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História Flashback - Paulicia - Capítulo 7


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Notas do Autor


Quem é vivo sempre aparece. Me desculpem por sumir e não postar capítulos, mas crise de criatividade + faculdade só pode resultar em falta de capítulos. Enfim, nesse período de quarentena é bom se distrair escrevendo não é mesmo?

Capítulo 7 - 7- Passado à tona


No quarto das garotas

As meninas discutem como vai ser no baile.

Val: Meninas, vocês não acham que isso é perfeito demais? Tipo, quando a gente podia imaginar que a gorda faria algo assim? 

Laura: Não tem nada mais romântico do que com um baile.

Marga: Pode ser lindo e perfeito pra quem tem namorado, né? -ela abaixa a cabeça, triste.

Carmen: Desculpa, Marga, mas é inevitável não falar do Jorge.

Laura: Pois é, amiga. Ele tem chamou para ir com ele. Deixa de ser cabeça dura e vai.

Marga: Meninas, não é tão simples assim. Ele me fez de idiota, não posso deixar tudo pra trás assim.

Maria Joaquina entra no quarto e Margarida revira os olhos.

MJ: Nem vem com essa cara, eu já escutei tudo.

Marga: Que bom, porque não é só o Jorge que é idiota nessa história.

Val: É, Majo, você vacilou feio nessa.

MJ: Tá, tá bom, eu não devia ter feito isso, me desculpa. Mas, a questão, Margarida, é que você não deve condenar o Jorge pra sempre por causa disso. O que a gente tinha nem era nada sério, era só brincadeira mesmo.

Marga: A questão, Majo, é que ele não teve respeito por mim. Mesmo que não tivéssemos tendo nada sério, ele não deveria ter me feito de palhaça.

MJ: Aí, que saco, Margarida, para de drama. O Jorge errou sim em não te contar, mas e daí? Quem nunca errou que atire a primeira pedra! O que importa, Marga, é que ele se arrependeu e abriu mão de tudo aquilo só pra te ter de volta. Quer prova maior que ele gosta de você de verdade? Se fosse aquele riquinho mesquinho de antes ele jamais faria isso, acorda!

Margarida fica pensativa. É óbvio que ela estava com raiva, mas tinha que concordar com Majo naquele ponto: Jorge de fato estava diferente, pelo menos com ela. Ele estava mais doce e romântico, e de certa forma mais humilde. E o que ela menos queria era que o loiro voltasse a ser como era antes.

Marga: Tá, talvez você tenha razão, mas só talvez. Acho que vou pensar bem no assunto Jorge Cavaliere.

MJ: Vem cá. -ela abraça a amiga. -Me perdoa, sua doida. Eu sei que eu devia ter te contado sobre o meu lance com o Jorge.

Marga: Tudo bem, eu até que tava com saudades de você.

Laura: Own, isso é tão lindo, acho que vou chorar.

Bibi: Enfim, vamos deixar esse assunto de lado. Vamos voltar a falar do baile.

Val: Sim, eu tenho que ver o meu vestido, porque é óbvio que eu e o Davizinho vamos ganhar o concurso.

Bibi: Não teria tanta certeza assim. Afinal, eu e o Koki vamos arrasar.

Val: Isso é o que veremos, queridinha.

Carmen: Ei, sem brigas meninas. Que vença a melhor.

Bibi: Tá, vai. E vocês, solteironas, já sabem com quem vão.

Marga: Talvez...

Meninas: Hummmm.

Val: Sinto cheiro de Jorgerida.

Marga: Menos, Val, eu disse talvez.

Carmen: Como é difícil, senhor. -revira os olhos- E você, Laurinha?

Laura: Não sei, Cá. Até agora ninguém me convidou.

Bibi: Relaxa, Laurinha, tem muito tempo ainda até o baile, quem sabe não apareça um loiro sonhador até lá. - Laura cora. -E você, Majo? Pra você não será difícil.

Majo: Não sei, Bibi. Eu não sei nem se eu vou.

Val: Como assim, querida? Você que tem a chance de sambar em todas nós escolhendo um vestido divino vai amarelar? Pode explicar essa história direito!

MJ: É o meu pai, Val. Ele anda muito estranho ultimamente. E, por conta daquela festa escondida eu duvido que ele deixe eu vir.

Carmen: Mas, o que aconteceu com o doutor Miguel pra ele ter mudado tanto? Ele era um homem tão bom.

MJ: Eu não sei ao certo, mas parece que ele foi promovido no trabalho. Com isso, ele trabalha ainda mais e fica mais estressado. É pior ainda quando um paciente morre em uma cirurgia dele.

Marga: Realmente, ser médico não é brincadeira.

MJ: Mas, ele não devia ter mudado tanto assim. Isso não é motivo. Só penso que foi a Joana que pagou o pato. Eu preciso dar um jeito dela ser recontratada.

Marcelina entra no quarto desesperada.

Marce: Gente, vocês viram a Ali? Ela sumiu a tarde toda.

 Carmen: Não. Acho que a diretora deixou ela e o Paulo de castigo por causa do lance lá da tinta e do lixo na comida. 

Marce: Mas, Carmen, já tá muito tarde pra eles estarem de castigo até agora.

Val: É mesmo. Precisamos falar com a diretora pra saber o que aconteceu.

As meninas saem correndo.

Na detenção

Alicia segue batendo na porta.

Ali: Tem alguém  aí? Tira a gente daqui!

Paulo: Não adianta. Essa sala é muito afastada, ninguém vai escutar a gente daqui.

Ali: Mas, que droga! Por que a diretora nos botou nesse castigo idiota? E por que ela foi nos esquecer aqui?

Paulo: Deve ser alguma conspiração contra a gente. O jeito é esperar pra ver se a gorda se lembra.

Alicia se senta e os dois ficam em silencio. Depois de um tempo, ela resolve dizer uma coisa.

A: Será que vamos sobreviver? 

P: Como?

A: A esse castigo bizarro.

P: Bom, pelo bem da sociedade, é melhor nos darmos bem ou pelo menos fingir que nos damos bem.

Os dois começam a rir.

A: Não é porque eu tô rindo que diminui a minha vontade de te matar.

P: Hahaha, você é engraçada. Às vezes eu esqueço que a gente não se dá bem.

A: É porque você é um idiota que fica pegando no meu pé sem motivo algum.

P: Nada a ver, eu pego no pé de todas as meninas.

A: Não, Paulo, você sabe que não. Sim, você aprontava com todas, mas sei lá, comigo era diferente. Assim, desde o terceiro que você escolhia algumas pegadinhas mais pesadas pra mim, e eu nunca entendi o porquê.

Paulo sorri com o que ela diz.

P: Pra falar a verdade eu nem sei o porquê disso. Acho que é porque eu sempre te vi como a mais forte das meninas, e eu não suportava o fato de você ser mais corajosa e não cair em todas as minhas travessuras. Isso me deixava louco.

Alicia cora com o esse comentário.

Na diretoria 

Ofélia discute com Olivia.

Of: Mas, será possível, Olivia? Esse espertinho apronta comigo e não vai receber punição alguma?

Ol: Mas o que podemos fazer? Não temos prova contra ninguém.

Of: É claro que foi aqueles pestinhas da sua escola.

Ol: Chega, irmã. Para de insultar os meus alunos. Pode ter sido qualquer um. Mas, agora já foi, não vamos deixar nos abalar por causa de uma travessura de um aluno.

Of: Está claro que você é péssima para dirigir uma escola, Olivia. Eu estou começando a me arrepender  de ter feito a unificação.

Olivia resolve sair da sala pra pegar um ar. Ela acaba trombando com as alunas do primeiro.

Val: Diretora, graças a Deus.

Ol: Estava em reunião. O que vocês querem?

Marce: Queremos saber o que aconteceu com o Paulo e a Alicia. Por que eles tão de castigo até agora?

Ol: Ai, meu Deus. Eu esqueci os dois na detenção. Obrigada por me avisarem. Firmino! -a diretora sai correndo enquanto as meninas ficam confusas.

Na detenção 

Os dois seguem rindo, até que ela para de rir repentinamente.

A: Paulo?

P: Sim?

A: Você ainda se lembra daquela noite?

P: Qual? 

A: Você sabe. Aquela que a gente...

P: Ah ta. Lembro sim. -Paulo sorri com a lembrança 

A: Assim, fala a verdade, foi tão ruim assim? Porque depois daquilo foi só desgraça.

P: Não, não foi ruim. Eu até gostei.

A: Então, eu não entendo mais nada. Porque depois você ficou ainda pior. Você é muito bipolar, Paulo.

P: Talvez, mas eu não achei ruim não, eu até não acharia tão mal repetir.

Alicia fica um tanto tímida e Paulo sorri de lado. Eles trocam olhares profundos como foi naquele dia. Paulo sabia que ia se arrepender daquilo, mas não  liga. Ele se aproxima cada vez mais até que...

O: Abri! -eles se separam rápido. -Me desculpe, meninos. Podem sair daí, já foi tempo demais.

Eles se olham sem graça, antes de saírem correndo. Os dois vão para seus respectivos quartos, sem dar satisfação a nenhum de seus amigos. Tomam banho e vão comer com aquilo ainda martelando na cabeaça deles.

M: O quê, amiga? Você ficou presa com o Paulo e ainda vai ficar até semana que vem com ele como castigo? Menina nem eles que sou irmã dele aguentaria.

A: Nem me fale, Marce. Eu quero morrer. O pior de tudo é ter que ir pro baile com ele. -Alicia tenta evitar ao maximo falar sobre o que aconteceu lá dentro.

M: Ah sobre o baile, não sabe da melhor: o Mario me convidou pra ir ao baile com ele.

A: Como?

M: Não é incrível, amiga? Finalmente o meu crush me notou.

A: Tá, mas não é um tanto estranho? Tipo, antes ele ficava te ignorando e agora vem com essa?

M: Que isso, Ali? Por que esse pessimismo todo?

A: Eu só não quero que você se machuque como foi das outras vezes.

M: Não vou amiga, não se preocupe.

"Ah, mas amanhã eu vou torcer o pescoço do Mário."

Depois do show, a galera fica conversando nos bastidores. Alicia chega perto de Paulo, que está afastado do grupo. 

A: Paulo, posso falar com você?

P: Claro, sobre o que?

A: Como sobre o que? Sobre o que você fez lá no palco.

P: Ah, isso. Eu senti vontade de fazer, então eu fiz.

A: Tá bom, e não acha que eu mereço uma explicação pra isso?

P: Como assim, Alicia? Vai dizer que não percebeu? As minhas olhadas, minhas aproximações. Não foi nada em vão.

A: É claro que eu percebi. Afinal, eu sei o que tava por trás daquela cantada das estrelas.

P: E você tá gostando disso?

A: Digamos que sim. É algo um tanto novo pra mim.

P: Então deixa eu ser o primeiro.

Paulo começa a se aproximar dela, enquanto os corações disparam. Ele alterna o olhar entre os olhos e a boca e sorri de lado. No momento em que ambos sentem a respiração um do outro, Paulo sela seus lábios, iniciando um beijo muito esperado e apaixonado. 

Paulo: AAAAAAAH!

Daniel: Tá tudo bem, Paulo?

Paulo fica afobado na cama.

"Droga, de novo não. Eu achei que já tinha me livrado disso. Mas, dessa vez vai ser diferente. Você não vai me dominar de novo, Gusmán."


Notas Finais


Vish, o que será que o Paulo quis dizer com isso?
Gente, eu não sei se esse capítulo ficou bom, porque eu tinha perdido total a inspiração nessa fic. Comentem aí o que acharam.


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