora... Sejam bem vindos.

Capítulo 4 - Sehun era uma criança.


Um mês se passou depois daquela conversa tão pouco desagradável em que Luhan negou seus sentimentos e insistiu para que Oh Sehun assumisse os dele para Kim Jongin.

Desde então, não houve sequer uma palavra disto que chegasse até Kim, muito menos houve um reencontro daqueles dois rapazes que se encontravam apaixonados pelo mesmo homem.


— está tudo bem? — perguntava o mais velho, Jongin, segurando um copo de café em sua mão e um chá de pêssego gelado não outra. 


— oi? — Sehun pegou o chá de suas mãos e pôs o canudo da boca, puxou um gole do líquido para molhar a garganta e sorriu. — desculpa, estava lembrando de umas coisas…


Coisas que por acaso tinham nome e sobrenome, Lu Han. A pedra no seu sapato que em apenas dois segundos conseguiu lhe deixar a ver navios.


Um mês atrás...


— Você gosta dele. por que eu deveria dizer a verdade sobre os meus sentimentos quando você mesmo não consegue?  — Sehun encarava o mais novo segurando uma caneta em sua mão, usava o objeto pontudo para cutucar a mesa a cada sílaba que saía pela sua boca.


— Por isso mesmo. — o menor que se mantinha parado em sua frente,Lu Han, indagou ao abrir um sorriso provocador.  — eu sei que ele também gosta de você. Esse é o problema… 


— Ele não gosta de mim. — Sehun desviou o olhar ao tentar esconder suas bochechas rosadas, combrindo as mesmas com a palma das mãos. — nós somos apenas melho-


— eu vou deixar algo bem claro aqui, então fecha essa boca e me escuta porque não irei mais repetir. — o loiro lhe interrompeu antes mesmo que Sehun pudesse inventar alguma desculpa para enganar a si mesmo de que aquilo que dizia era verdade. —  eu amo Kim Jongin. Se você não for homem o suficiente para assumir o seu amor por ele… 


As pessoas ao redor passavam pelo corredor do restaurante e fingiam não notar o clima pesado que havia se estendido entre aqueles dois que, por mais que não estivessem a sós, agiam como se ninguém pudesse lhes escutar ou até mesmo notar a presença de suas curiosas personalidades.


— ele será meu a partir do momento que eu perceber que você não faz bem pra ele. —  o menor se levantou ao terminar de falar apenas deu de costas para o mais velho que, ainda se mantinha inerte por conta daquelas palavras.



Sehun não queria admitir naquele exato momento, mas depois de um mês inteiro aquelas palavras pesaram em sua consciência como duas pedras de mármore esperando para se colidir. 


{...}


De fato, desde tudo o que foi dito naquele dia, Oh não conseguiu mais olhar Jongin sem fitar os seus olhos e se perguntar o que aquele semblante alegre queria realmente te dizer. O pior de tudo isso foi realmente pensar que seu amigo só havia lhe aceito em sua casa por pena e não por estar apaixonado por ele. Afinal, era se iludir demais pensar que seu amigo hétero que não tinha nada de hétero estava gostando de você dessa forma?


— eu sou idiota… — dizia Sehun, apenas por impulso ao deixar aquelas palavras escaparem da sua mente cansada.


— eu sei disso — Jongin fechou o jornal que estava lendo e se debruçou sobre a mesa, encarando o mais novo vc um olhar sedutor e sensível que fez até mesmo os menores pelos de Oh se arrepiarem quando seus olhares se encontraram. — mas eu gosto de você.


Sehun engasgou com a sua própria saliva, dando lugar a uma expressão de amedrontamento. — Do nada?!


Kim sorriu voltando para a sua posição anterior, encostando seu tronco na parte traseira da cadeira e olhando em seus olhos. — você precisa parar de falar enquanto pensa. — pegou o copo e levou até a boca, bebeu um gole do café e adoçou a boca. — as pessoas irão achar que você é doido.


— Shhhh…. — Sehun levantou da cadeira, bebeu o último gole do seu chá e encarou o rapaz. — eu quero ir embora.


— você sabe que não posso ir agora, Sehun. — Jongin retrucou ao pegar seu jornal, abriu na página de palavras cruzadas e passou a encarar as linhas ainda vazias como um detetive procurando por seu próximo caso. — você tem pernas, pode ir na frente se quiser.


— Droga, Kai! — gritava o mais novo fazendo bico e cruzando os braços como uma criança mimada pedindo por seu doce. — Essa pessoa que você tanto espera não vai chegar! Até quando você vai ficar aí?


— até ele chegar. — o moreno lhe cortou, tirando uma caneta preta de ponta afiada do seu bolso esquerdo do casaco de couro. Era de se notar que Jongin amava responder as cruzadinhas do jornal, toda semana acordava bem cedo durante os sábados apenas para sentar em uma cadeira com seu velho jornal e uma xícara de café bem quente; hábito que aumentou muito nas últimas semanas, o que significava que o garoto estava estressado por algum motivo que Sehun não conseguia identificar.


— quer saber? — Oh puxou seu casaco que se mantinha dobrado em cima da mesa, enrolou em seu braço e recolheu sua carteira.  — Dane-se, estou indo.


Jongin deu-se de ombros, continuou preenchendo aqueles minúsculos quadradinhos em branco. Sehun saiu do café em silêncio e bufante, simplesmente emputecido com a reação tão pouco desinteressante de seu amigo. Depois de caminhar durante alguns minutos, parou em um ponto de ônibus e sentou perto de dois garotos que pareciam estar ocupados demais atendendo telefonemas para conversas aleatórias sobre como o dia estava frio ou se parecia que estavas prestes a chover.


— aquele idiota… — murmurou revirando seus olhos e fitando os carros que passavam pela rua. — Me faz acordar cedo pra isso… — esfregou suas mãos, estava frio e havia esquecido suas luvas no café. — poderia ao menos ter dito quem estava esperando… mas não…


De fato, aquele dia estava mais congelante do que qualquer inverno que já havia chegado ao continente asiático, de maneira que fazia até mesmo os ossos das pernas de Sehun doerem como se estivessem prestes a se partir. Ficar sem suas luvas naquele momento era a pior coisa que havia lhe acontecido, não teria esquecido de vesti-las antes de sair do estabelecimento se não estivesse tão irritado com Jongin.


— que azar… — suspirou.


— você está bem? — um garoto de cabelos negros que havia sido ignorado pela visão de Oh, estava sentado ao seu lado com um livro em suas mãos. — desculpa perguntar.


— oi? — Sehun se virou para o mesmo, ainda esfregando suas mãos para mantê-las  quentes. — ah, estou bem… obrigado. — deu um curto sorriso e voltou a direcionar sua visão para o outro lado da rua.


— Eu me chamo Kim Jun-myeon — o garoto insistiu em forçar uma comunicação que, de certa forma, naquele momento não parecia tão incoveniente para Sehun. — eu tenho um par de luvas extras… — disse tirando-as da mochila e dando-as para o menor.


— não precisa, sério. — Oh negava balançando a cabeça de um lado para o outro de forma frenética. 


— vamos… não seja orgulhoso. Te observei desde que chegou aqui, está congelando. — Jun indagou ao pegar sua mão e encaixar uma das luvas nela. — está terrivelmente frio, não deveria sair por aí assim.


Sehun mantinha-se calado, um pouco sem graça, enquanto o outro rapaz colocava as luvas em sua mão. Naquele momento, Oh sentiu-se como uma criança que precisava da ajuda de um adulto pois não conseguia nem ao menos se cuidar direito.


— agora sim! —  dizia Myeon, abrindo um sorriso meigo em seu rosto, expressando a felicidade de alguém que havia acabado de realizar uma boa ação. — Que sorte, elas couberam direitinho.


O menor fitava suas mãos, ainda sem uma expressão significativa em seu rosto, apertava os dedos uns contra os outros para senti-los aquecer.  — Obrigado… — murmurou levando seus olhos até o rosto do outro rapaz.


Jun se levantou calado e ficou de pé diante do menor, ergueu seu braço até o mesmo como um sinal de comprimento amigável e sorriu, um sorriso de olhos fechados, tão doce e delicado que demonstrava a face de um homem de alma jovem e bondosa. — ainda não me disse seu nome.


Sehun ficou lhe encarando por um tempo, confuso, tentando entender como alguém conseguia ser tão doce e gentil com um total estranho como ele. Dito isso, a ideia de uma pessoa tão boa assim parecia até uma piada, por isso aquela visão desencadeou algumas gargalhadas do menor que ergueu seu braço e formou um aperto de mãos entre eles. — Oh Sehun. Me chame de Sehun!


Jun sorriu e em um ato impulsivo, inclinou seu rosto para o lado direito e riu junto o mesmo. — prazer, Sehun. — 



Notas Finais


Até breve, prometo que não vou abandonar esse projeto.


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