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História Flashlight - Isulio - Capítulo 12


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Notas do Autor


eu sei, nem eu mesma tô acreditando que ando conseguindo postar um/dois capítulos por semana. a quarentena anda fazendo milagres em vidas! inclusive na minha.

eu amei o comentário de vocês no capítulo passado, e bem feliz por dentro por estarmos chegando a 40 favoritos em breve! obrigada por tudo isso, eu amo muito vocês! 💖 estou indo responder a todos os comentários do capítulo passado depois de postar esse!

então, boa leitura e até lá embaixo 💖

Capítulo 12 - Desapontamentos ao fim do dia


Fanfic / Fanfiction Flashlight - Isulio - Capítulo 12 - Desapontamentos ao fim do dia

Julio Peña

Chovia forte do lado de fora. O barulho das gotas grossas batendo no telhado de amianto do estacionamento era alto o bastante para apavorar ainda mais a situação, ainda mais depois da queda de energia.

Zoe acordou chorando perto da meia noite, e dormiu abraçada em mim depois que a peguei no colo e a coloquei na minha cama. Seu corpo pequeno tremia, era audível até os batimentos do seu coração, sua respiração ofegante e eu simplesmente odiava vê-la assim.

Desde pequena, o trauma que Zoe têm de trovões e tempestades só cresceu com o tempo. Durante os seus primeiros anos, Maia e eu passamos por algumas noites com nossa filha deitada entre nós dois, com medo dos raios. Pelo resto dos anos, eu tomava conta sozinho, mas tudo piorava quando a luz acabava, pois além do seu medo de tempestades, o medo do escuro é bem forte.

Sua cabeça estava deitada em meu peito, e seu bracinho ao redor de minha barriga, enquanto eu acariciava seus cabelos na intenção de que ela conseguisse dormir, por um lado estava adiantando, mas seus soluços ainda deixavam seus lábios. Deixei um beijo em sua testa, sussurrando um ‘eu estou aqui’, para que ela soubesse que eu não sairia daqui em momento algum e sua resposta foi se grudar ainda mais em meu corpo, abraçando-me apertado.

Enquanto ela não dormisse, eu sabia que seria em vão tentar pegar no sono. Então alguns pensamentos invadiram minha mente. O primeiro deles, foi minha noite com Isabela, nem eu sei o que sentir em relação a isso. Sei que foi muito bom o nosso momento e que eu fiquei extasiado com seu corpo, mas no fundo eu sei que foi além de um desejo carnal, havia mais. Na manhã seguinte, acordei com um sorriso filho da puta nos lábios, percebendo que ela não estava mais ali, e um bilhetinho dizia que ela havia indo trabalhar e que a chave estava no chão perto da porta. Levantei antes que Zoe acordasse para que eu tomasse um banho e trocasse o lençol do meu colchão, e o colocando novamente no meu quarto. Hoje não nos falamos, mas fiquei surpreso quando Isabela me mandou uma mensagem dizendo que não iria aparecer no prédio por hoje, porque dormiria na casa de uma amiga. Ok, eu acho que eu ficaria preocupado se não a visse por aqui e fico feliz por ela ter me falado, mas eu não sei porquê, eu queria vê-la, apenas para perguntar se ela não vai se afastar. A maioria se afastam quando se lembram que você tem um filho.

Sem que nem mesmo eu notasse, meus olhos pesavam aos poucos e o sono me consumia.



Um estrondo e alguns gritos chamaram-me atenção, enquanto eu passava pelo corredor caminhando até em casa. Um tanto quanto receoso, girei a maçaneta depressa, querendo entender o que se passava no apartamento.

A minha primeira visão, foi de Zoe e Isabela presas. Isabela abraçava Zoe com tamanha força, como um sinal para que ela ficasse quieta e assim, ela a protegesse. Ela sussurrava para minha filha ‘Não se mexa, não se mexa’.

Numa tentativa ousada e débil, ergui o rosto e cruzei diretamente com o olhar feroz do homem que tinha seu rosto coberto por uma touca preta. A pele que lhe envolvia ao redor dos olhos e em parte do nariz à mostra era branca, porém encontrava-se rosada e suada. Sua pupila dilatada quase saltava a órbita. O sorriso débil e assustador abriu-se, e foi quando eu vi a arma apontada para as duas meninas.

De imediato, tentei correr para ajudá-las, mas foi um trabalho inútil, os meus pés não se moviam, pareciam colados ao chão, queimava. Podia sentir minhas mãos tremerem e meus olhos molhados pelas lágrimas que eu me obrigava a conter.

E foi tudo muito rápido. Dois tiros, um em Zoe, outro em Isabela.



- AAAAAHH! – minha voz áspera rasgou a garganta, o pulmão ofegando impedindo-me de respirar com regularidade. Minha testa suava e minhas mãos estavam geladas. Meu coração batia extremamente forte contra a caixa torácica.

- O que houve, papai? – além de ter acordado a mim mesmo, Zoe também se sentou na cama com os olhos esbugalhados e seus olhinhos lacrimejavam ao ver o meu estado.

- Nada. – respondi, quase sem voz, com aquele pesadelo ainda preso em minha mente. Minha filha ainda me olhava assustada, querendo respostas. Foi um pesadelo, apenas isso. – Eu estou bem, princesa, foi só um sonho ruim... – forcei um sorriso para não preocupá-la e ela assentiu freneticamente, passando seus bracinhos pela minha barriga para me abraçar.

- A luz voltou e você sempre me abraça quando tenho sonhos ruins, quero abraçar você também. – ela justificou o que fazia, enquanto nos deitávamos novamente, e seus bracinhos aconchegavam em meu entorno. O sorriso que se abriu em meu rosto, já comprovavam o quanto eu amo essa menininha mais do que tudo nesse mundo. Ela está aqui comigo, e é isso que importa. Abracei seu corpinho para que ela ficasse protegida, enquanto aquele pesadelo ainda atormentava minha mente.

Senti vontade de mandar uma mensagem para Isabela, para perguntar se ela está bem, o pesadelo de fato me assustou, mas desisti de fazê-lo quando olhei para o despertador-relógio, comprovando que eram quase cinco da manhã e ela estava na casa da amiga, provavelmente dormindo. Então apenas cobri a mim e a Zoe, deixando um beijo em sua testa e tentando me acalmar, em breve eu teria que acordar para trabalhar.

Não sei dizer por quanto tempo permaneci acordado e mudo, mas sabia o que eu deveria fazer.


Isabela Souza

As mãos de Julio passeando por meu corpo. Meus olhos fechados aproveitando a sensação de êxtase que me atingiu. Ele mordendo o lábio inferior quando...

- Isabela! – despertei do transe e olhei para trás, estava sentada ao lado de Giulia, que provavelmente teve sérios problemas em entrar em um diálogo comigo. – Céus, estou te chamando faz uns cinco minutos!

- Desculpe… – balancei a cabeça, dispersando-me dos pensamentos – O que estava dizendo?

- Entendo que vocês dois tiveram uma noite um tanto quanto... intensa – ela pareceu procurar a palavra certa – e que ele é extremante irresistível pra você, mas não acha que está pensando demais nisso? – no momento percebi que ela estava falando da minha noite com Julio, onde eu tomei a decisão burra de ter contado para ela ontem à noite, enquanto assistíamos Friends deitadas no sofá, degustando do brigadeiro que ela havia quase implorado para que eu fizesse, com a justificativa que amou comer o doce quando foi ao Brasil para ajudar mais crianças.

- Eu não estava pensando nisso. – senti minhas bochechas esquentarem, fingindo estar normal, escrevendo qualquer baboseira na prancheta em meu colo.

- Ah, claro! E no que estava pensando? – ela arqueou a sobrancelha, olhando-me de maneira desafiadora.

- Em meu irmão.

- Que feio, colocando seu irmão na sua mentira asquerosa! Isso é jogo baixo, Isabela Souza. – soltei uma risada pela cena patética que presenciava, mas não pude deixar de notar o quão fofa ela ficava com essa expressão. Levando em conta que Giulia ficava fofa em qualquer situação, até depois de ir comigo ontem na farmácia para comprar pílula do dia seguinte, e me zoando no caminho, claro. Logo depois de parecer minha mãe, dando-me sermões por não termos usado camisinha. 

- Eu acho que não consigo tirar aquela noite da cabeça, é como se tudo me lembrasse isso. – acabei por confessar, no fundo eu sei que ela já sabia disso, Giu não é burra, ao menos esconde que sabe.

- E o que sente por ele?

- Eu não sei... – suspirei.

- Tem certeza disso? – Giulia caprichou na carinha de pedinte, como se soubesse exatamente os efeitos que aquilo me causava.

- Talvez, só talvez, eu goste um pouquinho dele. – a expressão de Giulia se fechou completamente, causando-me mais uma risada.

- Você não consegue nem esconder os seus sentimentos! Eu vejo no seu rosto o quanto gosta dele. – concluiu, abrindo sua garrafinha d’água para que se hidratasse um pouco. Eu sabia que sentia algumas coisas pelo Julio, tudo foi provado anteontem e quando nos beijamos na cozinha da minha casa, mas a simples ideia de trazer este assunto à pauta, assustava-me mais que o filme de terror que assistimos ontem.

- Eu só estou confusa...

- Não está nada confusa, Isabela! Seus olhos até brilharam quando disse que vocês dormiram juntos anteontem. Eu acho que vocês deveriam conversar. Por que não diz a ele o que sente? Acredito que se sentirá menos confusa.

- Mas você sabe da situação dele com a mãe de Zoe...

- Isabela, eu conheço o Julio há muito tempo, nunca fui muito próxima dele, nem nada do tipo, mas ele é o melhor amigo do Guido, e você já sabe o que o Guido me disse... – assenti pensativa, recordando-me que Giulia disse que havia arrancado respostas de Guido, e uma delas era que o Julio não me tirava da cabeça. – Sei que a morte de Maia foi o fim para ele, mas ele não poderia viver para sempre preso nisso, claro que ele nunca irá esquecer, eles tiveram uma filha juntos, mas talvez seja a hora certa para seguir em frente. Acho que não custa tentar dizer a ele o que sente.

- Acha mesmo?

- Acho. – ela sorriu, segurando minha mão. – Manda uma mensagem, dizendo que quer encontrá-lo depois do expediente, aposto que ele vai aceitar e ainda vai te dizer o mesmo. Ah! Isso parece até um conto de fadas... – ela soltou um suspiro encantador, enquanto eu soltava uma gargalhada por seu jeito.

- Você é extremamente convincente, Giulia Guerrini. – estreitei os olhos.

- Eu sou ótima no que faço! – sorriu convencida, jogando os cabelos dourados para trás dos ombros cobertos por seu jaleco branco.

- Ok... – com um surto de coragem, retirei meu celular do bolso da calça, pensando em como começar a mensagem. Não podia ser direta demais, para não parecer desesperada, e também não posso não ser completamente direta, para não ficar chato. Decidi ser autêntica, apenas sendo eu mesma.

- Ahá! Precisa de ajuda? – Giulia resolveu dar uma olhada no que eu fazia, percebendo que eu já entrava nas minhas últimas conversas com Julio, uma que havia sido umas semanas atrás e outra que eu havia enviado ontem, dizendo que não apareceria no predio, pois dormiria na casa de Giulia. Fora isso, não conversávamos muito por mensagem, afinal ele mora na minha frente, penso que seria mais fácil ir vê-lo, caso eu quisesse dizer algo.

- Acho que não, quero apenas mandar uma mensagem como quem não quer nada, porque eu não quero ser chata.

- Você não vai ser chata, Isabela. Só faz isso logo! – revirou os olhos.

- Você pode esperar, sua apressada?!

Enrolando mais do que eu queria, digitei e mandei logo em seguida, para que eu não desistisse. Olá, como você está? Bom, irei preparar um jantar lá em casa, iria adorar ter a sua companhia.

- E aí, o que você mandou? – Giulia quase se jogou por cima do meu corpo, para que pudesse ver o que eu havia escrito no meu celular.

- Eu não vou te contar! – provoquei, dando de ombros e escondendo o celular em meu colo, depois de bloqueá-lo. 

- Poxa, Isabela... – ela tinha um semblante magoado. – Achei que eu tivesse mais importância na sua vida. Agora percebo que não me encaixo nem na posição de melhor amiga. – fez o seu típico drama de todas as manhãs, que arrancou uma risada minha e também uma revirada nos olhos. 

- Eu só o chamei para ir lá em casa.

- E acha que ele deve levar a Zoe?

- Não sei... – dei de ombros mais uma vez – Porém, se ele levá-la, não me sentirei incomodada, amo tê-la por perto.

- Ok, ela é mesmo um doce de criança, mas como você vai dizer para ele, com ela lá com vocês?

- Simples: dizendo. Eu não acho que ela vá atrapalhar alguma coisa, posso colocar algum desenho para ela assistir e chamar Julio para conversar comigo no meu quarto.

- Só tranquem a porta antes, para não traumatizar a criança! – ela brincou, levantando-se para atender uma das crianças que havia a chamado de longe. Abri a boca, um tanto quanto chocada com suas palavras, mas foi inevitável não rir. Eu simplesmente amo a Giulia.

Não tive muito tempo para focar no amor que sinto por minha amiga, pois a notificação que chegou no celular foi mais forte:

Julio Peña: Ok. Precisamos conversar.


...

O jantar já estava quase pronto, e sem querer me gabar, mas já me gabando, tudo estava ótimo. Eu também já havia tomado um banho demorado, hidratando o meu cabelo, e desejando que meu perfume e minha roupa tenha sido uma escolha boa. Não era nada muito exagerado, porque era um jantar em casa, e Julio já estava acostumado em me ver não muito arrumada, mas quis caprichar, desejando que isso valesse à pena. 

Eu não vou negar que estou nervosa, ainda mais depois de Julio dizer que também precisa conversar comigo. Várias teorias e suposições do que poderia ser passava em minha mente, mas eu sabia que só me torturava pensando no que poderia ser. Minha curiosidade não respeitava muito bem essa parte.

Verifiquei mais uma vez a carne no forno, percebendo que faltava pouco para que chegasse no ponto desejado. Então caminhei até meu quarto, na intenção de pegar o meu Notebook para conversar um pouco com Gus, enquanto Julio não chega.

Liguei o aparelho, colocando em cima da bancada da cozinha, clicando em seu número para que já discasse e torcendo para que ele atendesse. Uma conversa com meu irmão seria o que me acalmaria nesse instante.

Logo o seu rostinho pálido, com uma touca envolvendo a cabeça e o sorriso se abrindo ao me ver, com toda certeza, havia sido uma cena que alegrou ainda mais o meu dia.

- Oi, Bela! – sua voz fria e ao mesmo tempo calorosa, chegou aos meus ouvidos.

- Oi, meu amor! Como está? – perguntei, desejando que a resposta fosse positiva, e quando o sorriso dele se alargou, soube que teria a resposta que desejava.

- Estou bem! Hoje os médicos deixaram que mamãe me levasse para tomar sorvete e eu me diverti muito. – ele contou, seu tom animado e seu rosto demonstrava perfeitamente o que ele me dizia.

- Não sabe o quanto essa novidade fez o meu dia! – eu comemorei, feliz por ele ter ido tomar sorvete, depois de alguns anos não podendo sair para realizar o ato, mas não pude deixar de lamentar, que eu não estava lá com ele. – Eu ainda vou te trazer pra cá, espero que ainda esse mês. Quero poder tomar sorvete com você também! 

- Você vai conseguir! Eu já estou com saudade... – ele disse, a voz afetada e os olhinhos se entristecendo.

- Eu também estou... – suspirei, sentindo minha garganta formar um bolo, que provavelmente resultaria em lágrimas teimosas e dolorosas. – Mas não vamos desistir, em breve você vai estar aqui comigo, você e a mamãe.

- Não vejo a hora. – sorriu leve – Mamãe está aqui. – ele olhou para o lado, como se a chamasse e logo minha mãe apareceu na tela, acenando ao me ver.

- Oi, mãe! – meu tom de voz era animado, eu e minha mãe havíamos conversado ontem, como sempre fazíamos todos os dias, para que ela me atualizasse sobre o estado de Gus, mas nunca era por vídeo, então vê-la com ele ali, foi perfeito.

- Oi, querida! – me analisou por um curto período de tempo –  Como você está bonita. Sinto seu perfume daqui... – ela disse, sorrindo admirada, parecendo perceber que eu havia tomado banho pelos cabelos molhados. – Vai sair?

- É, Bela, vai sair? – o tom enciumado de Gus fez com que eu risse, ele sempre se demonstrou bem ciumento em relação a meninos que me chamavam para sair, o que era bem engraçado, devido ao fato que ele nem sequer tinha tamanho para enfrentar a irmã mais velha.

- Vou receber visita em casa. – dou de ombros, percebendo minha mãe se deitar ao lado de Gus na maca, para que pudesse participar da ligação.

- E de quem será essa ilustre visita? – mamãe perguntou, enquanto meu irmão mantinha uma carranca no rosto, analisando cada canto da tela do seu computador, como se procurasse algo na cozinha da minha casa.

- Julio. – respondi simples. Sabendo que inúmeros questionamentos viriam depois, e em menos de um minuto, eles vieram. 

- E quem é Julio? – minha mãe perguntou, agora parecendo tão curiosa quanto Gus.

- Meu vizinho.

- E ele é apenas seu vizinho, ou algo mais? – minha mãe arqueou a sobrancelha, parecendo também querer a resposta do que Gus havia perguntando.

- E desde quando vocês dois se importam tanto com minha vida amorosa?

- Desde quando você é a nossa garotinha. – minha mãe respondeu pelos dois e Gus concordou com as palavras da mais velha.

- Somos apenas amigos, eu acho... – murmurei.

- Querido, acho que de amizade para algo mais não vai demorar muito. Temos que ficar de olho nela, tá bom? – mamãe disse para Gus, como se eu não estivesse ali para escutar.

- Hum. – Gus murmurou, enciumado. – E ele é ao menos divertido?

- Sim. – respondi, pensativa.

- Bonito? – foi a vez de minha mãe.

- Luiza! – estreitei os olhos.

- Só estou curiosa. – ela deu de ombros.

- Bastante. – resolvi responder, sabendo que não era lá uma pergunta tão inusitada.

- E vocês já se beijaram? – arregalei os olhos com a pergunta de Gus.

- Seu irmão é mais corajoso que eu! Queria perguntar isso desde o início. Responde pra gente, filha. – minha mãe gargalhou.

- Eu não vou responder nada.

- Então é porque já! – mamãe acusou, e eu lhe mostrei a língua, cruzando os braços. – Olha, não é porque estou longe que não posso te dar uns tapas, então engole essa língua, senão pego um avião daqui para te buscar aí! – ela disse de forma exagerada, o que só resultou em gargalhadas de nós três. Minha mãe nunca me bateu, não é porque eu sou uma menina mimada que a mãe nunca teve coragem de bater, mas é porque eu e minha mãe sempre fomos parceiras, melhores amigas. A única coisa que discordamos é o fato dela preferir a sexta-feira, e eu ficar com os sábados, de resto, sempre fomos unidas.

Eles contaram algumas coisas sobre os dias passados, e eu também, claro que escondendo alguns detalhes que não precisam ser ditos. A campainha tocou quando entramos em um assunto qualquer e eles me olharam estranho.

- Hummm, acho que deve ser o tal de Julio, vai lá! – mamãe caçoou, um sorrisinho malicioso nascendo no canto dos lábios.

- Não vai não, Bela! Ela está brincando. – meu irmão se opôs com que mamãe dizia. 

- Deixa tua irmã, Gus, ela merece! – abraçou meu irmão de lado e eu apenas ri.

- Te ligo mais tarde, pode ser? – propus para Gus, não querendo que ele ficasse chateado comigo.

- Se você estiver vestida mais tarde, né, Isabela! – arregalei os olhos com as palavras de minha mãe, que apenas gargalhou com minha reação.

- Mãe! – censurei.

- Por que ela não estaria vestida? – Gus perguntou, claramente confuso com o que minha mãe havia dito.

- Tchau, vou receber visitas! Te ligo mais tarde, Gus. – com a deixa, desliguei a chamada e logo em seguida o Notebook.

Suspirei fundo, caminhando até a sala e conferindo no espelho grande se a roupa e o meu cabelo estavam no lugar, seguindo até a porta em seguida. Procurei pela chave, achando-a em cima da mesinha de centro da sala, procurando a certa no molho de chaves, achando-a rapidamente. Destranquei-a e girei a maçaneta, dando de cara com Julio sozinho, vestido com uma calça jeans e uma camiseta preta, fora os seus cabelos molhados e o perfume forte que chegou ao meu olfato, deliciando-me com o cheiro.

- Oi. – seu tom soou tão sexy, que eu me repreendi várias vezes por pensar isso só com uma palavra.

- Oi... – sorri, um tanto quanto envergonhada, sem saber o que dizer – Onde está Zoe? – perguntei, percebendo que a pequena não estava ali.

- Está com Olga, para que possamos conversar melhor. – ele disse, sua voz era fria, mas talvez seja apenas coisa da minha cabeça.

- Hmmm. – mordi o lábio inferior, um tanto nervosa, só não pira, Isabela. – Entre... – dei o espaço para que ele passasse, e quando ele o fez, tranquei a porta. – O jantar já está quase pronto, o frango está quase assado.

- Ok. – ele suspirou, se encostando no balcão da cozinha e eu coloquei uma mecha atrás da orelha, não sabendo o que dizer para ele, enquanto o mesmo descia seu olhar pelo meu corpo, deixando-me envergonhado por um momento e quando ele se deu conta disso, desviou o olhar.

- O que queria me dizer? – ele olhou-me confuso – na mensagem, você disse que queria conversar comigo. – o recordei e ele assentiu, soltando um suspiro em seguida.

- Isabela, não podemos continuar com isso.


Notas Finais


eu solto esse capítulo e vou embora, sabendo que me tacarão pedras KKKKKK
me perdoem por isso, amo vocês! 💖

me digam aqui embaixo o que vocês acham que vai acontecer e também, como está sendo a quarentena de vocês? eu simplesmente acho que já tenho Flashlight completamente escrita e pensada, pensando seriamente em uma maratona para alegrar um pouquinho a nossa quarentena, o que acham? 💖


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