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História Fleurmione - Last Hope - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Esta fic foi baseada na música Last Hope do Paramore. Espero que gostem!

Capítulo 1 - Fleurmione - Last Hope


Fleur atravessou os corredores de Hogwarts com dificuldade, espremendo-se entre hordas de estudantes barulhentos. Era o último dia de aulas e todos se preparavam para embarcar de volta para Londres na manhã seguinte, por isso um clima de despedida e euforia tomava conta de todos - exceto ela mesma, que estava com um mau humor terrível desde manhã e fazia questão de fuzilar com os olhos qualquer um que tentasse conversar. Não via motivos para comemorar quando estavam no meio de uma guerra que há menos de uma semana levou o diretor daquela escola; muito menos sentia animação em voltar a uma Londres repleta de combates entre Comensais da Morte e a Resistência Bruxa.

Ainda mais quando sua namorada está na linha de frente, murmurou.

 Um casal se beijava ardentemente na entrada da biblioteca e ela empurrou-os para o lado sem dó, adentrando o enorme salão. Mesmo com a algazarra exterior de fora o lugar continuava com a mesma paz e silêncio de sempre, além de um punhado de cabeças mudas movendo-se aqui e ali.

 Fleur vasculhou rapidamente o salão e, sem encontrar quem procurava, adentrou em uma das fileiras que sabia ter os livros mais grossos e chatos. Na mosca. Uma Hermione seríssima retirava e colocava vários exemplares do lugar, folheando-os com cuidado e depois colocando os favoritos em um montinho ao lado. A bruxa não conseguiu evitar de sorrir ao vê-la, os ombros subitamente mais leves ao ver o rosto da pessoa amada. 

- Sabia que estaria aqui. - ironizou, fazendo a morena tomar um susto. - Como pretende devolvê-los durante as férias?

- Na verdade, não pretendo. - respondeu sem tirar os olhos do que estava fazendo - Vou dar um de levá-los comigo para a viagem.

- Ah sim, a viagem suicida. - fingia desinteresse, mas Hermione a conhecia bem demais para perceber a preocupação em sua voz.

 Fleur sabia que achar e destruir as Relíquias de Voldemort era a única forma de acabar realmente com a guerra, mas também foi a primeira a se opor a essa busca ridícula que a morena e seus dois amigos idiotas estavam planejando. Era perigoso, imprevisível, desesperador e ela mal conseguia dormir a noite só de pensar nos perigos que enfrentariam pela frente. Hermione explicava mais uma vez seu plano enquanto pegava os livros e os colocava cuidadosamente em sua mala expandida, enfeitiçada para ser bem mais funda do que parecia.  

-...Então vamos para os Weasleys assistir ao casamento do irmão de Rony, e depois começamos a caçar relíquias.

-...Então vamos para os Weasleys assistir ao casamento do irmão de Rony, e depois começamos a visitar locais fundamentais para a vida de Você-sabe-quem.

- Isso parece um péssimo plano.

- E é, por isso tenho de ir junto e garantir que não morram pelo caminho. E você?

Fleur encostou-se sobre a estante.

- Vou passar um tempo na França, já faz dois anos que não vejo meus pais. Depois volto para me juntar à Ordem da Fênix. Ainda é um serviço intenso, mas se ficássemos juntas... 

Hermione desviou o rosto.

- Quem diria. - enrolou - A maior patricinha do Castelo unindo-se a grupos rebeldes sem um tostão no bolso.

- Acho que foi influência da minha namorada subversiva. - riu - Ela me ensinou que não dá para ficar parado enquanto o resto do mundo pega fogo.

 Ambas sorriram mas logo foram dominadas pelo silêncio. As cantadas e provocações haviam acabado e dava pra ver que a morena esforçava-se para continuar a conversa, mas não conseguia abrir a boca. Estava tão nervosa quanto ela e Fleur sabia bem o preço que iria pagar depois por aquela loucura. Mas ela não pode desistir. Por mais que brigasse e chorasse Hermione tinha uma moral própria que não abandonaria por nada, nem pelo amor que tinham. 

 Prometeu a si mesma que não deixaria Hermione vê-la chorar, então ela se aproximou e beijou-a. Hermione foi pega de surpresa mas retribuiu o gesto, que logo depois virou um abraço apertado. Fleur segurava-a com força enquanto descansava sua cabeça nos cabelos volumosos da namorada. Ela tinha cheiro de livros e tinta e sua pele era muito macia, apesar das mãos estarem sempre frias e ressecadas. Todos aqueles pequenos fatos sobre ela eram inúteis mas ainda assim queria decorar cada um antes de ficar longe da pessoa que amava. 

- Por favor, não tente me convencer a ficar de novo. Eu simplesmente preciso ir. - disse sem disfarçar a voz trêmula.

- Tudo bem. - a loira respondeu sem sair do lugar - Só quero que me prometa uma coisa.

Fleur afastou-se para enxergá-la melhor, seus olhos azuis refletindo no castanho-café dos dela.

- Fique viva. - disse com firmeza - Isso não é uma pergunta, é uma ordem.

… 

 Hermione percorreu os corredores de Hogwarts com a varinha em punho, preparada para qualquer inimigo que surgisse no caminho. Estava em completo estado de choque e o corpo exausto mal aguentava o próprio peso, mas não era para menos: Era oficialmente uma sobrevivente da Batalha de Hogwarts que havia sido decidida a menos de duas horas. Mas a que custo? Pessoas feridas e corpos ficavam pelo caminho, espalhados pelos destroços do que um dia foi sua querida escola de bruxaria. Ela queria parar e ajudar todos, mas no momento sua cabeça só estava em um lugar. 

Fleur. Fleur. Fleur. Fleur.

 Sabia que a loira esteve infiltrada em Hogwarts para repassar informações à Ordem da Fênix, e também que decidiu ficar e lutar quando os Comensais da Morte chegaram. Mesmo assim, não haviam se cruzado uma única vez durante toda a noite, o que só a deixava mais preocupada. Ao mesmo tempo tinha uma ânsia absurda de rever a namorada pela primeira vez em quase um ano, quando decidiu largar tudo para caçar as malditas orcruxes. Não deixou de pensar em Fleur um único segundo mas a cada oportunidade de escrever ou buscar notícias uma vozinha gemia em sua cabeça que não era seguro e provavelmente só a colocaria em maus lençóis. Agora finalmente tinha certeza que ocupavam o mesmo prédio e ela mal sabia se deveria procurar entre feridos ou mortos.

Pare de falar besteira, Hermione! brigou consigo mesma, Fleur não é do tipo que desiste da briga tão fácil. 

 Seu braço reclamou quando empurrou um dos portões e correu em direção ao pátio principal, provavelmente por causa do tombo feio que levou horas antes. Mas não importava; nem isso, nem a grossa camada de sujeira que cobria seu corpo, ou mesmo os ferimentos aqui e ali que ardiam quando fazia esforço. Andou sem orientação pelo enorme gramado, sem saber por onde começar. Alguém gritou seu nome e ela virou-se de supetão.

- Ai meu Deus! - gritou ao ver uma loira imunda correr em sua direção.

Fleur estava tão imunda quanto ela, o cabelo loiro escurecido com fuligem e pólvora. Mesmo assim não pensou duas vezes e pulou em seus braços, envolvendo-a em beijos longos e ardentes que nunca poderiam cobrir os meses que passaram longe uma da outra. Ambas soluçavam, emocionadas demais para dizer qualquer coisa, então o conforto vinha no toque e no contato que fez tanta falta esse tempo todo. 

- Eu prometi, não foi? - Hermione fungou. - Por você eu volto até do inferno.

Fleur riu e beijou-a novamente. Nada mais importava agora, sabiam que a batalha foi ganha no momento que sentiu o calor dela contra seu corpo, a silhueta final encaixando perfeitamente em seus braços. O resto elas cuidavam depois.



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