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História Flames and Death - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Good friend


—Luna?-Uma voz feminina chamou por mim. Acordei assustada, relembrando onde eu estava. Olhei para os lados e vi a mulher do coque desarumado do lado de fora da cela.

—Venha comigo.

Ela abriu a cela com calma, acompanhada de um novo homem fardado e me conduziu novamente até aquela sala estúpida , onde começou novamente o seu interrogatório.

—Vocé é Luna Blanc, perdeu sua família em um incêndio quando tinha 8 anos, desde então tem pulado de orfanato a orfanato, certo?

A encarei mais seriamente do que deveria, e ela notou minha mudança de expressão. Ela havia ido atrás dos meus dados, ela vai descobrir.

—Mas o que não diz nos meus arquivos é: porque você estava aqui e não no seu orfanato em Seattle?

—Eu fugi de casa! Queria conhecer outra cidade porque eles não me deixavam fazer nada. Então vim parar aqui e conheci a garota.

—Amy.-Ela me corrigiu.

—Isso. Eu não sabia que ela era uma criminosa, ela não parece com uma.-As palavras saiam sozinhas, eu não conseguia nem pensar.

—Isso é o que você vai falar pro juiz daqui a vinte minutos.

—O que? -Não pude evitar me exaltar, Amy já seria julgada.

—Você parece uma boa menina, teve um passado ruim mas sei que pode ter um bom futuro. -Ela pôs a mão no meu ombro e soltou um pequeno sorriso antes de se levantar e abrir a porta. — Vamos, está na hora.

Ela passou as minhas algemas para frente do meu corpo, mas o que mais me doía não eram os pulsos machucados pelo metal e sim meu peito naquela caminho sem fim até o julgamento.

Chegando lá, as portas se abriram e o juiz me encarou um tanto surpreso. Havia algumas pessoas no local, testemunhas.

Do lado esquerdo do juiz estava Edgar, com curativos no rosto e uma muleta ao seu lado. Do lado direito, em frente ao juíz, estava Amy, mais machucada do que Edgar. Os machucados foram limpos mas eram muitos visíveis, tanto os cortes quando o olho roxo e inchado. Pela primeira vez , ela parecia assustada.

Eu queria correr até ela e conforta- lá, nunca pensei que a veria assim.

—Sente-se.-O homem negro sentado no alto, o juíz, ordenou. Sentei-me numa cadeira perto de onde Amy estava, a encarei mas ela já havia desviado os olhos de mim.

—Vamos começar o julgamento pela menina mais velha, Amy.-O Juiz começou.—Você é acusada de homicídio de inicialmente 4 pessoas, John Lee, Margareth Lee e Viktor Sardothien.-Ele fez uma pausa e leu um papel em sua mão.—E um bebê recém nascido.

—Ele não tinha nascido ainda.-Amy sussurrou, o que fez com que todos presentes no local direcionassem os olhos para ela.

—Então como você se declara?-O juíz ergueu a sobrancelha.

—Culpada.-Ela ergueu o olhar e encarou o juiz.

Pude ouvir um "ooou" baixo das pessoas atrás de nós.

—Amy!-A repreendi por impulso e os olhares se voltaram para mim.

—Eles mereceram.-Ela completou, fazendo o juiz bater com o martelo em cima de sua mesa.

—Basta! Você, criança, é uma obra do próprio satanás. Matar a própria família…-Ele pós as mãos na cabeça.—Mas você ainda vai se redimir com eles.-Ele fez uma pausa novamente para se recompor.— Agora, você é suspeita da morte de mais 7 pessoas. Reconhece algum deles?

O homem levantou uma série de fotos, pessoas de várias idades. Um silêncio mortal pairou no ar. Até que em um suspiro Amy deu de ombros, ela estava cansada.

—Não lembro deles mas pode dizer que eu os matei, eu não ligo.

—Isso é uma piada pra você?-Ele bateu o martelo novamente.—Embora eu tenha certeza que você esta muito ciente disso, terei o prazer de anunciar a sua sentença; pena de morte na cadeira elétrica!

No mesmo instante Amy me encarou, ela estava perplexa e não sabia o que fazer. Estávamos cercadas de guardas e algemadas, era o fim.

—Agora, seu segundo julgamento.-O juiz se acalmou.—Você agrediu brutalmente este homem, e envolveu uma menor de idade no ato. A delegada me informou que ela foi atraída por você até o local e influenciada a agredir um homem em luto.

Novamente ela me encarou, dessa vez a expressão dela contia um pouco de raiva, eu podia sentir. Mas após minutos de silêncio, ela apenas suspirou.

—É , isso é verdade.

—Caso encerrado!-O martelo foi batido pela última vez.

—Espera!-Gritei.—Ela não me influenciou a nada, eu fui porque quis… -Gaguejei.—E você não pode aplicar pena de morte nela, é menor de idade também.

—Menina, vejo que você não está ciente do que essa "criança" fez. Ela cometeu vários homicídios e outros delitos como roubo de carro, invasão de propriedade privada e tráfico de drogas. A pena de morte certamente será melhor do que os 156 anos de prisão que ela foi sentenciada. -Ele rosnou.—Agora, você! Foi presa por agredir Edgar Rodolffo. Pagará uma indenização para ele e ficará 9 meses no reformatório.

Edgar o encarou assustado, quis falar algo mas se conteu. O martelo bateu agora, pela última vez. Perdemos.

Encarei-a por minutos longos que pareciam não passar e ela apenas sorriu para mim. Mas eu sabia que ela não tinha o que fazer.

As pessoas atrás de nós começaram a se retirar devagar. O juiz encarava Amy com ódio no olhar, mas ela apenas baixou a cabeça.

Dois policiais vieram até mim e me mandaram levantar, um deles me segurou pelo braço. E segundos depois, um estrondo tão alto soou dentro do local, que me fez agachar em reflexo. E o guarda que me segurava caiu ao meu lado, com um furo na cabeça. E segundos atrás dele, o segundo guarda caiu, com o tiro tão certeiro quanto o primeiro. Uma cortina de fumaça surgiu no local tão rápido que meu cérebro demorava a entender o que estava acontecendo. Mas quando me dei conta, Amy estava agachada ao meu lado, e tiros voavam pela sala esbranquiçada.

Com as mãos algemadas ela segurou minha blusa.

—Quando eu falar 3 a gente corre pra lá, mas não levante a cabeça.

Concordei e tentei segurar o braço dela.

—1.- Ela começou, e olhou para os lados, mas eu não conseguia ver nada, apenas gritos e tiros.

—2,3!- ela falou rápido demais, e me puxou. Corremos para a direção onde seria a porta, minhas pernas doeram com o esforço que fiz, e quando passamos pela porta, eu senti que fosse desmaiar. Uma enorme arma foi apontada para nós, o susto quase me derrubou, mas logo vi quem estava com o dedo no gatilho.

—Leah!-Exclamei e não pude evitar de abrir um enorme sorriso.



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