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História Flames. - Capítulo 1


Escrita por: i4ateez

Notas do Autor


então pessoal, a @softeric me doou esse plot e eu dei meu máximo pra deixar simples porém fofinho e engraçado então espero que gostem, eu realmente gostei de sair um pouco da zona de drama/lemon de sempre e justamente por isso eu acho que quase ninguém vai ler kkkkkk
mas tudo bem pq foi gostoso escrever

Capítulo 1 - Only one.



As paredes da sala estavam amareladas e o grande espelho que cobria parte do cômodo refletia pequenas chamas, que variavam entre azuladas e alaranjadas, fazendo o garoto sorrir como um bobo, uma felicidade genuína brilhando em seus olhos, tão intensamente quanto o próprio fogo. Sua animação era tanta que precisou fechar as mãos rapidamente antes que acabasse atingindo o espelho à sua frente com sua euforia.

- Ainda não consegui acreditar que isso está mesmo acontecendo - exclamou, o olhar empolgado descendo para as próprias mãos ao estendê-las em frente ao seu corpo. Parecia algo tão impossível, mesmo ele tendo toda a consciência do mundo de que sim, aquilo era real e mais normal do deveria.

- Você pode lançar chamas com suas mãos, tá bom, já entendi, agora pode voltar pra cama? - San resmungou, sonolento e emburrado. Estava sentado no sofá, encolhido entre suas cobertas, apenas esperando a euforia do namorado passar.

Era inverno, estavam na semana de recesso da escola, seus pais estavam trabalhando e San só queria passar aquele tempo com seu namorado, dormindo agarradinho com ele o máximo que podia, sentindo o corpo macio contra o seu. E agora que ele seria uma tocha humana ambulante, poderia esquentá-lo ainda mais.

- Não está feliz? Agora eu posso finalmente ser útil - Wooyoung exclamou, se virando na direção do namorado, sorrindo tão brilhante quanto o próprio sol.

Realmente, aquele poder parecia ter sido feito especialmente para Wooyoung, mesmo sendo um dom comum entre a população. O garoto era tão brilhante quanto o sol, com seu sorriso genuíno e pele bronzeada e San não conseguia imaginar nada que pudesse representá-lo melhor.

- É claro que estou feliz, amor. E você sempre foi útil, deixe de ser bobo - San revirou os olhos. - Eu só quero dormir mais um pouquinho e depois poderemos sair e ver como seus poderes funcionam na neve, que tal?

- Mas e se eu colocar fogo na coberta? E no colchão? E em você? - Wooyoung começou a se desesperar com a avalanche de cenários que começaram a correr em sua mente agitada, como trechos de um filme. - Eu não entendo como funciona ainda, mas talvez eu seja capaz de atear fogo nas coisas com um simples toque. Eu não vou poder tocar mais nada? Não vou poder tocar você?!

San precisou conter uma risada diante do ataque de pânico do namorado, achando engraçada a maneira como ele conseguia mudar da água para o vinho em um piscar de olhos.

- Amor, eu não sei se você se lembra, mas meu poder é o controle da água, então não precisa se preocupar com nada disso, somos uma combinação e tanto juntos, sim? - San tentou acalmá-lo, sorrindo pequeno e sincero, transmitindo confiança para o namorado.

- Sim, você está certo, mas... Tenho medo de provocar um acidente e ser tarde demais para impedir um estrago - Wooyoung choramingou, balançando as mãos para demonstrar sua exasperação.

E foi exatamente esse o seu erro.

Era como se o ambiente estivesse em câmera lenta. Ao abaixar os braços, Wooyoung pôde ver as chamas que seus dedos tinham provocado, lançando pela sala. A pequena bola de fogo atravessou o espaço com uma lentidão paralisante, e quando menos esperavam, atingiu o homem sobre o sofá. Especificamente, o comprimento considerável de seu cabelo loiro que quase alcançava seus ombros.

- SAN! - Wooyoung gritou comicamente, pulando sobre o lugar em que estava, correndo até o namorado.

Com um grito, San também pulou do sofá onde antes descansava, suas mãos trêmulas se erguendo no ar, buscando qualquer fonte de água que estivesse próxima de onde estavam, e não demorou muito para que um punhado de água estivesse percorrendo o cômodo até ele, se derramando sobre sua cabeça como se um balde invisível estivesse sendo despejado.

O cheiro de queimado ainda estava forte no ambiente ao seu redor, mas o fogo já tinha sido extinguido, restando somente uma poça de água ao redor de San. Um Wooyoung com expressão extremamente culpada ainda encarava o namorado, quase chorando.

- Eu sabia que acabaria fazendo merda, eu realmente não sirvo pra nada de bom! - choramingou frustrado, tomando cuidado para não balançar seus braços dessa vez.

Por mais rápido que San tivesse sido, infelizmente não foi capaz de impedir o fogo de queimar metade do comprimento de seu cabelo, o deixando um corte mal feito, mas que poderia ser arrumado com uma tesoura, o que o deixaria o corte bem mais curto do que estava antes.

- Eu sei como você demorou pra deixar o cabelo crescer, eu sinto muito mesmo - Wooyoung murmurou, abaixando a cabeça, se sentindo o pior ser humano do planeta.

- Ei, meu amor, não diga isso - recuperado do susto, San deu um passo na direção do namorado, levando seus dedos para o queixo trêmulo do garoto, o erguendo com delicadeza para que pudesse olhar em seus olhos. - Acidentes acontecem, sim? Você não foi o primeiro e nem será o último a passar por isso e cabelos crescem, meu bem, não é nada que tenha me machucado. Eu vou te ajudar a controlar seus poderes, sim?

- O hyung promete? - Wooyoung perguntou baixinho, os lábios trêmulos e os olhinhos brilhando. Seu dedo mindinho se ergueu entre seus corpos, buscando aprovação.

- Eu prometo, meu amor - San sorriu tranquilizador, apertando o mindinho do namorado com o seu, depositando um beijo carinhoso sobre sua testa. - Eu sei que você jamais me machucaria, não pense nisso.

- Tudo bem... - respirou fundo, tentando se acalmar, retribuindo o sorriso. - Então o hyung me deixa arrumar seu corte de cabelo? Pra me redimir - os olhinhos analisavam o estrago feito, os fios de cabelo chamuscados, as pontas em um tom marrom pela ação das chamas, na altura das orelhas.

- Claro que sim, neném, o hyung vai amar - San concordou, e se permitiu ser arrastado pelo namorado eufórico até o banheiro.


Notas Finais


stream guerrilla


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