História Flirting Game - Capítulo 1


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Categorias EXO, Kris Wu
Personagens Kris Wu, Suho
Tags Colegial, Krisho, Sukris
Visualizações 384
Palavras 1.305
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, LGBT, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Se existia alguém no mundo que Wu Yifan odiava com certeza era a pessoa que inventou de misturar letras e números. Matemática e números em si já eram o inferno, por qual motivo era necessário meter o alfabeto no meio?

Não era como se ele estivesse prestando atenção na aula e nas malditas equações que o professor passava na lousa de qualquer maneira. Seus olhos estavam ocupados decorando cada detalhe do belo rosto de Kim Junmyeon. O modo como ele mordia os lábios, analisando as contas anotadas no caderno com a letra caprichada e bonita, muito diferente da sua que poderia facilmente ser confundida com hieróglifos, ah, Junmyeon ficava fofo demais quando estava concentrado daquela maneira. E tudo piorava quando ele sorria ao corrigir o exercício e descobrir que havia acertado, aquele sorriso causava um estrago na mente já bagunçada de Wu.

O presidente do grêmio estudantil era capaz de fazer desmoronar a imagem de durão que Yifan vinha construindo desde a oitava série e tudo isso com um simples sorriso idiota. Se os demais alunos soubessem o que se passava em sua mente, a reputação que nutria com tanto afinco seria jogada no lixo em poucos segundos e nem seu cargo de capitão do time de basquete o salvaria. Tudo por causa de um coreano bobinho e lindo de morrer.

“Senhor Wu, perdeu algo na carteira do senhor Kim?” O professor perguntou, cruzando os braços e deixando claro com sua sobrancelha arqueada que não estava para brincadeira. “Se não, pode por favor prestar atenção?”

O barulho de risadinhas sequer afetou o capitão, que apenas deu de ombros e lançou uma última olhada para Junmyeon, que agora estava mais vermelho que um pimentão, embora tentasse esconder. Aquilo o animou, talvez existisse uma chance de conseguir alguns beijinhos qualquer dia desses.

Depois da bronca precisou realmente prestar atenção na matéria, ponderando se era possível morrer de tédio, pois se fosse, sua morte estaria próxima. Também se perguntava o motivo de gostar tanto do garoto sentado na fileira ao lado, a apenas uma mesa de distância. Não fazia ideia de quando seu coração começou a acelerar quando os olhares se cruzavam, ou até mesmo quando Junmyeon anunciava algum recado em voz alta para a sala toda ouvir, apenas aconteceu de um dia se pegar imaginando como seria beijar aqueles lábios tão bonitos e que aparentavam ser macios. Um dia sanaria essa curiosidade, por enquanto, se contentava em apenas provocá-lo com flertes nada discretos quando estavam a sós, flertes esses que sempre ocasionavam sua expulsão da sala do grêmio.

Assim que o sinal anunciou o final das aulas, ele apenas jogou o material sem cuidado dentro da mochila e seguiu o presidente pelo corredor até a sala do grêmio, metendo o pé entre o batente e a porta antes que ela se fechasse. Aquilo assustou Junmyeon, que pousou a mão sobre o peito e o encarou como se ele fosse maluco.

“Você quer me matar, garoto?” Yifan apenas sorriu e Junmyeon revirou os olhos, pedindo para que ele entrasse logo e fechasse a porta. “O que você quer?

“Vim te ver!” Abriu seu melhor sorriso e apoiou o corpo sobre a mesa redonda que ficava no centro da sala, Junmyeon reprovou aquele gesto com o olhar. “Você fica mais bonito quando está envergonhado, sabia? Assim como estava na sala.”

“Você tem a imaginação muito fértil, menino.” O presidente passou a organizar os papéis espalhados pela mesa em uma pequena pilha, tentando disfarçar o quanto aquela frase o deixara desconcertado. “E uma péssima gama de cantadas, claro.”

O chinês tentou parecer ofendido, mas não conseguia tirar o sorriso. Era difícil se conter quando sabia que suas tentativas estavam dando resultado ou ao menos deixando Junmyeon com vergonha e ele ficava muito fofo com vergonha.

“Ah, elas não são ruins! Ei, você tem um mapa?” A parte mais engraçada das cantadas era que Junmyeon era inocente demais ao ponto de cair em todas, mesmo que estivessem discutindo sobre o assunto segundos atrás. Ele prontamente inclinou a cabeça para o lado e disse que não, questionando o motivo de um pedido como aqueles tão de repente. “É porque me perdi no brilho dos teus olhos.”

O presidente largou as folhas sobre a mesa e cruzou os braços, tentando ao máximo não sorrir, mas foi impossível. Yifan era bonito demais e quando dizia aquelas coisas com tamanha facilidade tudo ficava uma bagunça em seu corpo, principalmente em seu peito onde o coração martelava desesperadamente.

“Você é um bobo.” O chinês se questionou quem usaria bobo como uma ofensa além daquele garoto, ele era adorável mesmo. “O que pretende conseguir com tudo isso? Se estiver brincando com a minha cara irá se arrepender, Wu.”

“É sério. Então, posso te acompanhar até sua casa hoje?” Enfiou as mãos nos bolsos, balançando o corpo para frente e para trás enquanto esperava uma resposta.

“Claro! Eu preciso mesmo de ajuda para carregar alguns livros.” Yifan quase desistiu de acompanhar o coreano naquele momento, mas era impossível resistir aos olhos brilhantes e sorriso largo.

Logo estava andando pela calçada com a mochila pesando duas vezes mais apenas para ver Kim Junmyeon feliz, aquilo poderia ser considerado amor.

“Ei, Jun.” Yifan tentava andar o mais devagar possível, a casa do presidente não era tão longe assim e não queria ter que se despedir tão cedo. “Isso parece pesado, deixa que eu levo para você.”

Junmyeon o encarou confuso, piscando os olhos algumas vezes e encarando a própria mão, a qual o chinês havia apontado.

“Ãh? É minha mão.” Antes que pudesse pensar em qualquer coisa, Yifan tomou sua mão e entrelaçou os dedos carinhosamente, o deixando sem ação por alguns segundos e com o coração batendo desesperado.

“Eu sei.” A mão de Junmyeon era quente e macia como ele imaginara, era muito boa de segurar. “Não está melhor assim?”

“Está sim…” Ele sussurrou, com as bochechas quentes de vergonha e um sorriso bobo. A mão de Yifan era um pouco áspera, mas trazia uma sensação boa ao segurar a sua daquela maneira. “Você não é nada do que aparenta, sabia disso? Se não vivesse me enchendo de cantadas pensaria que era algum valentão babaca.”

O capitão acharia aquilo um absurdo se não fosse algo tão recorrente, gostava de ser respeitado, mas não de meter medo nas pessoas.

“Acho que são minhas sobrancelhas. Pareço bravo?” Junmyeon assentiu e abriu um sorriso maior que o anterior. “Bom, ao menos minhas cantadas te fazem rir!”

“Eu gosto delas… Mas não conte isso ao capitão Wu, ele pode ficar com o ego gigantesco!” Compartilharam uma risada e Yifan pousou a mão sobre o peito como se estivesse fazendo um juramento.

“Eu prometo manter segredo.” Para a infelicidade de Yifan, a casa de Junmyeon não era tão distante e logo chegaram. “Bom… Está entregue.” Abriu a mochila e devolveu os livros ao presidente, aproveitando para tocar as mãos macias uma última vez.

“Vou te esperar passar aqui amanhã. Seis e quinze, não gosto de atrasos.” O chinês assentiu animado, ainda que odiasse ter de acordar cedo. Não era segredo que ele sempre chegava atrasado na primeira aula.

“Por você eu apareço aqui às cinco!” Jogou a alça da mochila sobre o ombro mais uma vez enquanto levava a  outra mão até a nuca. “Até amanhã?”

O chinês pensou que suas pernas iriam virar gelatina quando Kim Junmyeon se aproximou, ficando na ponta dos pés para diminuir um pouco a diferença de altura e alcançar seus lábios. Foi um beijo delicado e leve, mas o bastante para aquecer todo o corpo de Yifan e lhe corar as bochechas.

“Até amanhã, Wu”.

Aquele joguinho de cantadas havia valido a pena afinal, em sua mente, Yifan já montava uma listinha de cantadas para conseguir mais alguns beijinhos e quem sabe mais tarde, o coração do presidente.


Notas Finais


Essa história surgiu dessa postagem do tumblr: https://twitter.com/suhotus/status/1025553972332036096

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