História Flean - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Kk heya

Capítulo 2 - Capítulo 2


— Sério Samuela, onde você consegue tantas fotos da minha infância? - Samuela, minha melhor amiga que tem mais fotos minhas do que eu mesmo.

— Segredo meu! Não se intrometa nos meus assuntos junto com seu irmão. - Ela dizia enquanto puxava as fotos para sí.

Meus assuntos. - A corrigi.

Já faziam 3 anos desde que me mudei com Taehyung para o Canadá, foi meio estranho no começo, mas agora está tudo tão calmo. Eu e Samuela estávamos em uma sala vazia esperando dar a hora de sua segunda aula, era hora do intervalo e nós dois sempre estamos por aqui. A sala estava bem clara até, eu estava apoiado em uma das janelas abertas, onde uma leve brisa batia nas cortinas verde claro, e Samuela estava sentada em uma das cadeiras com várias fotos sobre a mesa. O tic tac do relógio era o único som presente na sala e isso me enlouquecia.

— Puts, eu tenho que ir. - Samuela levantou arrumando sua mochila nas costas e pegando seu grande casaco na cadeira. Sua pele negra sempre exalou um perfume doce e forte ao mesmo tempo, eu gostava muito de ficar perto dela. Mas era uma pena que o uniforme desmerecesse tanto seu corpo.

Ela correu para fora da sala, e então, eu fiquei sozinho por ali. Me desencostei um pouco da parede apenas para tirar minha caixinha de cigarros e meu isqueiro do bolso. Cigarros de menta me acalmam, acho que quem olha pra mim pensa que eu sou só um drogado, talvez essa pessoa esteja certa.

Daqui a pouco Taehyung viria me buscar mais cedo, apenas para me levar no hospital. Diz ele que é uma coisa boba mas eu sei exatamente do que se trata: exame de próstata. Ridículo, o pensamento me fez balançar a cabeça de um lado pro outro, então coloquei um cigarro na boca e o acendi. Imagina que louco, um homem que eu nem conheço iria enfiar o dedo no meu cu. O dia estava claro hoje, mas se eu conseguisse comprar um novo stechbook, seria mais perfeito ainda. Eu até iria sair para correr a noite, mas só se eu conseguir.

A porta foi aberta com força, me arrepiei todo com isso, apaguei o cigarro na janela e o joguei fora tão rápido que eu acho que foi o meu record. Me virei para ver quem era e esfreguei as mãos, tossindo um pouco, era o representante de sala, Math, um dos meus amigos.

— Cheiro de... menta. - Ele respirou fundo e eu ri de nervoso — Aí Kameda, seu irmão veio te buscar, tá lá na entrada. Já faz um tempo, dá próxima vez eu venho diretamente para cá...

— Me desculpe Math, obrigado por me avisar, já estou indo. - Ele assentiu e saiu da sala. Acho que dá próxima vez, eu espero a hora da saída para fumar de novo.

[ ♤ ]

Taehyung estava me esperando em frente ao seu carro, havia mais alguém com ele. Fui me aproximando aos poucos e o maior já foi tirando os óculos com os olhos semi-cerrados, parecia até que ele enxergava minha alma.

— Yoshiro - Ele perguntou arastadamente. — Dá próxima vez que eu vier te buscar cedo, e você estiver sabendo, me espere perto da saída, já faz meia hora que eu estou aqui desde que pedi para o Math te procurar.

— Certo... Desculpa mamãe. - Revirei os olhos mas minha expressão mudou muito rápido depois que senti as mãos do maior em minha bunda. — T-Taehyung!?

— Sabia. - Ele tirou meus cigarros do bolso junto ao isqueiro rindo. — Confiscado. E você achou que eu ia fazer o quê? Eu só pego gente bonita neném, de preferência, que não sejam da minha família. - Seu sarcasmo me fez mostrar a língua parar ele.

Abri a porta traseira do carro e minha suposição tava certa, ele estava com uma garota dentro do carro. Uma garota grávida. Fiquei um pouco assustado com isso e não esperei Taehyung entrar para gritar.

— VOCÊ ENGRAVIDOU UMA GAROTA!? TAEHYUNG, MEU DEUS. - Meu coração palpitava rapidamente, eu estava assustado e assustei a garota também.

— Céus, Yoshiro. Não! Meu Deus, claro que não! - Ele bateu a porta do carro com força.— É a Camilla! A filha do tio Koda, seu idiota! Eu fui buscar ela no aeroporto antes de chegar aqui.

Um silêncio ficou por alguns segundos e Taehyung ligou o carro. Olhei para Camilla e ela me olhou de volta, era realmente ela, a garotinha tímida que apareceu lá em casa com 10 anos, e estava grávida. Eu comecei a rir e contagiei os outros dois, estávamos rindo no meio da estrada por causa do meu surto.

— Ah, você não mudou nada em tirar conclusões precipitadas. - Ela disse rindo.

— E nunca vou mudar. Mas sério que é você? A uns dias atrás estávamos brincando de gravidez e agora você está realmente carregando um bebê aí dentro. - Pigarreio, soltando o cinto de segurança para chegar um pouco para frente.

— Yoshiro! - Taehyung me repreendeu.

— É... Um descuido meu. - Ela riu, fraco.

Mantivemos o silêncio no carro depois disso, acho que toquei em um assunto delicado. Me encostei no banco novamente e coloquei o cinto. No carro, estava tocando algo suave, acho que era um clássico do Taehyung, o aroma era bem masculino, mas fraco, era sempre bom estar dentro do carro dele, era limpo, cheiroso e calmo.

Eu estava encostado na janela aberta, olhando para a calçada quando paramos em um sinal vermelho, e bem do meu lado, parou um motoqueiro sem capacete com um estilo incrivelmente diferente. Era um garoto e parecia não passar dos 20 anos, tinha um cabelo cacheado com um loiro meio queimado, sua pele era branca e seus olhos verdes.

O vento batia de leve em seus cachos, sua moto era desportiva em uma cor escura, eu não reclamaria em ter que subir em uma dessas. Acho que eu falei em voz alta, pois o garoto olhou para mim de volta e deu um sorriso arrogante, meu rosto esquentou na hora com aquilo e minha testa franziu, meus pelos da nuca se arrepiaram todos e eu mordi o lábio inferior. Um grande filho da puta.

O sinal abriu e sua moto saiu com o ronco tão alto que pareciam que os trovões haviam invadido a terra. Tão lindo, mas tão agressivo. Eu não gostaria de vê-lo novamente na minha frente, sairia no soco com ele, certeza. O carro voltou a andar e eu fechei a janela com cara fechada. Meu dia piorou 80%, os outros 20% já estavam derrotados com meu querido exame de próstata.



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