História Flertando aos 40 - Capítulo 84


Escrita por: e Thaiany_Moura

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Ragnor Fell, Raphael Santiago
Tags Alec Lightwood, Gay, Lgbt, Magnus Bane, Malec, Romance
Visualizações 798
Palavras 3.491
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oooooooooi ♥
MUITO OBRIGADA PELA COOPERAÇÃO e desculpem a demora para atualizar essa história.

Capítulo 84 - Vai ficar tudo bem, meu anjo


Isabelle e Alec tinham tentado evitar esse assunto por muito tempo, mas agora não tinha como evitar mais.

Cada um pensou sobre isso em algum momento de seus dias, quando estavam sozinhos em sua própria mente, mas nenhum deles sequer considerou a possibilidade de trazer o tema à tona.

Pelo menos até Catarina ligar avisando sobre a bateria de exames que os dois Lightwood deveriam fazer para conferir se o câncer da mãe não fora herdado, e agora eles estavam numa salinha do hospital St. Joseph, um centro médico especializado no tratamento de vários tipos de câncer em Denver, esperando serem chamados pelo doutor.

Simon estava sentado ao lado de Izzy, segurando e acariciando sua mão enquanto eternos minutos silenciosos passavam.

Alec estava ao lado de Magnus, que encarava a porta do consultório como se pudesse fazê-la abrir só com o poder da mente.

Robert queria ter ido junto, mas ficou cuidando de Rafe, Tessa e Presidente Miau no hotel junto com o Raphael.

Izzy e Alec não queriam que os pequenos soubessem daqueles exames, pelo menos até terem os resultados, então disseram que estariam saindo num encontro duplo de casais.

Mentir para eles era uma coisa que Alec odiava fazer, mas não queria ser alvo de mais preocupações.

Ele próprio já estava uma pilha de nervos, mesmo que tentasse esconder o máximo possível, e esse nervosismo nem era consigo mesmo, mas sim com Isabelle e Magnus.

A mera ideia de ver sua irmãzinha definhando até morrer como aconteceu com a mãe era demais para suportar, mas Alec também não queria que Magnus assistisse isso caso o problema não fosse com Izzy.

- Alec! - Uma voz ecoou, tirando-o de seus devaneios.

Ele olhou pro lado e viu Isabelle o encarando com seus grandes olhos castanhos.

Ela parecia a perfeita imagem de quando Maryse era mais nova, no auge de seus 20 e poucos anos, quando deu a luz ao primeiro filho.

- O quê? - Alec perguntou tentando trazer a mente de volta ao presente, e acabou percebendo que Magnus e Simon tinham se afastado rumo à janela do outro lado da sala.

- Eu só queria dizer que não quero você surtando por minha causa, ok? - Izzy disse baixinho. - E nem pelo Magnus. Eu sei que você se preocupa mais comigo e com ele do que com você mesmo, mas eu tenho muita fé de que vamos ficar bem. Você e eu.

- Eu também tenho fé, Iz. Mas se só ter fé bastasse o mundo não seria uma desgraça atualmente.

A jovem abriu a boca para responder, mas de repente um homem alto e vestindo um jaleco branco entrou na sala e os cumprimentou.

- Boa tarde! Peço desculpas por deixá-los esperando, mas estava com outro paciente ao telefone. Sou o Dr. Peter Hawkins.

Em um segundo Magnus voltou para o lado de Alec, mas seu olhar estava fixo no doutor enquanto se apresentava.

- Você é o amigo de Catarina, certo? Devo dizer que é uma grande honra finalmente poder conhecê-lo.

Alec ergueu uma sobrancelha mas permaneceu em silencio.

- Sim! - Magnus disse com um pequeno sorriso. - E agradeço muito por arranjar um tempinho na sua agenda para nos receber. Meu noivo e minha cunhada estão aqui para fazer os exames preventivos.

- É claro. Catarina me explicou um pouco a situação, mas eu gostaria de ouvir de vocês. Vamos entrar para conversar melhor.

Os quatro o seguiram até o consultório e se sentaram nas cadeiras indicadas.

As paredes eram brancas, típico de hospital, mas havia alguns quadros de paisagens nas paredes e alguns bichinhos de pelúcia espalhados pelas estantes.

Provavelmente ele atendia crianças ali também.

Aqueles quadros traziam um pouco de cor e vida ao lugar, não deixando que o branco tomasse conta de todo o espaço, e por um instante Alec se concentrou nisso, até que Magnus segurou firmemente a sua mão sobre a própria perna.

Era uma benção ter seu noivo ali, lhe transmitindo tanta segurança com um simples toque, mas mesmo assim a voz de Alec falhou ao mencionar Maryse.

- Cerca de dois meses atrás nossa mãe faleceu devido a um tumor cerebral. Agora Isabelle e eu queremos fazer esses exames preventivos porque Catarina disse que a doença pode passar pelas gerações.

- Sinto muito pela sua perda. - O doutor comentou. - E infelizmente a doença pode acompanhar a linhagem sim, apesar de ser algo bem raro. Nos meus 35 anos de profissão eu só vi 6 casos semelhantes. Geralmente os tumores são doenças isoladas. Eles surgem sem qualquer explicação ou aviso prévio. Se não se importam eu gostaria de dar uma olhada nos exames de sua mãe para ter uma noção melhor com o que estamos lidando.

- Eu trouxe os exames. - Isabelle disse enquanto estendia uma pasta com alguns papéis em direção ao doutor, que analisou por um longo período.

Ele fez várias perguntas nesse meio tempo, e Isabelle respondeu a maioria por ter acompanhado o caso da mãe por mais tempo.

- Bem... vocês terão um longo dia hoje. - O doutor avisou antes de recitar os exames que os Lightwood deveriam fazer.

Exames de sangue e urina, ressonância magnética, tomografia computadorizada e vários outros que nem Alec, Izzy, Simon ou Magnus sabiam repetir o nome, muito menos entender pra que serviam.

- Esses exames não são perigosos para o bebê? - Simon perguntou em algum momento, mas o doutor deu um sorriso tranquilo. - Izzy está no 7º mês de gestação.

- Não se preocupe. Eu diria que é até bom a gestação estar tão avançada porque assim poderemos analisar o bebê também. Com as generosas doações que o senhor Bane têm feito para o St Joseph, nossa tecnologia avançou muito nos últimos meses.

- Doações? - Alec ecoou.

- Sim. O senhor Bane já vinha fazendo doações para o hospital há cerca de um ano, mas em dezembro o valor foi triplicado e assim conseguimos modernizar nossos recursos com equipamentos mais seguros e eficientes.

Isabelle e Simon se viraram imediatamente para Magnus, mas ele já estava ocupado demais encarando Alec de volta e dando um beijo doce em sua mão.

Alguma coisa se aqueceu dentro do peito do moreno ao ouvir tudo isso, porém cogitou a possibilidade de ser uma coincidência.

- Em dezembro? Foi quando eu te contei sobre a minha mãe...

- Sim. E no dia seguinte eu assinei o cheque endereçado a este hospital. - Magnus sussurrou e deu mais um beijo em sua mão, acariciando o pulso com a ponta do dedo. - Sinto muito por não ter ajudado a sua mãe. Mas farei o que for preciso para ajudar você e sua irmã.

Foi impossível controlar as lágrimas ao se jogar nos braços de Magnus, e um instante mais tarde Isabelle também estava ali, chorando em agradecimento.

Simon e o doutor ficaram observando a cena, querendo chorar de emoção também, mas se contiveram.

Mais tarde os exames começaram, dos mais simples até os que requeriam uma atenção dobrada.

Alec tentava parecer calmo o tempo inteiro, mas quando chegou sua vez de fazer a tomografia o pânico cresceu.

Aquela máquina parecia ser enorme por fora, mas o espaço onde teria que entrar era minúsculo.

Sua cabeça e boa parte de seu tórax seriam cobertos por aquela máquina.

Izzy tinha entrado muito mais porque a barriga também teria que ser analisada, mas o problema é que Alec tinha pavor de lugares pequenos e fechados.

Ele não gostava de se sentir preso dessa maneira, e talvez esse tenha sido um dos motivos que o manteve na ilha por tanto tempo.

Lá ele se sentia livre, com toda aquela natureza, ar puro e sem quantidades absurdas de prédios tapando um maravilhoso pôr do sol, ou até mesmo se estressando com as correrias do dia a dia.

Com um suspiro Alec fechou os olhos, ainda de pé perto da máquina, e pensou em coisas boas.

Ele não se arrependia nem um pouco de ter se mudado para essa cidade monstruosa por causa do amor de Magnus, mas não estava nem um pouco feliz em ter que entrar naquele troço à sua frente.

- Está tudo bem? - O moreno ouviu pelo alto falante a voz de uma enfermeira que estava atrás do vidro de proteção, mas não conseguiu responder.

Um instante mais tarde ele sentiu alguém se aproximando.

Nem precisava se virar para saber que era Magnus.

O seu coração acelerava e seu corpo reagia ao reconhecer a presença dele antes mesmo de aparecer em seu campo de visão.

- O que foi meu amor?

- É muito pequeno e... sufocante. - Alec admitiu encarando a máquina, mas desviou o olhar para Magnus quando sentiu suas mãos se entrelaçando.

- Eu sei, amor. Mas é apenas um tipo de raio-x e vai acabar rapidinho. Deite ali e feche os olhos, ok? Relaxe sua mente. Esse é o último exame e depois poderemos ir pra casa. Eu vou estar bem atrás daquele vidro se você precisar de mim.

Alec assentiu com um pequeno sorriso e se deitou na esteira enquanto Magnus saía da sala para o local protegido.

A esteira de repente começou a se mover e a máquina o engoliu.

Alec respirou fundo e fechou os olhos para tentar relaxar.

Se ficasse agitado o exame daria errado, e ter que repetir não era uma opção.

- Tente ficar o mais imóvel possível. - A voz da enfermeira ecoou de novo, e Alec paralisou.

Quando se deu conta o exame já tinha terminado e ele se viu livre daquele tubo sufocante.

Não dava pra negar que a sensação foi horrível.

Uma mistura de pânico e desespero por estar fechado e também porque aquilo revelaria se seu cérebro estava saudável ou não.

Rapidamente ele trocou aquela roupa de hospital e voltou para a sala do doutor Peter com Magnus, Izzy e Simon.

Isabelle segurou na sua mão com um aperto tranquilizador e se direcionou ao médico.

- Quanto tempo até sabermos os resultados?

- Entre 4 e 7 dias eu acredito que já terei uma resposta. Vocês podem voltar...

- Humm... Eu vou estar viajando nesse meio tempo. - Alec disse. - Vou participar de uma competição de surf no Havaí. Será que a Izzy pode pegar os meus resultados? Ou o Magnus?

- Normalmente isso vai contra à política do hospital, mas eu abrirei uma exceção. Por favor, deixem seus dados com a minha secretária e entrarei em contato assim que possível.

Os 4 agradeceram e começaram a se retirar, mas talvez Alec não tenha parecido tão calmo quanto esperava porque o doutor o parou antes que passasse pela porta.

- Esse é um assunto muito delicado, senhor Lightwood. Acredite, eu sei. Mas você não precisa ficar nervoso. Vá para sua competição e divirta-se. Viva sua vida normalmente e não fique pensando no resultado. As chances de você estar doente são mínimas.

- Eu estou mais preocupado com a minha irmã e o bebê.

- Entendo. Só que as chances dela também são mínimas, e do bebê nem se fala. Mas caso ocorra essa infelicidade do câncer ter sido herdado, os nossos recursos estão realmente mais aprimorados agora graças ao seu noivo. Avançamos nos estudos, nas tecnologias, e assim os indícios de morte reduziram significativamente.  O câncer da sua mãe já estava num estágio irreversível, mas você e a senhorita Lightwood são jovens e saudáveis. Tenho certeza de que ficarão bem.

Alec tinha alguns argumentos contra aquilo porque não parava de pensar que médicos não eram mágicos e também cometiam erros, mas não falou nada além de agradecer mais uma vez e então foi ao encontro de Magnus, que estava lhe esperando no final do corredor.

 

****

 

Izzy e Simon voltaram pro hotel depois de pedirem para cuidar um pouco das crianças com Robert.

Magnus agradeceu e foi pra casa com Alec, que estava quieto e perdido em seu próprio mundo.

- Eu vou tomar um banho pra me livrar desse cheiro de hospital. - Foi a única coisa que o moreno disse antes de desaparecer pelo andar de cima.

Magnus o conhecia o suficiente para distinguir quando estava preocupado, e sabia bem qual era a preocupação dele, por isso simplesmente o seguiu.

Ao chegar no quarto, Magnus já foi se livrando das roupas, deixando apenas a cueca boxer azul que  havia vestido mais cedo.

Ele entrou no banheiro silenciosamente e seguiu em direção ao chuveiro, abraçando o corpo molhado de Alec por trás.

- Oi. - O moreno disse com a voz baixa e aveludada.

Uma resposta imediata ao toque do mais velho.

- Se importa se eu lhe fizer companhia?

- Jamais! Eu amo tomar banho com você. - Alec se virou e se encaixou nos braços de seu noivo.

Seu lugarzinho seguro.

Magnus o apertou com força, e após um instante de silencio, sussurrou diretamente em seu ouvido:

- Vai ficar tudo bem, meu anjo. Eu prometo!

- E eu acredito em você, Mag. Mas como pode prometer isso? Nem é comigo que eu me preocupo...

- É comigo e com a sua irmã. - Magnus completou por ele e deu um pequeno sorriso triste.

Não havia nada mais o que falar nesse momento, e se houvesse seria algo que Alec não gostaria, então simplesmente o puxou pela nuca e o beijou.

Um beijo doce e apaixonado que distraiu o moreno, como era o objetivo.

Seus corpos se enroscaram mais debaixo daquela água morna até que Alec deslizou as mãos rumo à cueca que Magnus ainda usava, só que foi parado quando tentou tira-la.

- O que foi? - Alec perguntou confuso.

- O foco aqui não sou eu, meu amor. - Magnus disse enquanto esticava as mãos para o lado e derramava uma quantidade generosa de sabonete líquido na esponja. - Não se preocupe comigo. Apenas me deixe cuidar de você.

Alec não protestou, mesmo querendo, e se deixou ser ensaboado por seu futuro marido.

Em cada pedacinho de seu corpo que era tocado pela esponja também era agraciado com o roçar dos dedos de Magnus, e assim Alec soltou um suspiro relaxado.

- Isso é bom.

Magnus apenas sorriu e pegou o shampoo.

Aquele cheiro de sândalo que Alec tanto amava invadiu o banheiro e logo seus cabelos estavam sendo lavados ao mesmo tempo em que recebia uma suave massagem.

Ele se virou e tombou a cabeça para trás, se deixando tomar pela sensação dos dedos hábeis e macios de Magnus em seus cabelos.

Nem percebeu quando começou a ronronar como um gatinho, mas Magnus riu satisfeito por seu plano “deixar Alec relaxado” estar funcionando perfeitamente.

Pouco tempo depois o mais velho abandonou os cabelos do noivo e pegou a esponja mais uma vez.

Alec já estava com as costas escoradas no peito de Magnus, a cabeça em seu ombro, então simplesmente fechou os olhos ao sentir a esponja lhe acariciando, mas os abriu de novo e ofegou.

Magnus abandonou aquela esponja também e segurou seu membro semi ereto com a mão.

- Amor... - Alec tentou dizer, mas só um gemido saiu.

- Apenas sinta. - Magnus sussurrou contra seu ouvido antes de mordiscar seu pescoço.

Aquelas sensações que Alec já estava tendo, combinados com os movimentos sincronizados da mão de Magnus e a doce provocação de seus lábios em seu pescoço deixaram o moreno a beira do abismo.

Seu membro foi ficando mais duro a cada investida, e isso só motivava Magnus a continuar.

A voz de Alec saiu rouca e repleta de desejo ao implorar por mais, mais e mais.

A temperatura de seu corpo deve ter subido alguns vários graus nesse período, e Magnus intensificou a masturbação até Alec sentir o membro dele endurecendo contra sua bunda.

Teria que dar um jeito na ereção de seu noivo depois, mas agora estava ocupado demais tentando não desabar dentro daquele box.

Magnus não tinha parado de toca-lo naquele ritmo louco e nem de “maltratar” a pele de seu pescoço, então Alec foi atingido pelo orgasmo e sua visão escureceu.

Seus gemidos se tornaram um grito.

Gritou o nome da única pessoa que conseguia lhe proporcionar as melhores sensações que existiam.

Mesmo com as pernas bambas, Alec se virou e entrou mais uma vez no abraço de Magnus por longos minutos.

Seu pescoço agora recebia apenas selinhos enquanto esperavam os efeitos daquele orgasmo diminuírem.

Mas Magnus ainda estava com uma ereção enorme na cueca, e Alec moveu a mão para alcançá-lo, porém foi interrompido no meio do caminho.

- O foco aqui não sou eu. - Magnus repetiu o que havia dito na primeira vez que Alec tentou toca-lo, e isso só o deixou mais confuso.

- Mas por que não pode ser também? Você está excitado e eu só quero fazer por você o que fez por mim...

- Não se preocupe comigo, meu amor. A água está ficando fria e você vai se gripar. Pode ir fazendo o jantar que eu já saio, ok?

Alec estava prestes a argumentar sobre aquilo, mas sabia que seria inútil porque Magnus parecia determinado em sua decisão, então se enrolou numa toalha e o deixou terminando sozinho o que haviam começado juntos.

Magnus o conhecia e sabia quando precisava de algo para distrair sua mente, só que Alec não ficava para trás.

Ele também sabia quando algo perturbava seu futuro marido, e só podia ser algo sério para Magnus recusar aquele momento de prazer.

Eram por volta das 19h quando saiu do banho, e depois de se vestir, Alec foi até a cozinha começar a preparar o jantar.

Algo simples e rápido para os dois porque Izzy só traria as crianças mais tarde, e sem contar que nenhum dos dois estava se importando muito com a comida realmente.

Magnus tinha saído do banho e ido direto pro escritório, então quando o jantar ficou pronto, Alec caminhou até lá e deu uma batidinha na porta.

Entrou depois de receber a permissão e o viu concentrado em algo no notebook.

Provavelmente era em seu projeto do clube para Heide, só que além daquela imensa concentração, Alec também viu dor nos olhos dele através de um adorável óculos de grau.

- Magnus... o que está acontecendo?

- Eu estou tentando adiantar um pouco esse projeto...

- Não me refiro ao seu trabalho, Mag. Quero saber o que está acontecendo pra você parecer tão distante nessas ultimas horas.

Magnus ergueu a cabeça do computador pela primeira vez desde que Alec entrou ali e deu um pequeno sorriso.

- Não é nada, meu anjo. O jantar já está pronto?

Lentamente Alec virou um pouco a cadeira dele e sentou em seu colo.

Adorava as raras ocasiões que ele usava óculos, mas os tirou agora porque não queria nenhuma barreira entre seus olhares.

- Amor, eu não tenho muita experiência em relacionamentos, e admito que eu mesmo não sou um livro aberto o tempo todo. - Alec disse enquanto deslizava os dedos por aquele cavanhaque charmoso. - Mas eu tenho certeza de que o diálogo é uma peça chave pra um casamento dar certo. Eu vejo nos seus olhos que algo está errado, mas preciso que você me diga o que é pra poder te ajudar.

Magnus suspirou e apoiou a cabeça em seu peito, mas ficou em silencio, então Alec teve certeza de qual era o problema.

- Isso é por causa dos exames, não é? Você queria que eu não me preocupasse com isso, mas você mesmo não consegue deixar de ficar preocupado.

- Me desculpe, Alexander. Meu coração tem certeza de que tudo vai dar certo, mas minha cabeça não coopera. Eu não paro de pensar no que é pior. Eu ficar sem você ou eu ver você ficar sem a sua irmã.

Os braços de Magnus já estavam ao redor de sua cintura, então Alec moveu os seus para envolver o pescoço dele e enroscou os dedos nos cabelos de sua nuca.

- Acho que não ajuda nada o fato de que terei que viajar depois de amanhã, mas não vamos mais pensar nisso. Por favor, Mag. Já é difícil ter que me afastar, e se eu souber que você está sofrendo... aí mesmo que eu não consigo.

Magnus soltou um novo suspiro e lhe deu um selinho demorado.

- Tem razão amor. Não vamos pensar mais nisso porque é óbvio que vai dar tudo certo. Você, sua irmã e o bebê ficarão bem.

- Sim. - Alec concordou. - Nós todos ficaremos bem e juntos.

Magnus uniu seus lábios mais uma vez, só que agora mais profundamente.

Um longo período de carinhos se passou até que Alec voltou a falar.

- Nós temos que jantar logo, amor. - Ele disse, mas não fez qualquer menção de que ia sair do colo dele. - Daqui a pouco a Izzy vai trazer os nossos filhos.

“Nossos filhos”

Aquilo ficou ecoando na cabeça de Magnus, e por isso ele se permitiu sorrir.

 



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