História Fledgling Emotions - Capítulo 17


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Capítulo 17


O desânimo dos alunos pela prova de filosofia não passou até o dia seguinte quando a de História foi devolvida por Aqua. Ela era sempre a primeira a entregá-las, exatamente uma semana após terem sido feitas, e assim que chegou na sala começou as devoluções.

— Ventus e Vanitas!

O loiro se levantou rapidamente e foi até a professora com um quê de preocupação nos olhos. Segundos depois no entanto ele voltou para sua carteira com um enorme sorriso enquanto segurava a prova de frente para Vanitas — Tiramos 9 de 10!!! 9!!! Fazemos uma boa dupla, hein?

Vanitas meramente cruzou os braços e exibiu um sorriso irônico. — He. Nada mal para quem não conseguia parar de tremer aquele dia.

Foi o suficiente para o garoto parar de sorrir e para seu rosto ficar vermelho.

Na quinta-feira os dois foram para o mesmo lugar de sempre jogar xadrez. Por estarem todo dia da semana ali, logo começaram a ser notados pelos inspetores e mesmo por outros alunos. Ocasionalmente alguns curiosos iam até eles dar uma olhada na partida e fazer alguns comentários. Ventus não ligava, diferente de Vanitas que fazia comentário diretos quanto à enxeridos ou gente que não tinha mais o que fazer da vida além de ficar observando.

Na sexta-feira, no entanto, eles não jogaram. Todos que haviam recebido o resumo da matéria de Saix, enviado por Ventus e Roxas no sábado passado, estavam no lugar onde os dois ficavam e revisavam apressadamente o arquivo, cada um deles com o celular em mãos. Vanitas estava sentado no chão com as costas apoiadas na parede, observando o desespero de seus colegas de classe com um sorriso descontraído enquanto eles faziam perguntas uns ao outros.

Xion suspirou. — Já bastou a humilhação que foi a prova do Xemnas... Não queria ir mal na do Saix também!

— Todo mundo vai mal, Xi — Respondeu Sora, já aceitando seu destino e se sentando ao lado de Vanitas — Vamos só ficar de boa até a aula começar.

— Sora, deixe de ser preguiçoso! — Exclamou Ventus. Riku riu e Sora começou a falar bobagens na tentativa de mudar de assunto. Ven, percebendo o foco sendo perdido, tentou recuperar um pouco da atenção do pessoal.

— Gente, qual é! Não temos muito tempo, precisamos-

— Não têm tempo pra quê? — Os alunos olharam para ver quem se aproximava. Axel acenou para todos ali — Hey, estão animados hoje! Não é toda sexta que vejo todo mundo junto aqui!

— Oi, Axel! — Cumprimentou Sora. Roxas falou um oi baixinho e voltou a atenção para o celular de  novo — A gente não tá reunido por um motivo muito legal não.

— Temos prova do Saix hoje! — Lamentou Xion, cobrindo o rosto com as mãos e prestes a desistir também.

— Prova do Saix? Hmm… — Axel franziu a testa. Será que o professor havia esquecido de lhe avisar? Se fosse esse o caso, ele não teria tempo de conversar sobre seu TCC hoje...

— Estamos perdidos! — Continuou a garota, nervosa — Eu juro que estudei em casa, mas essa matéria não faz sentido!

Os outros concordaram exceto por Ienzo o qual, apesar de entender mais da matéria do que seus amigos, também estava com dificuldade e buscava uma maneira de fazê-los entender sem sucesso. Axel sorriu para eles e se aproximou de Xion, acariciando sua cabeça.

— Calma, garota! Vocês vão se dar bem! Estão todos estudando junto, não é?

— É, mas ninguém entende merda nenhuma — Vanitas riu, sincero.

— Sim, está todo mundo meio perdido dessa vez. É muita coisa pra associar… — Concordou Riku.

— Bom, vocês dois parecem estar bem tranquilos com isso! — Comentou Axel ao olhar para Sora e Vanitas. O moreno confirmou sem interesse.

— O Sora já estudou em casa. O Vanitas não se importa — Disse Roxas, lançando olhares de um pro outro. — Bem diferente de estar tranquilos.

— Ah, qual é pessoal! Não pode ser tão difícil assim! Qual é a dúvida de vocês? Talvez eu possa ajudar!

— Pode nos explicar a matéria desde a primeira aula? — Brincou Xion, entregando seu celular para ele  ler o arquivo que estavam estudando.

— Certo... É, tem bastante coisa mas acho que podemos tentar… Vá lá, o que querem saber?

Exceto por Roxas, o qual ficou quieto o tempo todo, todos pediram que Axel explicasse uma coisa ou outra. Ele não lembrava de tudo nos termos que eram usados ali mas ajudava estar cursando algo que envolvia tudo aquilo. Em dez minutos, ele conseguiu acalmar um pouco seus amigos, falando com calma e dando exemplos fáceis de entender. Assim que o sinal bateu todos se despediram e foram para a sala, mas Ventus voltou até Axel correndo.

— Viu, a gente mal consegue se falar por causa da correria mas, se quiser, podíamos sair todos juntos um dia! — Talvez fosse um pouco pretensioso convidar ao homem assim mesmo que todos já gostassem muito dele. Naquele momento, no entanto, ele pensou em Roxas e em como ficava mudo perto dele — Se tiver celular, podemos nos falar por mensagem!

Axel sorriu — Claro, por que não? Aqui — Ele passou seu número e o loiro agradeceu, retomando seu caminho para a sala. Vanitas estava esperando por ele.

— Marcando encontro? — Perguntou ele, mas Ventus não ligou. Já estava se acostumando ao jeito de Vanitas e, por isso, ignorou seu comentário e mudou de assunto.

Apesar de Axel não poder ser atendido por Saix naquele dia (O professor se desculpou humildemente por isso) ele decidiu esperar pelos adolescentes para conversar um pouco mais com eles. Sora se despediu dos amigos e foi embora com Riku. Vanitas acompanhou os gêmeos - Ventus não parava de falar por um segundo! -, e foi ele quem percebeu Axel vindo até eles.

— E aí, como foram? — Ele perguntou, segurando sua pasta com firmeza sob o braço.

— Foi... Bom até? — Respondeu Ven, sendo interrompido por Vanitas.

— Uma merda você quis dizer.

— Não, até que foi tranquilo. Melhor do que achei que seria, pelo menos. — O menino riu para si mesmo.

— E você, Roxas? Acha que foi bem? — Prosseguiu o rapaz, um pouco incomodado com seu silêncio. O adolescente pensou um pouco antes de falar.

— Eu não sei... Acho que bem. Sua explicação no intervalo ajudou bastante, Axel. — Roxas sorriu e ele fez o mesmo.

— Show! Hora de ir para casa, então. — Sugeriu o homem, os quatro agora se dirigindo à saída da escola.

— Você é daqui de Twilight Town mesmo? — Perguntou Ventus, olhando para o irmão de relance.

— Não, sou da cidade vizinha, Radiant Garden. Venho pra cá de carro nas sextas-feiras, dá uns vinte minutos de lá até aqui mais ou menos.

— Falta quanto tempo para terminar sua faculdade? — Era Roxas, para o contentamento de Ventus. O mais novo dos loiros deu um passo para o lado, forçando Vanitas a se afastar um pouco também.

— Só mais alguns meses! Espero me formar até Julho!

— E você faz faculdade do que mesmo?

— Ciências Humanas e Sociais! — Axel sorriu orgulhoso. Ele começou a falar sobre o curso para Roxas antes mesmo que ele perguntasse, o que era ótimo já que Rox não sabia muito bem sobre o que falar. Ventus se voltou para Vanitas com um enorme sorriso no rosto e ele, entendendo o que estava acontecendo, deixou que os dois conversassem a vontade.

— Eu peguei o número dele! — Anunciou Ventus quando já estava sozinho com o irmão.

— Você o quê?!

— O que? Não é nada demais! Pelo menos podemos conversar mais com ele agora.

Roxas revirou os olhos mas se sentia agradecido. Diferente de Ventus, ele não tinha muita disposição para se aproximar das pessoas, fosse para conhecê-las ou simplesmente fazer algum comentário. Ele não gostava de como Ventus estava se apegando à Vanitas e sentia sim um pouco de ciúmes do seu irmãozinho, mas no fundo invejava como ele conseguia fazer amizade com desenvoltura.

— ...Valeu.

Quanto à Ventus e Vanitas... Jogar xadrez acabou fazendo com que se aproximassem e conversassem mais durante as aulas. Vanitas raramente puxava assunto, mas uma vez que o menino começasse a falar ele não deixava de responder. Devido à semana de provas estavam todos ocupados e nervosos, mas mesmo os alunos estavam discutindo sobre o conteúdo das provas entre si, Ventus geralmente conseguia arrastá-lo para perto deles também. Apesar de quieto na presença de mais gente, ele não parecia estar desconfortável. Mesmo aos finais de semana Ventus já conseguia trocar algumas mensagens com ele. Eram coisas bobas, como imagens engraçadas ou piadas, mas para Ventus somente o fato de ele responder já era um avanço.

Na terça-feira da semana seguinte, Demyx entrou mais animado do que o normal na sala. Os alunos estavam tão focados nas provas que até se esqueceram de que os supostos instrumentos musicais doados à escola chegariam hoje. O professor colocou as mãos na cintura, esperando pelo silêncio da turma.

— Tenho uma notícia boa e uma ruim para vocês! — Ele disse assim que todos prestaram atenção nele — A ruim... É que teremos que compartilhar os instrumentos já que-

Os alunos gritaram eufóricos. Se teriam que compartilhá-los então os instrumentos tinham mesmo chegado à escola! Demyx riu.

— É, vocês já sabem qual é a boa notícia! Andem, vamos logo, mas em silêncio por favor!

Não foi possível manter silêncio enquanto caminhavam atrás do professor, todos ansiosos de alguma maneira. Ventus andou devagar atrás dos outros alunos e Vanitas desacelerou para ficar ao lado dele, estranhando o menino não ter falado nada ainda.

— ... No que está pensando?

— Acha que... Acha que conseguiram um teclado? — Ele perguntou sem muita esperança. Quando chegaram à sala onde ficariam os alunos olharam uns para os outros. Havia dois baixos, três guitarras, três caixas de bateria, além de cinco flautas doces. Para uma sala com 30 alunos podia não ser muito, mas para quem não tinha nada era mais do que o suficiente.

Demyx tomou a frente. — Queria muito que tivéssemos uma bateria completa, pessoal... Mas com essas caixas podemos aplicar o que aprendemos de ritmo pelo menos. Estão em ótimo estado e temos baquetas, dá pra gente fazer uma bagunça mais ou menos! — Ele sorriu — Quem aqui toca algum instrumento?

Mesmo os que tocavam algum instrumento não disseram nada por vergonha. Ventus olhou para Vanitas, sorrindo como sempre.

— Agora você vai poder tocar de novo, Vanitas, até conseguir uma guitarra só sua!

O moreno não disse nada, tentando entender porque aquele loirinho parecia tão animado sendo que não poderia tocar o que queria. Demyx continuou falando, explicando como as aulas funcionariam a partir de então e como integrariam a teoria geral de música de forma a ser reproduzida ali. Ele também deixou claro que os instrumentos de sopro não poderiam ser utilizados por todo mundo e que teriam que decidir quem ficaria com eles. Sabendo que estavam todos eufóricos, eles deixou que passassem a segunda aula inteira experimentando os instrumentos.

Xion pegou uma das caixas — Hey, Rox! Olha só! — Ela batucou um pouco com as próprias mãos em um ritmo perdido, e logo outros se juntaram a ela tentando reproduzir músicas que conheciam sem muito sucesso. Apesar de seu silêncio  mórbido, Vanitas estava louco para pegar uma guitarra e Ven percebeu isso pelo modo que olhava para elas.

— Quer que eu pegue uma pra você? Eu trago até aqui e-

— Não sei tocar. — Respondeu ele de repente — Só umas notas. E não quero tocar na frente de todo mundo.

— Você tem vergonha? Não precisa ter! — Ventus apontou para Sora, quem estava tentando tirar algum som do baixo e ria de sua própria incapacidade. — Estão todos se divertindo, ninguém vai rir de você.

— Talvez outra hora.

Ventus não insistiu. Ao invés disso ele mesmo foi até a fila dos que queriam experimentar as guitarras e esperou sua vez. Não sabia nada sobre instrumentos de corda mas queria ver como era e, quando chegou sua vez, ficou com a guitarra preta e vermelha.

Era mais leve do que pensava que seria mas ele estava totalmente perdido e nem sabia por onde começar. Ele arriscou tocar alguma coisa e se sentiu feliz ao ouvir o som, mesmo que este não fizesse sentido. Sentiu-se totalmente estranho ali, um pouco tenso apesar de não ter ninguém esperando para tocar depois dele. Passaram-se alguns segundos e ele já pensava em parar quando Vanitas se aproximou, sério.

— Quer experimentar? — Ofereceu Ven. O mais velho parecia um pouco impaciente e de certa forma... Hesitante? Ele ficou quieto por um momento antes de falar.

— Está segurando errado.

O loiro não entendeu a princípio. Vanitas então se aproximou e ajeitou o instrumento na mão do garoto, mostrando-lhe como segurar com mais facilidade.

— Desse jeito pode mover os dedos... E dedilhar sem medo de derrubar ela no chão — Explicou ele. Ventus seguiu suas instruções meio sem jeito e, pouco depois, fez uma sequência aleatória de notas. O menino olhou para a guitarra por alguns segundos sem dizer nada e então para o mais velho, esperando por sua reação.

— É... Bem melhor agora. — Disse o moreno e Ventus sorriu feliz. Vanitas levantou uma sobrancelha e, cativado pela felicidade do garoto apenas por tocar algumas notinhas, sorriu também.


Notas Finais


:3c


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