História Flertando aos 40 - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane
Tags Alec Lightwood, Gay, Lgbt, Magnus Bane, Malec, Romance
Visualizações 515
Palavras 3.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


o titulo é uma droga, sim.... mas espero que o cap não seja!

Capítulo 24 - Sábado


Magnus estava de bruços na cama, sendo coberto somente por uma cueca azul marinho.

Ele começou a despertar lentamente e então sentiu o braço de alguém envolvendo suas costas.

Seus olhos se abriram devagar, assim como um inevitável sorriso em seus lábios ao ver Alec esparramado do seu lado, à apenas dois centímetros de distancia.

O moreno estava numa situação bem semelhante.

Deitado de bruços usando só uma cueca preta, com seus cabelos atacados da noite anterior apontando para várias direções, e sua bochecha estava pressionada sobre o travesseiro.

Seus lábios ainda estavam levemente inchados de uma sessão interminável de beijos, mas sua respiração era tranquila e ele parecia perdido no mundo dos sonhos.

Muito provavelmente aquela era a coisa mais linda que Magnus teve o prazer de observar, e ficou fazendo justamente isso, o observando dormir por vários e vários minutos.

O sol atravessando as portas de vidro aquecia o quarto, e Alec aquecia o coração de Bane.

Ele sentia paz em tê-lo ao seu lado.

Sentia plena felicidade.

Uma felicidade que há muito tempo tinha perdido a esperança de voltar a sentir.

O sussurro suplicante que deu ontem ao dizer “Faz amor comigo” não foi equivocado como pensou que seria.

Na verdade foi algo natural, seguro, e mesmo que Alec tivesse pensado ser um sonho, Magnus afirmou por horas que não era.

Afirmou que estava mesmo ali, se enterrando no corpo dele, na alma dele, demonstrando com gestos o que ainda tinha receio em dizer com palavras.

Magnus de repente suspirou e tentou controlar o desejo de acaricia-lo, de beija-lo de novo e de novo em cada pedacinho possível.

Mas Alec parecia dormir tão bem e seria um pecado acorda-lo agora, então com o máximo de cuidado foi se arrastando pra fora da cama.

Quando conseguiu sair do abraço dele e erguer metade do corpo, Alec segurou em seu pulso e o puxou de volta, envolvendo-o de conchinha.

Magnus riu e se arrepiou ao ter a respiração dele contra sua nuca.

- Onde você pensa que vai? - Ele perguntou sem abrir os olhos e com uma voz rouca de sono.

- Vou beber água. - O mais velho respondeu, tentando se mexer, mas Alec continuava o prendendo em seus braços.

- Não tem água na geladeira.

- Tudo bem... eu bebo da torneira mesmo.

- Não tem também. - Alec disse e se aconchegou ainda mais perto, se é que isso era possível. - Não tem nenhuma água hoje.

Magnus não sabia se ria de novo ou se o mordia por ser tão fofo.

- Você está me negando um copo de água, Alexander Lightwood?

- Você está se negando passar mais um tempo comigo nessa cama, Magnus Bane? - Ele retrucou e Magnus se derreteu todo.

*Ok, você venceu.*

Dessa vez Alec permitiu que o homem apenas se mexesse para se virar e logo estavam abraçados de novo.

Magnus roçou seu nariz no dele e sorriu quando aqueles olhinhos azuis e sonolentos se abriram.

- Que merda. Você é muito lindo, Lightwood. - Disse de repente e a vontade de mordê-lo retornou quando no mesmo segundo as bochechas do moreno coraram. 

- Acha mesmo? E sabia que eu sou maluquinho por você?

Magnus sentiu tanta sinceridade naquela confissão que mais uma vez seu coração pareceu estar derretendo.

Ele tirou um segundo para tentar imaginar outra pessoa ali, lhe dizendo pequenas declarações de carinho, outra pessoa ali sorrindo e o admirando como se ele fosse o motivo para o sol nascer.

Mas foi algo totalmente inútil porque só Alec dominava cada pedacinho de seus pensamentos.

Magnus não queria outra pessoa... queria Alec e somente Alec.

Isso... esse sentimento não nomeado o assustava, mas ao mesmo tempo o enchia de satisfação.

Tantos segundos se passaram sem uma resposta e o moreno ficou visivelmente tenso, quase triste, porém Magnus rapidamente subiu no colo dele e prendeu seus pulsos acima de sua cabeça.

O olhar dos dois se conectou ainda mais intensamente e seus dedos foram se entrelaçando.

Magnus roçou os lábios nos de Alec, que já estava em pura expectativa, implorando silenciosamente por um beijo que não veio porque o mais velho queria provoca-lo, queria memorizar cada reação dele enquanto recebia apenas pequenos e suaves selinhos, repetidas vezes mas sem realmente se encostarem.

- Sabia que eu também sou maluquinho... - Magnus enfim respondeu, agora passeando com a língua por seu lábio superior, depois o inferior, e finalmente dando uma mordidinha. - ... Sou maluquinho por você.

Alec paralisou por um instante, talvez tomado pela surpresa.

Mas como ele poderia ter qualquer duvida de que aquilo tudo o que demonstrava era com certeza reciproco?

“Você tem que dizer a ele” - Uma voz soou na mente de Magnus, e ele se flagrou respondendo: “Eu não posso complicar as coisas.”

Definitivamente admitir seus sentimentos complicaria, então talvez fosse melhor não falar, não pensar.

- Me beija. - O moreno implorou num sussurro. - Me beija Magnus.

Talvez fosse melhor só agir, como se o mundo fosse acabar amanhã.

Esquecendo tudo, Bane correspondeu a sua exigência e em seguida sentiu que ele próprio se apertou contra o peito musculoso de Alec, em busca de algo mais.

No entanto não era algo sexual, não era só prazer!

Magnus queria algo... diferente.

Algo que pensou ter tido com Camille a anos atrás, mas que só agora estava descobrindo realmente... com Alec.

Os dois se beijaram e beijaram, se aconchegando nos braços um do outro.

- Isso é bom. - Magnus sussurrou em algum momento. - Dormir e acordar com você.

- Não fala isso, Mag. Assim é mais difícil eu não implorar pra você ficar. - O moreno disse melancólico.

Magnus não respondeu nada pois não tinha o que responder.

Ambos estavam bem cientes da situação “distancia”, porém nenhum dos dois deixaria isso atrapalhar o que estavam vivendo agora, então Bane deu mais um selinho em Alec e começou a se levantar.

- Eu realmente quero tomar água.

O moreno riu e se aconchegou melhor na cama, no lugar recém-desocupado de Magnus.

- Você tem 30 segundos para ir e voltar, Bane.

- Você não acha que já está na hora de levantar?

- Não. Ainda está cedo. - Alec disse e se remexeu de uma maneira que sua bunda durinha ficou levemente empinada.

*Puta merda! Que tentação!*

Magnus queria ter poderes pra arrancar aquela cueca só com o olhar.

- Já passa do meio-dia, Alexander. - Ele informou e o moreno arregalou os olhos, se virando pro relógio na mesinha ao lado da cama. - Você precisa comer alguma coisa.

- Mas como? Meu Deus! Acho que nunca dormi tão bem assim em toda minha vida. Nunca acordei tão tarde.

Magnus ficou ligeiramente preocupado ao pensar em Alec não dormindo como o anjo que era, mas apenas lhe lançou um sorrisinho e se arrastou pra fora do quarto, vestindo uma camiseta, que só depois percebeu ser do moreno.

Sabia que era um convidado ali, mas se sentia a vontade naquela casa.

Se sentia bem com aquele clima simples e tranquilo.

Se sentia bem em conhecer um pouquinho mais da vida de Alec, onde era seu lar.

Ele foi até a cozinha beber água, sorrindo ao ver sua flor num vasinho perto da janela, e logo retornou para a sala, onde pela primeira vez resolveu prestar atenção em cada detalhe.

Alguns porta-retratos lhe chamaram mais a atenção e ele caminhou até a estante para observa-los.

A primeira foto era de Alec e Jace, com cerca de 18 anos e ambos estavam sorridentes em frente a barraca de surf.

Na segunda foto eles estavam um pouco mais velhos e Veronica estava incluída.

A terceira foto era de Alec bem mais jovem, com uns 12 anos talvez.

Um garotinho adorável e com um sorriso iluminado dentro de um barco a vela enquanto seus ombros eram envolvidos pelo braço de um homem.

Esse homem tinha o peito largo, era careca e segurava Alec de um jeito protetor.

O sorriso era parecido com o do garotinho, assim como seus olhos, porém num tom mais escuro de azul.

Definitivamente era o pai dele.

A quarta e ultima foto, a que dava impressão de ser a mais especial de todas, era de Alec novamente quando criança e estava brincando com uma garotinha na piscina.

De inicio Magnus pensou que fosse alguma namoradinha de infância, mas então olhou mais de perto e percebeu a semelhança entre os dois.

Era a irmã.

Eles pareciam tão felizes ali que era difícil acreditar na separação entre os dois.

Era difícil acreditar que uma união dessas foi quebrada apenas porque Alec saiu de casa e correu atrás de seus sonhos.

Com um suspiro ele retornou pro quarto e viu o moreno terminando de arrumar a cama.

Magnus se escorou no batente da porta e o observou por alguns segundos antes de falar.

- Eu estava vendo suas fotos na sala. - Ele comentou e Alec apenas forçou um sorrisinho. - Aquela garotinha na piscina é sua irmã.

Não foi uma pergunta, mas o moreno concordou com um aceno.

- Você tentou falar com ela de novo? Digo... mais recentemente?

- Por que eu faria isso se a resposta seria a mesma? Nenhuma.

- Talvez as coisas sejam diferentes agora. - Magnus insistiu com cautela. - Isabelle tem 23 anos. Talvez ela tenha amadurecido e se arrependido.

- Ou talvez ela nem se lembre da minha existência. Talvez ela tenha se mudado com a minha mãe só pra não viver numa casa onde um abandonador como eu um dia viveu.

- Não pensa assim, Alec.

- Magnus, por favor. Eu não quero falar sobre isso. - O moreno disse com firmeza enquanto procurava alguma coisa em seu closet.

Seus movimentos indicavam que ele não estava muito contente e Magnus se arrependeu de ter tocado no assunto.

- Me desculpe. Eu não queria me intrometer.

Foi numa questão de segundos que Alec parou na sua frente, lhe dando um selinho, e então abrindo um sorriso.

- Gosto de ver que você se preocupa comigo. E me desculpe também. Eu só não quero mesmo entrar nesse assunto. O que eu quero agora é tomar um longo banho e depois comer alguma coisa.

- Tudo bem. Eu vou preparando o almoç... - Magnus foi interrompido quando os lábios de Alec grudaram nos seus, deixando claro que iriam tomar banho juntos.

Magnus ficou alegremente satisfeito com isso e apertou os braços ao redor dele enquanto procuravam o banheiro aos tropeços.

Eles riam cada vez que esbarravam em alguma coisa e voltavam a se beijar, até que finalmente encontraram o box do chuveiro e a água logo começou a cair sobre seus corpos unidos.

Alec já estava só de cueca, mas Magnus usava uma camiseta que aparentemente era tóxica para o moreno, pois o pedaço de pano foi rasgado ao meio com desespero.

Magnus o encarou atônito e o empurrou contra a parede, encaixando uma perna entre as coxas dele.

- Você não podia simplesmente tirar a camiseta como uma pessoa normal? Ela era sua, por falar nisso.

- E você não pode simplesmente começar a gemer logo? - Alec rebateu com um sussurro rouco e Magnus ficou se perguntando se as coisas entre eles sempre acabariam em sexo.

- Sim. - Acabou respondendo a ele e a  si mesmo.

Alec Lightwood era um pecado ambulante.

Sabia ser doce e gentil, mas também sabia acabar com a sanidade de Magnus Bane com a maior facilidade do mundo.

E droga, era bom.

Muito bom.

Seus beijos, seus toques.

Magnus não percebeu o exato momento em que aconteceu mas já estava soltando gemidos cada vez mais altos enquanto Alec o dominava sem qualquer pudor.

O almoço, é claro, só foi acontecer no meio da tarde.

 

****

 

Alec tentava controlar seus sorrisos, mas eles apareciam com uma frequência quase bizarra.

Magnus era divertido, inteligente e as conversas fluíam com naturalidade.

Demorou um pouco para os dois se desgrudarem um do outro em casa, mas agora eles estavam caminhando por uma trilha rumo a um lugar que o moreno não queria especificar, deixando Magnus levemente emburrado.

- Você não vai mesmo me dizer onde estamos indo? - Ele perguntou e Alec ergueu uma sobrancelha, pois aquela era, provavelmente, a quinta vez que ele perguntava.

O percurso original que fizerem de jeep foi familiar para ele, mas o moreno seguiu a pé por uma trilha diferente da que haviam feito em dezembro de propósito.

Aquela trilha passava por mais árvores e seguia para cima, sempre pra cima, onde eles usavam firmes pedras como escadaria.

- Você vai continuar perguntando isso até quando?

- Não sei. Você vai ficar fazendo mistério até quando? - Ele rebateu e Alec controlou a vontade de rir.

Era divertido mexer com ele, mesmo que o local para onde estavam indo não fosse de fato uma surpresa tão grande.

- Talvez, Bane, eu só precise ser convencido a falar. - Alec disse com um tom de voz provocativo e seguiu adiante enquanto Magnus parou de andar por alguns segundos.

Um silencio se instalou pela trilha e então a mente do moreno mal registrou de forma sensata quando Magnus acelerou o passo e se adiantou na sua frente.

O desconcertante da situação era que ele tinha tirado a camiseta e a jogado por cima do ombro esquerdo, deixando a mostra suas costas douradas e braços másculos.

Alec respirou profundamente e seus pensamentos se perderam enquanto fantasiava mil e uma maneiras de agarra-lo no meio daquela trilha, fazendo-o gritar de prazer.

Mas então percebeu que ele próprio já estava quase gritando com a tensão dentro de sua bermuda.

- O qu... - O moreno limpou a garganta seca e recomeçou, voltando a andar após sua breve paralisia. - O que você está fazendo?

- Caminhando pro tal lugar misterioso, ué. - Magnus respondeu tranquilamente.

- Eu quis dizer com a camiseta. - Alec acusou quase num gemido e Magnus o olhou por cima do ombro, dando um sorriso malicioso.

*Oh Deus! Esse homem me domina por inteiro só com um sorriso.*

- Eu fiquei com calor.

- Ah que legal! Agora eu também fiquei com calor, mas num lugar bem particular do meu corpo, muito obrigado, Bane.

Magnus soltou uma risada gostosa e se aproximou em um milésimo de segundo, atacando os lábios do moreno, que arfou aliviado com aquele beijo profundo.

Suas mãos foram parar imediatamente nos cabelos dele, puxando as mechas sedosas e prendendo seu rosto no lugar.

As mãos de Magnus, por sua vez, desceram pelo abdômen de Alec e enquanto uma parou na cintura, a outra desceu um pouco mais, entrando em sua bermuda.

Alec gemeu abafado contra a boca dele quando seu membro foi tocado, acariciado e estimulado.

Magnus fazia movimentos delirantes e não demorou muito para um orgasmo acabar com o equilíbrio do moreno.

Ele se agarrou no mais velho, tentando recuperar o próprio autocontrole, mas em sua mente ficou se perguntando como era possível ficar tão excitado com aquela facilidade absurda.

Seu corpo inteiro reagia com um simples olhar dele, um simples toque dele, um simples beijo dele.

Só dele.

Quando costumava ficar com outras pessoas, demorava uma eternidade para sentir um mínimo de excitação real, demorava para sentir algo que o deixasse com a mente em branco e as veias em chamas, e talvez por isso ficasse tão entediado.

- Meu Deus, Magnus... você é o homem dos meus sonhos. - As palavras escaparam ofegantes da boca do moreno, e então o mais velho o encarou, sem solta-lo de seus braços.

Seus olhos brilhantes ficando ainda mais iluminados.

- Repete isso. - Ele exigiu e Alec guiou os lábios pra orelha dele, mordiscando antes de sussurrar com mais firmeza.

- Você, Magnus Bane, é o homem dos meus sonhos.

*Literalmente*

Alec sentiu que ele estava sorrindo contra seu pescoço, e quando recebeu a surpreendente resposta “Você também é o homem dos meus”, os dois voltaram a se beijar.

Dessa vez de um jeito mais delicado... apaixonado, e o estomago do moreno se revirou em expectativa, em felicidade pura e plena.

- Agora você vai me contar pra onde estamos indo? - Magnus perguntou num tom divertido, encerrando o beijo e o abraçando. - Você parece bem convencido, Lightwood.

- Acho que até se você me pedisse pra saltar daquela cachoeira eu obedeceria. - Alec confessou ofegante, totalmente submisso. 

- Cachoeira? - Magnus pareceu empolgado com isso. - É pra lá que estamos indo?

- Sim e não. É na cachoeira, porém no topo dela. - Alec de repente olhou pro céu, por entre as árvores e começou a puxar Magnus pela mão. - Acho que já estamos atrasados, então vamos logo.

Magnus sorriu e se apressou ao lado dele por mais algumas pedras daquela escadaria natural.

Em poucos minutos eles pararam em frente a um arbusto enorme que Alec rapidamente abriu espaço por entre as folhas.

A visão que Magnus teve além daquilo foi simplesmente surreal.

O pôr do sol já tinha se iniciado, mas isso não deixou aquilo tudo menos impactante.

Um riacho corria tranquilamente em linha reta e então descia vários metros abaixo, formando aquela cachoeira maravilhosa onde Magnus teve sua primeira experiência como passivo na relação com um homem.

Alec o guiou pelo chão de pedra e os dois se sentaram para observar o lindo horizonte alaranjado.

- Isso é... uau. Como você descobriu esse lugar? - Magnus perguntou sem desgrudar os olhos do sol beijando o mar à distancia.

- Meu chefe tem algumas propriedades por aqui e essa cachoeira fica numa zona que ele não usa muito. Eu fiquei chocado quando me contou isso e ele perguntou se eu queria conhecer. Eu obviamente queria, então quando chegamos aqui eu me encantei tanto que ele me autorizou a vir quando eu quisesse. Hoje em dia é o meu cantinho especial e eu sou capaz de achar o caminho até de olhos fechados.

Magnus sorriu por um instante, mas então sua expressão ficou neutra ao encarar o moreno.

- E você já trouxe muitas pessoas aqui?

- Não. - Alec respondeu sem hesitar. - Ninguém.

- E por que você me trouxe?

- Porque você é especial.

A confissão fez com que Magnus chegasse mais perto e lhe desse um selinho demorado antes de apoiar a cabeça em seu ombro.

Os dois ficaram em silencio observando todo aquele maravilhoso por do sol até que Alec retirou de sua mochila uma garrafa de vinho, duas taças de metal e alguns potinhos com frutas e queijos.

Aquele sábado foi nada mais, nada menos do que... perfeito.

 



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