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História Flesh and bone -Klance - Capítulo 2


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Notas do Autor


NÃO PULEM ESSA PORRA DE NOTAS DO AUTOR!


Gente, para melhor entendimento da história, a floresta, como vocês sabem, é dividida em duas partes. Só que a estética delas é bem diferente uma da outra. O lado dos zumbis tem a mesma aparência que a Altea da série Voltron oficial, e o lado dos lobisomens é um estilo Avatar (o filme, não o anime).

A comunidade dos zumbis tem vários costumes humanos. Já a comunidade dos lobisomens sempre teve forte ligação com a natureza. Os lobos não tem energia elétrica, mas não faz falta, pois eles têm os cristais que são uma fonte de energia alternativa e natural. Os zumbis usam e produzem um pouco da tecnologia deixada pelos humanos, mas apenas para manter os zelógios ativos e se comunicar.

Sugiro ouvir a música do título.

Capítulo 2 - We own the night


Fanfic / Fanfiction Flesh and bone -Klance - Capítulo 2 - We own the night

Lance 


Como eu vim parar no meio de um evento cheio de lobisomens, mesmo? 



Dois dias atrás...



-Espera, como assim? -Allura me questiona. -Tipo, todos os dias? 

-Sim. -confirmo. Ela estreita os olhos. -Ok, nem todo dia. Mas ele aparece umas quatro vezes por semana! Isso já é muito. 

Ela coloca a mão no queixo e abaixa o olhar. Continuo a encarando. 

-É, isso é incomum para um lobisomem. -ela conclui. -Será que eles estão tramando alguma coisa? 

-Allura, teorias da conspiração agora, não. -digo, sem paciência. 

-Mas eles odeiam a gente. Não me surpreenderia se estivessem querendo nos apagar. Pode ser que ele seja um espião. -ela afirma. 

-E ele iria espionar o quê? 

-Bom, não sei muito sobre lobisomens, mas sei que eles têm um olfato incrivelmente apurado. Pode ser que ele já tenha sentido o seu cheiro. 

-Acho que se ele quisesse me matar, já teria o feito. 

-Ainda assim, acho que você deve tomar cuidado. -ela diz. -Leva mais proteção quando for para o seu turno hoje, 'tá? -ela pede colocando as mãos nos meus ombros, com um sorriso preocupado estampado no rosto. Assinto e sorrio de volta. 

Depois do almoço, estou a caminho do meu turno com uma mochila nas costas, uma faca na cintura e uma espingarda nas mãos. Aceno para alguns amigos e cumprimento alguns conhecidos ao longo do caminho. 

Ao adentrar a floresta, começo a observar as árvores grandes e verdes, com flores desabrochando ao meu redor. Meus pés caminham sobre um chão coberto de folhas rosas de um tom mediano entre o claro e o escuro. 

Chego à casa da árvore, entre duas árvores grandes que a escondem muito bem. Subo as escadas e deixo minha arma encostada em uma das paredes, me sento no sofá ao lado da janela, tiro o meu caderno da mochila e começo a desenhar, dando uma olhada na direção do riacho de cinco em cinco minutos. 

Depois de meia hora, em mais uma das minhas olhadas, avisto o ser que tem me causado uma curiosidade imensa desde quando começou a aparecer, no final do ano passado. 

Era o meu primeiro turno e eu estava muito animado por minha mãe ter aceitado que eu trabalhasse com isso. Ela sempre teve receio em relação aos lobos, então, ser vigia era, na percepção dela, um atestado de morte. 

Eu estava tranquilo, pois os responsáveis pelos outros turnos sempre falaram que era de boa, já que nenhum lobo aparecia. Me lembro que, no meu primeiro turno, que dura de 13:00 até 19:00, eu fiquei extremamente fixado nas luzes que haviam bem ao longe na floresta, do lado deles. Eu não sabia como a comunidade deles funcionava. Ninguém sabia. Havia os rumores, claro. "Feras selvagens, impiedosas, que se transformavam em lobos na lua cheia". Todos acreditam que a aparência deles se constitui em ser cheio de pelos, ter dentes afiados e olhos vermelhos. Haviam até rumores de que eles mexiam com bruxaria. 

Então, ele apareceu. Na minha terceira semana de trabalho, eu o vi pela primeira vez. Pele pálida, cabelos negros e olhos roxos. Quase sempre veste preto no corpo todo. E eu quase não acreditei que ele era um lobisomem. Aí, ele passou a aparecer com frequência, e eu percebi que os meus turnos se resumiam a esperar por ele. 

E, agora, ele está ali, na margem do rio novamente. O primeiro lobisomem que eu já vi na vida. E ele aparecia somente no meu turno. Eu não havia contado a ninguém sobre ele até hoje, quando chamei Allura. Fiquei com medo de a minha mãe surtar. Essa, provavelmente, teria sido a reação dela. E, há duas noites atrás, vi ele com outro lobisomem alto, com uma mecha de cabelo branco. O segundo lobisomem que eu já vi na vida. 

Agora, estou indeciso. Eu quero descer lá, mas eu tenho que ficar aqui. Olho para ele mais uma vez, observando-o enquanto ele se abaixa e lava o rosto no riacho. Ele, provavelmente, estava caçando. Ele sempre está com o arco-e-flecha. Nunca o vi atirar, mas queria muito. Dou um suspiro. 

Deço da casa na árvore e começo a me esgueirar pelas árvores, sempre me escondendo atrás delas. Eu não acredito que estou fazendo isso. 

Fico atrás de uma árvore bem próxima da margem. Meu coração está batendo forte por estar vendo ele tão nitidamente. As linhas douradas que marcam o pescoço e a testa estão mais nítidas também. Então, ele abre os olhos rapidamente e eu me escondo atrás da árvore. 

-Quem está aí? -a voz dele corta o silêncio da floresta e causa pânico em mim, pois sei que ele sabe que estou aqui. -Não adianta se esconder. Estou sentindo seu cheiro. 

Oh, merda. Lobisomens realmente tem um olfato apurado. A melhor opção era continuar quieto, esperar ele desistir e ir embora. Mas eu raramente escolhia a melhor opção. 

Saí lentamente de trás da árvore, com as mãos para o alto, para o caso de ele estar com o arco. Meu palpite estava certo. Ele estava apontando aquele arco para mim. 

Percebi que ele estava me analisando dos pés a cabeça. Fiquei com vontade de perguntar se ele nunca tinha visto um zumbi na vida, com o meu habitual tom de voz irônico. Mas, aí eu lembrei que, pelo que eu sei, eles não vigiam a gente. E, como ele parecia bem jovem, com certeza era a primeira vez que ele estava vendo um zumbi na vida. 

-Calma. -eu falei. Tirei a arma das minhas costas e a joguei no chão, fazendo a mesma coisa com a minha faca. -São minhas únicas armas. Não quero brigar. 

Ele relaxou os ombros e abaixou o arco lentamente. 

-O que quer aqui? -ele pergunta. 

-Sei lá...conversar? -sugeri coçando a nuca. 

-Não temos nada para conversar. 

-Então vamos observar. -falei casualmente, colocando as mãos nos bolsos da minha calça. -Embora estejamos separados pelo riacho, nunca estive tão perto de um lobisomem na vida. 

-O que eu tenho a ver com isso? 

-Sou um zumbi curioso. -respondo dando um dos meus famosos sorrisos provocadores. Esse sorriso já me colocou no meio de muita briga. Mas me surpreendi com a reação dele, que foi apenas contrair os ombros, desviar o olhar e colocar uma mecha do cabelo para trás. -Sou Lance. Lance McLain. 

-Keith Kogane. -ele fala. Depois de tanto tempo, finalmente sei o nome dele. 

-Ok, Keith. Vamos começar conhecendo o básico um sobre o outro. -eu falei e me sentei no chão em posição de lótus. Ele imitou a minha ação. -Eu tenho 19 anos, sou um zumbi, venho de uma família cubana, sou bom em tiro ao alvo e tenho cinco irmãos. Sua vez. 

Ele hesitou por alguns segundos, mas começou a falar. 

-Eu tenho 16 anos, sou um lobisomem, tenho descendência coreana, sou ótimo em arquearia e tenho quatro irmãos. Ah, e eu sou ômega. 

-É o quê? -perguntei confuso. 

-Ômega. -ele repetiu, mas continuei confuso, já que eu fazia idéia do que diabos era aquilo. 

-E o que isso significa? 

-Oh, vocês não tem isso? -ele perguntou e eu neguei. -Bom, nossa comunidade é dividida em três classes. Alfas, betas e ômegas. É um tanto... vergonhoso explicar certas coisas sobre isso. 

-Então...que tal se você me trouxer um livro da próxima vez que nos virmos? -sugeri.

-Então vai ter próxima? 

-Bom, eu estou por aqui todos os dias, das treze horas às sete da noite. 

-Oh, então, nesse caso, virei com mais frequência. -ele dá um sorriso pela primeira vez. 

-Mais? 

-Você anda me vigiando? 

-É o meu trabalho. -respondo dando outro sorriso provocativo. Ele dá uma pequena risada. O colar dele começa a piscar levemente. -O...seu colar está brilhando. 

-Oh, parece que precisam de mim, lá em casa. -ele fala colocando as pontas dos dedos sobre pedra roxa. 

-Que droga. 

-É...-ele se levanta do chão e pega o arco. -Foi legal conversar com você, Lance. Você foi o primeiro zumbi que eu conheci. -ele fala se preparando para ir embora. 

-Bom, foi legal conversar com você também. E você também foi o primeiro lobisomem que eu já vi. -digo me levantando. -Bem, vou voltar para o meu posto. Quem sabe, amanhã conversamos mais um pouco. Tchau, Keith. 

-Sim, talvez. Tchau, Lance. -ele dá um último sorriso antes de se virar. Pego a minha arma e a minha faca e faço o caminho de volta para a casa da árvore. 


No dia seguinte, fiquei encarando o relógio a manhã inteira e, quando deu a hora do almoço, desci as escadas pelo corrimão e acabei pousando em Adam, derrubando nós dois no chão. Ele me xingou e eu não ouvi nem dois quartos do sermão que ele me deu na mesa, já que estava mais ocupado em comer tudo rápido. Quando terminei, coloquei o prato na pia, dei um beijo rápido na bochecha da minha mãe, peguei a mochila e, ao sair de casa, me despedi de Juan, dando-lhe um beijo na testa. 

E eu estou nesta maldita casa da árvore a tarde inteira. Trouxe alguns livros para me distrair. Quando dei conta, já estava escuro. Meu turno já estava acabando. Pelo visto, hoje não deu para ele vir. Foi aí que eu vi uma silhueta no outro lado do rio. Desci a escada correndo e quando cheguei perto reparei na aparência dele. 

-Wow, por que você está vestido assim? -perguntei, observando o que parecia ser uma maquiagem artística com tinta fluorescente, e a roupa preta. Há algumas correntes penduradas na calça, combinando com as botas pretas. 

-Ah, eu vou participar de um evento da nossa alcatéia. -ele explicou. -Passei o dia todo me preparando. Só vim agora para pedir desculpas por não ter vindo antes. 

-'Tá tudo bem. Acho melhor você voltar. Senão, pode se atrasar. 

-Ah, ok. Certo. Tchau, Lance. -ele diz, se vira e some em meio às árvores.

Pego o meu celular do bolso e o encaro. Abro na caixa de mensagens e clico em um dos contatos. 


Luka 


Oi, cara. Liga para a minha mãe e fala que eu vou dormir aí, hoje. Depois eu explico. 


Guardo o celular no bolso novamente, tiro as botas, arregaço as bases da minha calça e passo pelo riacho. 

O que eu estou fazendo, o que eu estou fazendo? 


E voltamos para o tempo atual, onde me encontro no alto de uma árvore, observando o movimento na rua. Várias pessoas estão com fantasias e com o corpo pintado. Acho que não sentiram meu cheiro ainda por causa da comida e da fumaça. No que eu estava pensando quando vim para cá? Eu só posso estar querendo morrer. Estou tentando achar Keith no meio dessa multidão, mas não consigo vê-lo em lugar nenhum. 

No final da rua, há um palco, no qual várias pessoas se ajuntam em volta. E eu tenho uma ótima visão daqui. 

Uma mulher morena, de cabelos castanhos com pontas rosas sobe no palco, causando vários aplausos por todos os lados. 

-Boa noite, alcatéia Daibazal! -ela fala animadamente. -Primeiramente, quero agradecer a todos que estão aqui, nesta noite, para a comemoração do aniversário da nossa, querida futura líder, Marinette! -mais aplausos. -Bom, agora, vamos ter uma apresentação de dança e canto com a própria aniversariante e seus amigos. Com vocês, The Wolves!

Assim, ela coloca um cristal na ponta do palco e sai do espaço. Fumaça cobre o local todo e um ritmo começa, acompanhado dos gritos da multidão quando uma menina de olhos azuis, cabelos azulados e vestida completamente de preto entra no palco acompanhada de outras meninas. Acho que é a tal de Marinette. Aí, ela começa a cantar. 


No one's caching me unless I wanna be caught

I'm dancing in the shadows, ain't to leash when I walk 

It's great to feel invincible, it's great to feel alive 

My appetite's insatiable, there's nowhere it can hide 

Our freedom isn't up to them, it's only up to us (us)

I'm the Alpha, I'm the leader, I'm the one to trust (trust)

Together we do whatever it takes, we're in this pack for life (awoo)

We're wolves, we own the night 

Oh, we own what we own, oh, we own the night 

Oh, we own what we own, we own the night! 

The only thing that is worse than our back's our bite 

Oh, we own what we own, we own the night!


Eu tinha que admitir que ela cantava e dançava muito, sem falar que ela possuía uma beleza invejável. Mas, o que realmente me chamou a atenção, foi que depois entrou um grupo de quatro pessoas. Uma menina pequena de cabelo roxo, um garoto um pouco maior de cabelo preto um pouco abaixo dos ombros, um homem alto com uma franja branca e, no meio de tudo, estava Keith. Aí, foi ele que começou a cantar, dançando junto com a garota. 


I'm picking up the scent, it seems we're on the right track (track)

The moonlight's on the rooftops, the wind is at our backs (backs)

We're living in the shadows, we're living for the chase (chase)

Our legacy is in our sights, so let's pick up the pace

We're on a quest to find the power that's inside of us (us)

She's the Alpha, she's the leader, she's the one to trust (trust)

Together we do whatever it takes, we're in this pack for life (awoo)

We're wolves, we own the night 

Oh, we own what we own, oh, we own the night 

Oh we own what we own, we own the night! 

The only thing that is worse than our back's our bite 

Oh, we own what we own, we own the night! 

Então, aquela menina de cabelo roxo sobe nos ombros de Keith e faz um pequeno solo. 

We own what we own 

The night is our home 

We own what we own (Wolves, awoo)

We own the night 

Ela cai para trás, sendo segurada por várias pessoas e Keith e Marinette tomam a liderança da dança. 

Oh, we own what we own, oh, we own the night 

Oh, we own what we own, we on the night 

The only thing that is worse than our back's our bite 

Oh, we own what we own, we own the night! 


E os aplausos e gritos começam. Devo admitir que por essa eu não esperava. O grupo se juntou no palco para um abraço. Keith levantou o olhar e eu não perdi tempo para dar um aceno. Todos estavam muito estéricos e nem me viram, mas ele me viu. No mesmo instante, o sorriso sumiu, dando lugar a uma face surpresa e assustada. Ele falou alguma coisa para as três pessoas que entraram com ele no palco, eles acenaram, deram um abraço em Marinette e saíram do palco. Eu os vi abrindo caminho pela multidão, com uma mulher de cabelo roxo e rosa abrindo a passagem. Keith olhou de relance para mim, fazendo um sinal discreto com a mão. Era para mim segui-los. 

Assim, eu fui de árvore em árvore, me escondendo nas folhagens e acompanhando eles. Ao chegarem em uma árvore, eles viram as costas para a minha direção e Keith faz outro sinal com a mão. Eu precisava dar a volta na árvore. E lá fui eu. 

Devo estar parecendo o Tarzan pendurado nesse cipó, atrás da árvore que é a toca. Aí, ele finalmente abre a janela do quarto e eu pulo para dentro. 

-Qual é a sua, cara? -ele pergunta. -'Tá maluco? Você só pode estar querendo morrer! Por que veio para cá? 

-Eu...sei lá. Quando dei por mim, eu estava pulando de árvore em árvore até chegar aqui. -expliquei. Ele balançou a cabeça negativamente e colocou as mãos na cintura. -Eu...não sabia que você cantava. 

Dessa vez, o rosto dele assumiu um leve tom rubro. 

-A-ah, é. Isso é algo que todos os lobos fazem. Gostamos de música. -ele explica dando um sorriso de lado. 

-Você foi muito bem. 

-Valeu. -ele cruza os braços e desvia o olhar. 

-Posso dormir aqui hoje? Acho que não é uma boa eu tentar ir embora agora. Vou embora amanhã cedo. 

-Ok, mas ninguém pode te ver. -ele falou e eu assenti. 

Após trancar a porta do quarto, Keith foi até o guarda roupa, tirou alguns travesseiros e cobertas e fez uma cama improvisada para mim no chão. Eu coloquei a minha mochila encostada em uma parede e deitei. 

-Seu mundo é bonito. -eu falei. 

-Hm? 

-Seu mundo. -repeti. -Ele é bonito. 

-É...também acho. 

E ele se deitou na cama, apagando o cristal lilás que iluminava o quarto. 

Não sei como explicar, mas ali, dentro da toca e olhando para o teto, me senti em paz pela primeira vez. Na verdade, me senti em paz no momento em que pus o pé na outra margem do rio. Como se esse fosse o meu lar. 



















Notas Finais


Sim, como isso aqui já é uma mistureba de um monte de universos, eu pensei "por que não colocar uns miraculous no meio?"


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