História Flertando aos 40 - Capítulo 70


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Ragnor Fell, Raphael Santiago
Tags Alec Lightwood, Gay, Lgbt, Magnus Bane, Malec, Romance
Visualizações 546
Palavras 3.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quase não sobrevivi à 3A da série, mas aqui estamos (eternamente traumatizada)
Boa leitura :)
Eu estourei mais uma vez o fofurômetro, mas isso logo vai acabar.

Capítulo 70 - Stay with me


Magnus foi até o escritório resolver uns assuntos muito importantes e deixou o filho na cozinha preparando os biscoitos de natal.

Rafe tinha apenas 11 anos, mas desde o divórcio com Camille ele prometeu ajudar o pai no que pudesse, e isso incluía cozinhar, arrumar a casa e cuidar da irmãzinha caçula de 8 anos.

Magnus agradecia muito por isso, e se sentia sortudo por ter filhos tão incríveis, mas sempre deixava claro que eles tinham que aproveitar bem a infância em primeiro lugar.

- Estamos combinados então? - Magnus falou ao telefone, e quando a pessoa do outro lado da linha respondeu “Claro que sim! Nos vemos em breve”, um grande sorriso se formou em seus lábios.

Com aquela sensação de missão cumprida, ele logo fez seu caminho de volta pra cozinha, só que de repente seus pés ficaram presos no chão.

Ao olhar para a ilha central, viu que Rafe estava ajoelhado numa cadeira escolhendo as forminhas de biscoito, com Alec ao seu lado apoiando a mão em suas costas, provavelmente com medo de que ele caia, enquanto Tessa estava ajoelhada do outro lado e sendo segurada também.

Os três estavam concentrados naquela tarefa e os três estavam com uma manchinha de farinha na testa, na bochecha ou na ponta do nariz.

Uma cena tão adorável que fez o coração de Magnus dar cambalhotas no peito.

Ele não soube dizer por quanto tempo ficou observando sua família, até que a voz de Rafe o tirou do transe.

- Quanto tempo os biscoitos tem que ficar no forno, pai?

Sua presença fora notada, e suas pernas finalmente voltaram a vida.

Ele entrou sorrindo na cozinha e se aproximou do fogão para conferir o peru.

- O forno já está aquecido, então assim que eu retirar o jantar vai ser rapidinho. Uns 15 minutos. Mas tem que esperar os biscoitos esfriarem antes de decorar.

- Ainda tem que decorar os biscoitos? - Alec perguntou entretido.

- Tem sim! - Tessa respondeu e desceu da cadeira com a ajuda do moreno. - Isso que estamos fazendo é só a massa. Tem que colocar a cobertura depois, e os enfeites. Granulado e balinhas.

Alec pensou que ela fosse buscar todas essas coisas, mas na verdade ela se aproximou do pai e puxou a calça dele para chamar sua atenção.

- Sabia que foi o Alec que arrumou o meu cabelo?

- É mesmo? - Magnus disse com as sobrancelhas erguidas, e logo começou a analisar o penteado. - Ficou muito bom.

- Ficou sim. Eu ensinei ele com as minhas bonecas.

Após recitar esse fato, ela saltitou pra fora da cozinha e Rafe foi atrás.

Os dois conversavam animados, e aproveitando essa distração, Magnus puxou Alec pela gola do suéter até chegar na despensa, ficando completamente fora do alcance visual das crianças.

Seus corpos se uniram de cima à baixo quando Magnus envolveu Alec com seus braços e encaixou uma perna entre suas coxas antes de passar a língua na manchinha de farinha que ele tinha na bochecha.

- Você está se saindo muito melhor do que a encomenda, meu amor. - Ele disse num sussurro. - A Tessa está muito a vontade com você.

Alec apenas sorriu em concordância porque sentia isso mesmo, e logo uniu seus lábios aos de Magnus.

Por mais que amasse aquelas crianças, sentia tanta falta de ficar a sós com ele, fazendo exatamente o que estava fazendo agora e mais.

Seus corpos se pressionaram um pouco mais, e Alec estremeceu conforme Magnus deslizava as mãos por baixo de seu suéter e camiseta.

A pele do moreno estava quente, mas ambos sabiam que não podiam esquentar aquilo tudo ainda mais.

Porém, sem conseguir resistir, Alec tomou a boca do mais velho para si com mais urgência.

As mãos foram pro cabelo dele enquanto sua língua percorria seus lábios.

A reação foi rápida, mas infelizmente o afastamento também.

Eles encerraram o beijo antes que os gemidos começassem a escapar e ficaram apenas abraçados, com as testas coladas por alguns minutos.

- Acho melhor irmos logo ou a minha cozinha vai pegar fogo.

Com uma sonora risada pelo duplo sentido na frase, Alec lhe deu um selinho e o seguiu pra fora da despensa.

Enquanto Magnus colocava as coisas na mesa de jantar, o moreno ajeitou os biscoitos numa forma e colocou no forno.

A luz foi diminuída sutilmente e o clima ficou ainda mais aconchegante.

Magnus chamou as crianças, que vieram correndo, e durante aqueles momentos do jantar, Alec já não podia negar a simples verdade de que, pela primeira vez em muito tempo, sentia que estava no lugar a que pertencia.

Ele sempre sentiria falta dos seus amigos e da ilha, mas as memórias estavam mais vivas do que nunca, principalmente quando Rafe começou a fazer perguntas sobre Jace, Mark e até mesmo da Veronica, que ele nem conhecia até ela ser mencionada alguns dias antes.

Era muito bom falar deles, e Alec prolongou o assunto o máximo que pode.

Rafe ajudou muito fazendo perguntas e mais perguntas, e seus olhinhos brilhavam a cada resposta que recebia.

Depois que terminaram a comida, chegou a hora dos preciosos brigadeiros.

Alec se deliciou com vários, mas deixou as crianças aproveitando como se fossem formiguinhas ao redor do açúcar.

Ele e Magnus foram pegar as coberturas para decorar os biscoitos quando o telefone tocou de repente.

Rafe correu até o aparelho, sem ligar para o fato de estar todo lambuzado de doce.

- Alô? - Uma breve pausa e o rostinho dele se iluminou num grande sorriso. - Ah! Oi mãe!

Involuntariamente, Alec travou por um segundo, mas tentou não demonstrar enquanto voltava sua atenção para os biscoitos.

Magnus, é claro, percebeu seu desconforto e apertou seu ombro gentilmente.

Ele abriu a boca para dizer alguma coisa, só que antes de ter a chance, a voz de Rafe ecoou com mais empolgação.

- Sim! Nós recebemos os presentes, mas o papai não nos deixou abrir nenhum ainda. Estão debaixo da árvore, que ficou muito linda, por sinal. Nós fizemos desenhos nas bolinhas e o Alec ajudou eu e a Tess a arrumar tudinho.

Assim que as palavras ecoaram, Alec, Magnus, e até mesmo Tessa ergueram o olhar para ele.

Só então o garotinho percebeu o que havia dito e cobriu a boca com a mão.

- Não! Nada! Eu não disse nada. - Ele começou a murmurar pra mãe, com os olhinhos arregalados.

Mas Magnus sabia que não havia como contornar aquilo, então caminhou até o filho e pediu o telefone pra ele antes de desaparecer rumo ao escritório.

Rafe então correu pra perto de Alec, nervoso pelo que havia feito.

- Me desculpe. Eu juro que foi sem querer. - O garotinho estava prestes a chorar, mas Alec já estava o abraçando e murmurando que estava tudo bem.

Não podia culpa-lo porque a emoção o impediu de controlar o que devia ou não dizer, e além do mais, em algum momento Camille descobriria de qualquer jeito que Alec estava ali.

O único problema é que Alec ainda não sabia como enfrentaria a situação.

Ele ainda não tinha uma opinião formada sobre ela porque só o que conseguia pensar é no quanto Magnus sofreu com o divórcio, ou no quanto ela foi fria com ele depois que o amor acabou.

Era muita coisa pra processar, e ele não sabia como reagiria perto dela ou como ela reagiria perto dele quando o inevitável encontro acontecesse.

- Está tudo bem. - Disse mais uma vez, tanto pra si quanto pra Rafe enquanto limpava a boquinha dele suja de brigadeiro, e então Magnus retornou.

Rafe olhou pra ele, buscando uma confirmação de que estava tudo bem mesmo e só relaxou quando o pai sorriu.

- A mamãe vai ligar pra vocês amanhã pra saber se gostaram dos presentes.

- Eu sinto muito. - Foi o que o garotinho disse. - Você pediu pra mim não contar pra ela sobre o Alec e eu contei.

Magnus se aproximou dele e deu um beijinho no topo da sua cabeça.

- Não se preocupe com isso, querido. Você só estava empolgado por ter o Alec aqui. Eu já conversei com ela, então agora esqueça isso, ok? Vamos terminar logo esses biscoitos pra podermos assistir um filme.

Finalmente convencido, Rafe puxou a irmã e eles começaram a colocar cobertura nos biscoitinhos, mas Alec ainda parecia perdido em pensamentos, então Magnus fez um sutil sinal com a cabeça e os dois se afastaram um pouco das crianças.

- O que foi que ela disse? - O moreno perguntou num sussurro.

- Algumas coisas eu não entendi porque foi meio que aos gritos, mas ela queria saber por que não foi avisada que você estava aqui.

Alec permaneceu em silêncio, apenas o encarando e Magnus pegou na sua mão antes de dar um sorriso tranquilizador.

- Você também não precisa se preocupar, Alexander. Quando você e eu estávamos separados ela quase me bateu com uma colher deu pau pra que eu fosse atrás de você. Só que ela é muito ciumenta com relação aos filhos, e foi um choque quando descobriu que você estava aqui e também com a empolgação do Rafe por sua causa.

- Tem certeza de que é só isso?

- Você acha que eu mentiria?

Após um breve segundo de hesitação para colocar os pensamentos no lugar, Alec negou e relaxou os ombros.

Os dois voltaram pra perto das crianças e terminaram de decorar os biscoitinhos pra comerem durante o filme.

Estavam todos embolados num cobertor no sofá, concentrados na televisão, mas um tempo depois, Magnus recebeu uma mensagem de Catarina.

“Os meninos querem falar com o Rafe e a Tessa! Pode fazer uma chamada de vídeo?”

Magnus fez, é claro, e após um tempinho de conversa entre Alec, os Bane e os Fells sobre o que estavam fazendo naquele Natal, Will e Jem contaram para Tessa e Rafe que seriam transferidos para o colégio deles a partir do próximo ano.

O sorriso das crianças ficou tão grande que quase não cabia em rostinhos tão pequenos, mas ele próprio estava extremamente feliz com a notícia.

- Eu pensei que a Shadowhunter Academy fosse mais perto pra vocês do que a Blackfriars Bridge. - Magnus disse, apenas por curiosidade pela mudança.

Há anos Jem e Will queriam ser transferidos pro colégio de Tessa e Rafe, mas haviam várias coisinhas que impediam essa troca, sem contar que Cat e Ragnor teriam dificuldades de leva-los porque era pro lado muito oposto de seus empregos.

- Eu tive uma reunião no hospital mês passado. - Catarina começou a explicar. - O diretor Charlie anunciou que vai contratar mais pessoas pros turnos. Por isso eu não precisarei fazer tantas horas extras e terei mais tempo pra levar os meninos pra Blackfriars. Ainda estou lidando com algumas papeladas, mas a transferência de colégio já é definitiva.

Ela tinha assumido a posição central em frente a câmera do notebook para dar a explicação, mas assim que terminou, Jem a empurrou gentilmente pra ele e o irmão assumirem o lugar.

- Vai ser legal, né? Poderemos ficar mais tempo juntos. - Will questionou baixinho, olhando diretamente para Rafe.

Magnus trocou um olhar com Alec, enquanto Catarina trocava um olhar com Ragnor.

O garotinho corou ao acenar positivamente com a cabeça, mas Tessa, apesar de feliz, também estava preocupada ao se direcionar à Jem.

- Vocês tem certeza de que querem mudar de escola? Mas e todos os seus amigos?

- Nenhum amigo é mais importante que vocês. - Foi a resposta que o pequeno Jem deu, e isso deixou Tessa toda derretidinha.

Depois de mais alguns minutos de conversa, todos se despediram e o vídeo chamada foi encerrado.

Alec não imaginou que aquelas crianças pudessem ficar ainda mais felizes, mas elas ficaram após descobrirem que seus melhores amigos ficariam por perto com mais frequência.

Em algum momento daquela noite, Rafe deu play em algum cd no rádio e puxou a irmãzinha para dançar.

Tessa subiu nos pés dele, e entre risadas os dois ficaram girando e se balançando pela sala.

Magnus e Alec sentaram juntinhos no sofá, perto da lareira e com uma taça de vinho enquanto observavam as crianças se divertirem.

Alec não conseguia desviar os olhos dos pequenos, e Magnus não conseguia desviar os olhos do namorado.

O brilho no olhar e no sorriso de Alec eram imensos, mas não tirava o destaque que era o som das batidas de seu coração.

Durante aqueles momentos, era como se nenhuma dor existisse ou tivesse existido.

Era como se não houvesse mais nenhuma preocupação no mundo.

Não havia nada além da mais pura felicidade, que ia aumentando mais a cada segundo.

- Pai, dança comigo? - Tessa tinha se separado do irmão após 3 músicas e veio pra perto de Magnus.

- Ora! Será uma grande honra, minha bela dama. - Ele respondeu com uma voz formal, o que provocou risadinhas nos outros. 

Alec pegou a taça das mãos de Magnus e o observou ir pro meio da sala, rodando graciosamente com Tessa no ritmo da música.

Só que então ele olhou para Rafe e o viu coradinho ao seu lado, com as mãos pra trás.

Alec o convidou para dançar e com um aceno contente, Rafe aceitou.

Magnus dançou duas músicas com Tessa, e Alec dançou as mesmas duas com Rafe, até que de repente eles trocaram e as crianças foram parar sentadinhas sobre os ombros dos adultos.

Tessa se acomodou sobre os ombros de Alec e apontou para uma viga de madeira que ficava na divisa da sala de estar e sala de jantar.

- Pode me levar até ali, por favor? - Ela pediu, e mesmo sem entender o motivo, Alec foi caminhando até o local que ela queria.

- Nós também temos que ir ali, pai. - Rafe disse para Magnus, que obedeceu apesar de também estar confuso.

As duas crianças se entreolharam com sorrisinhos sapecas até Tessa retirar algo do bolso de seu blusão vermelho.

Parecia uma plantinha, e ela pendurou num preguinho que tinha naquela viga.

Magnus entendeu imediatamente e sorriu, mas Alec permaneceu ainda mais confuso.

A casa já estava bastante decorada, então porque colocariam aquilo ali agora?

- Isso é um Mistletoe. - Magnus respondeu a confusão de seus pensamentos. - É uma tradição de Natal. Quem fica embaixo disso tem que se beijar.

- Oh! - Alec lançou um olhar, tanto de surpresa quanto de agradecimento para Tessa sobre seus ombros, e depois para Rafe sobre os de Magnus. - Acho que não podemos desrespeitar essas tradições, não é?

- Não! - Os pequenos disseram em uníssono e então foi a vez de Magnus e Alec se entreolharem.

Alguma música ainda ecoava pelo ambiente e as crianças ainda estavam sobre seus ombros, mas era como se o mundo inteiro tivesse parado.

Alec deu um passo a frente, Magnus deu outro, e então eles estavam se beijando.

Suave e apaixonadamente.

Não demorou muito, mas intensificou bastante aquela paz que ambos sentiam.

Rafe e Tessa deram risadinhas, e com um olhar cúmplice, Magnus e Alec os puxaram para seu colo e os cobriram de beijinhos também, aumentando as gargalhadas.

Depois disso eles dançaram mais um pouco e então começaram a assistir outro filme.

Estava ficando tarde, mas as crianças não pareciam estar nem perto de querer dormir.

Eles queriam pipoca, então Magnus foi preparar, mas não sem antes fazer um sinal para Alec ajuda-lo.

Quando chegaram na cozinha, Magnus colocou o saquinho no micro-ondas enquanto Alec pegava os baldes, mas o moreno se surpreendeu quando o namorado se aproximou como se fosse abraça-lo por trás, mas no fim estendeu uma caixinha na sua frente.    

- Nós só abriremos os presentes amanhã de manhã, mas eu gostaria de dar o seu agora. - Magnus disse num sussurro que arrepiou até a alma de Alec.

A caixinha era pequena, de madeira decorada com uma estampa divertida de dois bonequinhos de neve patinando.

Alec a pegou e se virou pro namorado enquanto abria, mas travou ao ver o conteúdo.

Sua mente, sua respiração, seu coração, tudo travou quando viu aquela chave.

- Eu sei que você ainda não vai usa-la. - Magnus começou a explicar. - Mas eu quero que você sinta que este é o seu lar desde agora, Alexander. Eu quero que esta seja a sua casa. A nossa casa.

Alec encarou aquela chave por uma eternidade.

A chave da casa de Magnus.

A chave que Magnus queria que fosse da casa deles.

- Eu estou em casa em qualquer lugar que esteja com você, Magnus. - Alec disse baixinho, entrelaçando seus braços pelo pescoço dele e se aproximando o máximo que conseguiu.

Suas testas se uniram e seus lábios também, por um breve momento.

Alec logo respirou fundo e fechou os olhos.

- Eu só quero sentir isso pra sempre.

- Então vem morar aqui, Alexander. - Magnus implorou. - Por favor. Fica comigo. 

O coração do moreno voltou a bater com uma velocidade esmagadora, mas nem teve chance de responder.

- Você devia ficar. - Para a surpresa dos dois, foi Tessa quem disse isso.

Ela estava paradinha perto do micro-ondas, encarando as pipocas estourando lentamente, mas sua voz era firme direcionada à Alec.

- Todo mundo fica mais feliz com você aqui, então você devia ficar.  

- Tessie...

- Era só eu que ainda estava nervosa, mas eu gosto de você, Alec. Eu gosto quando você está por perto cuidando da gente. E não tem problema o papai esquecer de nos dar beijinho de boa noite. Não tem problema porque eu sei que vocês nos amam de qualquer jeito.

Magnus e Alec trocaram um olhar incrédulo, e logo o pai se agachou na frente da filha.

- Beijinho de boa noite? - Ele ecoou, espantado e confuso demais.

Tessa abriu um sorrisinho acanhado e deu tapinhas no ombro dele.

- Toda noite antes de dormir você dava um beijinho de boa noite em mim e no Rafe. Até quando eu já estava dormindo eu sabia que você fazia isso. Mas você esqueceu três vezes quando o Alec estava doente. E não tem problema. Sério! Eu entendo, pai. Ainda quero que ele venha morar aqui.

Tessa não demonstrou nada além de sinceridade e uma maturidade impressionante para alguém tão novinha.

Mas mesmo assim o coração de Magnus rachou.

- Ah minha princesinha. É claro que não está nada bem. Eu sinto muito por ter esquecido. Não sabia que isso era tão importante pra você.

 - Bem... você começou a fazer isso quando a mamãe foi embora. - Ela explicou. - E foi quando eu me senti mais segura porque eu sabia que você não ia embora também.

Naquele instante, Magnus ficou sem reação, apenas segurando os bracinhos da filha.

Alec se agachou ao lado deles e acariciou o rosto de Tessa.

- Eu não sabia disso bonequinha, mas eu prometo que não deixarei mais o seu pai se esquecer de dar o beijinho de boa noite em vocês. E nem de bom dia ou de boa tarde.

Ela o encarou com um sorriso, e suas próximas palavras fizeram Magnus encara-lo também.

- Isso quer dizer que você vai morar aqui com a gente?

Alec tinha largado a caixinha em cima do balcão, mas continuava apertando a chave entre seus dedos.

Sua mente foi disparando em milhares de possibilidades, porém só havia uma resposta para aquilo.

A única resposta que o seu coração estava gritando.

- Sim!

O rosto de Magnus se iluminou lindamente enquanto puxava o moreno e o apertava num abraço de pura satisfação.

Já Tessa saiu correndo e gritando pela sala.

- Rafe! Rafe! O Alec vai morar aqui com a gente. O papai pediu pra ele ficar e ele disse que sim.

- O QUÊ? - Ele gritou de volta, e Magnus e Alec pensaram que o garotinho surgiria na cozinha a qualquer segundo.

Mas quem surgiu de volta foi Tessa, parecendo levemente preocupada.

- Pai, eu acho que o Rafe parou de respirar.


Notas Finais


Nota: Rafe está vivo e bem :) hahahajuro


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