História Flaming Blood - Capítulo 5


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Categorias Justin Bieber
Personagens Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Jasmine Jones ?, Jusmine, Justin & Jasmine ?
Visualizações 10
Palavras 4.215
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Faz tanto tempo que não publico essa fanfic que nem devo ter leitoras mais. Mas ficarei firme nela e postarei frequentemente, espero alcançar um grande número de leitores. É isso. Bom capítulo para vocês.

(Aconselho que semeiam o capítulo anterior para não ficarem perdidos. Ou até mesmo todos os capítulos anteriores.)

Se ainda estiverem lendo, comentem pra me deixar feliz. É isso. Kisses.

Capítulo 5 - Plans for the holiday


Las Vegas, Nevada — 2018, 09:28min

          Pattie Mallette Point Of View

—Eu acho abominável esses executivos se aproveitarem das garotas, Judith. Principalmente por serem tão novas. —termino de tirar os forros da cama, substituindo-os por lençóis limpos. —Pelo amor de Deus! As meninas têm idade para ser filhas desses homens.

—Elas são prostitutas, Pattie. Eles não ligam se são jovens demais. Só querem o sexo.

—Deveríamos chamar a polícia ou... Não sei, ajudar de alguma forma. —arrumo os travesseiros ali, me virando para a mulher ruiva e com algumas rugas ao redor dos olhos que me encara como se eu tivesse dito um absurdo.

—Você ficou maluca, mulher? Poderíamos perder o emprego se prejudicássemos um dos clientes desse hotel. Eles são milionários e da alta sociedade ainda por cima.

—E você prefere fingir que não sabe o que acontece dentro desses quartos? —cruzo os braços, a questionando.

—Pattie, me ouça. Eu admiro seu senso de justiça e o quanto você é boa e ajuda todos que conhece, mas somos só camareiras, certo? Não somos ninguém perto dessas pessoas. Vamos continuar sendo só as funcionárias do hotel, por favor. Além do mais, as meninas são maiores de idade e fazem isso porque querem. A polícia sabe bem o que acontece. —ela volta para o banheiro e eu dou um suspiro, negando com a cabeça.

Pego os panos de chão e os molho dentro do balde com desinfetante, começando a limpar o piso e pedindo a Deus pela vida daquelas jovens garotas.

Mudando o foco dos meus pensamentos, digo a mim mesma para não deixar a esperança de reencontrar meu filho morrer. Justin deve me odiar por eu ter o abandonado, mas quando conversarmos ele vai entender. Naquela época eu não podia sustentar uma criança, eu não podia nem me sustentar.

Contrariando a vontade do Jeremy que quis que eu abortasse, eu o tive. Tive meu Justin. Eu soube que devia trazê-lo para este mundo desde o momento que descobri a gravidez, eu sentia que ele estaria destinado a coisas grandiosas e seria protegido pelos anjos que guardam o Céu.

Agora eu posso cuidar dele, cuidar de nós dois. Ele só precisa deixar, só precisa me dar essa chance. Depois que eu o achar, não o deixarei outra vez por nada nesse mundo.

Portland, Oregon — 2018, 11:17min

Eliza Simmons Point Of View

—Meu pai não está em casa. —Crystal desce as escadas prendendo os cabelos em um coque.

—Graças a Deus. —Jasmine diz andando pelo corredor, com Aleh em suas costas rindo de um jeito muito engraçado.

—Achei que gostasse do Sr. Hall, Jas. —comento com ela, colocando as compras que fizemos em cima da mesa da cozinha.

—Vamos ficar mais à vontade sem ele aqui, Liz. Só isso. —ela beija minha bochecha e depois Aleh salta para o chão, indo até a geladeira.

—O que vamos fazer para o almoço hoje, pessoal? Temos três opções de pratos.  Espaguete à bolonhesa, carne assada ou costeletas ao molho barbecue. —Aleh diz e eu paro para pensar, sendo distraída quando Donovan passa atrás de mim e me faz cócegas.

—Sossega, palhaço. —mostro a língua para ele que ri e vem me abraçar.

—Bolonhesa? —Jasmine faz uma careta. —Ah, não. Nada de carne moída.

—Mas é carne normal, Jas. Só que moída. —Crystal fala, indo ajudar Aleh.

—Não, odeio carne moída. —a garota de cachos faz uma careta engraçada.

—Fresca. —Devon implica com ela.

—Se fode, Devon.

—Qualquer coisa que vocês fizerem eu como, só andem logo... estou faminta.

—Viu, Jas? A Liz que é boa de jogo, ela não tem essas frescuras que você tem. —Devon ri e só vemos um tomate voar na direção dele, acertando em cheio sua camisa branca.

—Me respeita, se não o próximo acerta sua cara. —Jasmine o ameaça segurando uma faca, começando a cortar os legumes.

—Não vai precisar me ameaçar duas vezes, Jas. Eu tiro meu time de campo dessa vez. —dou risada olhando como os dois parecem crianças um com o outro. Dois irmãos implicantes. Isso nunca vai mudar. —Vou trocar de roupa no seu quarto, gata. Já  volto. —ele beija Crystal antes de ir em direção às escadas.

—Precisam de ajuda aí, meninas?

—Tá tudo certo aqui, Liz. —Jasmine sorri na minha direção. Dou de ombros e vou para a sala, sendo seguida por Donovan.

—Você dormiu bem à noite? —ele pergunta me observando e eu dou de ombro.

—Não dormi, na verdade. Fiquei estudando e quando vi já tinha amanhecido. —passo os dedos pela testa, sentindo um pouco de dor de cabeça.

—Eu amo esse seu lado nerd e tudo, mas pega leve.

—Não posso "pegar leve", Donovan. A faculdade não me deixa pegar leve.

—Eu entendo que você é empenhada, Liz. Mas tudo tem um limite, tá? Não fica se afogando no meio dos livros e nem esqueça de viver. Eu estou realmente surpreso porque aceitou ir acampar com Crystal, meu irmão e eu nesse feriado. Você precisa se desligar um pouco.

—Eu estou bem, ok? O final de semana vai ser ótimo. Hoje à noite é a última aula antes das férias, vou ter boas semanas para cuidar de mim e colocar o sono em dia. —sorrio para ele, pegando o controle da TV.

—Acho bom, se não vamos ter que dar um jeito nisso nós mesmos. —nego com a cabeça, rindo e animada pro feriado. Três dias longe das responsabilidades e coisas da faculdade, três dias pra eu descansar minha mente. Eu preciso mesmo disso. E eu sei que vai ser incrível.

Portland, Oregon — 2018, 13:43min

Jasmine Point Of View

—Conversei com ela sim, Devon. Ela só... teve medo. —me sinto podre por mentir para ele, mas não podia mais ficar com Devon na minha cola querendo saber sobre o quê Crystal e eu conversamos ontem. Muito menos sobre as minhas suspeitas que têm noventa e oito por cento de chance de serem reais.

Devon obviamente surtaria e eu sei que ele mataria Bruce. E por mais que aquele imbecil possa merecer a morte, não quero meu amigo preso. Seria dor demais. Para Crystal, principalmente. E eu ainda não sei se eu estou pensando direito. Talvez Bruce não teria coragem para fazer o que eu acho que fez. Pelo amor de Deus. Ele é pai dela!

Sim, sei que um monte de pais por aí são covardes ou loucos o bastante para fazer isso. Mas esse tipo de coisa não poderia estar acontecendo assim, com uma amiga minha e bem embaixo do meu nariz.

—Medo? Por que ela não me contou isso? Eu ia entender, Crystal sabe que eu entenderia.

—Ela... bem, garotas são complicadas. Só deixe as coisas caminharem, a hora de vocês vai chegar. —coloco a mão no ombro dele, tentando encoraja-lo.

Devon tenta ser o namorado perfeito para Cyrstal. Sempre foi assim e mesmo depois de um ano e meio de namoro, isso não mudou.

—É adorável a forma como você olha pra ela, sabia? —comento enquanto estamos de longe terminando de fazer o almoço e vendo Crys e Aleh colocarem a mesa.

—Eu a amo muito, Jas. Como eu nunca pensei que pudesse amar uma garota. —ele sorri bobo e eu me contorço, achando os dois a coisa mais linda.

—Nhé. Vocês dois de fato são o que eu chamo de casalzão da porra. —desligo o fogo do molho especial para a carne. —Eu acho lindo você ter... Você sabe. Não ter transado com nenhuma daquelas garotas que pegava na época do colégio. Esperar pra fazer com uma pessoa especial, uma pessoa especial como a Crystal é pra você hoje. E você ainda espera, tem paciência e tudo.

—Diz isso por que a maioria dos caras têm a primeira vez com qualquer uma? —Devon ri pelo nariz e eu balanço a cabeça. —E você?

—O que tem eu?

—Também vai esperar pra ter sua primeira vez com alguém especial? —olhando para Aleh por um momento, dou um sorriso pequeno.

—Eu não posso me dar ao luxo. Não posso me permitir fazer isso com uma pessoa especial.

—Não pode ou não quer?

—Os dois. —lavo minhas mãos, indo pegar uma tigela no armário. —Eu não quero ter uma ligação desse tipo com alguém, Devon. Olha pra Aleh... ela é incrível demais. Só que eu sou ferrada da cabeça, entende? Não posso fazer isso com ela.

—Tá, então tá me dizendo que não pode ter sua primeira vez com a Aleh porque ela é incrível? Eu não entendi essa sua linha de raciocínio.

—Eu quero que minha primeira vez seja com alguém por quem eu não tenha chance de desenvolver qualquer tipo de sentimento, é isso.

—Cara, vocês mulheres são muito loucas. —ele ri alto, chamando a atenção das meninas. Faço uma careta, lhe dando um tapa na cabeça.

—Ri mais alto, ô cabeção.

—Tá, então como vai fazer isso? Vai contratar um prostituto?

—Não seja idiota, esse tipo de coisa não existe aqui na cidade, Devon. Quem liga pro prazer das mulheres? —dou um suspiro. —Eu ainda não sei com quem fazer, mas vou dar meu jeito.

—Só toma cuidado pra não se arrepender depois, Jas. Promete pra mim que vai ser cautelosa quando for tomar a decisão?

—Prometo, obrigada por se preocupar.

—Até parece, eu pego no seu pé mas somos amigos. Você é que nem uma irmã pra mim. Uma irmã caçula que eu amo irritar, mas sempre vou proteger. —beijando minha testa, ele sorri antes de ir ajudar as meninas.

Devon é um amor de ser humano. Não que Donovan não seja. Mas eu vejo os dois de forma diferente. Devon é de fato o irmão que eu achei que nunca teria. E Donovan... ele é o Donovan.

Fico olhando para Crystal, pensando se ela sabe como é amada por cada um de nós. Ela tem que saber disso. E também que não está e nunca vai estar sozinha. Seja lá o que tem deixado ela... diferente, eu estou aqui, eu vou ajuda-la. Nós vamos dar um jeito.

Portland, Oregon — 2018, 15:30min

Crystal Hall Point Of View

—Juro que se eu não tivesse visto vocês duas cozinhando eu acharia que compraram tudo pronto. —Devon brinca, rindo para Aleh e para mim.

—Humm. Só não enfio esse pedaço de carne pela sua garganta porque estamos longe um do outro. —Aleh rebate, continuando a comer.

—Vocês implicam muito uns com os outros. —Liz sorri tomando um gole do seu suco.

—Na verdade o Devon que implica com todas nós. —Jasmine nega com a cabeça, terminando seu prato.

—E você como sempre comendo que nem uma draguinha. —o loiro de cabelos grandes provoca.

—Acho que a boca é minha e eu posso comer o quanto eu quiser. —ela revida, fazendo Donovan e as meninas assobiarem e rirem.

—A forma como vocês se amam é comovente, sabiam disso? —comento, me levantando para lavar meu prato.

—Ah, essas beldades sabem que eu sou chato mas no fundo não vivo sem elas. —ele aperta a bochecha da Jas que dá um tapa em sua mão e ri, mostrando a língua.

—Bom, já que a Jas, Aleh e eu cuidamos do almoço e você não fez quase nada, amor, vai ajudar seu irmão e a Liz lavando a louça. Vou subir e terminar de arrumar minha mochila pra trilha que faremos no final de semana. —dou um beijo rápido nele e subo as escadas, pensando nas coisas que ainda faltam para colocar na bolsa.

Esses três dias longe dessa casa vão ser como se eu estivesse temporariamente no paraíso. Só eu, meu namorado e dois dos melhores amigos que eu tenho. Queria muito que Aleh e Jas também estivessem lá com a gente, mas podemos sair para acampar depois da festa que estou planejando dar no final do mês que vem.

Pego mais dois casacos no armário junto com três cachecóis e um par de luvas. No Monte Hood, para onde vamos, faz muito frio. Principalmente nessa época do ano. Ao menos a chuva vai dar uma trégua por lá.

—Crys? —olho para a porta, sorrindo para Jasmine ali. —Quer dormir lá em casa essa noite também?

—Não precisa, Jas. Meu pai vai virar a noite trabalhando e eu vou ficar aqui sozinha, estou bem.

—Será que está? —franzo a testa para a sua pergunta, virando a cabeça para encará-la.

—Claro que eu estou, por que não estaria?

—Você tem estado estranha, distante. Eu... estou preocupada. Coisas estão passando pela minha cabeça.

—Que tipo de coisas? —dou uma risada através do nariz e volto para dentro do armário, pegando uma manta e um cobertor mais grosso.

—Seu pai fez algo com você, Crys . Eu sei... preciso que me conte o que ele fez, posso te ajudar. —meu corpo enrijece no segundo que as palavras saem da boca dela.

Tento manter a calma, não demonstrar nenhum tipo de nervosismo ou deixar meu pânico evidente.

—O quê? —abro um sorriso, pensando em todas as ameaças que Bruce fez. Em todos que ele vai machucar se eu contar para alguém o que ele faz comigo. Devon, Liz, Aleh, Donovan e Jas.

Ele disse que tiraria todos eles de mim. E eu sei do que aquele homem é capaz, ele é meu pai. E eu o conheço bem. Eu perderia tudo. Perderia a única família que eu tenho. E mesmo que ele fosse preso, eu não teria para onde ir. Ainda não fiz dezoito anos, não teria como me sustentar. 

—Meu pai não fez nada comigo, Jas. Como pode pensar algo assim? —assumo o papel da garota amada pelo pai que ensaiei tantas vezes e aprendi a interpretar tão bem. Bruce também sabe fingir e na frente deles, dos meus amigos, me trata com tanto cuidado e carinho que os faz acreditar nessa farsa. Não entendo porque Jas ficou desconfiada dele.

—Crystal, olhe para mim. —ela agarra minhas mãos e eu me estapeio internamente, gritando para mim mesma para manter a porra do controle. —Esses chupões no seu pescoço... isso não é uma simples alergia. Bruce... ele fez isso, não foi?

—Ele é meu pai, Jas. Ele nunca me tocaria dessa forma, você ficou doida? —arregalo os olhos para ela, fingindo estar horrorizada com suas conclusões.

—Então, o que houve? Você... Você...

—Um cara bêbado tentou me agarrar quando eu voltava pra casa no domingo à noite, dei um chute nas bolas dele e consegui correr. Não contei nada a ninguém porque não queria preocupar vocês. E Devon surtaria, você sabe como ele é.

—Um cara te atacou na rua? Ah, eu te falei sobre ficar até tarde andando por aí. —Jas me olha brava e por um momento eu a observo, esqueço da mentira que estou contando para proteger a ela e todos lá embaixo e penso em como ela tem sido uma irmã para mim desde quando nos conhecemos.

—Eu sei, Jas. Me desculpe... Não vai acontecer de novo. Eu só... meu pai não fez nada comigo, tá? Ele nunca faria.

—Me desculpe por ter pensado algo tão horrível dele, eu fiquei desesperada quando a ideia me ocorreu. —ela me abraça e eu sinto meus olhos marejarem enquanto a aperto, grata a Deus por ter essa garota na minha vida. Mas também são lágrimas de dor por eu estar acorrentada à isso, aos abusos e estupros constantes.

Eu vou me livrar de Bruce, mas preciso fazer isso sozinha ou algum deles pode se machucar. E eu não me perdoaria se isso acontecesse.

—Eu estou bem melhor, juro pra você.

—Certo, então. Eu já vou pra casa, vou fazer faxina hoje e passar a noite vendo filmes. Me ligue se tiver problemas. —beijando minha testa, Jasmine pega as coisas dela e sai pela porta. Dou um suspiro, aliviada por ter conseguido segurar as pontas. Não posso deixar ninguém saber o que acontece aqui. Nunca.

Portland, Oregon — 2018, 19:00min

Jasmine Jones Point Of View

Observo pela janela quando a chuva começa a cair outra vez, inundando as ruas da minha amada Portland. Convencida de que Crystal está bem e que eu estava errada quando pensei que seu pai seria capaz daquelas coisas horríveis que passaram pela minha cabeça, volto para o sofá e coloco no catálogo da Netflix.

Optando por um filme que aborda o relacionamento estável de um casal e de como isso muda quando decidem se envolver com outras pessoas, penso no que Devon falou hoje quanto estávamos na casa da Crystal. Algo sobre eu contratar um "prostituto" para concluir meu protejo de não ser mais virgem nas próximas semanas.

Rindo por achar maluco demais o fato de eu estar mesmo considerando isso, pego meu notebook e jogo no google algo sobre "Garotos de Programa em Portland: Contratar."

Inacreditavelmente, uma lista com alguns sites virtuais aparece ali e eu clico no primeiro link, fazendo uma careta ao ler o nome escrito de vermelho neon. "Clube do Sexo Pago: clientes felizes e satisfeitas". Deslizo  o botão e leio alguns tópicos.

●Orgasmo garantido ou seu dinheiro de volta.
●Aceitamos pagamento em dinheiro ou cartão de crédito.
●Custo de 200 a 950 dólares.
●Uso de camisinha obrigatório.
●Experiência e prazer: homens de 18 a 30 anos à disposição.

Ual, isso é sério mesmo? Então há realmente uma rede de prostituição exclusiva voltada para o prazer feminino aqui na cidade? Dou uma explorada básica nas fotos dos caras, achando cada um mais lindo do que o outro. Um moreno de belos olhos verdes e cabelo espetado, um ruivo com barba e cachos e um terceiro, loiro e coberto por tatuagens. Abaixo meus olhos, lendo a descrição.

Nome: Justin
Idade: 24 anos
Altura: 1,78m
Orientação Sexual: Hétero
Nível de experiência: Alto
Preço do Programa: 530,00$ Dólares a hora.

Porra! A hora com esse cara é o dobro do meu salário como babá dos Morgan. Mas, por algum motivo muito curioso, é exatamente ele que eu quero. Leio seu nome outra vez. Justin. O carinha do café se chamava Justin. Ele parecia realmente lindo, uma pena estar todo coberto e eu não ter conferido direito.

Quinhentas e trinta pratas a hora. Puta que pariu. Ele deve ter uma pica de ouro porque não é possível. Será que o programa vale isso tudo? Bem, eu espero que sim. Franzo a testa para os meus pensamentos, negando com a cabeça. Eu não vou contratá-lo, ou vou? Aí, merda! Talvez eu vá. Hoje é quarta. Posso decidir isso até sábado. Feriado de quatro de julho, muita gente vai viajar e eu imagino que ele não vá ter tantas clientes sedentas por sexo para atender. Vai ser minha deixa. Caralho, eu sou muito louca. Eu vou mesmo fazer isso?

Me levanto e vou até meu quarto, pegando a caixinha de metal aonde guardo todo dinheiro que ganho desde quando eu tinha dez anos de idade. Tirando a poupança que minhas mães criaram para mim no banco, isso é tudo que eu tenho. É o dinheiro voltado para gastos não tão importantes.

Conto as várias notas de cinco, dez, vinte, cinquenta e cem dólares por longos minutos, sorrindo para os cinco mil e duzentos dólares que tenho. Ual. Nem eu sabia que tinha tanto dinheiro guardado aqui. Posso pagar pelo programa do tal Justin. Uma ou duas horas, quem sabe. Talvez três. Ah, isso parece... emocionante. Ou eu bati com a cabeça em algum lugar e não estou pensando direito.

Respiro fundo, rindo alto de mim mesma. É, Jasmine. Você é muito louca mesmo. Guardo todo o dinheiro e volto para a sala, pegando o computador outra vez e conferindo as outras cinco fotos que há na galeria do forte candidato a me descabaçar.

Ele tem tudo que me atrai em um cara. Sorriso bonito, olhos brilhantes e jeito sedutor. Parece um bom plano contrata-lo. Eu não tenho nada a perder. Nada além da minha virgindade, claro. Tudo isso parece tão... maluco. E talvez por esse motivo eu me sinta tão tentada a fazer essa loucura.

Bem, eu tenho exatamente dois dias e meio para tomar uma decisão. Até lá posso só fingir demência e continuar com minha vidinha normal. Dou play no filme e volto a comer minha pipoca, sorrindo porque acho que finalmente vou conseguir o que eu quero. Uma transa ótima e sem importância. Nada de sentimentos, só prazer. E lá vamos nós.

Portland, Oregon — 2018, 09:52min

Justin Bieber Point Of View

—Como assim você vai folgar no feriado de 4 de Julho, Drew? Você tá me gozando? —Ryan pergunta descrente.

—Ué, a maioria das pessoas vão viajar pra lugares diferentes do país. Isso inclui, basicamente, todas as minhas clientes. Então, estarei de folga no sábado e provavelmente no domingo.

—Porra, Justin! Então você vai vir aqui pra casa, né? Ia caras e eu jogarmos videogame.

—Tá bem, mano. Sábado eu dou uma passada aí. E domingo chego cedinho pra almoçarmos todos juntos.

—Fechou então, mané. Até sábado. —Ele diz todo animado e eu fico feliz. Sinto falta de ter mais tempo para estar com Ryan, Chris e Chaz. Desde quando comecei com esse trabalho, minhas horas vagas foram reduzidas a quase nada. Geralmente eu trabalho do início da tarde até o início da manhã do outro dia. Depois vou pra casa, durmo, acordo para ir malhar um pouco e volto pra casa para me arrumar e ir satisfazer mais clientes. É um ciclo cansativo, mas lucrativo. Mais uns dois anos nisso e posso sair de Portland, fazer faculdade... quem sabe até conhecer alguém, me casar e ter filhos.

Encontrar o amor não é uma das minhas prioridades, mas, caso aconteça, farei de tudo para que dê certo. Meu receio só existe porque penso muito sobre como as pessoas se machucam quando estão em relacionamentos amorosos. Traições, brigas, mentiras... Eu não quero O desgaste emocional que essas coisas trazem. Sei que não existe relação perfeita, mas quero uma que chegue perto disso.

Portland, Oregon — 2018, 14:19min

Jasmine Jones Point Of View

—As suas crises de ansiedade pararam, querida? —o tom preocupado na voz de William me faz sorrir enquanto estou sentada na janela do meu quarto, vendo a chuva cair lá fora.

—Sim, papai. Mesmo depois de eu ter parado de tomar os remédios, não tive mais nenhuma. Já faz algumas semanas que está tudo bem.

—Ótimo, querida. Eu não entendo muito dessas coisas, mas me lembro bem de como você ficava mal.

—E você sempre estava lá por mim, se lembra? Quando eu começava a chorar, me pegava no colo e ficava abraçado comigo até que eu me acalmasse. —falo com carinho, tendo lembranças de alguns desses momentos que, infelizmente, eram muito frequentes.

—Sei que cometi muitos erros e não sou a melhor pessoa do mundo, filha. Mas me esforço para ser um bom pai para você.

—E você é, pode ter certeza que sim. —garanto a ele, porque é verdade.

—Grace me disse que você não fará nada nesse feriado.

—Recebi muitos convites para diferentes programações, papai. Mas quero ficar sozinha em casa esses dias, sabe?

—Sim, filha. Eu sei. Você me puxou nisso, em gostar tanto de ficar sozinha. —sinto um pouco de orgulho em sua voz, rindo baixinho. —Bem, suas mães vão viajar para Boston e soube que Aleh irá para a praia com a família dela. Eu ficarei na cidade, irei pescar com seu tio no domingo de manhã. Se quiser ir conosco, querida, seria ótimo. As crianças irão também.

—Acho que ficarei em casa mesmo, Will. Mas se eu mudar de ideia, aviso vocês, certo? Desejo que se divirtam bastante.

—Obrigada, filha. Até mais. —desligo e encaro por um tempo a linda pulseira que ele me deu, feliz por ele ser o meu pai.

Fico olhando a chuva por mais um tempo antes de adormecer sob as almofadas e sonhar com um lindo e sensual garoto de programa.

Portland, Oregon — 2018, 16:08min

Donovan Smith Point Of View

—Aí, cara. Já terminou de arrumar suas coisas? —meu irmão vem descendo as escadas comendo uma fatia de pizza.

—Já está tudo pronto. E as meninas? —pergunto, terminando de fechar minha mochila.

—Crystal está na casa da Liz, estão nos esperando. Antes de buscá-las temos que abastecer meu jipe.

—Certo, só vou me despedir da Jasmine e podemos ir. Vai levando essas coisas pro carro, eu já desço. —dou as costas para ele e saio pela porta. Toco a campainha por um bom tempo antes de Jasmine aparecer ali enrolada em uma toalha e com um sorriso lindo no rosto.

—Oi, meu anjo. —ela diz empolgada, me dando um forte abraço.

—Oi, J- Jas.  —gaguejo, tentando me concentrar no seu rosto e não imaginar se ela está nua por baixo da toalha branca.

—Estava indo tomar banho, tenho que correr pra casa da Aleh e ajudar ela a terminar as malas. Aconteceu algo? —ela franze as sobrancelhas.

—Não, nada. É que meu irmão e eu já estamos indo. Vamos buscar as meninas pra ir acampar.

—Ah, é verdade. Devon esteve aqui mais cedo, veio se despedir de mim. Eu desejo que faça uma ótima viagem, nos vemos na segunda?

—Sim, na segunda. —abraço ela rapidamente e beijo sua testa.

Quando me afasto, a encaro por um tempo antes de voltar para o meu apartamento e começar a levar minhas coisas lá para baixo, desejando que Jasmine fique bem e que nada de mal aconteça a ela.





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