História Flashes e Gemidos - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-in (Kai)
Tags Exo, Kaido, Kaisoo, Oneshot, Pwp, Sookai, Yaoi
Visualizações 256
Palavras 6.512
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá!
pwp originalmente é a minha área de conforto, portanto, quem me acompanha nas obras irá ver que 99,9% de tudo tem dedo no cu e gritaria envolvidos...
me baseei em um punhado de coisas pra escrever essa os, e graças aos céus, tenho uma betareader estupidamente perfeita para organizar tudo. ;)

enfim, tenha uma boa leitura. <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Aquele dia já estava começando de forma desagradável para ele.

Foi apenas ao ouvir seu despertador tocar, que, desligando-o, lembrou-se do acidente que tivera no dia anterior, onde um homem havia batido em seu carro ao fazer uma curva errada e assim havia amassado a lataria frontal, danificando o motor.

Uma expressão séria e enervada se apropriou de seu rosto, tornando-o ainda mais desagradável para quem o visse naquele início de manhã. Aquele dia seria um dia importante no trabalho, pois receberia vários novos modelos que iriam fazer testes para estampar a capa da próxima edição da revista sexual “G-Up!”. Seria uma seleção com várias sessões de fotos, seguidas de entrevistas e montagem de perfil; fora a edição que deveria ser feita nas fotografias antes das mesmas serem mandadas para o departamento que faria a escolha. Tudo teria que ser feito até às 18h, caso contrário, ele iria ouvir e muito de seus superiores.

Sua missão era realmente importante. Encontrar um novo garoto que pudesse encantar o público e trazer até mesmo os mais exigentes de volta ao velho hábito de comprar revistas adultas.

Os últimos modelos eram excelentes, mas muito artificiais. As fotos deixavam transparecer a falta de carisma dos mesmos, que além dos corpos esculpidos e rostos másculos, nada tinham para oferecer que não a visão de seus pênis eretos. Tudo era feito com muita artificialidade, com muita edição, e ele sabia bem disso, pois como fotógrafo profissional com quase 15 anos de carreira, ele conseguia somente reconhecer a qualidade excepcional das fotografias, mas os homens em si, não o excitavam, não o instigavam e não tinham nada que o fizesse realmente se interessar por comprar a revista.

Seus superiores já haviam percebido isso, e com a queda de 15% nas vendas em relação ao ano passado, a pressão em cima dele era muito grande. As fotos eram de sua responsabilidade. Os homens que nelas estavam, também eram. 

E se esses homens não o excitavam, como excitariam a outros gays?!

Era essa a pergunta que martelava a sua mente ao adentrar debaixo da água gelada de seu chuveiro e deixar que a mesma levasse ralo abaixo os resquícios do sono que ainda tinha.

Saiu do box morno enrolado numa toalha e rapidamente trocou de roupa. Colocou uma calça skinny jeans, que deixava um de seus joelhos à mostra, devido há uma abertura propositalmente colocada que dava um charme à mais pra peça. Vestiu em seguida uma camisa de mangas longas de tecido azul-escuro e por cima, pôs uma jaqueta de couro marrom bem leve, que lhe dava um visual extremamente elegante e profissional.

Saiu de casa com uma expressão mais suavizada do que a que tinha quando acordou, embora ainda se sentisse profundamente irritado ao lembrar-se que seu carro ficaria no conserto até a próxima semana, o que o forçaria a pegar um ônibus.

E ele odiava o transporte público.

Um fato marcante sobre sua personalidade, era que ele odiava desorganização, e isso era algo muito presente em serviços públicos. Por ele, jamais usaria qualquer serviço disposto pelo governo para a população, pois eram ineficientes, precários, pouco seguros e principalmente, nunca ou quase nunca entregavam o prometido.

Por ele, pagaria por tudo o que pudesse pagar. Desde o transporte, com seu carro próprio, até o plano de saúde e outros serviços a parte. Pois odiava depender de qualquer coisa de cunho "público".

No entanto, como se fosse uma espécie de castigo divino, ele estava sendo obrigado pelas circunstâncias a pegar um maldito busão.

E já na parada, os sinais de que aquilo lhe era degradante estavam notórios em seu semblante sério, fechado e muito arrogante.

Ele olhava a cada minuto para o seu relógio no pulso, já batendo o pé com impaciência na espera do veículo que não dava sinais de que viria logo. A parada estava cheia de pessoas, das mais variadas etnias e grupos sociais. Homens e mulheres, que diferentes dele, que pôde ganhar bem para ter suas regalias, tinham que lutar todos os dias pelo pão em suas mesas, e sendo assim, faziam daquele martírio uma rotina tolerável.

Continuou a esperar, com o lábio entortado e com a impaciência aumentando. Àquela altura do campeonato, ele já estava atrasado, e logo naquele dia, que lhe era um tão importante, tudo tinha que conspirar contra ele.

Sua alegria momentânea então veio quando finalmente o ônibus que esperava deu na vista no horizonte.

Não demorou mais que alguns poucos segundos e ele estacionava na parada em que estava, e fora ali que novamente ele se viu frustrado. Pois as pessoas praticamente empurravam umas às outras fazendo uma desastrada fila que visava entrar no veículo, e isso o incomodava em demasiado, pois a seu ver, era grosseiro e selvagem aquele comportamento.

Ele resolveu por fim, esperar que todos subissem, ficando por último para entrar no ônibus, e assim o fez. 

O que ele não esperava, era que a condução fosse ficar lotada.

E ao subir, sentindo a porta fechar-se quase que de imediato atrás dele, pôde constatar que realmente, aquele não era o seu dia.

Viu a roleta do ônibus, e depois dela, as pessoas praticamente se esmagando para ocuparem um parco espaço que ali não existia. Ele suspirou, desgostoso e profundamente irritado com aquela que seria uma das piores manhãs que já passara na vida.

Pagou ao motorista a passagem que logo liberou o seu acesso, e para seu azar, ele foi ter com aquelas pessoas naquela situação incômoda de ocupação de espaço.

O ônibus então partiu, rumo ao centro. Seriam 20 minutos sofrendo nestas condições precárias e degradantes, e tais pensamentos somente contribuíam para que ele piorasse ainda mais seu humor.

A cada curva, a cada sinal e a cada nova parada, ele sentia-se como se estivesse num liquidificador. Não que em toda a vida, ele nunca tivesse andado de ônibus antes, mas já faziam muitos anos desde a última vez, e acostumado a ter seu espaço sempre bem livre e o conforto de uma direção mais calma em seu carro, ele havia realmente se esquecido de como era uma viagem de ônibus, principalmente num horário de pico.

Ao chegar na universidade, o ônibus começou a vagar, pois vários estudantes estavam descendo em debandada da condução rumo ao centro estudantil. Kyungsoo então sentiu-se mais confortável, vendo que já não era mais necessário dividir o espaço com ninguém, e muito menos ser esmagado devido a isso.

No entanto, algo lhe chamou a atenção naquele momento. E ele precisou retirar seus óculos, o levando ao topo de sua cabeça, como uma quase tiara, para assim poder deixar as suas íris escuras contemplarem de forma mais direta àquela visão.

Na parada, um rapaz conversava com uma garota de forma descontraída e distraída. O tal trajava uma camisa branca simples, uma calça jeans e um tênis branco. Um visual excepcionalmente comum, mas, que mesmo assim, chamou sua atenção.

Os cabelos do outro homem também eram morenos, mas em um tom mais claro que os dele. Seus olhos eram de um castanho claro absolutamente cativante, e a forma como ele conversava com a menina, passava muita confiança e força. Seu rosto era viril, o que diferia dos demais garotos que por ali passavam, sempre muito jovens ou esguios demais.

Seus lábios róseos eram fartos e carnudos, estes que davam um ar sexual nesse mínimo detalhe, o que fez o fotógrafo inconscientemente morder os lábios. Seu corpo também era impressionante. Forte, atlético, com o peitoral e os braços avantajados se destacando e tomando formas nítidas no tecido da camisa, muito colada ao corpo. As pernas não deixavam por menos, as coxas eram notavelmente grossas e marcavam fortemente o jeans que ele usava. O volume frontal, assim como a bunda eram um agrado aos olhos, e o moreno no ônibus se viu umedecendo os lábios ao passar a língua lentamente por eles, enquanto que hipnotizado observava aquele homem.

O viu então caminhar, ainda conversando com a moça, para dentro da universidade. O ônibus finalmente começou a se mover, deixando aquele local, e até aonde a vista de Kyungsoo conseguiu acompanhar, ela se manteve fixa naquele homem. A visão dele de costas era também um deleite. Costas largas, ombros largos, e a bunda empinada. Sim, ele já havia visto muitos homens como ele em seu trabalho, inclusive, os havia visto com muito menos roupas do que as que aquele homem usava, no entanto, algo nele lhe chamou muito a atenção, e mentalmente ele se perguntava quando fora a última vez em que um homem havia lhe deixado tão curioso assim.

Sentiu um toque leve em seu ombro, e viu uma senhora sentada à sua frente lhe apontar uma cadeira vazia no banco ao lado. A pessoa que estava sentada ali, havia descido na faculdade, e ela estava pronta para ser usada por outro passageiro.

Ele mirou a gentil senhora, com um aceno e um sorriso, agradeceu a gentileza e então sentou-se.

Cruzou as pernas e tomou seu óculos em mãos, apoiando o braço que o segurava com o outro. Levou uma das hastes do óculos a boca e a mordeu de leve, deixando que sua mente vagasse em pensamentos. 

Embora seu objetivo fosse encontrar um homem ideal e interessante o suficiente para fazer a revista vingar novamente, ele somente conseguia pensar naquele homem.

Seria ele o tipo “certo” que estava procurando?! Talvez sim, talvez tomando uma decisão assertiva e profissional, ele decidira que iria procurar o modelo que chegasse o mais próximo possível daquele estereótipo.

Viu de relance o ônibus aproximar-se do centro, onde as grandes empresas tinham suas sedes e então viu que era chegada a hora de descer. Agradeceu aos deuses por isso e levantou-se pondo seus óculos, rumando para a porta de saída. Sua parada era a próxima.


[...]


Desceu próximo da calçada do estúdio onde trabalhava, rapidamente adentrou o local.

Não fora necessário mais do que meio minuto para que o recepcionista corresse até ele e o cumprimentasse. O sorriso gengival do outro era amistoso, simpático e cheio de energia. Algo que não combinava muito com o humor do baixinho naquela manhã.

Ele entregou uma série de pastas, contendo as fichas dos modelos que haviam se inscrito para a sessão de fotos daquele dia. Eram mais de 30 candidatos e cada um, possivelmente, faria um “Blue Book” naquele mesmo dia.

A seleção começaria às 9h e duraria até às 18h, onde o fotógrafo deveria decidir qual deles estamparia a capa da próxima edição, junto ao departamento responsável.

Entrou na sala, rapidamente encontrou seu colega Baekhyun, um ótimo amigo e também seu assistente de produção.

— Bom dia, querido. — Baekhyun lhe sorriu receptivo ao vê-lo chegar.

— Eu até responderia, sabe, mas não vejo o que de bom tem nesse dia. Apenas trabalho, trabalho e mais trabalho. — respondeu-lhe seco, retirando seu óculos e pondo a bolsa em cima de uma mesa que havia por ali.

— Kyungsoo, eu sempre digo que a grande diferença entre mim e você nesta profissão, é que eu amo o meu trabalho. — sorriu maldoso. — Você deveria tentar também, fofo. Se a vida te der limões… — disse, mordendo os lábios e se divertindo da expressão de incredulidade no rosto alheio.

— Baekhyun, meu caro, eu já vi mais paus duros na vida do que a grande maioria dos homens e mulheres deste mundo. E depois de um tempo, acredite, perde a graça. — rebateu, mantendo aquele ar indiferente.

— Nossa, mas como você é chato, hein?! Nem sabe se divertir. Tem que aproveitar, amigo. Alguns desses garotos fariam qualquer coisa… — aproximou-se bem dele. — Qualquer coisa mesmo para conseguir o trabalho. A gente tem mais é que cair em cima. Considere um “bônus” do ofício. — disse o rapaz de cabelos louros.

Kyungsoo o encarou de forma direta, mantendo o ar de reprovação no rosto e somente aí respondeu.

— Fofo, a fantasia adolescente de transar com os modelos passou para mim no primeiro ano de serviço. Temos que construir uma imagem aqui, uma bem profissional. Assim seremos respeitados e ganharemos prestígio. Foi isso que eu fiz ao decorrer de todos esses anos e mais, te dou um conselho de amigo… Nunca é bom ir pra cama com colegas de trabalho. Acredite, no fim das contas, é só você que acaba se fodendo. — explanou.

— Ai, mal vejo a hora de me foder todo… — Gargalhou alto, sendo acompanhado pelo recepcionista que ainda estava presente e ouvia tudo. — Tantos homens lindos e gostosos, como não querer? — Voltou a rir alto, enquanto que Kyungsoo negava com a cabeça, desaprovando a atitude do colega.

— ‘Tá bom, chega, vamos nos concentrar no trabalho, certo? — Pediu, sentando à mesa e pegando as fichas. — Quantos já chegaram, Minseok? — perguntou para o homem com expressões felinas, que lhe respondeu que até o momento, estavam presentes cinco dos pretendentes à vaga.

O mesmo procurou entre as pastas, e separou a dos tais candidatos, deixando que Kyungsoo examinasse o que via.

Atento a tudo, enquanto tomava um cafezinho e comia alguns biscoitos, Baekhyun observava o amigo. Brincadeiras a parte, o loiro sabia que aquele trabalho era vital, pois a revista estava exigindo resultados nas vendas, Kyungsoo precisava se empenhar para dar isso.

— Tem algo em mente? Tipo… O cara que você pretende fotografar?! — Perguntou.

Kyungsoo levantou o olhar e o encarou, passando a pensar um momento sobre isso. Lembrou-se então daquele belíssimo homem que vira na parada de ônibus da universidade, do porte rústico e viril que ele tinha.

Não era muito de seu feitio isso, mas Kyungsoo pegou-se sorrindo antes de responder.

— Sim, tenho, acho que vou tentar algo diferente. Um modelo que passe um “quê” mais masculino e natural para as fotos. Sem esses garotos delicados e sem graça que fotografamos sempre. — Ditou.

— Ei, eu sou delicado. — Volveu o outro, e Kyungsoo o encarou com desdém, como se lhe dissesse que não se tratava dele a questão.

Continuaram a ver os candidatos e quando o relógio já marcava 9h10, Kyungsoo pediu para que o recepcionista fosse chamar o primeiro rapaz.

— Então você está querendo um “machão alpha”. Humm, o velho fetiche do heteronormativo que metade dos afeminados tanto gosta. Nossa, nunca pensei que você fosse desses gays que ficam rotulando as coisas. — Soltou o loiro, provocando.

Kyungsoo o mirou e sorriu de lado.

— Não se trata de “rótulos”. É trabalho, e só! — Rebateu, pegando sua câmera e colocando a lente, dirigindo-se para o estúdio.

Baekhyun então o seguiu e logo ao adentrarem a sala, viram um belo rapaz moreno, jovem, com um tom masculino que muito lembrava Kyungsoo o que ele queria.

O fotógrafo e seu auxiliar sentarem-se de frente ao moreno alto, que os encarava em silêncio.

— Wu Yifan, não é isso?! — perguntou.

— Isso. — Respondeu o rapaz, num tom de voz forte e másculo.

— Quantos anos, Yifan?! — Kyungsoo perguntava, não reparando realmente na beleza do rapaz, diferente de seu amigo, que praticamente devorava o modelo com os olhos.

— 20 anos. — Respondeu.

— E por que quis ser modelo? — Volveu.

— É um trabalho relativamente fácil e a grana é alta. — Respondeu direto, surpreendendo os dois.

— Gay, Bi ou Hétero? — fora a vez de Baekhyun perguntar.

— Bi.

— Ativo, passivo ou flex?! — Kyungsoo continuou.

— Ativo! — Disse convicto.

Baekhyun sorriu de imediato, enquanto que o moreno arqueou uma sobrancelha.

— Quantos centímetros você tem? — Perguntou o loiro.

— 19 centímetros. — Respondeu.

— Circuncidado? — Kyungsoo indagou, direto.

— Sim, meus pais fizeram a cirurgia quando eu ainda era criança.

— Muito bem, vamos as fotos. Baekhyun, ligue a luz. Minseok, traga os reflores aqui, e você, trate de tirar a roupa e ficar de pau duro, okay?! — Disse, levantando-se e se dirigindo há uma mesa próxima, onde prepararia a câmera.

Baekhyun e Minseok rapidamente começaram a fazer o que lhes fora pedido, e Yifan também.

O modelo despiu-se totalmente, mostrando o tórax forte e as coxas bem torneadas. O membro dele, mesmo mole, já impressionava, e começando a ver um vídeo pornô que passava numa televisão próxima, não demorou para o moreno estar em riste.

Baekhyun realmente amava aquilo tudo, e Minseok não ficava atrás. Mas Kyungsoo, tirava as fotos de uma forma quase robótica, indiferente e sem muita emoção.

Ele corrigia a posição do rapaz, dizia como tinha que fazer as coisas, mudava a pose a cada quatro fotos e por fim, Yifan gozou em sua própria barriga, o que gerou as fotos finais do ensaio.

— Muito bem, por hoje basta, vá ao banheiro se lavar e depois fale com meu assistente para que ele lhe informe os detalhes. — Disse, levando as fotos para o computador.

A sessão toda não demorou mais do que uma meia-hora, Kyungsoo não passou mais do que dois minutos vendo as fotos daquele moreno no computador.

Logo, outro entrou na sala, de cabelos bonitos que caíam por suas orelhas. Seu sorriso era adorável e seu ar conquistador passava uma forte confiança. Se não fosse muita presunção sua, Kyungsoo diria que aquele homem já tinha certeza que ganharia.

Seu nome era Kim Junmyeon. De altura média, forte, másculo de modo equilibrado e viril, mas não com o tipo de masculinidade que Kyungsoo procurava.

As fotos começaram e o fotógrafo, embora tenha notado mais profissionalismo e experiência neste candidato que no anterior, também notou um tom um tanto soberbo em sua forma de posar para a câmera.

No final, uma gozada veio e Junmyeon sujou sua barriga e peitoral.

Kyungsoo se despediu então, ficando de dar a resposta.

Baekhyun, a essa altura, não conseguia mais esconder a ereção que se formou em suas calças, pois com dois belíssimos homens se exibindo daquela forma na sua frente, e ainda com belos e suculentos falos à mostra, que no final, proporcionaram belos orgasmos.

Era demais para ele, e o mesmo já estava ficando desconfortável.

— Calma, deixa eu respirar um pouco antes de chamarmos o próximo. — Disse, sorrindo, ao se aproximar.

Kyungsoo o encarou com indiferença, descendo o olhar para o meio das pernas dele e averiguando a ereção que ali pulsava.

Voltou o olhar ao amigo, que deu com os ombros, mantendo o sorriso jocoso nos lábios.

O Do então saiu do recinto, indo pegar um reservatório de memória maior para a câmera.

— Nossa, eu sempre me surpreendo como ele não consegue sentir nada. A situação tá crítica aqui embaixo... — Minseok confidenciou para Baekhyun, que riu.

— Depois de tantos anos, ele parece que virou um robô. Faz tudo no automático, e sempre prezando por sua “integridade profissional”. — Desdenhou. — Sinceramente, não sei como alguém consegue ser tão frio como ele, às vezes, até penso que ele é hétero, ‘cê acredita?! — Riram os dois, ao mesmo tempo e em voz alta. — Só assim para não sentir nada vendo esses homens maravilhosos.

Kyungsoo voltou e as risadas pararam. Logo em seguida, outro moreno muito belo entrou no recinto.

Seu nome era Oh Sehun. Tinha um corpo magro, mas bem definido, um ar sério, quase que misterioso, e um aspecto morno que não impressionou muito o fotógrafo.

Kyungsoo iniciou a sessão como sempre o fizera. Primeiro as perguntas e depois as fotos. No final, mais uma gozada, só que desta vez, na coxa direita do moreno.

Rapidamente se despediu e foi analisar o trabalho.

O dia se passou desta forma. Almoçaram no estúdio mesmo, pois não tinham tempo de sair, e assim deram continuidade ao trabalho. Os cinco modelos da manhã eram bons, mas nada que realmente trouxesse para Kyungsoo a mesma impressão que a visão daquele rapaz do ponto de ônibus o trouxera, isso o estava frustrando muito.

À tarde, vários modelos vieram, e as sessões foram mais rápidas.

Zhang Yixing era um chinês que impressionou. Embora mais baixo que os outros que passaram por sua câmera mais cedo, seu corpo era forte e viril, ele também era mais velho que os demais. Kyungsoo sentiu nele um pouco do que procurava, mas ainda queria mais.

Park Chanyeol fora de longe, o que mais impressionou Baekhyun. O loiro ficou babando no tal. Branco, com um peito forte, um corpo moldado, pernas grossas e portador de um membro enorme que deixou o assistente  alvoroçado.

O loiro não pôde deixar de se tocar, ainda que discretamente, ao ver a sessão de fotos daquele belo espécime masculino.

No final do dia, vinte e nove dos trinta candidatos haviam feito seu ensaio, Kyungsoo estava profundamente chateado com tudo. Todos eram bons, mas nenhum havia sido ótimo ou excelente, e a paciência do baixinho, sempre tão presente, começava a se esgotar.

Além disso, o último modelo ainda não havia aparecido, e com o relógio marcando 16h53, o fotógrafo já dava como certo que ele não viria.

Baekhyun e Minseok, percebendo isso, e também a frustração que só fazia aumentar o mau humor do amigo, pegaram a parte do material já pronto e levaram para a sala de edição, já na tentativa de adiantar o processo de seleção.

Kyungsoo ficou arrumando as coisas na sala do estúdio de fotografia, e o fazia com certa impaciência, ele estava profundamente chateado por não ter encontrado a pessoa certa, pois nenhum dos rapazes que fotografara lhe passou a impressão que aquele homem da parada havia lhe passado.

Ele não era jovem demais e nem velho demais, não era forte demais e nem de menos. Não era alto demais e nem baixo demais. Ele era simplesmente… Perfeito.

Kyungsoo suspirou, tentando tirar da cabeça, tais pensamentos, e foi aí que ouviu o som de passos vindo em direção da sua sala, ao virar-se, notou a chegada de um homem, que procurava no recinto por alguém, até finalmente notar sua presença.

Os olhos do fotógrafo se arregalaram e sua boca se abriu parcialmente. Suas íris focavam na figura à sua frente, que o mirava de forma inexpressiva, como se estivesse esperando ele falar alguma coisa.

Aqueles olhos castanho claros, aquele corpo viril, aquela beleza máscula ideal e perfeita. Aqueles cabelos curtos, desgrenhados e volumosos, aquele tom escuro luminoso. Aquela pele firme, bronzeada do sol. Aquelas curvas, volumes e formatos. Era ele mesmo, o mesmo homem que havia visto na parada de ônibus.

— P-Pois não?! — Perguntou quase sem fala, num engasgo.

— Oi, boa tarde, desculpe a demora, mas eu vim para a entrevista e pro ensaio. — Disse ele, avaliando o homem à sua frente com desconfiança.

Kyungsoo, no entanto, só conseguiu perceber o forte e imponente timbre de voz daquele rapaz. Era alto, direto, firme e muito grave, de uma rouquidão suave, que deixaria qualquer um excitado se caso qualquer palavra fosse dita próxima aos ouvidos.

— Sim, claro. — Se recompôs, tentando não sorrir ante a presença dele. — Eu me chamo Do Kyungsoo. Sou o fotógrafo e responsável pelos “Blue Books”. Você está atrasado. — Disse, tentando parecer profissional. Embora sua expressão fosse séria e firme, por dentro, o coração dele batia descompassadamente. Era muita coincidência aquele homem ser um dos candidatos, era muita sorte ser logo ele. E mesmo negando até para si mesmo, o baixinho estava feliz.

— Ah, desculpe, sinto muito, é que eu estudo pela manhã e ainda tive que passar a tarde na universidade para aprontar um trabalho e só pude vir agora. — Tentou explicar o outro, coçando atrás da cabeça num gesto descompromissado, mas que para Kyungsoo, tinha muito charme.

— Bem, sente-se, vou lhe fazer algumas perguntas. — Disse, vendo ele se sentar. E antes de continuar, Kyungsoo dirigiu-se a porta, trancando-a.

Voltou para a sua cadeira e pegou uma pasta que por ali estava. A última, já que Baekhyun e Minseok haviam pego todas as demais. E claro, a única que ele não havia olhado.

Abriu-a e então pode ver a foto 3x4 do rapaz, e todos os demais dados. Ele sorriu, era realmente algo inexplicável estar naquela situação, justo com o homem que lhe inspirou naquele dia.

O outro mirava o estúdio, olhando para tudo de forma curiosa, como uma criança em um lugar novo, e Kyungsoo novamente sorriu.

— Sua primeira vez?! — Perguntou.

— Na verdade, não, já fui modelo outras vezes, mas nunca para um trabalho assim, sabe?! — Ele respondeu.

Kyungsoo concordou, mordendo os lábios de leve.

— Nome?

— Kim Jongin

— O que faz da vida?!

— Eu estudo arquitetura numa faculdade local e faço bico como modelo às vezes.

— Idade?

— 24 anos.

— Por que está no ramo?!

— Preciso do dinheiro para ajudar em minhas despesas educacionais.

Kyungsoo sorriu ante essa resposta, e ele próprio notava. Estava entrevistando aquele homem de uma forma mais descontraída e simpática que a de costume.

— Gay, Bi ou hétero?

— Gay — respondeu, sorrindo de leve.

— Ativo, pass…

— Ativo! — Respondeu de prontidão. — Sou cem por cento ativo. — Sorriu da forma mais maliciosa possível.

Kyungsoo encarou aqueles olhos profundos com certa firmeza, deixando que um igual sorriso se formasse em seu rosto.

— Quantos centímetros? — Perguntou, mirando-o diretamente.

— Vinte. — respondeu.

Kyungsoo o encarou com descrença, como se duvidasse do que ele dizia. 

— Você vai ver… — Ele respondeu por fim, ao notar que o outro duvidava.

— Sim, vou ver sim… — Respondeu o mais velho, logo em seguida, percebendo que estava, de certo modo, flertando com um candidato, colocando em cheque a sua tão valiosa conduta profissional.

Sendo assim, ele se portou de forma mais séria, ajeitando-se na cadeira e continuando com as perguntas.

— Pode descrever? — Kyungsoo perguntou.

— Grande, grosso, com veias, meio curvado para cima, uncut, ele só releva a glande por completo quando está totalmente ereto. Cabeça rosa. — dizia sem preocupação e nem pudor. Kyungsoo engoliu a seco, imaginando que por baixo daquele volume que ali se via, havia tamanha descrição. — Sabe, toda essa conversa está me deixando duro. — Jongin disse, mirando o fotógrafo à sua frente.

— Essa é a intenção. Afinal, queremos fotografá-lo no seu auge. — Sorriu, pegando a câmera. — Vamos começar?!

Kyungsoo levantou-se, sendo seguido por Jongin.

— Claro.

— Tire a roupa.

Jongin então começou. Abaixou-se, desatando os cadarços dos tênis e os tirando, em seguida as meias. Logo mais, tirou a camiseta, revelando seu tórax.

Kyungsoo respirou fundo nesse instante, enquanto seu olhar vagava pelo corpo daquele homem.

Jongin começou a desabotoar o cinto, e assim que o tirou, abriu o zíper e desceu a calça, retirando-a, ficando somente com a cueca boxer branca que marcava bem o volume ali escondido. Levou a mão à área rapidamente, olhando para Kyungsoo, já notando que o fotógrafo parecia impressionado.

O que era bom, ele estava ali para impressionar. Pois somente assim conseguiria o trabalho.

— Você namora? — Perguntou o baixinho.

— Não, apenas tenho um rolo com alguns de vez em quando. Ainda não achei a pessoa certa pra namorar. — Rebateu o rapaz.

Kyungsoo apenas assentiu, começando a tirar fotos de Jongin ali mesmo.

— Ei, calma, não estou pronto. — Ele disse, curioso e assustado com o Flash.

— Relaxa, quero te pegar o mais natural possível. Faça seu melhor. — Sorriu gentil.

Jongin deu os ombros e alisando seu volume, começou a posar das formas que já conhecia. Kyungsoo simplesmente deixava-se levar. Cada clique dava um flash, que parecia reluzir ainda mais a beleza daquele “deus grego”

— A cueca. — Pediu.

Jongin então a baixou, mas ao chegar no meio das coxas, Kyungsoo levantou o braço, pedindo que ele parasse.

Kyungsoo então observou aquele homem. O membro estava inclinado para a esquerda, e descansava sobre a coxa do rapaz. Era grande, realmente grosso, e as veias estavam saltadas. Apenas uma pequena parte da glande estava exposta, mostrando que o membro ainda não estava desperto o suficiente para revelá-la.

Os pelos da pélvis estavam aparados, mas não eram ausentes. Estavam lá e davam um ar ainda mais rústico e selvagem à figura dele. As coxas eram extremamente grossas e sentado como estava, elas pareciam ainda maiores.

— Gosta do que vê?! — Jongin perguntou, vendo Kyungsoo se demorar em observá-lo

— Pela primeira vez em muito tempo, sim, eu estou adorando o que estou vendo. — Respondeu, sorrindo.

Jongin sorriu com a resposta. Ele estava feliz por agradar, pois assim, aumentariam as chances de conseguir a vaga.

Olhou para a televisão pequena instalada numa parede, e viu que passava um vídeo pornô gay, colocado lá para excitar os candidatos durante a sessão, mas com ele, aquilo não funcionava.

— Cara, eu não fico de pau duro vendo pornô desde os doze anos. — Comentou, virando-se para Kyungsoo que não parava de clicar no botão da câmera e disparar os flashes. Ele levantou-se, retirou a cueca e voltou a posar. — Será que não tem um daqueles ajudantes aqui que fazem o cara ficar nos “trinks” para as fotos?! — Perguntou na malícia, fazendo Kyungsoo parar com a câmera um momento.

— É um “Blue Book”, não um pornô. — Disse, sorrindo de volta. — Mas se está com dificuldade, temos que dar um jeito nisso.

Kyungsoo direcionou-se ao rapaz, andando devagar, como se cada passo causasse uma expectativa. Os olhos de Jongin estavam fixos nele, esperando e mostravam-se ansiosos por algo que poderia vir a seguir.

O baixinho ajoelhou-se aos pés dele, apoiando-se nos joelhos, e o mirou fundo nos olhos.

— Posso? — Perguntou, mordendo os lábios sutilmente.

— Deve. — Jongin respondeu, maldoso.

Kyungsoo abriu um sorriso ainda maior. E mesmo com uma voz teimosa gritando em sua mente que essa atitude não era profissional. Ele estava tentando se enganar, dizendo para si mesmo que era apenas para “ajudar o rapaz”.

Levou a mão ao membro de Jongin e o tocou, sentindo a textura da pele, e o calor que dele emanava. Kyungsoo engoliu a seco e ergueu o membro em estado meio bomba, começando a movimentá-lo para cima e para baixo, ouvindo assim a respiração do outro aumentar.

Era tão quente, tão gostoso sentir aquele pênis começar a encorpar ainda mais e ganhar mais rigidez em sua mão. O próprio Kyungsoo estava começando a respirar com dificuldade.

Ergueu a cabeça e viu o peito de Jongin inflar com intensidade, enquanto um certo tom de rubor começava a surgir em seu rosto. Kyungsoo começou a intensificar a masturbação que fazia no modelo, vendo-o começar a arquejar com o movimento.

O fotógrafo ergueu a câmera e começou a disparar os flashes, capturando aquelas expressões tão sensuais e eróticas que ele agora fazia. Cenho cerrado, olhos estreitos, boca semiaberta e rosto corado. 

Era lindo, erótico, intenso e tão viril. 

Kyungsoo estava adorando aquilo. 

Aquela era a essência que queria capturar.

O Kim então segurou a mão dele, que já movia seu membro com uma velocidade ainda mais adiantada.

— Vai devagar, caso contrário, vou acabar sujando tudo… — Ele dizia ofegante.

— Essa é a intenção. — Kyungsoo volveu, parando e distanciando-se.

Agora, Kyungsoo podia contemplar o membro de Jongin por completo. A Glande totalmente exposta, lustrosa do pré-gozo que ele despejava. 

Era tão intenso. 

Jongin, àquela hora, mantinha-se excitado apenas ao ver como o fotógrafo reagia a ele. 

Será que estava deixando aquele homem excitado?! 

Ele não sabia ao certo, mas pensar sobre isso lhe dava ainda mais vontade de se mostrar, e com isso, seu membro quicava, dando solavancos de excitação.

Kyungsoo começou a tirar novas fotos. 

De frente, de lado, de cima, de perto e de longe, e Jongin mantinha a mesma expressão séria e suplicante de antes, como se pedisse de forma calada que ele continuasse o que estava fazendo.

Kyungsoo estava excitado. Fazia muito tempo que um modelo não o deixava assim, e a sensação, embora saudosista, não lhe era confortável. Ele sentia que estava perdendo o controle e se deixando envolver demais, o que não era bom.

Seu membro estava rígido na calça, e isso era notável. Andar tornava-se difícil, com o falo roçando na cueca e no jeans. A cada nova foto, um suspiro pesado de excitação lhe escapava da boca.

O mais velho então voltou-se a se aproximar de Jongin, ajoelhando-se novamente e tomando seu membro em mãos. Jongin estava atento, e quando menos esperou, Kyungsoo aproximou seu rosto do seu pênis. Inalando aquele cheiro tão característico que ali havia.

A língua de Kyungsoo foi até a base do pênis e subiu por ele, provando o sabor salgado do transparente lubrificante que jorrava da ponta. Jongin soltou um leve gemido, que ganhou tons mais roucos quando Kyungsoo chegou a sua glande, provocando maroto e engolindo seu membro.

O mais novo berrou, virando a cabeça para trás perante o ato repentino.

Kyungsoo notou a forma como ele estava, e desligando o flash da câmera, começou a fotografá-lo enquanto o chupava.

A cabeça de Kyungsoo subia e descia, engolindo até a metade daquela carne dura, sentindo sua textura, seu sabor, seu calor nas profundezas da boca e da garganta. Com a mão direita, masturbava e segurava o resto do membro que não conseguia engolir, e a com a mão esquerda, parada e bem posicionada, ele apertava o botão da câmera, registrando as expressões de Jongin e a forma como seu corpo inflava e reagia ao sexo oral recebido.

Parou o que fazia e desceu para as bolas, colocando uma de cada vez dentro da boca enquanto o masturbava com força. Sugava tudo cada vez mais forte e rápido, podendo sentir que o membro de Jongin dava seus devidos tremores enquanto fazia isso, anunciando o gozo que estava por vir.

Kyungsoo acelerou os movimentos como se sua vida dependesse da ação, enquanto seu dedo parecia nervoso ao clicar no botão da câmera, pegando todas aquelas expressões e reações.

Não demorou muito e Jongin gemeu alto, soltando jatos de esperma que voaram até o rosto e cabelos do baixinho, e quando a ejaculação perdeu força, começou a escorrer pela cabeça, mão de Kyungsoo e caule do pênis.

Kyungsoo estava em êxtase. 

Seu próprio membro pulsava na calça com a cena que via, e o Kim apenas tentava se recuperar daquele orgasmo. O fotógrafo aproveitou e ergueu a câmera, voltando aos cliques.

Levantou-se, levando a mão melada de gozo aos lábios, provando do sabor masculino de Jongin, este que o olhava agora impressionado com o que via. Kyungsoo lambia a mão sentindo o seu sabor salgado.

Virou-se então, foi até a mesa, limpando o rosto, um pouco do cabelo e a mão, usando uns lenços que por ali haviam.

Ao se virar, viu que Jongin estava logo atrás dele, e aquela proximidade o deixou nervoso.

— Eu acho que fui bem, não?! — Jongin questionou, ainda com o membro em riste e melado do recente orgasmo.

— Foi o melhor, com certeza. — Disse Kyungsoo, encarando aqueles maldosos olhos castanhos claros vibrantes.

— Então eu tenho chance? — Perguntou.

— Sim, tem.

Kyungsoo virou-se, tentando se controlar.

— Tem certeza?! Ou será que eu tenho que fazer mais alguma coisa para garantir a minha vaga, huh?! — Perguntou, chegando mais perto e falando rente ao ouvido do fotógrafo, que arrepiou-se.

Kyungsoo virou-se para ele, mirando-o com intensidade, e ali, perdeu a compostura.


[...]


O mais velho gemia com as estocadas de Jongin. O mais novo não deixava barato e fodia o fotógrafo com força. Kyungsoo estava de quatro, no tapete branco, com os braços apoiados na cadeira em que antes Jongin estava sentado. A calça dele havia sido tirada, e ele mantinha somente a roupagem de cima.

A câmera estava ligada, desta vez, na modalidade de filmadora, gravando aquela cena que era quase um pornô improvisado.

Jongin movia-se com ferocidade, entrando totalmente no canal apertado do baixinho, que correspondia às suas estocadas com gemidos altos e expressões de dor e prazer. Kyungsoo não sabia o que era se sentir possuído por um homem daquela forma há muito tempo, e agora essa sensação voltava a ele com muita intensidade.

A cada investida que Jongin dava, era uma rebolada que o menor fazia, aumentando a pressão do encontro da pélvis do rapaz com suas nádegas.

Jongin então o trouxe para o chão, chutando a cadeira com a perna e o fazendo deitar de lado, penetrando-o daquela forma mesmo, fazendo as lentes da câmera filmarem tudo com precisão, e capturarem o exato momento em que o membro entrava e saia de dentro de Kyungsoo, sem restrições.

O pescoço dele então foi o alvo dos ataques do maior, que o marcou com os lábios.

Continuaram nisso, aumentando os gemidos e a velocidade do sexo tórrido que faziam, até o próprio Kyungsoo não aguentar e gozar sem nem mesmo ter se tocado, apertando fortemente Jongin dentro de si, que com mais algumas estocadas, ejaculou pela segunda vez dentro do fotógrafo.

A câmera havia registrado o momento. Tudo estava gravado. Mas não para a empresa, e sim para o próprio Kyungsoo. Jongin estava terminando de tomar seu banho e de se limpar.

O próprio Kyungsoo havia saído de lá há pouco tempo. E o relógio já marcava 17h56 quando ele o mirou.

Pegou então a câmera e retirou o cartão SD, andando rápido até a porta. Quando a abriu, pois pretendia ir até a sala de edição, viu Baekhyun parado em frente a ela, com a mão levantada e o punho fechado.

Fora sincronizado, o amigo iria bater na porta naquele momento.

Baekhyun sorriu ao ver o cabelo molhado de Kyungsoo e as roupas amassadas. Cruzou os braços e ficou a mirando-lhe, que aparentemente, não tinha uma resposta plausível para dar.

— Por hora, não direi nada, mas… — Olhou para a câmera. — Já sei que o escolhido está aí… — Apontou para o aparelho. — Porque para o “grande profissional”’ ter se sujeitado a isso, já sei que a carne era de qualidade Gourmet. — Piscou, vendo Kyungsoo enrijecer a expressão.

As fotos de Jongin nem precisaram de edição. A naturalidade dele fez Kyungsoo enviá-las como estavam. A aprovação veio quase que de imediato. E às 21h, Kyungsoo já ligava para Jongin para contar a novidade.

O rapaz estampou a capa da “G-Up” daquele mês, que registrou um aumento de 37% nas vendas. As ações da editora subiram cerca de 1,04% e a valorização garantiu a Kyungsoo um excelente bônus.

Jongin e ele começaram a trabalhar juntos com mais frequência, em outros projetos e campanhas, até o Kim tornar-se modelo exclusivo da editora. O contrato foi bom, mas bom mesmo, fora o que veio depois.

Seis meses após o início de algo parecido com uma relação casual que visava somente sexo, Jongin pedira o fotógrafo em namoro. Kyungsoo ficou surpreso e lisonjeado, como já estava apaixonado pelo leonino, aceitou de prontidão.

As coisas então seguiram como deveriam… E tudo graças a coragem de fugir do “profissional” e viver uma aventura mais “excitante”. 

Kyungsoo aprendera uma lição.

Uma que ele precisava para a vida e para a carreira, e os múltiplos benefícios dessa lição, não deixaram que ele se arrependesse de tê-la vivido.


Notas Finais


a betagem, como sempre impecável, foi feita pela minha cadelinha (kk auge(?)) @Wisepack, vulgo, amor da minha vida

a capa completamente perfeita foi feita pela @Mayzee_

obrigado por tudo fadas. <3

baek é uma naja, minseok uma mocinha de 400 anos, kyungsoo é um falso competente e jongin é um filhodeumaputa gostoso, but, safado até o osso

pois bem, tudo isso acima não é nem uma pequena amostra de minha mente pevertida doentia, contudo, espero que tenha gostado! :)

deixa seu feedback aí se puder! é bem legal saber se está gostando mesmo... obrigado por ler.♡

edit: dê uma olhada na minha outra pwp kaisoo, por favor: https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-beleza-da-dor-17421830


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