História Flame - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Iida Tenya, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Uraraka Ochako (Uravity)
Tags Bakugou, Bakuraka, Boku No Hero, Kacchako, Uraraka
Visualizações 483
Palavras 1.340
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sejam bem vindos, espero que gostem.

Capítulo 1 - Olhos em chamas.


Ele era notoriamente a pessoa mais incrível dali. Sua importância não se via apenas por suas habilidades surreais, mas também aquele olhar determinado, com as pupilas envolvidas em uma fúria quente e insaciável, vermelha e brilhante. Cada cicatriz em suas costas contava uma história sobre ele, cada músculo talhado no corpo dele fazia valer tudo o que ele queria significar no mundo, ele era a mais pura e intensa irá. 

Esse era Bakugou Katsuki, erguido em minha frente, as mãos abertas prontas para explodir o próximo desgraçado que nos atacasse, ele parecia um leão de tão feroz, de tão intenso. 

Foi naquele treinamento de inverno que me apaixonei por ele, mesmo que ele estivesse apenas fazendo a sua parte do exercício – Proteger o refém, que era eu. 

Nunca tinha o visto por fora de seus imensos defeitos, e a partir daquele dia, não conseguia deixar de ignora-los. 

Ele era tão... Invencível, tão forte, tão determinado, tão certo sobre suas ações e pensamentos, defendia seus ideais mesmo que isso o destruísse. 

Às vezes eu me perdia o encarando, cada detalhe dele parecia inegavelmente atraente e interessante, desde a fala elevada até os momentos em que ele se perdia em pensamentos olhando para o vazio. Acabei por perceber que ele era muito mais do que parecia. 

Foi em uma dessas vezes que eu o encarei por muito tempo que ele captou o meu olhar, me encarando naquela feição séria, por segundos longos de coragem retribui o olhar de cara fechada, capturando aquelas esferas cor de sangue que me impediam de dormir a noite.  

Nosso olhar só foi interrompido pela chegada de Kirishima na mesa dele, desviei o olhar e coloquei a mão sobre minhas bochechas, as sentindo quentes sob a palma. 

A partir daquele dia, virou um hábito nosso nos encarar em silêncio em pontos opostos, da sala de aula, do refeitório, na arena dos treinos, no pátio. Não sei qual era o objetivo de Bakugou ao corresponder as minhas expectativas, me olhando daquela forma, mas minhas noites se tornaram bem mais complicadas graças a essas novas experiências. 

Foi em um dia nublado e frio que ele me encontrou no corredor, eu estava digitando uma mensagem para minha mãe, era intervalo e estava voltando do banheiro. 

Não o notei se aproximando, só o notei quando parou em minha frente. 

Levantei o olhar da tela do celular e encontrei aquele par de olhos, os ombros largos, o cabelo espetado, as mãos dentro dos bolsos. 

- Bakugou... – Eu murmurei, surpresa. 

Ele se aproximou, tirando as mãos do bolso e levando ao meu rosto, seu toque era quente e reconfortante, apenas fechei os olhos ao ver sua face cada vez mais próxima, e nossos lábios se chocaram. Seu beijo era mais calmo do que eu imaginei, mas muito melhor do que em meus sonhos mais detalhados. 

Levei minhas mãos receosas ao seu peito, e ele pediu passagem com a língua, permiti, não sabia bem o que estava fazendo mas ele me guiava decididamente bem. 

Todo o ar dos meus pulmões fugiu quando ele se afastou depois de muito pouco tempo. 

Nos encaramos nos olhos, seu olhar era diferente do de sempre, parecia coberto por uma névoa, desfocado. 

Bakugou me soltou, girou os calcanhares e saiu, levando a mão ao rosto. 

Me encostei na parede, com a mão fechada apertada sobre o peito, meu coração batia tão rápido que parecia prestes a quebrar minhas costelas, eu estava ofegante, quente como uma fornalha. 

Nos próximos dias eu quase não conseguia retribuir o olhar, meu rosto ficava tão quente que eu sentia falta de ar. No dia seguinte ao beijo, quando nosso olhar se encontrou e eu não consegui mantê-lo, por tanta vergonha, ele sorriu de lado, como se fosse engraçado minha vergonha. 

Eu passei noites em claro tentando entender o que aquele beijo tinha significado, Bakugou não era o tipo de pessoa que beija outras pessoas aleatoriamente por aí, então tinha que significar alguma coisa! Queria ter a coragem de perguntar para ele, de chegar ao seu lado para conversar, mas ele era tão fechado quando estava isolado com aquela muralha de indiferença ao seu redor. 

Me acostumei a ficar mais tempo nos corredores durante o intervalo, fingindo que digitava no celular, ansiando para levantar os olhos e encontra-lo novamente, mas nunca acontecia. 

 Mesmo que aqueles olhares continuassem, agora carregavam uma coisa a mais; Um segredinho sujo. 

Aconteceu em outro dia nublado, o sinal para o intervalo tinha tocado e eu ainda não tinha terminado a tarefa, com complicações com alguns cálculos de trajetória, garanti a mim mesma que não sairia dali até terminar, pedi para que Iida e Deku fossem na frente e fiquei na aula afim de termina-lo antes do fim do intervalo de 15 minutos. Toda a turma saiu – eu achava – e no silêncio da sala de aula, nem me dei por conta dele parado atrás da minha classe. 

- Uraraka – Sua voz soou atrás de mim. 

Me exaltei no meu lugar, pulando na cadeira, virei o rosto para ele, ficando vermelha no mesmo momento. 

- Bakugou – Falei, nervosa. 

Ele puxou a cadeira e se sentou do meu lado, eu estava tão nervosa que nem conseguia abrir a boca pra falar alguma coisa, minhas mãos tremiam. 

- Qual é a dificuldade? – Ele perguntou, indicando o meu caderno com um aceno de cabeça. 

- Hm, é... – Gaguejei, me atrapalhando – Cálculo de trajetória. 

- Isso é bem fácil – Puxou o caderno, arrancando o lápis de minha mão – Você tem que calcular a velocidade, primeiramente – Ele iniciou, inclinando-se sobre mim. 

Não sabia o que fazer então simplesmente o segui, fiz o cálculo como ele me indicava e terminei o exercício rapidamente, ficando impressionada com a facilidade dele com aquelas contas. 

- Muito obrigada – Eu disse, com o rosto corado. 

Ele deu de ombros, olhando para meu rosto, estávamos perto demais um do outro, e eu soube que haveria outro beijo, uma mão dele foi para minha cintura, e minhas mãos para seu ombros, nossos lábios se encontraram com saudade, e eu não segurei um suspiro ao sentir a boca dele contra a minha de novo, não resisti e levei as mãos ao seu cabelo espetado – Que era surpreendentemente macio – ele respondeu puxando minha cintura para mais perto, e uma perna minha acabou em cima de seu joelho. 

Foi muito menos romântico do que da outra vez, revelava um desejo ardente que incendiava o meu peito, estava mais urgente, mais impaciente, as mãos dele apertavam minha cintura, e eu puxava de leve seu cabelo. Aquele beijo tinha toda a essência de Bakugou, toda o seu calor inebriante. 

Demorou mais daquela vez, mas acabamos nos afastando, ele não saiu direto, encarou meu olhos, novamente aquela névoa cobria o seu olhar, sua boca estava vermelha, ele aproximou o rosto do meu pescoço dessa vez, mordendo de leve a minha pele, beijando-a em seguida, uma onda de choque percorreu meu corpo, como se milhões de explosões tivessem começado por toda a superfície da minha pele. 

Quis dizer a ele alguma coisa, contar que era louca, completamente, apaixonada por ele, que o desejava a meses, que ficava acordada a noite pensando nele. 

Mas o sinal tocou alto, ele lhe deu um selinho demorado, se levantou, colocou a cadeira no lugar e voltou para sua classe. 

Nossos colegas entraram na sala pouquíssimo tempo depois, e eu tinha a mão sobre meu pescoço, encarando apavorada o meu caderno. 

Aquele contato foi tão íntimo, tão próximo, eu nem conseguia acreditar, fiquei em choque durante toda a aula, tocando no meu pescoço e sentindo o seu beijo, fechando os olhos e enxergando sua boca vermelha. 

Tinha a possibilidade – e era bem grande mesmo – dele estar só me usando, só para trocar uns beijos vez ou outra, mas sinceramente, eu não me importava nenhum pouco, que fosse então, seus beijos eram tão bons que não me importava que fossem superficiais. 

Não consegui dormir direito por dias depois daquilo, não sabia o que fazer sobre aquela situação, sobre aqueles toques gentis, e aquele beijo quente no meu pescoço. 


Notas Finais


Próximo capitulo logo vai sair, obrigada por ler e não esquece de deixar um comentário!


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