História FIXED - New Hope Club - Capítulo 19


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Categorias The Vamps
Personagens Personagens Originais
Tags Blake Richardson, New Hope Club
Visualizações 47
Palavras 1.466
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não, eu JURO que isso não é uma miragem. Eu voltei e voltei com mais um capítulo!!

Gente, me perdoa, de verdade. Eu sei que muitos de vocês devem ter pensado que eu desisti da fic, mas juro que não foi isso. É que durante todo esse tempo eu simplesmente tive um grande bloqueio criativo. Óbvio que o ano tem sido muito difícil e corrido e que isso complicou na minha criatividade, mas o verdadeiro motivo do sumisso é que eu não tive nenhuma ideia que eu realmente gostasse pra continuar com a fic. E eu gosto de vocês e dessa história demais pra simplesmente fazer algo que eu não achasse digno.
Mas então a inspiração veio e aqui estou eu!!
O capítulo não tá tão grande e também não é um dos melhooores, mas eu ainda estou um pouco enfurrujada despois de tanto tempo sem ideias. Realmente espero que gostem :)))
Sem mais delongas, mais um capitulo de FIXED!!

twitter: @zoey_espinosa

Capítulo 19 - Capítulo 19


 

   Abri os olhos com dificuldade, piscando diversas vezes para me acostumar com a claridade. Assim que atingi plena consciência, senti uma forte pontada no lugar onde havia recebido o soro momentos antes. 

   - É normal sentir dor.- Vanessa disse sentada na poltrona na ponta do quarto. Levei um susto e, ao tentar me sentar, minha cabeça também doeu.

   - Eu apaguei por muito tempo?

   - Umas duas horas, mais ou menos.- Assenti, meio desconfortável. Não que Vanessa fosse chata ou algo do tipo, mas eu simplesmente não conseguia ficar totalmente a vontade com ela.- Já começaram o transplante do seu pai.- ela falou levantando. Pude perceber que suas mãos estavam meio trêmulas, fato que ela tentou esconder colocando as mãos no bolso da calça.

   - Já?

   - É, começaram pouco depois que te trouxeram pra cá. Tem a ver com a durabilidade das células tronco fora do corpo. Mas eu não vou saber explicar direito porque a última coisa que eu sou é de biológicas.- ela disse e eu ri nasaladamente.- Olha, eu sei que isso tudo não tem sido nada fácil pra você. Sei mesmo,  talvez esteja sendo mais difícil até do que está sendo pra mim. Por isso eu quero que saiba que eu e o seu pai estamos aqui por você. Eu sei que pode parecer estranho, porque você não vê seu pai tem anos e eu, bom, você mal me conhece. Mas eu sei o quanto você significa pro seu pai. E eu o amo muito. Tudo que for importante pra ele, é importante pra mim também.

   - Eu sei. Obrigada, Vanessa. Meu pai deve gostar muito de você. 

   - E gosta. Eu sei que sim. E gosta muito de você também.

   - Eu também gosto muito dele, apesar de tudo. Só vai ser difícil deixar todos esses anos sem ele pra trás.

   - Tenho certeza de que ele se arrepende, Mia. Você foi a primeira pessoa a quem ele quis contatar assim que descobriu da doença. E ele vivia contando histórias sobre você. 

   - É que é muito difícil esquecer que ele não esteve presente na maior parte da minha vida, entende? Mas, apesar de tudo, ele é o meu pai. 

   - Exatamente...- ela disse e ficou me olha do por um tempo, sem ter o que dizer.- Bom, eu vou comer alguma coisa. Ainda não estão deixando entrar no quarto dele.

   - Ok...- disse e, quando ela estava abrindo a porta para sair, a chamei.- Você passa o tempo todo aqui?

   - A maior parte. Saio para trabalhar e raras vezes para dormir em casa. Mas a maior parte do tempo passo aqui.- ela disse e eu assenti. Ela deu um pequeno sorriso como despedida e me deixou no quarto.

   Vanessa tinha sido muito legal comigo até aquele momento, e eu realmente gostaria de não me sentir deslocada perto dela. Mas era muito difícil não encara-la como uma substituta minha e de minha mãe. Claro que aquilo passaria conforme o tempo, mas não sabia o quanto demoraria.

   Meu primeiro instinto foi pegar o celular, sendo bombardeada por mensagens de minha mãe, Sabs e Lana. 

   Mas nenhuma dele.

 

   Suspirei pesadamente e abri meus contatos, procurando pelo número da única pessoa com quem eu precisava falar, por tudo pra fora: minha mãe.

   - Alô, Mia?!- minha mãe perguntou de forma desesperada, me fazendo rir.- Josh, ela está bem!!- gritou distante do telefone e isso me fez sorrir. Mal havia ficado longe dela e já estava morrendo de saudades.

   - Oi.- respondi.

   - Mia Mitchell, quem diabos você pensa que é para me deixar preocupada desse jeito? Não me mandou nem uma mensagem desde que chegou, garota! Eu já estava morrendo de preocupação.

   - É, eu sei, me desculpa.- falei já com os olhos enchendo de lágrimas. Em seguida, falei com a voz embargada.- É que tem sido muito difícil, sabe.

   - Ô, Mia...- ela disse, com sua voz suave, tentando me acalmar. Não havia nada no mundo que tivesse mais poder sobre mim do que minha mãe e sua doçura.- Não fica assim. Pode por tudo pra fora, falar o que desejar, xingar ou até mesmo só ficar ai chorando. Eu vou ficar aqui ouvindo, pronta pra te acalmar, ok?

   - Ok, obrigada.- disse respirando fundo, as lágrimas ainda caindo.- Me desculpa mesmo por ficar tanto tempo sem te dar um sinal de vida. Mas é que eu cheguei e, logo de cara, vim para o hospital. E, então, eu vi meu pai. Pela primeira vez em dez anos! Se tem uma cena que eu nunca vou esquecer na vida é a sua cara ao me ver. Ela demonstrava carinho, sabe? Apesar de ele estar totalmente mais velho e bem magro e pálido por conta da doença, ele ainda parecia estar feliz por me ver, sabe? E eu nunca pensei que fosse ver isso depois de tanto tempo.- eu disse, ainda chorando, mas respirando contadamente, tentando me acalmar. 

   - Mia, apesar de tudo, ele te ama. Ele é seu pai, filha

   - Eu sei, eu sei. E, então, antes de entrar na cirurgia, tudo que eu pensava era que se algo desse errado eu nunca teria tido a chance de me reaproximar. Nunca. Mas o problema é que ainda é muito doloroso lembrar de tudo que passei sem ele ao meu lado. Lembrar de suas poucas palavras ao telefone nas poucas vezes que me ligava. 

   - E você disse isso a ele?

   - Disse assim que o vi. Obviamente fui as lagrimas, mas foi impossível me segurar. Inclusive, ele me convenceu a ficar mais uma semana aqui.

   - Sim, claro. Mia, aproveite para se aproximar dele, ok? Ele deve sentir muito a sua falta. 

   - Pelo menos é isso que eu espero que ele sinta.- falei já mais calma, secando as lagrimas que restavam com as costas da mão. 

   - Bom, qualquer coisa você sabe que tem a mim, à Sabs, ao Blake...

   - O Blake na verdade foi um dos motivos para eu me sentir tão mal.- falei, respirando fundo. 

   - Por favor, me diz que vocês não terminaram!- ela falou desesperadamente e eu ri. Não havia ninguém no mundo que apoiasse eu e Blake mais do que minha mãe.

   - Não, e espero estar longe disso. Ou melhor, espero que isso não aconteça nunca.- suspirei.- A verdade é que eu não havia contado nada a ele.

   - O que?! Como assim?! Por que?!

   - Não me julgue, por favor. Mas ele estava se divertindo tanto com os garotos, fazendo a primeira turnê na América. Ele me ligava tão animado que a última coisa que eu queria fazer era estragar tudo isso e fazê-lo ficar preocupadoE, então, quando ele ligou para casa depois de ficar tanto tempo sem notícias, o Josh acabou soltando a informação de que eu estava aqui, com o meu pai.

   - Me lembre de matar o seu padrasto depois...- falou entredentes. Ri nasaladamente e continuei.

   - Ele me ligou muito bravo, e a gente meio que brigou. Eu não entendi muito bem como ele estava quando a ligação acabou, mas sei que com certeza não estava feliz. E eu tenho muito medo de perdê-lo, sabe? Acho que ele nunca havia ficado assim comigo antes.

   - Bom, filha, se acalme. Ele vai entender dessa vez assim como ele sempre te entendeu das outras vezes. 

   - É que as outras vezes em que nós tivemos pequenas brigas não se comparam nada com a gravidade dessa, sabe? Eu fui fazer um procedimento cirúrgico, viajei até outra cidade, reencontrei meu pai e não contei nada a ele. Por Deus, como pude ser tão burra?- disse agora com raiva de mim mesma. Sim, ele havia errado ao não ter tentado me entender, mas eu errei primeiro ao não compartilhar nada disso com ele, enquanto ele me contava tudo o que acontecia.

   - Mia, se eu fosse você ligava agora mesmo pra ele. Já que antes você não contou nada, agora vai contar tudo. O que mais ele poderia pedir, não é mesmo? Por favor, filha, não se massacre por conta disso. Tudo já está difícil de mais pra você.

   - É, eu sei. Mãe, obrigada por tudo, tudo mesmo. Eu te amo muito.

   - Eu também te amo muito, filha. E estou aqui pra qualquer coisa, ok?- ela respondeu e eu sorri. Como já disse, não havia nada no mundo melhor do que minha mãe para me acalmar. 

 

   Assim que desligamos a chamada, deitei a cabeça no travesseiro e pensei sobre o que minha mãe havia acabado de me falar. 

   Sobre meu pai e Blake.

   Sobre a importância de dar novas chances.

   Sobre a importância de amar.

 

   Por isso, respirei fundo antes de abrir meu celular novamente na aba das ligações e clicar em um dos primeiros nomes que apareciam:

   Blake.


Notas Finais


E então, o que acharam?
Por favor, comentem muito se gostaram da volta ai em baixo 👇🏼, vocês não têm noção do quanto os comentários de vocês me inspiram e me fazem querer continuar. Lov u guys! <3 :))


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