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História Flames - Capítulo 12


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Notas do Autor


Obrigada a todos que estão acompanhando, agradeço os comentários, os favorito e o incentivo. Vocês são maravilhosos.
Eu espero que gostem do capítulo e me desculpem qualquer erro.

Capítulo 12 - I Know You


Fanfic / Fanfiction Flames - Capítulo 12 - I Know You

Zelda havia chegado antes de Faustus no restaurante, pedindo um vinho para ambos, ela o enxergava atravessar as portas, se dirigindo até ela. Os olhos dele a encontravam observando por um instante a nova peça que adornava o pescoço, o tecido branco era delicado e combinava muito bem.

— Bela echarpe, não me lembro de tê-la visto antes.

— Eu ganhei da Diana, nós nós encontramos na empresa.  Zelda tentava disfarçar o desconforto; diferente da maioria dos homens, Faustus gostava de admirar o bom gosto feminino.

— Não pensei que fossem próximas. A que se deve o presente? 

— Ao nosso noivado. 

— Talvez eu devesse te presentear com uma também. Tocando o tecido, o mesmo descia um pouco revelando um pedaço de pele avermelhado – Acho que você deve ter apertado muito. 

— Não, está bom . O afastando, Zelda sabia que havia cometido um erro. 

— Zelda a sua pele está vermelha, eu … – a voz dele para, observando os olhos verdes, um tanto incertos – O que aconteceu? 

— Me prometa que não fará uma cena. 

— Zelda. A voz dele se tornava mais incisiva.

Retirando a echarpe com cuidado, as mãos de Edward continuavam marcando seu pescoço, o contorno dos dedos perfeitamente desenhados. 

— Quem fez isso ? A voz do empresário tornava-se preocupada e tensa.

— Por favor fique calmo. – cobrindo o pescoço com os cabelos, Zelda segurava a mão do noivo sobre a mesa – Diana realmente me deu a echarpe, digamos que ela presenciou Edward recebendo a notícia. 

— Edward fez isso? Eu vou matar ele. 

— Se acalme, por favor.

— Como posso ficar calmo quando o irmão da minha noiva quase a mata.

— Por favor, não precisamos de mais uma cena pra revista de fofoca de Shirley.

— Tudo bem. Me diga o que aconteceu.

— Edward leu sobre nosso casamento, eu não esperava que ele fosse agir assim. Nós discutimos, jogamos algumas verdades na cara um do outro, mas chegar às vias de fato, a anos que… 

— Espere um pouco, isso já aconteceu antes? 

— Não exatamente da mesma forma, mas já. Eu consigo lidar com isso, da mesma maneira que lido com muitas coisas na minha vida. Mas me surpreendeu que ele reagisse assim dentro da empresa.

— A sua surpresa é a reação na empresa? Onde mais ele já agiu assim?

— Não precisa se preocupar, Diana apareceu antes que as coisas se tornassem piores. Não acho que ele vá fazer qualquer coisa depois de se expôr na frente dela, estranhamente ele respeita ela. Pelo menos alguém. 

— Eu quebraria a cara do seu irmão se o visse agora. Quem ele pensa que é? 

— Meu dono. – Zelda diz para si mesma, não notando que Faustus a ouvia – Mas foi bom vê-lo perdendo a compostura, com raiva, eu já senti tanto isso é bom retribuir. 

— Se ele tocar novamente em você eu retribuirei nele. 

— Esse é um ciclo antigo entre mim e Edward, eu nego o que ele quer e ele se revolta. Certos aspectos podem ter sido alterados, mas ainda somos Spellmans. 

— Venha morar comigo? 

— Faustus somos noivos, não casados. Não vamos apressar as coisas.  

— Zelda seu irmão lhe estrangulou, acha que ele terá algum limite depois disso? E se você estiver sozinha? Diana não estará sempre com você.

— E você estará? 

— Eu sempre lhe manterei segura. Te prometi isso. 

— Eu liguei para Hilda, nós vamos sair juntas e depois eu passo na sua casa. Eu aceito dormir lá hoje, mas não vamos nos precipitar.

— Eu vou avisar a segurança, e se seu irmão aparecer por lá, eles terão ordens para atirá-lo na sarjeta. E para o bem dele, é melhor que eu não o encontre. 

— Obrigada. 

Com o garçom retornando a mesa, Zelda colocava novamente a echarpe enquanto faziam os pedidos, mudando o assunto para o trabalho, o assunto parecia um campo seguro. Almoçando, Faustus a levava para casa de Hilda onde a mesma se encontrava, na frente, Ambrose ao seu lado colocando cestas no banco de trás do carro. 

— Você está entregue senhorita. 

— Eu te vejo mais tarde. O beijando, tocando seu rosto, Zelda se afastava , sorrindo para as íris azuis a sua frente.

— Aproveite com sua irmã, a noite você será toda minha. 

Sorrindo Zelda deixava o carro o observando partir, encontrando Hilda e Ambrose o rapaz a olhava com um sorriso zombeteiro. 

— Quer dizer que você vai colocar as algemas tia Zee. Quem diria heim? Eu achei que seria necessário um homem de outro planeta pra isso.

— Ambrose ! Não fale assim com sua tia. Hilda repreendia o filho. 

— Oh, querido. Faustus com certeza me faz ver estrelas dentro de um quarto, quando conseguimos chegar a ele. Zelda respondia com provocação. 

— Uau. Um riso fraco se fazia ouvir.

— Zelda nos poupe os detalhes. Estou muito feliz por você. Eu sabia que iam se acertar. 

— Obrigada, vocês já terminaram com as cestas? 

— Sim, e os livros estão no porta malas. Meu pai os embrulhou para presente. Ambrose tirava as chaves do bolso.

— As crianças ficaram tão felizes. É uma doação maravilhosa que está fazendo. Hilda sorria.

— Não estou fazendo nada demais. Apenas vamos.

Entrando no banco de trás Zelda preferia não chamar muita atenção, deixando a irmã e o sobrinho juntos na frente. Dirigindo até o orfanato, Zelda se lembrava de quando o comprará e reformara, a arquitetura nova e cores mais alegres davam ao lugar realmente a aparência de um lar, as árvores floridas embelezando a entrada, enquanto árvores frutíferas se espalhavam pela propriedade, Hilda havia criado uma horta e uma vez por semana se certificava de ajudar as crianças a cuidar e ensinar a plantar, também havia feito um pequeno jardim perto do parquinho.

— Mary, eu não sabia que estaria aqui hoje. Zelda saia encontrando a psicóloga. 

— Também não achei que estaria, você acabou de ficar noiva. Achei que fosse comemorar mais um pouco. Parabéns alias. 

— Ambrose me ajude a descarregar essas coisas. Hilda saia com duas cestas de piquenique. 

— Pegue os livros e leve pra dentro querido, eu e Mary ajudamos sua mãe. Peça para uma das meninas lá dentro para ajudá-lo. 

Pegando as cestas nos bancos de trás Zelda, entregava a Mary as três seguindo para o parque abaixo de um grande carvalho, estendendo toalhas no chão e colocando as guloseimas por cima. Hilda sorria satisfeita com seu trabalho, seus bolos, tortas e biscoitos dando água na boca.

— Eles devem estar na sala de recreação, disse que você queria fazer surpresa. Vou buscá-los, vão adorar o piquenique e os livros. Hilda diz se afastando, seguindo para o prédio. 

— Agora que estamos sozinhas , me diga. O que aconteceu? 

— Como você sabe?

— Eu te conheço Zelda, desabafe. 

— Edward me agrediu. Desta vez foi no escritório, na empresa, ele reagiu pior do que imaginava. Eu falei com Faustus, ele acabou descobrindo e o acalmei de que tudo está bem, que eu estou bem, mais a verdade é que não estou. - ela fazia uma pausa , olhando para o anel em sua mão e depois para os olhos de Mary – Edward disse que me prefere morta a casada com Faustus. Ele disse morta Mary e por um segundo enquanto as mãos dele estavam na minha garganta eu achei que ele me mataria.

— Você sabe que não pode continuar assim pra sempre Zelda, sua dívida com Edward como você chama, já foi mais do que paga. 

— Eu sei, mas não posso simplesmente cortá-lo da minha vida, trabalhamos juntos, ele é pai da minha sobrinha. Além disso, não consigo prever o que ele poderia fazer. 

— Deveria falar com Faustus, se ele sabe sobre o que Edward fez hoje, talvez ele já esteja preparado para ouvir tudo. 

— Faustus quer me proteger, ele chegou a me propor morar na casa dele, mas não quero o levar para o meio dos meus problemas. Não sou responsabilidade de ninguém além de mim mesma.

— Não se trata de ser uma responsabilidade querida, se trata de querer o melhor. É isso que os casais fazem. 

Vendo Hilda surgir novamente as duas paravam o assunto. 

— Eles já estão vindo, só tivemos que dar uma arrumada nos livros lá dentro. Mary tem uma menina que pediu pra ver você, a professora disse que ela teve pesadelos. 

— Verei em que posso ajudar. Se afastando, deixando agora as duas irmãs, Mary sabia que suas palavras haviam atingido Zelda.

— Nós nem falamos direito sobre o seu casamento como você está Zelda? 

— Estou bem, nós não queremos ir muito rápido. Mas estou feliz por estar noiva. 

— Oh Zelda, estou tão feliz por você. Eu posso ver o anel ?

— Claro. 

Mostrando a irmã, Zelda se sentia feliz por ter alguém tão animada por ela; Hilda era um sopro de ar em meio ao verão, amenizando suas preocupações, a fazendo se sentir um pouco melhor.

— Eu sabia desde o aniversário do Ambrose que vocês iam se acertar. Faustus não ia fugir de novo de você, só se fosse um tolo.

— Como assim de novo? Eu lhe disse que ele não foi atrás de mim.

Hilda se arrependia mentalmente por falar demais.

— Na verdade Zelda ele foi. Faustus esteve em nossa casa antes de você partir para Europa.

— Do que está falando?

— Depois que você ficou arrasada e tomou aqueles compridos, você ficou dopada. Ele apareceu exigindo lhe falar, se explicar, fui eu quem o viu primeiro e avisei ao Edward. Os dois estavam nervosos, eles discutiram, Edward deu um soco na cara de Faustus o derrubando no chão e disse pra ele se afastar, que você merecia mais e ele não era suficiente.

— Porque você não me acordou? Por não falou disso antes?

— Eu pensei, mas você estava tão triste e Edward disse que não deveria, que saber que Faustus tinha ido até nossa casa só te machucaria mais. Eu já estava arrasada com a  idéia de papai e Edward lhe convencerem a ir embora. 

— Não acredito que Faustus foi realmente atrás de mim. 

— Eu o chamei de covarde antes dele ir. E ele respondeu que você encontraria um cara legal, acho que as palavras do Edward realmente pesaram.

— Edward não tinha esse direito de se envolver na minha vida. 

— Eu sei, mas o importante é que agora vocês estão juntos. 

— Não Hilda, eu passei anos achando que Faustus tinha apenas me usado. Que nunca realmente havia se importado com meus sentimentos. E agora eu… 

— Zelds eu já falei mais do que deveria. Acho que você deveria falar com Faustus sobre isso.

— Eu vou. Tenha certeza disso.

Antes que mais alguma coisa pudesse ser dita, Ambrose sai para fora com um grupo de crianças, se aproximando delas as duas irmãs eram recebidas com abraços, beijos, as risadas afastando-as do assunto anterior. 

Enquanto do outro lado da cidade Dorian Gray se sentava frente a mesa de Faustus, a visita do investigador viera em um bom momento, pois o mesmo já pretendia contatá-lo.

— O que te trás até aqui Dorian? 

— Lhe dar os parabéns pelo casamento. - um sorriso irônico se libertava – Mas também tem algo que deixei passar e que talvez possa te interessar. 

— E o que seria?

— Estendi minha busca de sua noivinha, para o restante da família. É interessante que a cinco anos atrás Edward e Diana Spellman estavam anunciando o divórcio, é estranho que um homem com a influência e fortuna de Edward não tentou tomar a guarda da filha. 

— Os juízes geralmente deixam as crianças com as mães.

— Errado, os juízes dão a guarda a parte que apresentar poder dar condições de cuidar da criança. Neste caso, Diana tinha apenas uma casa deixada pelo pai, não tinha trabalho. Edward podia ter acabado com ela, no entanto ele não fez, abriu mão da custódia completa, ofereceu uma excelente pensão diga-se de passagem e acatou todos os pedidos da ex.

— Zelda me disse que ele tem muita consideração por ela. 

— Uma coisa é consideração, outra é ter culpa no cartório. Pelas manchetes você pode ler diferenças irreconhecíveis, mas eu acho que existe outro motivo.

— E o que isso tem haver com Zelda?

— Os Spellmans não são apenas uma empresa mais uma imagem, e neste momento a imagem que mais esteve em contato com Edward foi Zelda, até mesmo antes, mas com o anúncio da separação a frequência aumentou. Você disse que desconfiava de alguém próximo a Edward Spellman, bem acho que se Zelda se aproximou de muitas pessoas através dele. Mas de alguma forma acho que a ex mulher pode ser uma fonte.

— Diana dificilmente revelaria algo, eles tem uma filha juntos.

— Talvez com um incentivo certo.

— Ela não é o tipo vendida Gray.

— É uma pena.

— Mas ainda assim é um caminho interessante a investigar. Porém quero que descubra quem me enviou esse bilhete, foi entregue por um menino. Minha secretária saberá te descrevê-lo.

— Parece sua noiva é cheia de mistérios Blackwood. Dorian diz ao ler o conteúdo.

— É o que a faz excepcional.

— Eu estou indo. 

— Mais uma coisa . As matérias em que Zelda estava com Edward, me mande por e-mail. Talvez eu encontre algo que deixará passar. 

— Ok. 

Vendo Dorian se retirar, Faustus abria uma imagem que havia retirado em seu celular, Zelda se encontrava entre os lençóis, os cabelos caídos nos ombros; o pensamento de Edward ou qualquer outra pessoa a ferindo o perturbava, Zelda tinha  fibra e força que ele admirava, no entanto não significava que ela precisasse ser a todo momento forte, ele enxergava as marcas deixadas através das íris verdes, mesmo que suas palavras fossem resilientes parte dela se mantinha constantemente machucada por fantasmas. 

Fechando a imagem, trabalhando por mais algumas horas, sua atenção é trazida de volta com uma mensagem .


« Ambrose vai me levar até sua casa. Você vai demorar? » 


Ele digita uma resposta já se levantando da cadeira.


« Já estou de saída. Tenho uma surpresa pra você.» 


Zelda responde , antes que as portas da sala se fechem.


« Obrigada. Precisamos conversar. » 


Lendo a mensagem Faustus imaginava se Edward havia ido atrás dela ou o agressor da ligação, porém ao chegar no estacionamento, a menção do nome de Ambrose o tranquilizava; pela forma como Zelda falava afetuosamente do rapaz tinha certeza que o mesmo não a deixaria em alguma situação de perigo estando juntos. 

Atravessando os portões, nenhum carro se encontrava frente a casa, porém a pequena figura de Zelda se encontrava no vão da porta, um cigarro aceso em sua piteira, ainda vestindo as mesmas roupas de seu último encontro. 

— Olá estranho. Zelda sorri ao vê-lo sair do carro. 

Se aproximando a beijando rapidamente, os dois entram. 

— Pode me dizer o que gostaria de conversar. Eu fiquei curioso. Ele envolve as mãos na cintura dela, beijando sua nuca. 

Caminhando até a sala, Zelda se desvencilha o encarando.

— Faustus eu preciso te perguntar algo sobre o passado. Sobre nós dois e eu preciso que seja sincero.

— Entendo. E o que seria?

— Eu descobri hoje que você esteve na minha casa antes que eu viajasse para Europa. 

— Sim eu fui.

— Porque foi ? Você nunca falou comigo antes que eu embarcasse.

— Eu queria me explicar, explicar o quão idiota e canalha eu havia sido com você. E pedir perdão, mesmo que não tivesse direito algum. Eu falei com seus irmãos. 

— Edward lhe deu um soco, o que não é exatamente conversar.

— Sim, mas naquele momento eu mereci aquele soco. Edward me disse para me afastar e eu poderia tê-lo ignorado se o argumento dele não fosse suficiente. Eu não sou bom suficiente para você.

— Do que está falando?

— Eu não era suficiente quando Edward disse essas palavras pela primeira vez e ainda não sou Zelda. Você tem nuances, de bondade, gentileza, a sua base de princípios, é como uma lâmina forjada no melhor dos aspectos. E mesmo assim eu descubro sempre algo novo sobre você que me fascina. E por reconhecer isso, sei que não sou, você merece alguém melhor. 

— Faustus…

— Mas eu sou egoísta e mesmo sabendo disso, desisti de abrir mão de você. Posso não ser suficiente, mas passaria minha vida tentando ser um pouco melhor.

— Por favor, não fale mais nada. Zelda o abraça lágrimas rompendo seus olhos – Eu achava que você não se importava com os meus sentimentos, que não havia tido a mesmo significado. 

— Como poderia não ter significado? Sempre foi você.  Ele acariciava os cabelos ruivos, tentando a acalmar.

Quebrando o abraço se sentando no sofá, Faustus se sentava ao seu lado segurando suas mãos. 

— Quando fui embora foi como confirmar que eu não merecia ser amada. Que não era possível alguém me amar. 

— Como isso seria possível?

— Eu não sou como você me enxerga Faustus. Se olhasse direito saberia que é  mais do que suficiente pra mim. Sou uma imagem quebrada. A lembrança da primeira conversa com Mary voltava a sua cabeça.

— Já lhe disse, você não é seus pais. Não é Edward, você é diferente deles. 

— Não muito diferente. – soltando as mãos dele, limpando as lágrimas com as costas das mãos, Zelda evitava olhar para ele, sabia que se o fizesse não conseguiria falar, parando frente a lareira, olhando o fogo – Quando estávamos bebendo eu não disse tudo a você, nem sei se consigo agora. Você sabe que sempre em uma negociação se tenta agradar um sócio, um investidor existe sempre algo antes de se assinar os papéis. No caso da minha família era eu. 

Faustus não conseguia ver o rosto dela e por mais que desejasse se aproximar sabia que Zelda precisava de espaço.

— Foram três anos, começou quando eu tinha doze. Mamãe me dava algo para comer ou beber e pedia para que eu fosse no escritório do meu pai, não me lembro das conversas direito, mas os rostos eu os conhecia, eles frequentavam nossa casa. Havia um divã e eu ficava lá, apagava em pouco tempo. As vezes eu acordava nele ou no meu quarto, mas eu sabia que tinha algo errado.

Antes de continuar a voz de Zelda parava, antes que começasse a falhar. 

— Minhas roupas estavam rasgadas ou vestidas ao contrário, o meu corpo doía, eu sentia muita dor. E marcas que antes não estavam, surgiam, vermelhas, roxas. Papai precisa da sua ajuda Zelda. Ele dizia enquanto mamãe me dopava novamente com analgésicos para dor. Não lembro quantas vezes foram, mas sempre que aqueles rostos sorriam pra mim eu tinha medo. Não preciso dizer que eles pareciam gostar, ou o que meu pai ofertara.

— Zelda. Faustus se levantava, ele estava chocado com a revelação. 

— Foi o Edward que impediu que acontecesse mais. Ele discutiu com meus pais, os enfrentou por mim. Eu recorria a ele quando estava com medo, quando os pesadelos ou flashes de memória surgiam. Ele fez parar. Nos ligou. Eu poderia ser uma taça de champanhe, mas não iria acordar mais desacordada. Algumas mãos asquerosas tentarian me tocar ou tocariam, mas não até o fim. Quando disse que Rhyns o irmão de Dimitri foi meu primeiro, ele foi. Foi o primeiro que realmente permiti me tocar.

— Zelda olhe pra mim. Faustus se mantinha a meio metro atrás dela. 

— Cuidei pra que isso não acontecesse com Hilda. Minha irmã não seria machucada como eu. Quando embarquei, assim como quando começamos de novo, uma parte em mim não se sente suficiente, não sou a figura que pensa que sou. Virando a cabeça Zelda encontrava as íris azuis de Faustus, ela não conseguia ler a expressão dele. 

— Você é perfeita pra mim Zelda, eu sinto muito pelo que fizeram você sofrer, eu nunca poderia imaginar que seus pais pudessem ter chego a esse ponto. Mas isso não diminuí quem é, ou altera meus sentimentos e concepção sobre você. – ele segura a mão com o anel a levando ao peito – Você é a única. 

Se aproximando Zelda o beija, como se todo o medo de ser rejeitada ou julgada fosse caindo de seus ombros, se afastando encostando sua testa a dele. 

Erguendo o olhar Faustus a olhava da mesma maneira de quando a beijara depois de anos ao selar o contrato, não existia pena ou arrependimentos , os olhos dele brilhavam em um azul que Zelda conseguia se perder. 

O abraçando deixando as mãos dele sobre seus cabelos a acariciando, Zelda não desejava estar em outro lugar além do corpo de Faustus. Não sabia quanto tempo permaneceram até ele quebrar o silêncio.

— Eu ainda tenho uma surpresa pra você. 

— E o que seria? 

Pegando a mão dela sorrindo, Faustus a levava pelo corredor do andar superior, no entanto não estavam indo pelo caminho do quarto. Abrindo uma outra porta, um quarto diferente se revelava, maior que o anterior, os móveis se mantinham em um mogno escuro, as paredes em branco espuma marinha com traços em dourado, uma penteadeira se adicionava perto da janela, assim como outras duas portas além da extensão do banheiro, abrindo a primeira um closet se revelava com as coisas de Faustus, enquanto a segunda abria um closet com as roupas que Faustus e ela haviam comprado.

— Este é o quarto principal, eu não o usava desde o meu divórcio. No entanto resolvi fazer uma reforma e espero que lhe agrade.

— É lindo Faustus, mas não precisava ter feito isso por mim. 

— Eu falei sério quando disse que queria que viesse morar comigo. Quero que se sinta a vontade, como na sua casa. Entendo que queira ir devagar, eu não vou te pressionar a ficar aqui. 

— Obrigada. 

Indo até a varanda um telescópio se encontrava, porém Zelda se focava a visão da frente da casa, as flores se mantinham ainda presentes mas o arco do portão assim como a frente dos portões. As mãos de Faustus alcançavam suas costas, a envolvendo. 

— Vamos precisar estrear esse quarto. Ele sorri falando ao pé do ouvido dela. 

— Como sua noiva, eu talvez precise testar os lençóis e a cama. Afina vamos dormir nela. 

— Só dormir?

— O que você está pensando ? Zelda sorria falando com inocência.

— Estou pensando em muitas coisas querida. Ele começa a beijar seu pescoço. 

— Amanhã é lua cheia. E eu estava lendo um pouco, talvez pudemos fazer algo. Sua lupercália me deu algumas idéias. Ela se vira sorrindo.

— E o que poderia ser?

— Também tenho direito a minhas surpresas Faustus. Rindo se desvencilhando os dois retornavam para o quarto.

Empurrando o empresário na cama, as íris verdes brilhavam. 

Retirando a echarpe, as mãos de Edward ainda a marcavam, porém as marcas dos dedos se encontravam mais claras, desabotoando botão por botão da blusa a jogando despreocupadamente sob o carpete, sua luxúria se alimentava da luxúria nas íris azuis escurecidas, o zíper da saia se abria a deixando cair sobre seus pés; montando sobre o corpo na cama, ela tirava o terno, o provocando os seios encostados contra o peito dele.  Desabotoando a camisa, a abrindo suas mãos tocavam as tatuagens, enquanto as mãos dele seguravam apertando sua bunda. 

O beijando permitindo-se ser explorada, Zelda gemia se separando, descendo beijando seu pescoço, seus ombros, trilhando beijos por seu abdômen. 

— Você está sendo cruel querida. 

— Que me lembre você nunca gostou de garotas boazinhas. Ela levantava seu olhar com ironia e malícia.

Desfazendo o cinto ela o puxa para si, entrelaçando suas mãos no pescoço, mordiscando o lóbulo da orelha; mudando de posição Faustus se colocava sobre ela , Zelda ri com a mudança, sentindo o peso do corpo dele, sua ereção mais dura contra sua calça, tirando a camisa já aberta a jogando, ele volta atenção para os seios ainda cobertos, mordiscando-os sobre o sutiã, fazendo um gemido baixo ser liberado, abrindo o fecho tocando-os,  sua língua os circulava chupando, o corpo de Zelda arqueando.

— Faustus. A voz dela o chamava entrecortada. Suas unhas arranhando as costas, o precisando mais em seu corpo. 

Descendo beijando suas pernas, sua cabeça entre as coxas. 

— Tem uma pele perfeita. Cada centímetro. 

Tocando-a sobre a calcinha fina de renda, um gemido mais alto escapa dos lábios da empresária.

— Pensei que gostasse de ser cruel. Ele sorri afastando o tecido , penetrando dois dedos , sentindo seu calor, deslizando entrando e saindo. 

— Faustus eu preciso de você… A voz de Zelda falhava.

— Eu sinto que você precisa mesmo. Ele sorri, retirando seus dedos, tirando a calcinha. Os olhos de Zelda o encontram por alguns segundos, antes de sua língua começar a circular suas dobras; Faustus a chupando como se a cada gemido, fosse alimentado por ela em seu próprio desejo, as pernas quase se fechando contra ele.

— Faustus por favor… isso… eu…

Segurando as pernas a trazendo mais para si, ele sente as mãos dela sobre seus cabelos, o corpo se contorcendo, antes de chegar ao clímax. A visão rubra e ofegante de Zelda o agraciando.

— Você fica linda assim. 

Se levantando tirando a calça e a boxee, ele observa os saltos ainda nos pés da noiva, mentalmente ele chegava a conclusão que Zelda poderia vesti-los e nada mais seria suficiente para atraí-lo.

Pegando-a colocando em seu colo, o corpo de Zelda era mole, e ela parecia ainda mais leve. 

— Você é sempre insaciável. Ela o encara, o beijando, seu desfrutando de seu próprio sabor.

Colocando as mãos contra cintura, sentindo Zelda se encaixar sobre seu membro, deslizando a preenchendo, o corpo dela o abraçava seus seios roçando contra ele, os macios cabelos ruivos como um véu suave, se movendo suas estocadas aceleravam o ritmo, batendo mais fortes . Os lábios dele beijando e chupando o pescoço.

Chegando ao clímax juntos, Zelda desabando sobre ele. Um silêncio de respirações ofegantes tomando o quarto, desacelerando.

— Eu acho que a cama está aprovada, mas ainda precisamos de mais de uma noite para ter certeza. Zelda se vira, beijando o ombro em que se apoiava.

— Como desejar, não me incomodo em testar nada com você.

— Sim, nós não testamos o banheiro. Talvez eu possa te retribuir. 

— Eu aceitaria qualquer coisa que seus lábios estivessem dispostos a me oferecer. 

Zelda se aconchegava, apenas circulando as tatuagens no peito dele, estar com Faustus a levava para longe de tudo, se concentrando apenas nos dois e era só o que desejava.

A observando acariciando os cabelos sedosos, e a expressão feliz e tranquila, Faustus sabia que não desejaria mais ninguém ao seu lado, depreendendo que não admitiria ninguém a ferindo, a fazendo derramar lágrimas ou sentir-se inferior, os homens que ela destruirá agora tinham um porquê, Zelda não poderia os destruir sem comprometer-se devido ao testamento, ela os destruirá de longe, anônima de seus méritos. 

Não importava-lhe quanto tempo levasse ele a mostraria como enxergar-se da mesma forma que a via. 

Esquecido no sofá dentro da bolsa, o celular de Zelda vibrava com duas chamadas perdidas e três mensagens de Lilith subindo a tela. 


« Zelda, Adam conversou com seu médico. Você já pode iniciar um novo procedimento.» 


« Seus exames foram agendados para próxima semana.» 


« Onde você está ? Me liga.»




Notas Finais


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