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História Fix You - Capítulo 6


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Notas do Autor


Ah, voltei!
Desculpem a demora...
Não vou explicar muito, vejam as notas finais!

Boa leitura!

Capítulo 6 - Sehun, o garoto prodígio.


Às vezes Sehun tinha pensamentos indesejados, obscuros e amargos, do tipo que tiravam seu sono e muitas vezes o obrigava a fugir para o quarto de Jongin, pois era o único lugar que conseguia dormir sem sentir que em algum momento seu coração poderia parar.

Esses pensamentos se tornaram cada vez mais presentes no seu cotidiano, até que por algum motivo, após o beijo desastroso que deu em Kim naquela manhã, eles simplesmente pararam de surgir.


Mas, talvez eles apenas estivessem o avisando que o pior estava apenas por vim, e aquela parada repentina talvez significasse que esse mal havia chegado.


— Mamãe?! — Jongin gritou ao abrir a porta e dar de cara com a figura que havia lhe trago ao mundo.


—  Mamar onde…? — Sehun murmurou ao sair do banheiro com a toalha enrolada em sua cintura. — Droga. — sorriu forçadamente ao ser encarado pelo loiro e sua mãe. E então a ficha finalmente caiu.


{...}


Kim Jongin não costumava falar de seus pais em hipótese nenhuma, mesmo que isso significasse mentir para todos dizendo que era órfão. E isso foi o que Sehun pensou por muito tempo. Por isso, aquela situação que tinha tudo para ser um reencontro emocionante se tornou um inferno na vida daqueles dois garotos.


— Jongin, meu amor! — dizia a velha sorridente sentando no sofá com uma bolsa enorme ao seu lado. — ai, sua mãe está acabada. Odeio essas lojas da capital, só tem gente burra.


— Ottoke… — Sehun murmurou, usando uma expressão popular na Coreia que expressava preocupação, uma forma diferente de dizer "Eita! E agora?". — prazer, senhora Kim… 


O garoto estendeu sua mão para a mesma em uma tentativa de cumprimento amigável, porém fora recebido com um olhar frio e severo do tipo que deixava a frase "sai daqui" estampada na testa da senhora. Oh, que já estava incomodado e sem reação diante daquela situação nada agradável, sorriu de forma envergonhada e caminhou lentamente até a enorme parede de vidro entre a cozinha e a sala. 


— mamãe?! — Jongin queixou-se encarando-a.


— eu vou para o quarto, tenho uma entrevista de emprego hoje. — o moreno esfregou sua nuca de forma manhosa e riu. — preciso me arrumar.


— precisa de uma carona? — o loiro inquiriu ao levantar-se da cadeira segurando suas chaves.


— você é marido dele agora? — a senhora murmurou, cravando seu olhar nas blusas caras que havia comprado. — deixe-o ir, ele pode muito bem andar. Você e eu precisamos conversar.


De toda sua história com Jongin, aquele dia foi o que mais havia lhe deixado desconfortável, não pelo fato de ter escutado aquelas palavras pela boca da senhora Kim, mas pelo fato de que Jongin apenas assentiu calado; nem quando Sehun saiu naquela tarde para a entrevista que provavelmente mudaria suas vidas, o loiro se deu o trabalhado de dizer minimamente um "tchau", nenhuma palavra.


{...}


— Desde quando esse garoto mora aqui? — a mulher resmungava em meio a suspiros, levando a panela quente de água até a xícara e despejando o líquido para que se misturasse ao saboroso sabor do chá de maçã, o qual ela preferia tomar em ocasiões importantes, por isso Jongin sabia que aquela reunião não era uma simples visita da sua mamãezinha. — pensei que eu fizesse parte da sua vida, você não me conta nada.


— Você não faz parte da minha vida a quinze anos, mamãe. — Kai retrucou, caminhando até a mesma com um pote pequeno de açúcar em sua mão e uma colher na outra. — O que eu faço ou deixo de fazer não é da sua conta.


A senhora sorriu de uma forma grotesca, levou a xícara até a boca com delicadeza e bebeu um pouco do chá. Um breve silêncio que se estendeu pela sala e invadiu a cozinha como um soprar dos ventos de primavera, onde apenas o gotejar das torneiras era possível de se escutar em todo aquele ambiente.


— O que achou da garota que mandei? — a mulher levantou da cadeira e seguiu até as prateleiras de madeira presas na parede esquerda da sala, em cima haviam alguns retratos de Sehun e Jongin. — soube que você não tratou ela tão bem assim naquele encontro.


— eu não preciso de uma mulher — Jongin vigiava os passos da sua mãe, encarando-a de cima até as pontas dos seus pés, reparando cada movimento que ela fazia. — eu não preciso que se intrometa na minha vida.


— Hum… eu duvido disso. — a velha riu ao apontar para a foto de sehun na prateleira. — eu tenho uma proposta. — indagou, usando um tom sarcástico e levemente seco, do tipo que deixava um suspense aterrorizante por todo o apartamento. 



{...}


Enquanto Jongin se ocupava em uma conversa preocupante com sua mãe, Sehun estava indo em direção ao que poderia ser o início de um recomeço para o mesmo. 

Myeon havia lhe conseguido uma oportunidade única de trabalhar na melhor escola de artes de Seul. Dito isso, era óbvio que aquele cuja personalidade misteriosa deixava Oh impressionado e boquiaberta, resolveria acompanhá-lo até o local da entrevista. Porém, mesmo amando estar tão próximo de Jun, Sehun ainda estranhava aquela intimidade repentina que fora construída em apenas algumas poucas conversas; era como se Myeon transmitisse uma paz e fidelidade que deixava qualquer um automaticamente confortável para acreditar em sua amizade e companheirismo.


— olha, eu não quero ser intrometido… —  Jun esfregava os cabelos da sua nuca de forma envergonhada, pois não sabia se deveria entrar naquele assunto. — mas… tem algo de errado?


— eu estou bem… — Oh murmurou. Para falar a verdade, nem o próprio sabia o que sentia após aquela manhã maluca. Em tantos anos de amizade, Jongin em nenhum momento ousou tocar ou citar a existência daquela senhora que, aparentemente, era a sua mãe. Além do fato dela ser rica e uma completa esnobe; a existência dessa omissão por parte de Kai, era a única certeza que sehun tinha para se apegar. Porém, mesmo sabendo disso, sua mente recusava-se a digerir tantas informações em tão pouco tempo.


— então você está bem? — myeon ironizou por meio de gargalhadas. — se você aparecer dessa forma na sua primeira entrevista… — parou em frente ao menor e cutucou seu nariz. — vai acabar assustando os diretores e supervisores com essa expressão de quem comeu e não gostou.


Sehun parou de caminhar logo após escutar as últimas palavras que saíram como um sopro pelos lábios grossos e molhados de Jun, às quais ecoaram em sua cabeça até que sua mente fosse levada para um passado não tão distante, meses antes de sua vida mudar de uma forma tão drástica.


2 anos e alguns meses atrás….


— Ela não mandou nada, Hun…

Era aniversário de Kim Jongin, ninguém além de Oh havia se lembrado da ocasião. Dito isso, é possível

perceber que fora uma das lembranças mais tristes de todos os momentos que os rapazes haviam compartilhado em suas vidas.

— nem mesmo um simples e idiota "Feliz aniversário"!


Kai estava completamente alcoolizado, por isso dizia coisas estranhas e chorava por uma mulher, que aparentemente não havia lhe dado a atenção que deveria. Naquele dia, Sehun acreditava que se tratava de uma garota qualquer já que Kim era um completo galinha. Porém, não era bem assim…


— Jongin, chega! — Sehun dizia, tomando a garrafa de vodka das mãos do mais velho enquanto catava os cascos vazios de cerveja que encontrava espalhados pela sala. — tsc… o que deu em você? Idiota.


— aquela vaca só se importa consigo mesma… — O loiro que, naquela época, estava de cabelo tingido pela cor rosa, soluçava cada vez que se arriscava em uma de suas tentativas de lamentação pela moça que não ousava dizer o nome. — ela nunca me amou…



Sehun foi chutado para fora daquela lembrança ao escutar o  som incômodo do sino da universidade Hogwarts. Logo percebeu que ainda estava diante de Jun, que lhe encarava assustado e meramente preocupado.


— meus pais nunca me apoiaram. — indagou ao voltar a caminhar em direção ao enorme portão de madeira. Myeon lhe seguiu calado, apenas escutando o que o mais novo tinha a dizer. — Ninguém tinha chegado até a faculdade além do meu avô. Talvez por medo, mas éramos muito pobres, então só nos restava trabalhar na zona rural. 


— eles devem ter ficado muito orgulhoso do seu avô. — Jun sorriu, cruzando seus braços e chutando as pedras que apareciam pela estrada de carvalho. 


— No início eles ficaram. — Sehun riu e parou para observar uma pequena ponte enferrujada do lado esquerdo da trilha, abaixo havia um riacho de águas claras que refletia a luz do sol como um espelho d'água. — No dia da formatura, toda a família foi para o evento. Já pensou em um monte de caipira em um evento chique como aquele? — Hun riu, um riso seco de tristeza. — um dos refletores se soltou dos cabos na hora que ele foi ao palco.  Ninguém conseguia explicar como aquilo havia acontecido, mas não faria diferença.


— eu sinto muito… — o maior suspirou, seguiu até o mesmo e pôs a mão em seu ombro como uma forma de demonstrar afeto. 


— meu avô nunca se formou. — Sehun se virou para o mesmo. — ele foi o único que teve a audácia de pisar em um palco onde apenas pessoas ricas pisavam naquela época e acabou esmagado por uma máquina defeituosa.  Por isso, minha família criou uma regra idiota. — o garoto caminhou até o riacho e sentou-se na grama, encarando os peixes vermelhos que passavam pelo lado raso da água. — Eles eram muito religiosos.  


— que regra é essa? — Jun se sentou ao seu lado e cruzou seus braços. Um vento frio foi soprado contra os cabelos de Sehun que, ao se espalhar,  deixaram seus olhos negros cheios de lágrimas visíveis para o outro rapaz que se sentiu chateado por não saber o que deveria falar. 


— Eles acreditaram que era castigo divino. Que piada. — Sehun riu ao pegar uma pedra, segurou-a firmemente em suas mãos e sorriu. — Eles proibiram qualquer tipo de estudo além do básico que era julgado necessário para usarmos na agricultura. Achavam que isso não irritaria o ser divino que castigou o meu avô.


— Mas aí você chegou e virou a ovelha negra da família. — Myeon suspirou, chamando a atenção do jovem que riu ao escutar seu comentário.


— exatamente. "Oh Sehun, o filho prodígio que está indo contra a crença da sua família". — ironizou. — Bom…   desde então, tenho me virado sozinho. Se não fosse o meu melhor amigo, eu realmente não teria ninguém.


— seu melhor amigo? — Myeon sentiu uma pequena confissão ecoar pelo ar, como se Sehun estivesse admitindo algo além do que ele queria dizer. — aquele Jongin que você citou a pouco?


Uma conversa interrompida pelo badalar do meio-dia: horário que Oh deveria se encontrar com a diretoria da universidade. 


— Bom… deixa quieto, vamos? — Sehun se levantou do gramado e deu três tapinhas na sua bunda para tirar a poeira da calça; movimento que tomou um pouco da atenção de Myeon que sentiu-se corar ao perceber que estava encarando fixamente a bunda do mais novo.


— B-bom, melhor irmos né?! — o mais velho gritou saindo em disparada enquanto cobria seu rosto para que Hun não o visse corado e percebesse que Myeon não era nada além de um pervertido.


— an? — Sehun riu sem entender a pressa do mais velho e passou a lhe seguir. — me espera!


Notas Finais


Então amores...
Como sabem, eu tenho muitos problemas para escrever além do bloqueio mental...
Então, eu sempre vou demorar um pouquinho para atualizar.
Tenho feito o seguinte... "Uma semana sim e uma semana não".
Assim fica mais fácil administrar meu tempo e não desistir de escrever essa fanfic que eu amo tanto...
Então... Me perdoem a demora e me perdoem por ser esse escritor chato haha
Até breve.

E... ah... Myeon virou meu personagem favorito ksksks


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